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Batman & Eu

Estávamos só eu e o Arhur em casa. Ele, brincando fantasiado de Batman e eu vendo TV. Quando minha amiga telefonou, eu atendi e ela perguntou quem estava em casa:

– Eu e Arthur, respondi.

Ele, ouvindo isso, reclamou comigo:

-Não, mãe!! Tá você e o Batman!!

(Arthur, 3 anos)

Enviado pela Lindsai Amaral

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Tony Ramos

Eu estava de shorts em casa, levando a Nina para escovar os dentes antes de dormir. Ela olhou para minha perna e começou a cantarolar:

– Papai, papai… tá peludinho.

(Nina, 2 anos)

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Pret a porter

Família pronta pra sair de casa, todo mundo se arrumando. Pegue as chaves. Leve a nina pra fazer xixi. Não esquece a chupeta. Você viu meu celular? Achei. E a carteira, tá por aí? Anda logo, filha, venha que estamos atrasados!

Então, a Nina e eu já estávamos no hall do elevador esperando a mãe chegar. Quando ela saiu do quarto, com a roupa trocada e o perfume passado, a Nina a mediu da cabeça aos pés e sugeriu:

– Mamãe, você tem que trocar esse pijama.

(Nina, 2 anos)

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A professora estranha

O Arthur chegou da escola e me contou que, na hora do lanche, havia tomado refrigerante. Como não tinha mandado refrigerante no lanche dele, reclamei:

– Filho, não devemos aceitar nada de estranhos.

Ele disse que havia recebido o refrigerante da professora. E completou:

– E ela não é estranha. Ela é normal!

(Arthur, 4 anos)

Enviado por Lindsai Amaral

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Little girl

A família de férias em NY e nós, num típico programa de turista, fomos ao Central Park levar a Nina para brincar. Enquanto ela balançava num dos brinquedos, viu uma garotinha americana correndo atrás de uma bola.

– Menininha! Ei, menininha! – ela chamava insistentemente.

E, por razões obvias, a garotinha não olhava.

– Menini-nhaaa!

Nada.

– Pai, acho que ela não sabe ouvir.

(Nina, 2 anos)

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Puberdade

Minha filha me perguntou se eu sei como é a idade dos gatos, já que a dos cachorros é de sete anos para cada um ano do ser-humano. Eu disse a ela que não sabia direito, mas que os primeiros seis meses são a infância, entre seis meses e um ano o gato já estava na adolescência e que de um ano em diante ele já estaria na idade adulta.

Ela, então, disse na lata:

– Meu Deus, se ele tem 4 meses, então meu filho é um pré-adolescente! A pior fase!

(Bia, 8 anos)

Enviado pela Luciana Franco

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Cenas domésticas: Trapalhadas paternas 2

– Filha, você quer ir trabalhar com o papai hoje?

Tive que levar a Nina pro escritório. Além da grandiosa, epopéica, dificílima e quase impossível tarefa de pegá-la na escola, levar pra casa, dar o almoço e trocar de roupa, ainda me restava o desafio de carregar minha filha para o trabalho num dia em que minha esposa estaria presa em reuniões e não poderia estar em casa mais cedo.

Confesso que eu tinha medo de como ela reagiria ao ambiente, mas, eu não imaginava, o primeiro martírio foi meu e não dela. É constrangedor notar como você passa a ser o foco número um de olhares estranhos te seguindo os passos ao entrar de mãos dadas com um serzinho cor-de-rosa e menos de um metro de altura no seu ambiente de trabalho.

Vencida a barreira dos olhares e comentários, chegamos à minha mesa, tirei os badulaques, brinquedos e.

Passada a via-crúcis paterna, tudo ótimo. Minha filha me enchia de orgulho desenhando com seu super-lápis-de-cor no verso de alguns relatórios confidenciais que eu tinha que analisar. Ganhou mimos, saiu com uma colega para ganhar presentes na redação de revistas infantis, voltou feliz da vida com seu “kit das princesas” e perdeu um pouco a inibição do início de já conversava abertamente com as pessoas.

