Com a polêmica de ter de cantar o hino nas escolas, perguntei à minha sobrinha se ela sabia e ela começou:
“Ouviram do Ipiranga às margens plácidas. De um povo heróico e um rato de turbante.”
(Naomi, 6 anos)
Com a polêmica de ter de cantar o hino nas escolas, perguntei à minha sobrinha se ela sabia e ela começou:
“Ouviram do Ipiranga às margens plácidas. De um povo heróico e um rato de turbante.”
(Naomi, 6 anos)
Comprei uma nutella e falei para a Bruna:
– Tenho uma surpresa para você. É uma coisa que você adora e é melhor que brigadeiro!
– É amor?
(Bruna, 7 anos)
– Estava caro! Foi oitenta reais. Mas eu fingi que era um real e comprei.
(Hilton, 4 anos)
Meu esposo estava ajudando nosso filho a se arrumar para a escola, mas o Bernardo estava muito manhoso. Então o meu esposo perguntou:
– Você prefere o pai bravo ou fazendo gracinha?
– Prefiro o pai quieto.
(Bernardo, 5 anos)
Estava assistindo um filme com a Sophia e ela me surpreendeu:
– Viu, mãe, como a gente se parece?
E continuou:
– A senhora só precisa arrancar dois dentinhos.
(Anna Sophia, 6 anos)
– Malu, o que você quer comer no almoço?
– Macarrão com carne “morrida”, vovó.
(Malu, 2 anos)
Estávamos brincando de super-herói, na maior bagunça, quando falei:
– Agora você vai voar.
– Não, tio. Eu vou quebrar. Tô sem capa.
(Dante, 2 anos)
– Papai, Deus é como o Wi-Fi.
A gente não vê, mas sabe que ele está aqui.
(João Guilherme, 5 anos)
Estávamos na cozinha, sem fazer nada, até que minha mãe olhou pra Duda e perguntou:
– Por que está com essa carinha, Duda?
– Mãe, tô menstruada.
– O quê?
– Quer dizer, entediada.
(Duda, 6 anos)
Brincando com meu sobrinho ele disse:
– Tia, eu estou com o poder do fogo, do vento e da velocidade.
– Verdade? E qual é o meu poder?
– O seu é o poder do amor.
(Davi, 4 anos)
Maya estava chupando a chupeta escondido de mim porque limitamos o seu uso na esperança que ela pare de usar.
Quando eu a peguei no flagra ela teve a cara de pau de dizer:
– Isso não é uma chupeta. Isso é um pendrive.
(Maya, 3 anos)
– Mãe, sabia que quando você fica brava, pode ter um ataque encardido?
(Gael, 7 anos)
– Alice do céu! Por que você está empurrando essa barata morta pra dentro de casa com esse chinelo?Imagina se eu tivesse duas de você?
– A barata já estaria no destino, porque a outra Alice me ajudaria.
(Alice, 4 anos)
– Você gostaria que seu pai deixasse sua madrasta e voltasse para a sua mãe?
– Lógico que não, né tia?! Agora ele tem uma filhinha e se ele deixar a mãe dela, ela vai sofrer do jeito que eu sofri. Eu já sou grande, ela é pequena.
(Milena, 6 anos)
Minha priminha Isa estava discutindo com a vó dela.
A vó, achando que iria parar com a discussão, falou:
– Chega disso que o lobo mau vai te pegar.
A Isa mais que depressa respondeu:
– O lobo mau pega as vovózinhas.
(Isabella, 2 anos)
– Quem é o amor da mamãe?
– É o Murilo.
– E quem é o amor do Murilo?
– É o Murilo.
– Não, neném, é o contrário. É a mamãe.
Vamos de novo:
– Quem é o amor da mamãe?
– É o Murilo.
– E quem é o amor do Murilo?
– É o contrário!
(Murilo, 2 anos)
Eu estava conversando com a minha tia e falei:
– Tia, eu tenho celulite demais.
Minha prima, que estava próxima de nós, parou de brincar e entrou na conversa:
– Kai, eu também tenho celulite e quando ataca eu fico espirrando.
(Julia, 8 anos)
Meu marido pediu para minha filha:
– Duda, procure no Google o significado de sonhar com “muitas galinhas”.
Saindo do quarto, meu filho mais novo aproveitou:
– Duda, veja também o que significa sonhar que a gente é o Tom do “Tom & Jerry”.
(Vinícius, 7 anos)
– Paulo, na barriga da mamãe tem um irmãozinho para você!
Ele com cara de bravo me perguntou:
– Ah, mãe! Por que você engoliu ele?
(Paulo Ricardo, 3 anos)
Entrei no banheiro enquanto minha sobrinha terminava de fazer xixi. Prontamente me ofereci para ajudá-la a dar descarga. Então ela respondeu:
– Não, tio! Eu sabo!
– Eu sabo??
Ela, tentando se corrigir, respondeu:
– Eu seibo!
(Eloisa, 3 anos)
– Mamãe, hoje na escola um menino bateu na Maria Guarda.
– Maria o quê, Bruno?
– Maria Guarda, mãe, já falei.
– Maria Eduarda, filho?
– É isso aí.
(Bruno Vinícius, 4 anos)
– Mãe, eu tô ansiosa.
– O que significa ansiosa, Duda?
– É quando a criança chama a mãe pra brincar e a mãe fala: “espera um pouquinho”.
