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Ho ho ho!

Eu estava assistindo televisão com a minha sobrinha, quando passou uma propaganda de brinquedos e ela disse:
– Tia, tô me sentindo muito Natalina!
– É, Sofia? Por quê?
– Porque eu já me sinto pronta para ganhar os presentes de Natal.

(Sofia, 6 anos)

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Pequeno grande herói

Ícaro estava assistindo um comercial em que aparecia um garotinho com deficiência visual e me perguntou:
– Mãe, você sabe o que ele tem?
Estava explicando que o menino não podia enxergar quando ele me interrompeu:
– Não, mãe. Ele tem o super poder de não ter medo do escuro!

(Ícaro, 3 anos)

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De coração

– Mãe, vamos adotar um irmãozinho? A gente não precisa esperar nascer, sabe? Tem tantas crianças no orfanato esperando uma família e podemos fazer elas felizes.

(Miguel, 7 anos)

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Jovem ainda

– Kelinha, você devia se vestir melhor.
– Como assim?
– É, suas roupas tem muitos enfeites, é muito infantil. Você já tá bem grandinha pra se vestir assim.
– Mas eu ainda sou criança.
– Por dentro, todo mundo é.

(Vinícius, 8 anos e Kely, 16)

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Sorte grande

Meu filho me disse que consegue sonhar com as coisas que vão acontecer. Então eu falei:
– Você poderia sonhar com os números da Mega-Sena, né?
– Assim que eu sonhar, te digo.
No dia seguinte, quando fui acordá-lo para ir para a escola, ele reclamou:
– Mamãe, não tem como sonhar com os números da Mega-Sena! Toda vez que vou sonhar com eles, você me acorda pra ir para a escola.

(Rafael, 6 anos)

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Real oficial

Eduardo chegou da escola aborrecido. Perguntei o que havia acontecido e ele respondeu:
– Meus amigos ficam me chamando de “o rei da cocada”.
– Mas o que significa isso, meu filho?
– Ah, mamãe, é quando a pessoa se acha muito mas não é.
E continuou:
– Eu não. Eu me acho e eu sou.

(Eduardo, 7 anos)

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Eu quero partilhar

Fazendo a tarefa da escola com o Gabriel, eu perguntei:
– Márcia tinha 5 bolachas para a hora do lanche. Ela deu 2 para Carlos e depois achou mais uma em sua lancheira. A Márcia agora terá?
– Amigos!

(Gabriel, 6 anos)

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Querido Papai Noel,

Minha irmãzinha perguntou:
– Bá, por que você não namora?
– Ah, porque não conheci ninguém legal, bonito, gente boa, trabalhador… Quando conhecer alguém assim, eu vou namorar.
– Amém, né Bá?!

(Maria Clara, 3 anos)

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Uma fofura

Meu filho foi chamado de gordo. Indignada ao vê-lo passando por isso, falei de supetão:
– Da próxima vez, você fala: “gorda é sua mãe”.
E ele disse, todo empolgado:
– É! Gorda é a minha mãe!

(Benjamin, 3 anos)

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Amor maior que eu

Eu disse para a Beatriz que o amor de mãe era maior que tudo.
– Mamãe, quantos anos você tinha quando eu nasci?
– 29, filha.
– Então eu te amo mais. Porque você só começou a me amar com 29 anos e eu te amo desde que nasci!

(Beatriz, 7 anos)

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Enfeitiçados

A gente estava fazendo graça com a Maitê para ela mostrar a idade com os dedinhos.
– Maitê, você ainda tem assim né?
Mostramos dois dedos com as mãos e ela respondeu:
– Por “encanto”!

(Maitê, 2 anos)

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Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

Eu estava chegando com a milha filha na escolha, guiando ela pela cadeira de rodas, quando um colega se aproximou e me perguntou:
– Uau! Como couberam ela e a cadeira na sua barriga?

(André, 5 anos)

Na hora do recreio, eu estava colocando suco na sonda de um aluno que se alimenta por gastrostomia. Um colega de outra turma reparou de longe e disse:
– Que legal! Ele vem com uma máquina de suco junto!

(Guilherme, 6 anos)

Três amigos estavam brincando no intervalo da aula quando um deles, na cadeira de rodas, começou a babar. Isis, uma amiga mais velha, correu para enxugar, parecendo constrangida, quando a Catarina disse:
– Acontece! Eu tô acostumada, meu avô também faz desse jeito.

(Catarina, 6 anos)

Quando a última aula terminou, o José estava com seu amiguinho Edson, que é cego, numa conversa animada. De repente, José arrematou:
– Já entendi, Edson. Você enxerga com as mãos. Já eu como com a barriga.

(José, 7 anos)

Um grupo de amigos da escola estava conversando e a Alice chegou em sua cadeira de rodas. Um dos meninos, mais novo, perguntou:
– Ué, ela não anda?
E o amigo Henrique respondeu:
– Anda, sim. E tem rodas. Vai muito mais rápido que a gente.