Até que…

Até que, o presidente da empresa entrou em nossa sala. Peraí, você leu direito isso aí? Eu disse: até que o PRESIDENTE da empresa entrou na sala! E minha filha ficou olhando aquela figura engravatada caminhar na nossa direção.

– Opa! Quem é essa aí? – ele disse sorrindo (bom, o fato de seu super-chefe sorrir não alivia em nada a tensão do momento).

– É a chefe nova – eu disse e, em seguida, já me arrependi (bom, o fato de você fazer uma brincadeira sem graça enquanto está diante do seu super-chefe demonstra que você nunca pode confiar em si mesmo diante de situações constrangedoras).

– Oi mocinha! Como você chama?

– Nina – ufa, ela respondeu!

– Que bonitinha…

Então ela olhou para as mãos dele, fitou nos olhos e soltou:

– Que isso aí na sua mão?

Eu já nem respirava mais.

– O quê? Ahh, você gosta de gibis? Esse aqui é o Pernalonga, conhece? – bem, antes que você pense que presidentes de grandes empresas andam com revistas em quadrinhos pelos corredores ao invés de relatórios e planilhas complexas, acho importante dizer que eu trabalho numa editora.

– Deixa eu ver?

– Olha aqui ó – ele ainda sorria (e um filme com a retrospectiva da minha carreira passava em minha mente em alta velocidade).

Então ele perguntou:

– Nina, você gosta de balas?

Ela, como filha educada que é, olhou para mim e ficou esperando a resposta. Ele, em sei lá qual condição, também me olhou e esperava uma resposta. E então, pela primeira e última vez na minha vida eu me vi dando alguma autorização para o presidente.

– Sim, pode dar – eu disse num misto de pavor e um pingo de satisfação.

– Vem comigo, Nina. Dá a mão pro tio.

Ela saiu pelo corredor de mãos dadas com ele. O tempo passava e eu não conseguia pensar em nada enquanto olhava fixamente pela porta por onde ela saiu.

Cinco, dez, 20 ou 190 minutos depois ela voltou. Da sala do presidente, ela chegou com as mãos cheias de balas 7Belo:

– Papai, papai! Olha!

– Eu falei pra ela pegar a balinha e ela me perguntou se “pode pegar duas”. Aí eu mandei ela encher a mão – ele me disse, ainda sorrindo (e isso já começava a me aliviar) – vai lá, Nina. Vai lá com seu pai.

– Puxa, obrigado Sr. Fulano… e, filha, agradeça o tio.

– Bligada!

– Ô, que nada. Tchau.

Eu me recuperava de um quase infarto e ela já enchia boca com duas balas ao mesmo tempo. Eu sei que ela nem tem dimensão da experiência que teve e é isso que mais me apaixona nas crianças. A ousadia livre de não ter sua opinião abalada pela posição das pessoas e apenas aceitá-las sem barreiras se elas lhe parecem sinceras e amigáveis (é claro que um pacotinho de 7Belo influencia muito nessa reciprocidade).

Minutos depois, um conference call acontecia na mesa ao lado e ela, já totalmente amiga de todo mundo, falava pelos cotovelos.

– Nina, shhhhiu… silêncio, filha!

Ela olhou para os lados, sondou as pessoas e perguntou sussurrando:

– Quem ali tá durmindo?

Meu telefone tocou. Era minha chefe. Eu, numa ligação mega-ultra-hiper-urgente tentava assimilar as decisões que ela me pedia para tomar enquanto prestava atenção na minha filha fugindo pelo escritório em direção à saída.

Um homem vinha pelo corredor e a pegou no colo. Primeira sensação: alívio (ela estava a salvo e eu poderia me concentrar no telefonema). Segunda sensação: dúvida (quem era o cara, afinal?). Terceira sensação: desespero (era o diretor de RH!).

