Estava na frente do espelho com a minha sobrinha treinando as partes do corpo em inglês e perguntei:
– Malu, como se diz umbigo em inglês?
– One bigo.
(Maria Luiza, 8 anos)
Estava na frente do espelho com a minha sobrinha treinando as partes do corpo em inglês e perguntei:
– Malu, como se diz umbigo em inglês?
– One bigo.
(Maria Luiza, 8 anos)
Meu filho disse que ia se vingar das formigas porque uma o tinha picado. Minha mãe então disse:
– Não devemos fazer vingança com nossas próprias mãos.
E ele respondeu:
– Mas eu me vinguei com meu pé!
(Daniel, 6 anos)
– Vou estudar para crescer, virar presidente e mandar nas pessoas que não conheço!
(Wendel, 7 anos)
– Luca, vem cá! Vamos fazer uma coisa bem legal.
– Bagunça?
(Luca, 1 ano)
– Vovô, vovô! A moça da faxina chegou!
– Ah, é? E como ela é?
Bento pensou um pouco e respondeu:
– Inteira!
(Bento, 3 anos)
A Luísa colocou algumas roupinhas em um saco preto e disse que iria embora de casa.
– Você vai morar aonde, filha?
– Vou morar na esquina… Mãe, onde é a “esquina” mesmo?
(Luísa, 4 anos)
Recebi a grade de aulas da minha filha e vi que ela tem aulas de matemática. Então eu disse:
– Gabi, agora você tem aula de matemática.
– O que é isso, mamãe?
– É para você aprender sobre os números.
– Mas eu já sei tudo sobre os números… Só não sei sobre os números muito caros.
(Gabriela, 4 anos)
– Marina, tu sabe como se diz carro em inglês?
– Não, como é?
– Car.
– Só isso? Car?
– Sim. E ônibus, tu sabe como é?
– On.
(Marina, 5 anos)
– Mamãe, eu queria que você fizesse aquele pãozinho de cebola.
– Faço, filho! Só vou checar se temos todos os ingredientes… Ah, filhão, o fermento biológico está vencido. Precisamos de outro.
– Mas, o que ele ganhou?
(Henrique, 8 anos)
– Alycia, por que você está num canto e a Heloísa em outro? Por que não estão brincando juntas?
– Porque hoje a Helô está de mau-amor.
(Alycia, 4 anos e Anna Heloísa, 6)
Trabalho com tecnologia, ultimamente muito focada em impressão 3D. Meu primo, depois de receber um brinquedo que lhe imprimi, perguntou-me:
– Prima, se consegues criar de tudo porque não imprimes muitas de ti para eu ficar com uma?
– Paulinho, se tivessem muitas de mim, eu deixaria de ser especial.
– Sim. Mas aí envias as cópias para o trabalho, para a Universidade… e a verdadeira fica só para mim!
(Paulo, 5 anos)
Papai disse pra Cecília que quando a briga com ela é pro bem dela. Aí ela foi brincar com uma amiga, falei que não era pra elas brigarem, e ela:
– Mamãe, eu e a Gabi brigamos pro nosso bem.
(Cecília, 3 anos)
Alícia ama dormir com nossos pais e então, eu disse pra ela:
– Alícia, e se a mamãe for se mudar pra uma fazenda e você ficar aqui comigo?
– Ela não pode ir. Ela tem que dormir comigo!
– Por quê?
– Porque ela tem um cheiro.
– Cheiro de que?
– Cheiro de amor.
(Alícia, 4 anos)
– Mamãe, por que estou demorando tanto a crescer? Eu quero crescer logo!
– Por que, filho?
– Porque eu quero entender todas as coisas!
(Jean, 4 anos)
Levamos o Bernardo para cortar o cabelo. Quando a cabeleireira ligou a máquina e passou perto da orelha dele, ele disse:
– Cuidado com a minha orelha, porque eu preciso pendurar a minha máscara.
(Bernardo, 2 anos)
– Professora, você sabia que o assunto mais falado no Twitter era a privatização do SUS? Isso pode acontecer?
Então outros começaram:
– O que é privatização?
Como professora de Lingua Portuguesa, aproveitei a oportunidade:
– Bem, vamos lá: privatização. O que essa palavra lembra?
Minha expectativa de resposta: privado. Resposta unânime:
– Privar.
(Classe do ensino fundamental)
Depois de encontrar com a prima, Alice disse:
– Mãe, sabia que a Anabel tem ameixas vermelhas?
– Ameixas vermelhas?
