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Mão boba

Meu aluno Vinicius tem mania de pegar no rosto das pessoas enquanto fala. Com as duas mãos, chega perto e puxa o queixo para que a pessoa olhe para ele quando ele quer contar alguma coisa. É uma maneira inocente, que ainda não comecei a interferir porque ele tem menos de três anos de idade e ainda está se adaptando à escola. No entanto, depois de hoje, acredito que os pais já começaram a educá-lo em casa quanto a esta mania.
Eu estava com outras crianças sentada no chão conversando, quando o Vinicius puxou meu rosto. Me vi com o rosto praticamente colado no dele, com muitas crianças ao redor exigindo atenção. Mais seriamente que o comum, perguntei:
– O que foi, Vini?
Um pouco assustado, ele tirou as mãos e respondeu:
– Não foi nada.
– Por que você puxou meu rosto, então?
– Eu não puxei seu rosto!
– Não?
– Não… (pausa) Acho que foi minha mão.
– Ah… E por que ela fez isso?
– Não sei… (Um pouco desapontado) Acho que ela não sabe ser boazinha.

(Vinicius, 2 anos)

Enviado pela Isabella Ianelli

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Esculturas

Estava eu conversando com uma amiga e minha sobrinha começou a me chamar insistentemente e eu fingi que não estava escutando.
Depois de umas 5 tentativas, ela virou-se e disse:
– Você não tem “escultor” não?

(Graciele, 4 anos)

Enviado pela Eliana Cerqueira

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Machismo precoce

O Caio ganhou um filhote de marreco por uma semana, já que seria impossível deixá-lo no apartamento por muito tempo. Quando o pobre bicho partiu, foi revelado algo surpreendente sobre sua natureza.
– Caio, você não vai acreditar. Além do pato ser marreco, ele era na verdade uma ‘marreca’!
– Marreca? – o Caio exclama surpreso e com cara de nojo.
– Isso Caio, uma marreca.
– Se eu soubesse disso, tinha mandado ela embora no primeiro dia.
– Nossa Caio, porque isso?
– Tá explicado porque ela piava tanto.

(Caio, 6 anos)

Enviado pelo Sérgio Dantas

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O cavalo na bicicleta

Estávamos no carro com meu sobrinho, quando um homem em uma bicicleta pulou de repente na frente do carro. Minha mãe instintivamente gritou para meu pai:
– Joel, cuidado com o cavalo na bicicleta!
Meu sobrinho sem entender nada, pergunta rapidamente:
– Cadê? Cadê o cavalo, vó!?
Todos caímos na gargalhada e, sem entender nada novamente, ele dispara:
– Dããrrr vó, cavalo não anda de bicicleta!

(Gabriel, 3 anos)

Enviado pela Katy Leitner

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Doutor House

O Matheus estava fazendo o dever de casa e tinha que trocar a primeira letra da palavra “mala” por três vezes. Então ele escreveu “bala”, “sala” e me pediu:
– Mãe, me ajuda na outra?
Eu disse:
– Tala.
Ele me perguntou o que era “tala”. Então eu expliquei e ele respondeu:
– Não, melhor não… é muito hospitálico.

(Matheus, 6 anos)

Enviado pela Ana Carolina Leão

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O mão-de-vaca

O Hermes queria que o ajudasse a levar o colchão da sua cama para a sala, mas não queria falar, só fazia gestos. Eu insistia:
– Hermes, fala o que você quer, não estou entendendo, por que você não quer falar?
Ele solta:
– É que eu quero economizar palavras!

(Hermes, 8 anos)

Enviado pela Bárbara Caretta, irmã do Hermes.

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The book is on the table

– Filha, como foi a escolinha hoje?
– Agora tem aula de inglês…
– Aula de inglês? Que linda! Mas, me conta, o que você aprendeu na aula de inglês?
– Aula de inglês.
– Eu sei, Nina. Mas me fala o que você aprendeu na aula.
– Mamãe, a-u-l-a  d-e  i-n-g-l-ê-s.

(Nina, 2 anos)

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Calma, não é o que parece!

O Conrado estava sentado no cadeirão jantando e minha mãe, recém operada, estava deitada assistindo TV. De repente, ele pára de comer e solta:
– Mamãe, a puta da vovó tá cagada!
Na hora, minha mãe me olhou e nós duas começamos a rir sem parar. Ele, sem entender nada, se entregou às risadas também. Só quando nos acalmamos é que pude traduzir:
– Mamãe a fruta da vovó esta estragada.

