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Adeus, parceiro

Estávamos passeando no shopping, quando passamos em frente a uma loja de brinquedos e o meu filho disse:
– Mamãe, quero dar uma passeadinha ali dentro.
– Nossa, filho! Não te vejo mais interessado em brinquedos…
– Não estou interessado, mamãe. Só quero relembrar meu passado.

(Davi, 5 anos)

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Gastronomia

– E aí, meu amor, você já sabe o que quer ser quando crescer?
– Ah, Dinda, não sei. São muitas coisas, né?
– Mas você gosta mais do quê? De contas, português, história,…?
– Eu gosto mais de comer!

(Francesco, 8 anos)

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Globalização

Bia viu alguns produtos da Coreia no meu quarto e perguntou:
– Tia, você foi pra Coreia?
– Não, Bia, a Thalita que trouxe pra mim de São Paulo.
– Ah, eles ficam misturando os mundos.

(Beatriz, 5 anos)

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Lazer antes (e depois) da obrigação

Sou professora e hoje uma criança da turma fez um vídeo a respeito de higiene bucal:
– Tem que escovar aqui, aqui, aqui e aqui. E aí, quando termina, passa o fio dental e chacoalha a boca assim com a água. E então, depois que termina, você vai lá e… come de novo.

(Mellize, 4 anos)

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Uma pessoa simples

– A Chloe quer chocolate, tia Pri.
– Chloe, você tem que almoçar primeiro. Depois a tia Pri te dá o chocolate.
– Mas a Chloe quer…
– A tia Pri também quer um monte de coisa na vida.
– Mas a Chloe não quer uma monte coisa na vida. A Chloe só quer chocolate.

(Chloe, 2 anos)

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É só um lobinho, tá ok?!

É SÓ UM LOBINHO, TÁ OK!?

Eu estava deitada esperando a Bella tirar seu soninho da tarde quando o cachorro uivou no quintal. Na mesma hora, perguntei:
– Nossa, Bella, que barulho foi esse? Estou com medo.
– Tudo bem, mamãe, não fica preocupada. Foi só um lobo por aí.

(Bella, 2 anos)

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Sempre passa

Eu estava triste e calada, um amigo querido havia falecido. Miguel veio saber o que eu tinha…
– Eu tô triste filho, às vezes não sei lidar com a tristeza.
– Eu sei lidar com a minha tristeza mamãe!
– Ah, é? Como você faz?
– Eu fico com ela até ela ir embora. Ela sempre vai.

(Miguel, 6 anos)

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Uma vida moderninha

Depois de muitos meses sem receber ninguém em casa, uma amiga finalmente estava para chegar:
– Quando a titia chegar eu vou sentir ciúmes.
– Mesmo, meu filho? E você sabe o que é ciúme?
– É quando a gente gosta de uma pessoa, alguém chega perto e a gente acha que a pessoa não vai gostar mais de nós.

(Benício, 5 anos)

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Disputa de gente grande

– Papai, eu tenho 4 anos. A Luiza tem quantos?
– A Luiza tem 9.
– Depois eu vou fazer 9, né?
– Sim. Mas, quando você fizer 9, a Luiza já estará com 14.
Decepcionada, ela perguntou:
– Papai, por que ela sempre ganha?

(Lys, 4 anos)

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Sem querer querendo

Vendo o Bernardo fazer prova on-line, percebi que ele tinha errado uma questão:
– Bê, preste atenção. Está faltando algo.
– Eita, é mesmo.
– A mamãe nem podia te dizer isso.
– Mãe, todo mundo erra nessa vida!

(Bernardo, 7 anos)

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Me segura!

Voltei da fisioterapia com algumas marcas nas costas por causa da sessão com ventosas. Ao ver, meu filho perguntou:
– Mãe, quem te machucou?
Respondi rápido:
– Foi o fisioterapeuta.
– Onde ele mora?

(Vitor, 3 anos)

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Ainda bem

– Vovó, é difícil ser mãe?
– É, João.
– E pai, é difícil ser pai?
– É, também é difícil ser pai.
– Ai… É por isso que eu nasci criança.

(João Lucas, 5 anos)

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Tranquila na piscina

Kauane estava na piscina e a mãe dizia o tempo todo para a filha segurar na borda. Em certo momento, ela foi para o meio da piscina e sua mãe gritou:
– Kauane, segura!
– Eu tô segurando na água, mãe.

(Kauane, 3 anos)

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Língua universal

Meu pai, estava assistindo um desenho que ele via na infância, em francês, e chamou a Fê pra ver com ele.
– Olha, Fê, o vovô via esse desenho na sua idade.
– O que ele está falando vovô? Não entendo nada.
– É porque está em francês.
Depois de um tempo, o menino do desenho solta uma gargalhada e a Fernanda diz:
– Olha, vovô! A risada está em português. Eu consegui entender!

(Fernanda, 4 anos)

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Cadê a câmera escondida?