O foco necessário na conversa telefônica me impede de analisar o que a Nina e ele conversaram naqueles minutos, mas eu confesso que ainda prefiro não saber o que se passou.

Antes de encerrar a ligação, o diretor já havia saído do local, a Nina estava sentada outra vez, de volta aos desenhos e às Princesas.

Terminei o que precisava fazer, enviei alguns últimos emails e desliguei o computador. Recolhi as coisinhas multicoloridas que enfeitavam minha mesa e enquanto a Nina se aprontava (e chupava a oitava balinha 7Belo), fiquei pensando nas duas novas amizades da minha filha, na visita a sós na sala do presidente, no cafuné recebido pelo diretor de RH e o agrado geral causado com a equipe.

– É, filha, em três horas por aqui você conquistou o que seu pai nunca conseguiu em sete anos de empresa.

(Nina, 2 anos)

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O país chamado Frango

A Elena é muito curiosa. Outro dia ela pediu que eu mostrasse num mapa onde fica o Rio de Janeiro. Então busquei na Internet imagens do mapa do Brasil e do mundo. Logo ela quis saber onde fica da Disney e fui mostrando cada cidade ou país que ela perguntava.

De repente ela afirma:

– Tem um país chamado Frango.
– Frango?

Então, meu marido, que estava acompanhando tudo, diz:

– É Peru!

(Elena, 5 anos)

Enviado pela Helen Hilário

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Orgulho da mamãe

Estou aqui no computador e a Bia se dirige ao banheiro. Fico com os ouvidos atentos, porque o banheiro é sempre um bom lugar para bagunças. Nisso, começo a escutar ela falando com o gatinho, que ela diz ser seu filho (eu sou a avó e a minha mãe é a bisa):

– Nossa, Floquinho, que lindo! Mamãe tá muito feliz por você, neném! Parabéns, meu filho!

Fico curiosa e vou até lá. Quando chego na porta, nem preciso perguntar o que houve, pois ela mesma, entusiasmada, foi logo dizendo:

– Mãe, sabe o que o Floquinho fez?
– Nem tenho idéia. O que ele fez?
– Caçou um mosquitinho de box!

(Beatriz, 8 anos)

Enviado pela Luciana Franco

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Prêmio Nobel

Hoje pela manhã, eu estava lendo os noticiários on-line e deparei-me com a notícia do ganhador do Prêmio Nobel da Paz desse ano: o Barack Obama. Como a Bia o adora (sabe lá Deus porquê. Ela até vibrou quando ele ganhou a eleição), eu chamei-a para contar.

Depois de explicar à ela o que era o Prêmio Nobel, eu disse:

– E sabe quem ganhou o Nobel da Paz esse ano? O Obama!

Ela com aquele tom intelectualizado das crianças, de quem entende tudo do mundo dos adultos, disse:

– Ah, logo vi! Ele não é mercenário como os outros políticos.

(Beatriz, 8 anos)

Enviado pela Luciana Franco

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Se há fumaça, há fogo

– Titie, você sabia que fumaça é o fogo voando?
– O fogo voando?
– E é cinza!
– Quem te falou isso Caio?
– Deus – apontando o dedo pra cima.
– Deus te falou isso?
– É… Deus, e o João Pedro.

(Caio, 5 anos)

Enviado pelo Sérgio Dantas

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Pega o ladrão!

Temos aqui em casa um cachorrinho de 4 anos e um gatinho ainda filhote, que é o novo xodó da casa. A Beatriz, que está com 8 anos, estava louca para ter esse gatinho há tempos e por isso fez o esperado: se afastou do cachorro e fica todo o tempo com o gato.

O cachorro sentiu a situação e começou a “implicar” com o gato. Agora de manhã, estávamos em mais uma cena da “Beatriz brincando com o gato e mandando o cachorro sair” quando, numa determinada hora, o cachorro, meio que tentando “forçar a barra”, entrou no meio deles, pegou o brinquedinho do gato e saiu correndo pro quintal.

