O Gustavo mandou uma mensagem de áudio para sua madrinha que é dentista:
– Madrinha, você tem algum remédio que eu posso colocar na África que apareceu na minha boca?
(Gustavo, 7 anos)
O Gustavo mandou uma mensagem de áudio para sua madrinha que é dentista:
– Madrinha, você tem algum remédio que eu posso colocar na África que apareceu na minha boca?
(Gustavo, 7 anos)
Depois de escutar que o pai faria vasectomia e de presenciar o nascimento do terceiro irmão, Dante soltou:
– Pronto, agora já podemos castrar o papai!
(Dante, 4 anos)
A Luiza fazia balé na escola. A mãe dela é muito séria e reservada. No dia da apresentação de final de ano, a Luiza pediu:
– Mamãe, quando eu estiver no palco dançando, você pode chorar, por favor?
(Luiza, 4 anos)
Depois de explicar para a Sophia qual era o trabalho de engenheiro, perguntei:
– E você vai querer ser o que quando crescer, filha? Médica, veterinária, manicure, engenheira, professora?
– Ah, mãe, acho que eu só quero voar de unicórnio mesmo!
(Sophia, 5 anos)
Disputando a atenção da prima mais velha, que estava mexendo no celular, a Helena soltou:
– Mas, Manu, você vai ter um montão de tempo pra ficar no celular depois, já a gente não tem como encolher pra brincar.
(Helena, 5 anos e Manuela, 6)
A Catarina estava na piscina e um amigo perguntou:
– Catarina, você sabe nadar cachorrinho?
– Não, eu nado humano mesmo.
(Catarina, 3 anos)
Estávamos comprando um brinquedo para o Enzo. Depois que ele escolheu, fui confirmar:
– Você tem certeza absoluta?
– Absoluto não existe, né?
(Enzo Gabriel, 4 anos)
– Olha, mamãe, a praça! Ela está cheia de ninguém.
(Yasmin, 2 anos)
– Mãe, quem estuda ganha dinheiro?
– Sim, filho, quem estuda ganha muito dinheiro.
– Mãe, então por que eu não tô ganhando dinheiro ainda?
(Ícaro, 4 anos)
– Mãe, como que faz um parafuso?
– Ah, filha, lá na fábrica…
– Mas como, mãe?! Explica direito! Você não tem um Google na cabeça?
(Catarina, 5 anos)
Contaram para o Davi que eu estava dando aulas e ele me disse:
– Tia, me ensina alguma coisa.
– O que você quer aprender?
– Alguma coisa que eu não sei.
(Davi, 5 anos)
O Rafinha estava lendo um gibi que aparece o André, um personagem da Turma da Mônica que é autista, ele me perguntou:
– Mamãe, o que é autista?
– Deixa eu pensar em como eu te explico…
– Pode explicar como você aprendeu.
(Rafael, 6 anos)
– Mãe, eu tô em dúvida se quando crescer vou ser youtuber, veterinária, roqueira, médica ou se vou ser uma mãe normal como você.
(Luisa, 6 anos)
– Māe, se Plutão é tão pequeno, por que não colocaram o nome de Plutinho?
(Catharina, 5 anos)
O tio perguntou:
– Onde vai tão bonita, Maria Clara?
– Vou ali ser eu!
(Maria Clara, 7 anos)
– Mamãe, desenha uma pessoa pra mim?
– Mas eu não sei desenhar pessoas, filha.
– Ah, mãe, é simples: você faz a cabeça, as pernas, os pés, os braços, as mãos e o celular!
(Isabella, 3 anos)
Estávamos ouvindo música quando o Bernardo cantou a música do Vitor Kley:
– “Ô sol, vê se não esquece, a minha Ludmilaaa…”
(Bernardo, 5 anos)
A vovó ensinou o Eduardo a rezar e pedir para Deus aquilo que ele precisa ou quer. No dia seguinte, ela perguntou:
– Pediu pro papai do céu curar sua alergia, Dudu?
