– Mãe, não precisa ter medo da sombra, né? É só uma escuridão que segue a gente em todo lugar.
(Dillan, 3 anos)
– Mãe, não precisa ter medo da sombra, né? É só uma escuridão que segue a gente em todo lugar.
(Dillan, 3 anos)
Minha filha cantando o Hino Nacional na escola:
– Ó Pátria amada, emburacada, salve, salve!
(Clara, 3 anos)
Sarah, ao mostrar um macaco de brinquedo que acende luzes para a irmã, vê que ele não está funcionando porque acabaram as pilhas. Coloca as mãos na cabeça e diz:
– Meu Deus, a internet caiu.
(Sarah, 3 anos)
– Sabe, acho que nem deveríamos ganhar presentes no Natal. O aniversário é de quem?
Miguel respondeu:
– De Jesus.
– Então, quem deveria ganhar o presente?
André interrompeu:
– Mas Jesus não está dentro de nós?
(Miguel, 4 anos e André, 10)
– Tia, o André está com ranho na unha.
– André, deixa eu ver… Não Otávio, o André não está com ranho na unha.
– Tá, sim. Me arranhou todinho.
(Otávio, 5 anos)
– Daniel, você teve natação ontem?
– Natação de piscina ou de futebol?
– De piscina.
– Não.
– E de futebol?
– Também não.
(Daniel, 4 anos)
– Tia, já sei escrever o nome da minha amiga.
Como ele ainda não era alfabetizado, perguntei:
– Sério? Então escreve aqui.
E ele escreveu a letra L.
– Qual o nome da sua amiga?
– Ellen, tia.
(Vinícius, 3 anos)
Conversa entre meu irmão e a moça que trabalha aqui em casa:
– Ei, você não quer ir lá prá casa morar comigo, não?
– Você sabe fazer bolo?
(Luís, 5 anos)
– Valentina, você já pensou o que quer do Papai Noel? Temos que escrever sua cartinha.
– Quero um cavalo.
– Mas, filha, não podemos ter um cavalo. Não temos espaço. Onde vamos enfiar ele?
– Tá bom, mamãe. Então eu quero uma fazenda.
(Valentina, 3 anos)
– Mãe, quando o dente cai, a Fada dos Dentes traz dinheiro, né?
– Traz, filho.
– Ah! Então meu avô é rico.
(Miguel, 5 anos)
– Caio, o que é se apaixonar?
– É ficar com o coração nos olhos, tia.
(Caio, 4 anos)
– Acho que não vou mais banhar, mamãe.
– Por quê?
– Porque o sabonete morre quando a gente banha.
(Pedro, 5 anos)
– Mãe, pega água pra mim beber?
– É para eu beber.
– Pega pra nós dois, então.
(Miguel, 7 anos)
Estávamos brincando de médico e eu disse:
– Doutor, estou com dor de cabeça. O que eu tenho?
Ele, sabiamente, me diagnosticou:
– Dor!
(Joaquim, 2 anos)
– Meleca é de Deus?
(Ana Luísa, 5 anos)
Laura estava conversando com a sua mãe enquanto tomava banho:
– Mamãe, tudo é vida, né? Passarinho é vida, cachorro é vida, chuveiro é vida, toalha é vida…
– Não, Laura. Chuveiro e toalha não. Para ser vida tem que ter coraçãozinho.
– Nossa, mamãe, então churrasco é vida!
(Laura, 3 anos)
Com um saco de biscoito de polvilho nas mãos, minha mãe perguntou:
– Arthur, você quer biscoito de vento?
– Eu não!
– Por quê? É tão gostoso!
– Porque eu não quero pegar pneumonia.
(Arthur, 7 anos)
Estávamos assistindo televisão e na abertura do filme apareceram várias letras “pulando” para formar o nome do filme. Minha irmã começou a rir e disse:
– Nossa! Que letrinhas simpáticas.
(Maria Eduarda, 9 anos)
– Mãe, você prefere um lápis para escrever o futuro ou uma borracha para apagar o passado?
(Maria Luísa, 8 anos)
Eu estava deitada com dor nas costas e minha filha falou:
– Mamãe, vou te contar uma história para você se sentir melhor. Pode pegar um livro para mim?
– Filha, estou com dor, conta uma história da sua cabeça mesmo.
– Tá bom, mamãe: “Era uma vez uma cabeça…”
(Ana Sophia, 3 anos)
– Paulinha, eu gosto de uma menina da minha sala.
– Por quê você gosta dela?
– Porque ela coloca meu nome no coração do jogo do silêncio e me dá o giz todo dia.
(Peterson, 5 anos)
– Sarah, lava a louça para mim?
– Eu não, Laryssa.
– Eu te dou dinheiro, Sarah.
– Irmã, você não tem dinheiro.
– Dia 22 eu terei.
– Então, tá. No dia 22 eu lavo.
(Laryssa, 11 e Sarah, 7 anos)
Estamos comprando ingressos para o cinema e a Samara viu que pedi duas inteiras e uma meia entrada.
– Mãe, por que meia entrada?