(Henrique, 5 anos)

A família estava no consultório médico: mãe, pai e os dois filhos, um deles com deficiência. O médico, se referindo à criança com deficiência, disse para a mãe:
– Pena que acontece isso, né?
E o irmão, que estava distraído fazendo palavras cruzadas, replicou:
– De não acertar a palavra, né, doutor?

(Pedro, 7 anos)

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Me vê duas!

Lucas estava na casa da avó e entrou na sala desesperado:
– Vó, corre! Tem um moço gritando que tá vendendo maconha na rua!
Ela saiu preocupada. Quando voltou, rindo, explicou:
– Pamonha, Lucas. O moço tá vendendo pamonha.

(Lucas, 5 anos)

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Só corro!

A creche tinha feito um treinamento para prevenção de incêndio com as crianças. Na volta para casa, perguntei:
– Filho, agora você já sabe o que tem que fazer quando o alarme tocar?
– Sim, mamãe. Chorar.

(Gaël, 3 anos)

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Laços

Durante uma brincadeira, Ísis me pediu um irmão ou irmã. Depois que ela nasceu, descobri que não posso mais ter filhos. Então respondi:
– Filha, a mamãe e o papai já te explicaram…
– Eu sei, mamãe. Mas o Chico também não nasceu da barriga da tia e ele é irmão da Dora e da Anita.

Obs.: Chico é adotado.

(Isis, 4 anos)

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Culinária inclusiva

– Mamãe, você poderia aprender a fazer comida igual ao papai. Ele sabe fazer uma comida deliciosa.
Percebendo a minha frustração, ela disse:
– Está tudo bem, mamãe. Eu também não sei.

(Maria Alice, 3 anos)

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Baby Fit

A Maitê veio visitar meu filho, um bebê de 45 dias.
– Tia, eu trouxe biscoitos pro Otávio.
– Mas, Maitê, o Otávio ainda não come biscoitos. Ele só toma leite.
– Ah, ele só toma leite porque ele é fitness?

(Maitê, 5 anos)

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Hoje não!

Já eram 20h30 quando a Letícia me perguntou:
– Mamãe, depois que você tomar banho, pode fazer um bolo?
– Pode ser de brincadeirinha?
– Não, de chocolate.

(Letícia, 2 anos)

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Quase nada

Depois de tomar vacina, meu sobrinho foi me visitar. Eu comentei:
– Que legal que tomou a vacina. Você chorou?
– Eu não chorei, só fiz escândalo. Mas já está tudo bem.

(Pedro, 3 anos)

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Plano B

– Mamãe, você gosta mais de gatos ou de cachorros?
– Eu gosto de gatos, filha, e você?
– Eu gosto de gatos e de cachorros!
– Mas e se um dia você tiver que escolher só um para ter em casa, o que você vai fazer?
– Eu vou chorar!

(Júlia, 3 anos)

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Nem sonhando

Estava jogando meu travesseiro antigo no lixo, quando meu filho perguntou:
– Mãe, você não tem dó de jogar seu travesseiro fora?
– Não, filho…
– Nossa, mãe. Depois de tantas noites e sonhos juntos que vocês tiveram, você tem coragem?

(Pedro Daniel, 8 anos)

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Com hora marcada

Estávamos combinando qual seria o melhor horário para levar o João ao dentista. Tentando conciliar as agendas, ficamos indecisos se seria melhor às cinco ou às seis e meia enquanto ele, super atento, disse:
– Mamãe, eu tenho um horário perfeito. Que tal nunca e meia?

(João Felipe, 6 anos)

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De tirar o fôlego

Luiza e Felipe estavam assistindo “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, quando ela perguntou:
– Lipe, você acredita que o avô do Charlie fala palavrão?!
E ele:
– É?! Ele já falou ‘paralelepípedo’?

(Luiza, 7 anos e Felipe, 5)

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Oração maravilhosa

– Mamãe, quando a gente vai fazer aquela oração do Rio de Janeiro?
– Qual oração, filha?
– Agora que estamos morando aqui, nós rezamos “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Um dia a gente pode rezar “Em nome do Pai, do Filho e do Rio de Janeiro”? É que eu tô com saudade…

(Helena, 7 anos)

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Um mundo ideal

Tenho uma tatuagem com asas nas costas que quase nunca está a mostra. Certo dia, eu estava vestindo uma camiseta com um decote maior nas costas e o Miguel. segurando firmemente em mim, gritou:
– Voa, mãe, voa!

(Miguel, 4 anos)

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Supermegaultrastição

Cheguei em casa e o Heitor parecia estar super preocupado. Ao me ver, me abraçou forte. Quando parecia mais aliviado, perguntei:
– Aconteceu alguma coisa, filho?
– Pensei que você tivesse morrido, mamãe. Meu chinelo estava virado!

(Heitor, 4 anos)