(Conrado, 2 anos)

Enviado pela Cristiane Moura (@crisfonsecam)

(comentário da mãe coruja: o mais bonitinho foi a inocência dele de rir junto com a gente pelo simples fato de estarmos rindo sem saber o motivo)

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Presente de aniversário

No dia do seu aniversário, o Miguel chegou e fez uma observação categorica:

– Mamãe, hoje é meu aniversário e você não pode brigar comigo!

Logo depois, quase no final da festinha, ele foi até uma convidada e a perguntou a ela se havia gostado da festa. Ao ouvir ela dizer que “sim”, ele me deu o troco:

– Então vai até a mamãe e dê um beijo nela.

Forma de agradecimento sublime.

(Miguel, 4 anos)

Enviado pela Edna Rosa Batista

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My name is…

O Matheus teve sua primeira aula de inglês esta semana. Quando perguntei o nome da professora, ele disse:

– My name is…
– “My name is” o quê, filho? Qual é o nome dela? O que ela disse, em inglês, foi “Meu nome é…”.

E ele, bravo que só, fechou a cara e me disse:

– Ai, mãe, eu já disse, é tia “My name is”.

(Matheus, 5 anos)
Enviado pela Ana Carolina Silva
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Como chama?

Fui buscar a Luísa na escolinha e, querendo saber se ela já sabia o
nome da professora, perguntei:

– Lu, como chama a tia da escola?

E ela, mais que depressa, colocando as mãozinhas em volta da boca, grita:

– Tiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa…..

(Luísa, 2 anos)

Enviado pela Fernanda Piovezani

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Sorvete de quê?

Estávamos na casa de uma tia e a Nina abusava da condição de sobrinha-neta lá na cozinha. Quando entrei para ver o que estava aprontando, vi minha filha chupando cubinhos de gelo. Ela se deliciava.

– Humm, é geladinho! Humm, tem um gostinho de água!

(Nina, 2 anos)

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Foie de gras

Ainda no parque… (continuação do post anterior).

As crianças observavam o lago e os bichinhos. Do outro lado, alguns patos nadavam quando um deles, em certa hora, mergulhou e sumiu em baixo d’água. As crianças ficaram espantadas.
E ficaram ainda mais admiradas quando ele voltou à superfície do outro lado da cerca.
– Noooossa! – elas diziam – você viu!?
Então o Vitor sondou os dois menores e, do alto de sua superioridade e sabedoria, passou seu sermão de ensinamento definitivo:
– Ai, ai! Mas será que vocês não sabem que o pato é uma espécie de peixe!?
(Vitor, 8 anos)
Enviado pelo Fernando Mattei
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Peixe-boi?

Fomos ao parque com as crianças e, numa pausa entre as brincadeiras, ficamos observando o lago e mostrando coisas para elas. Tudo corria em paz, quando o Vitor, espantado, apontou para a água e exclamou:

– Olha lá! Olhá lá, gente! Uma ma-na-da de peixes!!
(Vitor, 8 anos)
Enviado pelo Fernando Mattei
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Cachinhos dourados

Estávamos numa loja, aguardando na fila do caixa. A vendedora, querendo ser simpática, puxou assunto com a Nina:

– Nossa, como você é linda! E que cabelo mais bonito! Me diz, como é o seu nome?
– Cachinhos dourados!
(Nina, 2 anos)
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Controle remoto

Hora do jantar. A mãe insistia para a Leda comer. A filha, já cansada, apontou o garfo na direção da mãe e ameaçou:

– Eu vou te desligar! Vou te desligar!
(Leda, 2 anos)
Enviado por Júnior e Carol
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Jogo da velha

Pai e filho no shopping:

– Pronto, Dudu, pode brincar com meu celular.
– Hmmm, tem jogo da velha!
– Tem sim. E esse você sabe.
– Acho que esse não dá pra jogar com a vovó.
– Mas porque?
– Jogo da velha, ué. Ela ganha…

(Eduardo, 8 anos)

Enviado pelo Anésio

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A casa dos três porquinhos

No último fim de semana, estávamos na estrada quando passamos por uma comunidade com casas bem simples, algumas de madeira, outras de tijolos. No banco de trás, o Eduardo estava atento à paisagem. De repente, ele fala:

– Mamãe, mamãe, estou vendo as casas dos três porquinhos!

(Eduardo, 4 anos)

Enviado pela Luciana Vargas Borba

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Casual day

Sexta-feira, dia de ir menos formal para o trabalho (bem, rotineiramente já não vou, então o “nível de relaxo” estava mais evidente), acordei cedo e me aprontei para o trabalho. Depois, acordei a Nina e a vesti com o uniforme da escola. Quando, depois de meia-hora, ela se deu conta de que já estava acordada, ela me olhou, me mediu e perguntou:

– Você vai trabalhar?
– Ahãn.
– Vai nada.
– Vou sim, filha. Porque você tá falando isso?
– Então vai colocar roupa de trabalho! Essa nem tem botão!

