– Filho, a mamãe é gorda ou magra?
– É bonita!
(Miguel, 4 anos)
– Filho, a mamãe é gorda ou magra?
– É bonita!
(Miguel, 4 anos)
– Vivi, por que você está triste?
– Porque minha avó foi morar no céu.
– É muito longe?
– Sim, Isa. Muito longe!
– Se você quiser eu posso ser sua vovó.
(Heloísa, 3 anos)
– Lia, qual tema você quer para sua festa?
– Chapeuzinho vermelho.
– Que legal! Então vamos comprar uma capa vermelha.
– Nããão! Eu quero ser o lobo!
(Lia, 2 anos)
– Filho, você sabe que ninguém pode ver suas partes íntimas?
– Sei, mãe.
– E você sabe quais são as suas partes íntimas, né?
– Sei. Estômago, coração…
(Eric, 8 anos)
– Mamãe, a gente precisa de uma chaminé para o Papai Noel descer.
– Filho, se tivermos uma chaminé o Lobo Mau também vai descer.
– Mamãe, Lobo Mau não existe.
(Saulo, 4 anos)
– Sofia, você sabe o que é saudade?
– Saudade é quando a gente quer dar um abraço na pessoa e não pode.
(Sofia, 4 anos)
Estava vendo uma revista de decoração quando apareceram umas peças na cor laranja bem estranhos e eu disse:
– Nossa, que esquisito isso, parece Souvenir da Via Oeste!
E a Julia perguntou:
– Mamãe, o que é souvenir?
A Luiza mais que depressa respondeu:
– Ai, Julia, souvenir é aquela marca de tinta, né?
(Julia, 7 anos e Luiza com 4)
E durante a oração, escutei:
– Papai do céu, cuida das pessoas que não tem casa, não tem comida, não tem Netflix, não tem videogame…
(Eduardo, 5 anos)
A Cecília entrou na cozinha chorando, indignada e falou:
– Mãe, por que você cortou minhas unhas dos pés? Como eu vou coçar as minhas perninhas agora?!
(Cecília, 3 anos)
– Filha, você quer suco?
– Qual sabor?
– Manga.
– Manga comprida?
(Heloísa, 2 anos)
– Filha, não entre no quarto porque a mamãe acabou de dormir.
– Mas, papai… eu vou entrar com meus pézinhos de algodão.
(Cecília, 3 anos)
– Cemitério é onde vivem os mortos?
(Guilherme, 5 anos)
– Tio, o fusca sempre foi um fusca, ou quando os carros vão ficando velhos eles viram fusca?
(Milleni, 7 anos)
– Marcela, você ama a mamãe muito ou pouco?
– Amo muito. Do fundo do meu coração. E do raso também.
(Marcela, 7 anos)
– Quando eu respiro fundo, a raiva desmaia.
(Lorena, 5 anos)
– Se eu fosse você, comeria as ervilhas também, João Vitor.
– Mamãe, se você fosse eu, você não comeria, porque eu não gosto.
(João, 5 anos)
Fomos na sorveteria e minha filha escolheu um sorvete colorido, sorvete de unicórnio.Perguntei:
– Filha, está bom esse sorvete?
– Uma delícia, mãe.
– Que bom! Tem gosto de quê?
– Gosto de felicidade!
(Maria Eduarda, 5 anos)
Estava cuidando das minhas primas e a mais velha perguntou:
– Manú, o que é “pqp”?
A Lulu se intrometeu, respondendo:
– Como assim, Cacá?! Você não sabe o que é “pqp”? É “puxa, que perfeito”.
(Luísa, 9 anos e Catarina, 11)
– Moça, você tem boia de braço?
– Tenho! É para menino ou menina?
– Pra não afundar.
(Vicente, 5 anos)
O Tiago me pediu para explicar uma situação. Comecei a explicar e fui interrompida pelo Lucas, que terminou de forma bem simplificada. Então eu questionei:
– Por que você resolveu explicar, Lucas?
– Porque você é quilométrica para explicar, mãe.
(Tiago, 7 anos e Lucas, 9)
– Meri, você sabe nadar?
– Não, mas eu sei aprender.
(Meri, 2 anos)
Dez da noite e o Paulinho pedindo para comer:
– Vó, me dá uma banana?
– É pesado comer banana essas horas.
– Então segura que eu como!
(Paulo, 4 anos)
Ouvindo minha conversa com o irmão Vinícius, meu caçula Nicholas, perguntou:
– Papai, o que é infância?
Aí eu expliquei que é essa fase da vida que eles estão vivendo agora e que depois vem a adolescência, com o tempo eles seriam adultos, como eu. E foi quando ele me interrompeu dizendo:
– Tá bom, pai. Também não precisa ficar dando spoiler, né?
(Nicholas, 5 anos)
Meu sobrinho chegou da escola chorando. Minha mãe perguntou o motivo e ele respondeu:
– Estou com fome. A tia não me deixou comer merenda.
– Como assim? O que ela te disse?
– Pela quarta vez, não!
(Caio, 5 anos)
Olívia tem medo de altura. Ela e a Clarice estavam no carro quando a Clarice disse:
– Eu sempre sonho que estou num parque de diversões, em uma montanha russa.
Olívia comentou:
– Eu também sempre sonho… que você está numa montanha russa.