(Maria Eduarda, 4 anos)
Meu filho conversando com a irmã:
– Eu não posso morrer. Senão a mamãe me mata.
(João Victor, 7 anos)
– Filho, você é o amor da minha vida, minha razão, minha felicidade e fortaleza.
– Mamãe, você é o meu Hulk.
(Paulo Davi, 5 anos)
– Mamãe, o papai do céu deve ter um imã bem grande. Porque todo mundo que morre ele puxa lá pra cima pra ficar com ele .
(José Pedro, 4 anos)
– Filha, você já sentou no meu colo na hora do café. Comeu o meu pãozinho e ainda bebeu todo o meu leite?!
– É, papai. Tem que aprender a dividir.
(Cecília, 3 anos)
Milha filha ainda troca o “v” pelo “g” quando fala. Na praia, na frente de todos, em alto e bom som, me convidou:
– Mamãe, vem “cagar” na areia!
(Sara, 2 anos)
Pela primeira vez minha mãe me pediu dinheiro emprestado. Minha irmã mais nova viu e comentou:
– Nossa, que adultério.
– Como assim adultério, Bia?
– Você. Virando adulta.
(Beatriz, 10 anos)
– Mamãe, por que na nossa vida real não tem magia?
– Pra quê você precisa de magia, filha?
– Para fazer um vestido de diamantes e glitter.
(Cecília, 3 anos)
– Mamãe, a gente pode amar Deus em segundo lugar?
– Filha, devemos amar a Deus acima de todas as coisas.
– Mas é que eu gosto tanto de mim.
(Malu, 7 anos)
Estávamos conversando ao lado do Leonel, meu cachorro que foi adotado já idoso:
– Tia, por que o dente do Leonel é todo escuro?
– Porque ele não escovava os dentes. Você viu o que acontece com quem não escova os dentes?
– A gente vira cachorro?!
(Manuella, 3 anos)
Eu estava na farmácia em que trabalho e chegou João Pedro:
– Tia, tem amoeba pra vender?
– Tem, sim.
– Quanto é?
– É oito e cinquenta.
– Esse preço é caro, ou é barato?
(João Pedro, 4 anos)
– Mamãe, o papai mora no meu coração.
– E eu, filha? Onde eu moro?
– No prédio.
(Emily, 4 anos)
– Quando a gente respira, fica calmo e o coração fica feliz.
(Pedro, 4 anos)
Peguei a vassoura para varrer a casa e minha sobrinha perguntou:
– Tia, o que você vai fazer?
– O que você acha?
– Voar?
(Ana Júlia, 6 anos)
– Filho, a mamãe é gorda ou magra?
– É bonita!
(Miguel, 4 anos)
– Vivi, por que você está triste?
– Porque minha avó foi morar no céu.
– É muito longe?
– Sim, Isa. Muito longe!
– Se você quiser eu posso ser sua vovó.
(Heloísa, 3 anos)
– Lia, qual tema você quer para sua festa?
– Chapeuzinho vermelho.
– Que legal! Então vamos comprar uma capa vermelha.
– Nããão! Eu quero ser o lobo!
(Lia, 2 anos)
– Filho, você sabe que ninguém pode ver suas partes íntimas?
– Sei, mãe.
– E você sabe quais são as suas partes íntimas, né?
– Sei. Estômago, coração…
(Eric, 8 anos)
– Mamãe, a gente precisa de uma chaminé para o Papai Noel descer.
– Filho, se tivermos uma chaminé o Lobo Mau também vai descer.
– Mamãe, Lobo Mau não existe.
(Saulo, 4 anos)
– Sofia, você sabe o que é saudade?
– Saudade é quando a gente quer dar um abraço na pessoa e não pode.
(Sofia, 4 anos)
Estava vendo uma revista de decoração quando apareceram umas peças na cor laranja bem estranhos e eu disse:
– Nossa, que esquisito isso, parece Souvenir da Via Oeste!
E a Julia perguntou:
– Mamãe, o que é souvenir?
A Luiza mais que depressa respondeu:
– Ai, Julia, souvenir é aquela marca de tinta, né?
(Julia, 7 anos e Luiza com 4)
E durante a oração, escutei:
– Papai do céu, cuida das pessoas que não tem casa, não tem comida, não tem Netflix, não tem videogame…
(Eduardo, 5 anos)
A Cecília entrou na cozinha chorando, indignada e falou:
– Mãe, por que você cortou minhas unhas dos pés? Como eu vou coçar as minhas perninhas agora?!
(Cecília, 3 anos)
– Filha, você quer suco?
– Qual sabor?
– Manga.
– Manga comprida?
(Heloísa, 2 anos)
– Filha, não entre no quarto porque a mamãe acabou de dormir.
– Mas, papai… eu vou entrar com meus pézinhos de algodão.
(Cecília, 3 anos)
– Cemitério é onde vivem os mortos?
(Guilherme, 5 anos)
– Tio, o fusca sempre foi um fusca, ou quando os carros vão ficando velhos eles viram fusca?
(Milleni, 7 anos)
– Marcela, você ama a mamãe muito ou pouco?
– Amo muito. Do fundo do meu coração. E do raso também.
(Marcela, 7 anos)
– Quando eu respiro fundo, a raiva desmaia.
(Lorena, 5 anos)