– Não, pedi pizza de frango!
(Eduardo, 3 anos)
Depois de contar para minha filha que existem pessoas que acreditam que Deus criou todas as coisas e outras pessoas acreditam que o universo surgiu a partir de uma explosão, Anne disse:
– Mãe, sabe no que eu e minha avó acreditamos?
– No quê, minha filha?
– A gente acredita em unicórnios!
(Anne Elise, 5 anos)
Estávamos viajando. Quando chegamos no quarto do hotel, minha filha viu um bidê pela primeira vez. Ela olhou, mexeu, tentou abrir a torneira e nada… Até que falou:
– Mamãe, não está funcionando porque não tem internet, né?
(Julia, 3 anos)
Meu irmão ficou de recuperação em algumas matérias no colégio. Depois que terminou de estudar, minha mãe perguntou:
– E aí, Pedro? Tá preparado para a prova?
– Eu não sei… Mas eu acho que tô confiante!
(Pedro Henrique, 11 anos)
O Francisco estava brincando com o pai e eu disse:
– Se você não parar com esse barulho, vou pedir o divórcio.
Francisco ficou sério, se pôs do meu lado e apontou o dedo para o pai:
– E eu vou pedir o “filhórcio”!
(Francisco, 7 anos)
Brincando de dinossauros com o Bê, falei:
– Filho, eles são gêmeos?
– Mamãe, eles são “doisnossauros”.
(Benício, 3 anos)
Como fazemos todas as noites, estávamos nos ajeitando para assistir um filme em família quando a Cecília, empolgada, falou:
– Mamãe, hoje eu vou deitar no seu lugar preferido para você não dormir, tá bom?
(Cecília, 5 anos)
Eu estava conversando com uma amiga sobre tatuagens e comentei que não havia conseguido um horário para tatuar o nome da Cecília na data do meu aniversário. Escutando a conversa ao meu lado, ela comentou:
– Mãe, no dia do seu aniversário eu desenho no seu braço.
(Cecília, 4 anos)
Eu perguntei para o meu filho:
– Gui, tu quer um irmão?
– É muito caro?
– Oxe, menino! E compra aonde?
– No berçário, ué.
(Guilherme, 6 anos)
Meu filho, estava com dificuldade em ouvir a televisão e disse:
– Mãe, não estou ouvindo direito. Deve ter um cisco no meu ouvido.
(Marco, 7 anos)
– Nossa, o papai tem muita louça pra lavar.
– Pois é, princesa, hoje o papai vai demorar um tempão aqui lavando.
– A gente devia jantar mais na casa da vovó!
(Manuela, 3 anos)
Na casa da minha sogra tem uma balança no quarto. O Luigi falou:
– Rapha, se pesa aí.
A Raphaela subiu na balança e deu 19,9 kg. Assustado, ele comentou:
– Nossa, Raphaela! Mais um e você está com duzentos quilos.
(Raphaela e Luigi, 6 anos)
– Mãe, liga a TV?
– Ainda não está passando desenho, filho.
– Mas eu quero ver o jornal.
(Miguel, 4 anos)
– Mãe, a gente agradece a Deus né?
– Sim, filha.
– E Deus, agradece a quem? A ele mesmo? Ele diz: “obrigado a mim mesmo por ser eu. Que eu abençoe meu dia”?
(Ana Lis, 5 anos)
Na hora da oração, após incluir uma interminável lista de familiares e amiguinhos em suas bênçãos, ele encerrou fazendo o sinal da cruz:
– Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santos, São Paulo, Palmeiras e Corinthians, amém!
(Rafael, 3 anos)
A família estava se arrumando pra ir ao mercado. Com o irmão menor já no carrinho de bebê, o Augusto disse:
– Eu é que vou empurrar o carrinho hoje.
Ele mal chegou na porta, quando virou e comentou:
– Eu vou ser um ótimo pai para os meus filhos, sabia mamãe?
(Augusto, 3 anos)
– Mamãe, meu irmão é tão fofinho.