(Clarice, 6 anos e Olívia, 4)
– Pai, meu quarto está parecendo um paraíso tropical… Você entra aqui e “trupica” em tudo!
(Taís, 7 anos)
Virada de ano, fogos de artifício no céu estourando. Caco, eu e o Luiz com a família assistindo, brindando champagne e nos abraçando.
Caco olha para o céu e pergunta:
– Mamãe, onde a Cici está ela também pode ver estes fogos?
(Caco, 3 anos)
Wesley viu uma moça bem bonita e magra na revista e disse:
– Olha, mãe. Linda igual você.
– Obrigada, filho – falei, toda feliz.
E ele concluiu:
– Só que a barriga dela tá vazia e a sua está cheia.
(Wesley, 3 anos)
– Pai, posso ver sua coleira?
– Mas, filha, isso é um crachá…
(Cecilia, 3 anos)
Eu estava lendo a história do Patinho feio para a Isadora:
– Ninguém queria cuidar do patinho porque ele era muito feio.
Isadora com os olhos marejados, falou:
– Eu posso ser a mamãe dele.
(Isadora, 3 anos)
Princesas me dão medo. Prefiro os dinossauros.
(Laura, 7 anos)
– Tia, eu vou ganhar muitos brinquedos… um dinossauro, um patinete e um Bumblebee.
– Sério, Biel? Que legal! Quem vai te dar?
– Só depende de você!
(Gabriel, 3 anos)
Brincando de comidinha, perguntei pra ela:
– Gabi, deliciosa essa batata que você fez. O que você colocou nela?
– Crédito!
(Gabriela, 3 anos)
Na hora do almoço, escuto a mais nova “orientando” a mais velha:
– Nina, primeiro a gente come o sagrado…
– O quê?!
– Só depois a gente come o doce.
(Cecília, 3 anos e Nina, 11)
Semana do Natal, no estacionamento de um shopping, perguntei:
– Breno, o shopping está lotado… Está vendo alguma vaga?
– Muitas, mamãe, mas estão todas ocupadas.
(Breno, 5 anos)
Daniel está sendo desfraldado e uma das táticas da mamãe para este período foi “elogia-lo” para o Papai Noel. Porém, houve um acidente de percurso e a mamãe perguntou:
– E agora, Daniel? O que vou falar para o Papai Noel?
– Ho ho ho?
(Daniel, 3 anos)
Meu pai estava ensinando os números para meu primo e disse:
– Pedro, se eu tenho cinco balas e ganho mais duas, com quantas eu fico?
– Você fica rico!
(Pedro, 4 anos)
Época de Natal e Ana Sophia estava ensaiando para cantata na creche:
– Vem, que está chegando o Natal. Vem, que está chegando o Natal. Pois nasceu Jesus em Salvador.
(Ana Sophia, 3 anos)
Chegando perto do Natal, conversávamos em sala de aula sobre o que seria esperança.
– Isabella, o que é esperança pra você?
– Esperança é o lado que faz a gente sobreviver!
(Isabella, 6 anos)
– Mamãe, tem alguém que trabalha no Natal?
– Sim, filha… Alguns profissionais não podem tirar folga no Natal. Os médicos, por exemplo.
– E o papai, tem folga?!
– Sim.
– Obrigada, Deus!
(Juliana, 6 anos)
– Léo, o que você vai pedir pro Papai Noel?
– Desculpa!
(Leonardo, 3 anos)
Gustavo após sua formatura:
– Mãe, eu formatei!
(Gustavo, 6 anos)
Ao chegar da escola, Lorenna questiona a avó:
– Vó, vai ter amigo chocolate na escola. Pode comer o amigo?
(Lorenna, 3 anos)
Estava na casa da minha sogra, quando de repente ela falou:
– Heitor, desvira esse chinelo.
– Ah, é. Se não você morre.
(Heitor, 9 anos)
– Mamãe, eu pedi pra Jesus colocar um neném na sua barriga.
– Filha… Não faz isso, não.
– Já fiz! Agora não tem mais volta.
(Helena, 4 anos)
– Mamãe, que presentes são esses?
– Nós vamos participar de um amigo invisível.
– Oba! Eu nunca vi uma pessoa invisível!
(Antônia, 4 anos)
No supermercado, compramos sorvete e estávamos na fila do caixa passando as compras quando meu filho falou em alto e bom som:
– Pai, não compre esse sorvete porque ele está ruim.
Todos os caixas olharam pra nós e eu disse:
– Filho, você olhou a data de validade?
– Não. Está escrito: passas ao ruim.
(Nicolas, 6 anos)
Estávamos na farmácia, a Cecília pegou uma tiara de cabelo bem espalhafatosa e pediu:
– Papai, compra pra mim?
– Filha, essa tiara não é de criança, é de adulto.
– Ah, então compra pra você.
(Cecília, 3 anos)
Conversando com minha mãe, disse que estava com dor no cóccix, pois havia batido no clube.
O Guilherme ouviu e se espantou:
– Mãe, você nem está de coque. Eu não gosto de coque. Você fica meio feinha de coque.
(Guilherme, 7 anos)
Dudu mostrou o bumbum para os amiguinhos na escola e assim que eu soube, repreendi:
– Dudu, não acho nada engraçado.
Ele, rapidamente:
– É porque você não estava lá, mamãe.
(Dudu, 4 anos)