Nisso, a Beatriz vai igual uma doida atrás dele gritando a todo som:

– Pega o ladrão canino! Pega o ladrão canino!

(Beatriz, 8 anos)

Enviado pela Luciana Franco

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O dono do sofá

Meu filho está sentado no sofá todo esparramado (tomando conta mesmo) e eu chego para me sentar ao seu lado.

– Filho, dá um espacinho pra mamãe sentar aí com você?

E ele calmamente sem tirar os olhos da TV diz:

– Não…
– Por favor – digo eu novamente.
– Não – ele responde.
– Ah filho, deixa a mamãe sentar com você vai. Porque você não quer deixar?
– Porque eu sou “ingoísta” – diz ele em tom de brincadeira e se mata de rir.

(Enzo, 3 anos)

Enviado pela Simone Holanda

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A tartaruga pré-histórica

Minha filha tem um amiguinho chamado Francisco, com quem ela sempre se encontra no parquinho do Jardim Botânico. Lá tem um lugarzinho com muita areia, dedicado às crianças bem pequenininhas. Um dia o Francisco, que já tem 7 anos, enterrou lá uma tartaruguinha de brinquedo, e deixou-a lá.

Na semana seguinte ele se lembrou da tartaruga e foi lá cavar para procurar. Cavou, cavou, cavou tanto que praticamente tomou para si todo o espaço da areia. Foi então que se aproximou um bebê ainda engatinhando e começou a jogar areia no imenso buraco que o Francisco fazia. Ele olhava para o bebê e não dizia nada. Ele cavava e o bebê jogava a areia de volta. Até que ele suspirou, olhou em volta e perguntou num tom impaciente, mas sem irritação:

– Quem é mãe desse bebê?

Uma moça, meio sem graça, respondeu à pergunta dele. E ele:

– A senhora podia avisar seu bebê que ele está atrapalhando o trabalho da ciência?

A mãe, já rindo, como todos nós, perguntou que trabalho era, e ele:

– Uma escavação arqueológica. Estou procurando os restos fossilizados de uma tartaruga pré-histórica! E seu bebê está me atrapalhando!

(Francisco, 7 anos)
Enviado pela Luciana Franco
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Game over

– Filha, hoje o papai vai chegar tarde. Você quer ir lá na sala jogar vídeo-game com a mamãe?
– Hmm, tá bom mamãe. Mas deixa eu pegar um jogo de criança porque esse do Panda é muito difícil pra você.

(Maria Fernanda, 4 anos)

Enviado pela Lilian Mattei

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O culpado

Chego em casa cansado e sou recebido pelo meu sobrinho de 5 anos. Quando adianto-me para abraçá-lo, ele me breca com uma grave acusação:

– Titie – é como costuma me chamar – você sabia que é o culpado pelo vôo 447 “Airfance” ter caído?

Admirado, pergunto o porque eu seria o culpado de tamanha tragédia.

– É que você jogo o lixo no lugar errado, isso tá estragando o planeta e por isso fica tendo muita tempestade no mar e aí, o avião caiu.

(Caio, 5 anos)

Enviado pelo Sérgio Dantas

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Lápis cocolirus

A Fefê estva na cadeirinha do carro, quando viu pela janela uma escola municipal com o nome da escrito numa caixona de lápis coloridos gigantes. No mesmo momento ela gritou:

– Olha papai! Lápis cocolirus!

(Maria Fernanda, 2 anos)

Enviado pelo Fernando Mattei

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Visão de carreira

Estávamos passeando de carro com nossos sobrinhos (são dois irmãos gêmeos) e começamos a falar sobre profissões. Eu disse:

– Acho que o Dani vai ser pediatra…
– É? Por que? – ele respondeu inocentemente.
– Por que você gosta de crianças.
– É verdade – ele respondeu mais inocentemente ainda.

Foi então que o Fê perguntou:

– Tio, e eu?