– É, no cabelo.
– Ah, mechas!
– Isso, mechas
(Alice, 5 anos)
A porta, que estava aberta, bateu de repente e eu disse:
– Nossa, será que foi o vento?
– Não, mamãe, foi a porta.
(Miguel, 3 anos)
– Mãe, quero comer alguma coisa.
– Come uma fruta.
– Tem mixirica?
– Sim.
– Então vou comer gelatina.
(Olívia,5 anos)
Com o celular em mãos…
– Siri, responda todas as minhas perguntas ou eu te troco por um Samsung.
(Guilherme, 8 anos)
– Mamãe, faz uma festa pra mim?
– Faço, filho, mas vai demorar para você fazer 6 anos.
– Estou pedindo uma festa, não um aniversário.
(Samir, 5 anos)
– Helena, o seu aniversário já está quase chegando!
– E o meu aniversário anda, mamãe?
(Helena, 2 anos)
Chegando na frente da escolinha, minha filha disse:
– Mãe, eu não tô passando bem.
– O que foi, filha? O que você está sentindo?
– Minha voz tá diferente. Acho que eu tô com gás Helio.
(Alice, 4 anos)
– Mamãe, o que é o dia 21 de Abril?
– É o dia em que se comemora o primeiro dente que caiu de Jesus?
(Davi, 7 anos)
– Estou me sentindo feia, filha. Ela fez um carinho no meu rosto e respondeu:
– Mamãe, não se preocupe. O papai do céu ama as pessoas feias também…
(Letícia, 3 anos)
– Essa roupa está ficando pequena, hein?
– Não, mãe. Eu que estou ficando grande! Onde já se viu roupa mudar de tamanho?
(Raul, 6 anos)
Estava fazendo uma atividade de escola com o Murilo e perguntei:
– Qual é a parte da sua casa que você mais gosta?
– A vovó!
(Murilo, 3 anos)
Helena estava comentando sobre a proxima vez em que voltaria ao parque dos dinossauros:
– Quando eu voltar, vou montar no Rex.
– E você não tem medo?
– Não. Vocês me dão coragem!
(Helena, 2 anos)
A Luna estava conversando com a avó sobre algumas antiguidades. Tentando contextualizar, a vovó começou:
– Antigamente, há muito tempo, quando eu era jovem…
– No tempo dos dinossauros, vovó?!
(Luna, 7 anos)
– Mãe, preciso fazer uma apresentação na escola mas ainda não sei o que fazer…
– Você pode contar uma piada ou cantar uma música. O que acha melhor?
– Não ir para a escola.
(Oscar, 5 anos)
Estou ensinando o Dominic a rezar. Certa noite, ele pediu para rezar sozinho e, quando chegou na Ave Maria, ele começou:
– Ave Maria, chega de graça…
(Dominic, 5 anos)
Papai, você comprou esse pão gostoso na pandemia?
(Heitor, 2 anos)
Eliel, contando como foi sua ida à sorveteria:
– Bia, eu chupei quase todo o picolé da Gabi.
– Quase todo?!
– É. O todo caiu na rua.
(Eliel, 3 anos)
Eu conversando com a Maria Clara e explicando que os meus pais não são de São Paulo:
– É que eles são mineiros.
– Ah! Como os 7 anões?
(Maria Clara, 8 anos)
Hoje, o Bento me viu chorando e perguntou o que estava acontecendo comigo. Para disfarçar, eu disse que tinha caído e que o tempo doeu. Então ele me abraçou e disse:
– Mamãe, promete que nunca mais vai cair?
(Bento, 2 anos)
– Helena ajuda a mamãe a escolher um vasinho para a gente colocar essas flores?
– Mamãe, é melhor colocar no vaso sanitário. Lá sempre tem água.
(Helena, 4 anos)
Durante uma brincadeira, Rafael jogou areia na direção do Guilherme e a avó alertou:
– Rafael, não jogue areia no seu irmão porque pode ir nos olhos dele e machucar. Pode até sair sangue! Foi então que o Guilherme disse:
– Não exagere, nona. No máximo eu fico cego!
(Rafael, 3 anos e Guilherme, 8)
– Mãe, estou com um problema de pressão.
– O que aconteceu, filha?
– Se eu olhar para esse prédio alto, eu tenho a “pressão” que ele vai cair em cima de mim!
(Maria Elisa, 4 anos)
Estávamos no carro viajando para o sítio e meu primo queria assistir desenhos no celular. Então, a avó dele disse:
– Bento, agora não dá. O celular da vovó está sem crédito.