Ah, se minha chefe resolve pensar igual…

(Nina, 2 anos)

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Frase de criança grande

Estava na casa de um tio da minha esposa, ajudando a instalar alguns programas. Por alguma razão que não sei explicar, fiquei sabendo depois que o Skype parou de funcionar. Ele me avisou do problema, eu fiquei de ir até lá corrigir e reinstalar o programa, mas o dia passou e eu esqueci.

No dia seguinte, ele nos fez uma visita. Conversa vai, conversa vem e ele nem tocou no assunto. Na hora das despedidas, já entrando no carro, ele envia sua saudação:
– Bem, até amanhã para vocês.
– Até!
– E, Henrique… amanhã você não me Skype!
(Stanley, uma criança de 77 anos)
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Criança especial

Esta semana o Caio descobriu algo surpreendente:

– Titiê, sabia que eu sou uma criança especial?
– Especial? Por que você é especial? – curioso para descobrir qual virtude o torna tão especial.
– É que eu descobri que minha cabeça é amassada.

(Caio, 6 anos)

Enviado pelo Sérgio Dantas

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As horas

Eu estava no banheiro me aprontando para ir trabalhar e a Nina ficou no quarto bebendo seu leitinho na cama. De repente, naquele intervalo de silêncio preocupante, eu a ouço fazendo uma oração. Curiosa, estico o pescoço pela porta e a vejo com as mãozinhas juntas, sussurrando algo. Ela percebe que estou ali, pára e fica me olhando quieta. Então eu pergunto:

– Filha, que oração é essa?

E ela responde de pronto:

– Cinco e meia.

(Nina, 2 anos)

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Prioridades

Como todo pai que se preze, sempre esperei que a primeira palavra de meu filho recém nascido fosse o bom e velho “papa” (bem, eu até aceitaria um mísero “pa”). Mas, em casa, depois de incentivar meu filho por muito tempo, a primeira palavra que ele falou na vida foi:

– Coca!

(Mateus)

Enviado por Silas de Oliveira

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Qual é a palavrinha mágica?

Apesar de todos os avisos, alertas e comunicados em contrário, a Nina pegou uma bala do pacote e enfiou na boca. A mãe, desapontada, levou a Nina para o quarto e ela ficou ali “pensando” por 2 minutos.

Passado o tempo de castigo, a mãe voltou ao lugar e conversou seriamente com a pequena transgressora:

– Filha, você pensou direitinho no que fez?
– Ahãm.
– E o que você fez?
– “Disobedeci”. Peguei uma bala…
– Isso mesmo. Tá errado, não tá?
– Tá.
– Então, agora, o que é que você tem que pedir pra mamãe? – a mãe, confiante na sua firmeza, esperava pelo pedido de desculpas.
– Mãe?
– Oi, Nina.
– Me dá uma bala, por favor?

(Nina, 2 anos)

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ABC

O Arthur chegou em casa todo empolgado, falando da formatura do ABC. Depois de me contar tudo o que a professora dele falou, tudo o que ensaiou, ficou triste e completou:

– Eu só fiquei chateado porque ela disse que a formatura era só do ABC. Eu queria que fosse do alfabeto todo…

(Arthur, 6 anos)

Enviado pela Lindsai Amaral

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O tunning do Arthur

Numa manhã de sábado, assim que eu e Arthur acordamos, pedi a ele que fosse até a sala e ligasse o aparelho de som. Ele tentou, tentou e não conseguiu, pois a tomada não estava conectada. Então, de lá mesmo ele gritou:

-Ih, mamãe, acho que faltou gasolina no som!

(Arthur, 3 anos)

Enviado pela Lindsai Amaral

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Um dia cheio

A avó entra no quarto e vê a Bia esparramada na cama, com ar de exaustão. Ela então pergunta porque ela está daquele jeito, no que ela responde na mesma hora:

– Estou morta de cansada!

A avó então lhe diz:

– Mas você não fez nada, Bia!

E ela, corrigindo:

– Fiz sim, vó! Olha a quantidade de bonecas que eu brinquei e de DVD’s que eu vi!

(Bia, 8 anos)

Enviado pela Luciana Franco

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Pra variar ou pra comer?

A família estava no carro, seguindo para São Paulo, quando a Vitória reclamou no banco de trás:

– Ai, mãe, tô com fome! Vamos parar num restaurante?

Nessa, o irmão mais velho interveio.

– Pra variar, né, Vitória?

– Pra variar não, é pra comer mesmo!

(Vitória, 4 anos)

Enviado pela Luzia