– É para você, Sam.
– Mas eu quero assistir o filme inteiro, não meio.
(Samara, 8 anos)
– Rafael, você sabe o que é o dia da Independência?
– É o dia em que ninguém precisa de ninguém para nada.
(Michelle, 7 anos e Rafael, 10)
Há exatamente um ano, fizemos um post por aqui comemorando 50 mil corujas acompanhando o blog no Facebook.
Hoje pela manhã, paramos um pouquinho a correria do dia-a-dia para notar (e comemorar) o fato de que agora, doze meses depois, já somos 500 mil. Isso aí, meio milhão!
Por que isso é legal? Para nós, porque mais gente nos envia suas pérolas e continuamos com conteúdo para postar aqui todos os dias. Mas, tem também outro significado, mais profundo e importante: o de que mesmo em um momento de crise tão duro pelo qual passa nossa sociedade, ainda podemos parar alguns segundos no nosso dia para celebrar a pureza e a graça da infância. E sorrir 🙂 No meio do caos, a gente sorri com a inocência dos nossos pequenos. E talvez isso nos leve a notar, por um instante que seja, o que importa de verdade na vida.
Obrigado pela companhia diária. E seja feliz.
Abraços,
Manú e Henrique
– Mamãe, eu vou ser desenhista quando crescer. E você, mamãe, vai ser o quê?
(Manú, 4 anos)
– Vou te comprar um chinelo, Duda.
– Eba.
– Quanto você calça?
– Eu calço dois.
– Dois é muito pequeno.
– É nada. Eu calço um em cada pé.
(Duda, 6 anos)
Estava assistindo ao desenrolar da crise política na TV e a Nina, sentada ao meu lado, lia alguma coisa. No final da reportagem, ela baixou o livro e me perguntou:
– Pai, me explica o que aconteceu?
Tentei resumir a coisa toda. Falei sobre corrupção, sobre o sistema político no país e como algumas pessoas desviavam dinheiro de empresas públicas e agora estavam sendo descobertas e investigadas. Concluí tentando mostrar que quem sofria com isso tudo era o povo, que o dinheiro roubado, no fim, deixava de ser investido em hospitais, escolas e benefícios para as pessoas que mais precisam:
– No fim, filha, a maioria só está preocupada em tirar vantagem para si. Eles não pensam no povo. Eles roubam muito. E para piorar, ficam ricos, muito ricos, desviando o nosso dinheiro e tirando dos mais pobres.
Ela refletiu um segundo…
– Entendi. Mas então eu acho que vou ser política, pai.
– Por que, Nina?! Você não entendeu o que eles fazem?
– Entendi. Mas alguém tem que chegar lá para arrumar essa bagunça.
(Nina, 10 anos)
Já postamos isso antes por aqui. Mas postaremos todo ano, porque hoje é domingo e essa é a mensagem mais importante, para crianças de todas as idades 🙂
– Vini, será que o coelhinho da páscoa vai trazer um ovo pra você este ano?
– Um, não, mãe. Três!
– Ué, por quê?
– Porque ele canta assim: “coelhinho da páscoa o que trazes pra mim? Um ovo, dois ovos, três ovos assim”
(Vinícius, 5 anos)
– Alice, eu não acredito mais na fada dos dentes.
– Por que você não acredita mais?
– Porque ela está devendo cinco reais para a Júlia.
(Isabella, 7 anos)
Eu disse à minha sobrinha:
– Gi, quem mora no Japão é japonês e quem mora no Brasil é…
– É “nóis”.
(Giovanna, 4 anos)
Fanfic. Até semana passada a gente nem sabia o que isso significava. Mas notamos que começaram a surgir comentários no Facebook dizendo que estávamos fazendo isso e precisamos correr para aprender mais um termo.
Bom, gente, precisamos dizer: não fazemos fanfic no Frases de Crianças. Também não inventamos frases e nem copiamos de nenhum lugar. Primeiro, porque não temos tanta criatividade assim e seria impossível, dadas nossas limitações, inventar coisas tão divertidas. Segundo, porque isso fere gravemente o princípio pelo qual o blog foi criado.
Compartilhar as pérolas ditas pelas nossas crianças é parte de algo elementar em que acreditamos: que a inocência da infância merece ser celebrada e que crianças não são seres menores, limitados ou menos inteligentes que os adultos. Mas, precisamente o contrário, são perspicazes, sensíveis e capazes de nos surpreender diariamente com sua graça. Quem convive com uma criança diariamente, sabe disso.
O Frases de Crianças é um blog colaborativo. Tudo o que postamos aqui é dito por crianças que convivem com a gente (filhas, sobrinhos, filhos de amigos) ou recebemos por email ou mensagem da comunidade de leitores que temos. Nos emails que recebemos (são mais de mil todos os meses), constam o nome completo do adulto que nos enviou e o nome e idade da criança. Não colocamos esses dados nos posts para garantir a privacidade dessas pessoas, mas temos os emails guardados, até como prova e autorização para que possamos compartilhar conteúdo de terceiros por aqui.