– Mas, vovó, não tem débito?
(Bento, 3 anos)
Em uma conversa de irmãos, o Dudu estava explicando sobre as roupas com proteção UV:
– Elas são muito importantes porque protegem contra os raios “ultraborboletas”.
(Dudu, 6 anos)
– Alice, você sabe fazer bolo?
– Sim.
– E como é que faz?
– Põe o ovo, mistura tudo e bota no fogo.
– E quanto tempo fica no fogo?
– 7 anos!
(Alice, 2 anos)
Perguntei para meu sobrinho:
– João, você acha que a tia está velha?
Ele me olhou, pensou e respondeu:
– Ahhh tia, só a cara.
Noah tomou vacina e no dia seguinte o lugar da picada ainda estava dolorido. Então eu disse:
– Amor, vou pegar um remédio de dor pra você.
– Não, mamãe, eu quero um remédio sem dor.
(Noah, 4 anos)
– Filho o que tem no seu coração?
– Chocolate!
(Davi, 3 anos)
O Samuel estava assistindo um programa de competição cuja premiação era de 10 mil dólares. Quando ele ouviu o valor do prêmio, disse:
– Porque 10 mil dólares? É sempre assim, dólares, dinheiro… Será que não podiam ser 10 mil balinhas, carrinhos ou pirulitos? Bem melhor, né?
(Samuel, 5 anos)
Se tem uma coisa que move a gente ao trabalhar nessa página é pensar que cumprimos um propósito. Divulgamos aqui frases de crianças que estão cercadas por adultos que as amam e querem dividir com a gente e com o mundo as coisas engraçadas e fofas que elas dizem.⠀
Mas, é doloroso pensar que tem um monte de outras crianças em nosso país, milhões delas, cujas frases e momentos não são acompanhados e registrados. Tem sua infância reduzida, sua inocência roubada e deixam de poder desfrutar com dignidade algo que, de tão importante, é também um direito. Não deveria ser assim.⠀
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E todos nós podemos ajudar a mudar isso.⠀
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Gostaríamos de devolver frases para essas crianças. Por isso, além do esforço que fazemos ao reverter 100% dos lucros da página para causas, queremos inaugurar hoje uma parceria importante com a ONG Visão Mundial.⠀
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Essa é uma campanha de conscientização e também um convite. Se você tem um celular ou computador com acesso à internet para ler esse post, significa que você está entre os 10% de pessoas mais ricas no Brasil. E pode ajudar.⠀
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Fizemos uma conta aqui: imagine se cada seguidor do FDC no Instagram doasse com 1 real para uma causa. Só 1 real. Só aí já seria R$ 1.127.000 arrecadados e revertidos para crianças em situação de vulnerabilidade. Já pensou no tamanho da transformação que esse dinheiro pode realizar? Já pensou no impacto que podemos ter juntos?⠀
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Admiramos demais o trabalho da Visão Mundial. Pessoalmente, somos padrinhos da ONG já mais de 10 anos e sabemos do trabalho sério que fazem no país. Durante essa pandemia de COVID, a ONG já ajudou a proteger 2,7 milhões de pessoas no Brasil. O programa de apadrinhamento da ONG tem 70 mil crianças que, todos os meses, são apoiadas com educação, segurança e acesso às necessidades básicas.
Estamos entrando hoje no “mês das crianças”. Se você pensou em dar algum presente para uma criança nesse período, nosso pedido é: que tal dar para mais uma?
O link para saber mais e fazer sua doação está na nossa bio, no stories da página e também no site: www.visaomundial.org/frasesdecriancas⠀
Doe!
– Mamãe, nós precisamos cuidar do papai.
– Por quê?
– Ele parece criança.
(Helena, 4 anos)
– Davi, essa semana você vai ver a vovó. Ela está com saudade.
– Eu também estou.
– Mas temos que tomar todos os cuidados: lavar as mãozinhas com água e sabão; passar álcool em gel; usar a máscara e, por enquanto, não pode abraçar e beijar a vovó, tá?
– Ué, mas como eu vou amar ela se eu não posso abraçar?
(Davi, 5 anos)
– Primeiro vou focar nos estudos e depois vou procurar uma rainha… para completar o coração do rei aqui.
(Pedro, 11 anos)
Eu estava doente e minha filha estava no quarto, ajudando com meus cuidados. Ela pegou o termômetro e me perguntou:
– Mãe, precisa medir o temperamento?
(Manuela, 4 anos)