No avião, a Giulia pegou o cardápio de bordo e estava em dúvida sobre o que comer:
– O que posso comer, mamãe?
Como a viagem era longa, eu quis compensar um pouco e disse:
– Qualquer coisa, filha.
– Não pode ser, mãe! Proíba alguma coisa!

(Giulia, 9 anos)

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Identidade muscular

A mãe estava lavando roupa quando o filho se aproximou, apontou para a própria barriga e perguntou como se chamava aquela parte do corpo:
– É o abdômen.
– Mãe, seu “abmulher” tá molhado.

(Helamã, 3 anos)

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É psicológico

Brincando com minha afilhada no pátio de casa em uma daquelas casinhas de madeira para crianças, ela disse:
– Dinda, entra! Vem brincar de cozinhar comigo.
– Depois, Dudinha, agora está muito quente dentro da casinha.
– Pode entrar, dinda. Eu to brincando que tem ar condicionado.

(Maria Eduarda, 3 anos)

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Feliz Natal!

1.
– Mamãe, o que você pediu de Natal?
– Um relógio, porque a mamãe perdeu o dela.
Ela me deu um abraço e disse:
– Mas vai ganhar um abraço, porque o Papai Noel só traz boneca.

(Maria Eduarda, 3 anos)


2.
Depois de ouvir uma conversa minha sobre política e suborno, Clara falou:
– Mãe, o presente do Papai Noel é tipo suborno, não é? Porque só ganha presente se ficar comportadinha e quietinha… Eu prefiro não ser subornada.

(Clara, 9 anos)


3.
– Mãe, o que são discípulos?
– Eram os seguidores de Jesus.
– Então Jesus tinha muitos likes?

(Pedro , 8 anos)


4.
– Lorenzo, vamos escrever uma carta para o Papai Noel?
– Mamãe, podemos mandar um áudio no WhatsApp?

(Lorenzo, 3 anos)


5.
Estava escrevendo a cartinha para o Papai Noel com o Enrico:
– Filho, vamos colocar na cartinha que você não brinca com seu irmãozinho, mas promete brincar com ele daqui em diante?
– Olha, pai… Veja bem, a gente não pode mentir.

(Enrico, 4 anos)


6.
Lendo a cartinha da minha filha para o Papai Noel, eu disse:
– Giulia, não é “lida” que se escreve. O certo é “linda”. Você esqueceu o “N”.
– É que meu nariz estava entupido.

(Giulia, 7 anos)


7.
Eu chamei meu filho para escrever uma carta para o Papai Noel e perguntei o que ele queria pedir. Ele pensou e disse:
– Queria não ter mais que usar máscara.

(Bernardo Henrique, 2 anos)


8.
Eu estava trabalhando em casa quando meu filho apareceu:
– Mãe, eu tô muito preocupado com o Natal.
– Por que, Bubu?
– O Papai Noel é do grupo de risco.

(Bruno, 5 anos)


9.
– Luíza, quando você vai parar de chupar essa chupeta?
– Eu vou entregar para o Papai Noel.
– Ah é? E o que você pediu para ele trazer em troca?
– Outra chupeta.

(Luíza, 3 anos)


10.
Estava corrigindo as atividades na minha mesa quando de repente escutei o Caio falar para um amigo:
– O Papai Noel não mora na Antártida, ele mora no “Paulo” Norte!

(Caio, 4 anos)


11.
– Thiti, o que você quer de Natal?
– Ah, eu queria só um cafezinho resfriado com açúcar. Brinquedo eu pego do meu irmão.

(Thiago, 3 anos)

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Ok ok Google

Helena, fazendo a sua atividade da escola, se deparou com a pergunta “O que é ser adulto?”. Ela respondeu:
– Ser adulto é viver cansado e procurar no Google como se faz tudo.

(Helena, 8 anos)

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O prazer é todo meu

Minha irmã resolveu dar um videogame para o David. Quando ele abriu o presente e viu o que era, me chamou para ver:
– Mãe, olha! Um “vigodame”!
– Que massa, filho. Como que você diz para a tia?
– Uaau!

(David, 2 anos)

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Quem dera

– Denise, como é a musiquinha de Natal que você gosta de cantar?
– “Bate o sino, pequenino, sino de Belém. Já nasceu, Deus me livre, para o nosso bem…”

(Denise, 4 anos)

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Falha no elenco

Theo voltou para casa chateado depois que uma amiguinha bateu nele enquanto brincavam:
– Mas do que vocês estávam brincando?
– Ela era a médica…
– Mas, médico não pode bater no paciente!
– Eu não era o paciente, eu era o vírus.

(Theo, 4 anos)

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Novo Natal

Estávamos conversando sobre o Natal e o Henrique nos perguntou o que pedir para o Papai Noel. Respondi que este ano ele não viria porque é do grupo de risco e ele disse:
– Não tem problema, mãe. O Papai Noel vai fazer as entregas por aplicativo e todas as crianças vão receber os presentes.

(Henrique, 4 anos)