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Meramente ilustrativa

Nos preparando para dormir:
– Mãenhê, lê a histórinha da Cinderela pra mim?
– Tá bom, vamos lá.
“Era uma vez uma bela moça chamada Cinderela. Ela vivia com sua madrasta e suas duas meio-irmãs. Elas não gostavam da Cinderela e a tratavam como empregada; ela limpava a casa, cozinhava e cuidava das roupas.”
– Ah mãe, que nem você, né?!

(Soraya, 4 anos)

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Aqueles dias

Minha irmã Alissa dormiu e acordou com o travesseiro todo ensaguentado por que estourou um vazinho do seu nariz. Minha mãe levantou assustada e falou:
– Alissa, o que é isso meu Deus?
– Nossa, mãe, será que menstruei pelo nariz?

(Alissa, 9 anos)

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Resultado imediato

– Estou indo para a academia para ficar magrinha igual a você, filha.
Quando voltei da academia, depois que minha filha me pediu para levantar a blusa, ela concluiu:
– Mamãe, acho que você não foi na academia… Você foi comprar doce.

(Laura, 5 anos)

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Valor

O tio deu R$ 5,00 para o Léo e disse: – Pode conprar o que você quiser, Léo.
Então eu perguntei para ele:
– Léo, o que você gostaria de comprar?
– Um vídeo game, mãe.
– Filho, com R$ 5,00 você não pode comprar um vídeo game.
– Mas meu tio disse que eu posso comprar o que eu quiser.

(Leonardo, 5 anos)

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Melhor presente

O Vitor me entregou o espelhinho que fica dentro da minha bolsa e me disse:
– Mamãe, abre que tem uma surpresa pra você aí dentro.
Olhei pro espelhinho e fiquei imaginando o que poderia ser… Afinal, o que ele poderia conseguir enfiar dentro daquele espelhinho? Seria algum bilhetinho?
Abri e de primeira não vi nada. Depois olhei atentamente e vi um beijinho no espelho.
– Agora você tem meu beijinho guardado sempre com você!

(Vitor, 5 anos)

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Lá na tribo

– Mamãe, pega meus lápis pra mim pintar, por favor?
– “Mim” não pega nada, porque “mim” não ser índio. Você por acaso é índio para falar assim?
– Não sou, mas queria ser, pra falar do jeito que eu quisesse.

(Lara, 5 anos)

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Percepção

Minha irmãzinha reparou que eu não estava muito bem, me perguntou o que eu tinha e eu respondi:
– Nada, não. Eu vou ficar bem.
– O engraçado dos adultos é que eles choram por dentro e não por fora, né?!

(Jhennifer, 9 anos)

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Moeda

Minha irmã e minha avó estavam brincando de mercadinho.
– Quanto está custando esse abacaxi, moça?
– Três reais.
– Mas isso é muito caro! Não tenho todo esse dinheiro.
– Não tem problema. Pode pagar com um abraço também!

(Eloá, 8 anos)

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Logística

Eu estava carregando uma caixa de um móvel novo. Minha filha encostou o rosto e quase beijou a caixa suja. Não aguentei e falei:
– Não encoste na caixa suja que você não sabe nem de onde veio.
– Estava no caminhão, mamãe.
– E antes de estar no caminhão, você sabe onde estava?
– Na China, mamãe!

(Elisa, 7 anos)

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Quer dizer

Quando a Manu chegou em casa viu uma rosa vermelha dentro do copo e falou:
– Que linda, mãe. Quem te deu?
– Foi o tio Marcelo, filha.
– Quer dizer que ele te ama, né mãe?
Uma semana depois a Manu chegou em casa e viu um buque cheio de rosas vermelhas.
– Que linda, mãe. Quem te deu?
– Foi o tio Marcelo, filha.
– Quer dizer que ele quer casar, né mãe?

(Manuela, 4 anos)

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Pseudônimo

Todo dia, quando faz a lição de casa, é a mesma coisa: Lorenzo precisa escrever o nome completo nomtopo da página. Certo dia, cansado de escrever a mesma coisa, ele me perguntou:
– Mãe, posso trocar o meu nome por Buzz Lightyear?

(Lorenzo, 5 anos)

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Professora

A Cecília estava ensinando minha filha a falar:
– Sofia, fale lagartixa.
Eu ouvindo e respondi:
– Lagartixa é muito grande. Ela não consegue falar.
E a Cecília continuou:
– Sofia, então fale lagartixinha.

(Cecília, 6 e Sofia, 1 ano)

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Futuro

Estávamos em casa jantando, Vitória olhou para mim e disse:
– Mãe, um dia você vai morrer e eu vou ficar sozinha?
– Não, Vitória! Se um dia eu morrer, você vai ficar com seu pai.
– Como diz a senhora “Deus me drible!”, porque meu pai não sabe fazer leite.

(Vitória Eduarda, 4 anos)

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Ofensa?

– Vó Malu, mostrar o dedo do meio é feio?
– Sim, Vítor, bem feio. É como se você estivesse brigando com a pessoa.
– Então como eu vou mostrar para as pessoas que eu tenho 5 anos se não posso mostrar o dedo do meio?

(Vítor, 5 anos)

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Acuda

Fui arrumar a casa e deixei a Maitê desenhando. Quando voltei meu sofá estava riscado.
– Maitêêê, o que você aprontou?
– Calma, mãe.
– Calma, nada! Reza pra sair isso do sofá, menina!
Rapidamente ela juntou as mãos, fechou bem os olhos e começou:
– Papai do céu, abençoe minha tarde, abençoe o sofá e abençoe meu bumbum… Amém!

(Maitê, 2 anos)

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Semear

Estávamos comendo hambúrgueres: 
– Mãe, como é o nome disso em cima do pão? 
– Gergelim. 
– É tipo uma semente? 
– Sim. 
– Então se plantar essa semente, nasce um pé de hambúrguer? 

(Anni, 6 anos)

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Opção

Eu estava brincando com a minha enteada e a brincadeira era que eu pensava em alguma coisa (objeto, animal, comida, etc..) e dava dicas para que ela descobrisse. 
Pensei em esmalte e a dica foi:
– As mulheres vão ao salão para que possam usar e normalmente elas gostam muito. 
Sem pensar, super espontânea, respondeu:
– Homem! 

(Nicole, 5 anos)

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Sinônimo?

Estávamos assistindo um show na tv quando comentei com minha esposa:
– Vi uma entrevista desse cara outro dia comentando que ele finalmente conseguiu se livrar das drogas.
– Ah é? Que legal.
E a Nina atravessou a conversa:
– Da sogra?!

(Nina, 11 anos)