Como o Fê é mais racional que o Dan, eu disse:

– Administrador ou engenheiro.

Então ele pergunta de bate-pronto:

– Qual dá mais dinheiro?

(Felipe e Danilo, 7 anos)
Enviado por Márcio Miqui
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Meu pai come pouco…

Um dia eu estava em casa com a família do meu irmão e pedimos esfihas para o jantar. De repente, toca o interfone e o porteiro diz que já a encomenda já chegou. Como meu irmão estava dormindo no sofá, falei para o meu sobrinho:

– Dan, vamos descer com o tio para buscar as esfihas?

E ele foi comigo. No elevador, eu fui irônico:

– Pedimos “só” 200 esfihas, será que dá?

No que ele respondeu na lata:

– Acho que sim, meu pai tá dormindo.

(Danilo, 8 anos)

Enviado pelo Márcio Miqui

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Mulata de Carnaval

Minha filha, Beatriz, quando tinha 6 anos, estava entretida com um programa de TV onde algumas mulatas concorriam ao título de Musa do Carnaval. Chamou-me entusiasmada e eu fui atendê-la. Chegando no quarto ela diz:

– Mãe, já sei o que quero ser quando crescer!
– O que, filha?
– Quero dançar na TV igual essas mulheres aí!

Olho para a TV e vejo uma das representantes que rebolava freneticamente, praticamente sem roupa alguma e digo:

– Mas você vai ter coragem de aparecer com esses biquinis minúsculos na TV?
– Quero o meu rosa e com muito brilho!

(Beatriz, 6 anos)

Enviado pela Luciana Franco

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Premômetro

Minha filha amanheceu com febre. Meu marido, preocupado, me perguntou:

– Cadê o termômetro?
– Quebrou – eu disse.

Ela então comenta:

– Mãe, precisamos comprar um “premômetro”.

(Natália)

Enviado pela Ana Cardoso

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Dá pra devolver?

Quando minha filha Isabelle nasceu, o meu filho Pedro Cesar tinha 4 anos e, então, o reinado do Pedrinho diminuiu. Naturalmente, ele demonstrou ciúmes, como faz toda criança nessa situação.

Certa vez a Isabelle estava com cólica e chorando muuuito mesmo. Aí ele falou:

– Mãe, não seria muito ótimo se a Isabelle voltasse pra sua barriga e ficasse lá?
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O merthiolate do carro…

Dia desses estávamos passeando de carro e meu filho, Lyam, observou um detalhe inusitado no carro que estava à frente do nosso e disse:

– Mamãe, esse carro têm um merthiolaite igual ao merthiolaite do nosso carro (referindo-se ao break light, luz de freio adicional do carro).

(Lyam Benacon, 4 anos)

Enviado por Paula Benacon

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Morando no céu

Estávamos vendo o álbum de casamento do meu pai e o meu sobrinho começou a comentar:

-Aqui está a mamãe, a vovó, a Deza… mas cadê eu?

Minha irmã explicou que ele ainda morava no céu quando o vovô casou e que Deus ainda estava preparando o momento de sua chegada. Ele não falou nada.

Dois dias depois, a família estava sentada à mesa e ele soltou:

-Mamãe, faz teeempo que eu pulei do céu… o céu é lá looonge… tô com uma saudade!

(Fábio, 5 anos)

Enviado pela Helena

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Aprendendo um novo idioma (2)

Coloquei um DVD educativo para as meninas, que ensinava formas e cores em inglês… Acostumada com os da Xuxa, que são animados, com musiquinha e coisa e tal, a Carol me chama e fala:

– Mãe, esse “VDD” tá muito chato… vai demorar pra acabar… pode dar “paumo” (pause)?

(Carol, 3 anos)

Enviado pela Amanda

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Vai chover granito?

O tempo estava mudando e as crianças, no carro, observavam pela janela. Até que o Pedro resolveu se expressar:

– Nossa mãe, que ventania! Acho que vai chover granizo.