– E você, filho?
– Eu sou macio.
(Gabriel, 2 anos)
O Pedro foi pela primeira vez brincar com o novo cachorrinho de sua tia, que o estranhou e rosnou para ele. Desapontado, ele disse:
– Ele rosnou pra mim…
– É porque ele ainda não te conhece.
Ele virou novamente para o cachorro e disse:
– Oi, eu sou o Pedro.
(Pedro, 4 anos)
Durante uma aula sobre os bichinhos, o Lucca disse:
– Olha a “tataluga”! A “tataluga”!
O Luka resolveu corrigir o amigo e disse:
– Lucca, não é “tataluga”, é “tar-taluga”!
(Lucca e Luka, 4 anos)
Sophia estava assistindo uma missa on-line e eu perguntei:
– Filha, você viu o Padre?
– Não, mamãe, só tem um homem vestido de Star Wars.
(Sophia Ísis, 6 anos)
– Dinda, o que é namorar?
– É quando duas pessoas ficam juntas, são companheiras e dão uns beijinhos na boca.
– E o que eu ganho com isso?
(Larissa, 7 anos)
Estava brincando de restaurante com a minha prima. Normalmente, eu finjo que sou um cliente muito chato. Reclamei do serviço e ela disse:
– Desculpa, moço, é que a gente é novato nessa coisa de astronomia.
(Lorenna, 7 anos)
Pintando com Léo, perguntei:
– Se misturar azul com vermelho vai dar…?
– Certo!
(Léo, 3 anos)
– Você quer ser o quê? Uma professora? Uma médica?
– Não, serei uma contadora.
– Ah não! Tu vai sair contando a vida dos outros?
(Davi, 9 anos)
No posto de gasolina, a Bruna perguntou:
– Mãe, o que você está fazendo?
– Dando comidinha pro carro.
– Mãe, nosso carro vai virar um caminhão?
(Bruna, 4 anos)
– Filho, vou comprar uma blusa das meninas super poderosas. Qual das três você acha que combina mais com a mamãe?
– A brava.
(Miguel, 3 aninhos)
Estava conversando com minha sobrinha e começamos a falar sobre animais. Pedi para ela me falar sobre os leões e ela disse:
– O leão é o rei da floresta e também é um “pregador”!
(Maria Luiza, 6 anos)
Estava arrumando a Manú para sairmos enquanto conversava pelo celular com uma tia dela que tem um filho da mesma idade. Ao desligar, ela disse:
– Que sorte da tia Déia, né? Ela tem filho homem, que é bem mais fácil de arrumar…
Deu uma pausa e continuou:
– Não tem problema, eu amo ser mulher linda e empoderada.
(Emanuely, 9 anos)
– Mãe, você me busca na escola amanhã?
– Não sei, Anita. Que horas você sai?
Ela, assustada e indignada com a pergunta disse:
– Mãe, na minha escola não é assim não, viu? As crianças não saem! Os pais é que vão buscar.
(Anita, 4 anos)
Em um dia quente, Júlia brincava no quintal mas reparou que estava cheio de fuligem de queimada e falou:
– Tia Má, acho que Deus e Jesus estão fazendo um churrasco lá em cima e nem me convidaram!
(Júlia, 4 anos)
– Tia, sabia que depois de amanhã é dia das tias?
– Ah, é? E o que você vai me dar de presente?
– Um jogo de panelas.
– Ué, você acha que a tia gosta de cozinhar?
– Não, eu acho que você gosta de comer.
(Frederico, 5 anos)
– Filho, tu sabe o que é amor?
– Amor é quando o coração bate muito forte… Mais forte que o Batman.
(Leonardo 4 anos)
Arthur e o pai estavam conversando no quatro. De repente o pai o repreendeu porque fez uma bagunça. Arthur saiu do quarto muito sério e falou:
– Mãe, preciso de um distanciamento social do meu pai. Não tá dando mais.
(Arthur, 7 anos)