Talvez seja inevitável que, em algum momento, alguma frase falsa chegue em nossa caixa de entrada (hoje, somos mais de 130 mil pessoas aqui no Facebook e, no blog, chegamos a 500 mil acessos mensalmente). Mas se isso acontecer, acreditamos que, tal como confiamos na honestidade dos que contribuem com conteúdo para o blog, confiamos também que esse conteúdo será denunciado por essa mesma comunidade para que possamos excluí-lo.
Obrigado por continuarem com a gente.
Beijos,
Manú e Henrique
O Nicolas pediu:
– Colo, mãe.
– Ah filho, vai andando. Você já é grandão.
– Um grandão cansado, mãe.
(Nicolas, 2 anos)
Aqui no blog, compartilhamos há mais de sete anos as pérolas e frases engraçadas ditas por crianças do mundo todo. Mas desde que nos tornamos pais, começamos a misturar entre os contos e crônicas que escrevíamos, as nossas histórias familiares.
O Frases de Crianças cresceu muito, virou essa coisa de gente grande (sobre gente pequena) e se tornou essa comunidade que adoramos atualizar todos os dias. Mas nossas histórias também continuaram e, junto com as nossas filhas, elas cresceram. E agora viraram um livro, que gostaríamos que você conhecesse.
Se quiser ler, clique em um desses links para baixar em seu celular, tablet ou computador:
– Amazon (Kindle)
– Google Play (Android)
– Apple iBooks (iPhone/iPad)
– Tem nas outras também: Kobo, Saraiva, Livraria Cultura etc.
Depois nos escreva contando o que achou. Queremos conhecer a sua história também 🙂
Abraços,
Henrique e Manú
Levamos um amigo peruano para a casa da tia da minha namorada. Chegando lá, o Pedro começou a conversar com o rapaz. Passado um tempinho, ele comentou:
– Ah, o português é igual ao espanhol. Só muda as palavras.
(Pedro, 8 anos)
Chegamos a 100 mil seguidores no Facebook :o)
Pais e mães, tios e tias, irmãos e irmãs, padrinhos e madrinhas, professores, avôs e avós. Agora somos 100 mil corujas, de todos os gêneros e espécies, curtindo e compartilhando a graça, a inocência e a beleza da infância.
Cem mil amigos diários, sempre contribuindo e curtindo juntos, sem palavras para agradecer.
Beijos,
Manú e Henrique
Guilherme estava explicando as roupas dos super-herois, quando chegou a hora do Flash:
– O Flash tem uma roupa toda vermelha. E aqui na orelha e no peito ele tem um choque igual o Nescau.
(Guilherme, 6 anos)
– Mãe, vou pegar uma colher para mim comer o sorvete.
– Não é “mim”, filha, é “eu”. Para eu comer o sorvete.
Ela olhou, pensou por dois segundos e respondeu.
– Tá bom mamãe, eu pego uma colher para você também!
(Isabella, 4 anos)
Depois de 7 anos no ar e uma velha promessa de que em breve tudo ficaria mais bonito por aqui, finalmente o “em breve” chegou. Estamos inaugurando hoje uma cara nova para o blog. Sai o visual “paint brush” e entra uma identidade que traduz o que gostaríamos que o blog comunicasse: leveza, arte, a pureza da infância e alegria (ótimo trabalho do Hewerton Matos, grande amigo e designer talentoso).
O conteúdo continua o mesmo, todos os dias uma frase nova. Vez por outra, vamos testar os posts em formatos diferentes para facilitar o compartilhamento e divulgação.
Esperamos que gostem. Mas, como sempre, contamos com os comentários e retorno de vocês para nos dizerem o que estão achando.
Comemorem com a gente!
Abraços,
Manú e Henrique
Manú e Henrique
– Mamãe, como chama o buraco que fica no meio do meu bumbum?
Virei uma estátua e mandei:
– Ânus.
– Nunca vi um buraco que chama ânus. “Ânus” eu tenho 4.
(Enzo, 4 anos)
Estávamos na fazenda dos nossos amigos e comecei a brincar com a Letícia. Entre uma brincadeira e outra, eu a provocava e testava sua paciência.
Depois de um tempo, a Lelê já cansada, aproveitou um trovão bem forte, apontou para o céu e disse:
– Vai chover. Acho melhor você ir embora.
(Letícia, 3 anos)
A tia estava lendo uma piada em voz alta:
– Sem saber se vai ter emprego em 2016, Dilma é flagrada fazendo ENEM.
E a Nina, assustada, parou o que estava fazendo e perguntou:
– A Dilma vai ter um neném?!
(Nina, 8 anos)
O garoto só queria que a mãe tivesse tempo para assistir sua peça na escola…
Mais uma da série de comerciais bonitinhos 🙂
– Mamãe, vamos brincar de esconde-esconde?
– Vamos, filha! Eu conto e você esconde!
– Tá bom!
– 1, 2… 10. Lá vou eu! Onde está a Gabi?
– Na porta, mamãe!
– Não pode falar onde está, filha! De novo… Onde está Gabi?
– Tô aqui!
(Gabriella, 2 anos)