A Luiza, querendo corrigir imediatamente o irmão, deu sua “gafe”:

– Pedro, que eu saiba, é granito…

(Pedro, 11 anos e Luiza, 13)

Enviado pelo Jair

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Padrastos

Estava no Playground com minha enteada Maria, de seis anos, por quem sou apaixonado. Ela estava no cavalinho (chamado “Rê” – esse pelo menos não morre, ao contrário do peixe que ela também chamou de Rê e cuja morte causou muita confusão quanto a meu estado de saúde), e uma outra menina da mesma idade no outro cavalinho (chamado “Não Sei”).

Diálogo verídico:

(menina) – Você é o pai dela?
(eu) – Não, eu sou o padrasto. Namoro com a mãe dela.
(menina) – Ah. Eu tenho um monte de padrastos!

Enviada pelo Renato, do blog Diário de um grávido.

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Meninas! Cocô!?

Depois que o Chico fez sua lição sobre alimentos, conversei mais um pouquinho com ele até que falei que precisava sair um minuto e ir ao banheiro.

– Fazer xixi, mãe?
– Não, cocô Chico.
– Mas mãe você é menina, menina não faz coco!

Dei risada e falei:

– Faz também Chico!
– Aaaahh – ele respondeu intrigado.

(Chico, 3 anos)

Enviado pela Melissa.

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Ida ao dentista

Tenho dois filhos. O Caio é o mais novo, com 1 ano e 4 meses, e o Chico, mais velho, tem 3 anos e meio. Dia desses estávamos em casa e eu avisei o mais velho:

– Chico, nós não vamos mais ao dentista, vou ter que desmarcar…

Ele estava assistindo a TV e acho que só entendeu “vamos ao dentista”. Então soltou:

– Vai levar o Cainho também? Para “ponhá” dente?

(Chico, 3 anos)

Enviado pela Melissa

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No supermercado

Estava no supermercado e meu filho insistia para que eu lhe comprasse um carrinho. E eu lhe dizia que não e tentava explicar o porquê, quando aos prantos o menino gritou:

– É porque a gente é pobre, é mãe?

(Lyam, 4 anos)

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A morte lhe cai bem

Guiomar Gentili, mãe do humorista Danilo Gentili, revela que o filho fez a primeira “piada”com 5 anos, no velório do avô paterno, quando tentou consolar o pai, que chorava perto do caixão, e disse: “Não chora, pai. Um dia você vai morrer também”.

Frase extraída da revista Contigo!

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Ar-condicionado no banheiro

Estávaos na casa de alguns amigos quando o Eduardo acenou para mim lá do banheiro. Eu levantei e fui ver o que ele queria. Ele disse baixinho:

– Mãe, olha ali… tem até ar-condicionado no banheiro!

Dei risada, ele estava se referindo ao exaustor. E então ele emendou.

– É, mas eu fiquei quietinho, não falei nada, né mãe? Eu tô sendo muito “descritivo”.

(Eduardo, 7 anos)

Enviado pela Magda.

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Super-homem

O Caíque estava enrolando pra comer e eu resolvi dar uma “incentivada” nele:

– Filho, come tudo, hein! Você precisa de feijão, arroz, carninha e cenourinha pra ficar bem forte, tá bom?
– Tá bom, mamãe.

Ele obedeceu, comeu tudo e quando acabou disse:

– Mamãe, eu comi tudo! Olha como estou forte! Posso até matar uma borboleta!

(Caíque, 3 anos)

Enviado pela Daiane.

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Silvio Santos vem aí…

Podem nos chamar de brega, mas domingo aqui em casa nós assistimos ao programa do Silvio Santos (bem, assistíamos. Agora já não dá mais porque mudou o horário do programa).

Num domingo destes estávamos na igreja assistindo ao culto, o pastor estava dando os recados quando de repente a Stella vira para o meu marido e fala:

– Papai, aquele não é o “Filvio”!?

(Stella, 3 anos)

Enviado pela Luciana.