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Semear

Estávamos comendo hambúrgueres: 
– Mãe, como é o nome disso em cima do pão? 
– Gergelim. 
– É tipo uma semente? 
– Sim. 
– Então se plantar essa semente, nasce um pé de hambúrguer? 

(Anni, 6 anos)

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Opção

Eu estava brincando com a minha enteada e a brincadeira era que eu pensava em alguma coisa (objeto, animal, comida, etc..) e dava dicas para que ela descobrisse. 
Pensei em esmalte e a dica foi:
– As mulheres vão ao salão para que possam usar e normalmente elas gostam muito. 
Sem pensar, super espontânea, respondeu:
– Homem! 

(Nicole, 5 anos)

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Sinônimo?

Estávamos assistindo um show na tv quando comentei com minha esposa:
– Vi uma entrevista desse cara outro dia comentando que ele finalmente conseguiu se livrar das drogas.
– Ah é? Que legal.
E a Nina atravessou a conversa:
– Da sogra?!

(Nina, 11 anos)

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Votação

Eu e minha amiga estávamos conversando sobre nomes de cachorros, quando falei pra ela:
– Queria colocar o nome da minha cadelinha de Melanie, mas meu noivo não gostou, achou nome de quenga.
A irmãzinha dela ouviu e foi conversar com o pai dela:
– Pai, já sei qual será o nome da nossa nova cadela.
– É, filha? Qual?
– Quenga.

(Rafaela, 7 anos)

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Quase

Minhas alunas brincavam no pátio externo da escola com várias folhas caídas no chão. Elas recolhiam para brincar e jogar. Isadora vendo o interesse das amigas se aproximou e disse:
– Isso é o Antônio, né, prô?! É o Antônio que chegou!
– O outono chegou, Isa.

(Isadora, 4 anos)

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Assento preferencial

Estávamos o Júlio e eu esperando o trem na plataforma, quando ele viu uma daquelas placas de assento preferencial e começou a me explicar:
– Mamãe, esse é a pessoa com nenê na barriga. Essa é a pessoa com nenê no colo. Essa é a pessoa com guarda-chuva (apontando para a imagem representativa de um idoso).
Então eu respondi:
– Não, filho. Isso é uma bengala, igual a da bisavó Bebel.
E ele, observando a imagem do idoso com a mão nas costas e corcunda, constatou:
– Mas a vovó Bebel não fica coçando o bumbum.

(Júlio, 4 anos)

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Ocupado

Em sala de aula me aproximo de uma mesa que estão 3 meninos, quando escuto o Gustavo dizendo:
– Quando eu ganhar muito dinheiro, vou comprar uma mansão.
– No que você vai trabalhar?
– De manhã eu vou ser cientista, a tarde cantor e a noite vou ser entregador de pizza!

(Gustavo, 6 anos)

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Improviso

Comprei um presente para minha filha dar no aniversário de uma amiguinha e quando ela chegou eu perguntei:
– E aí, Malu? Ela gostou do presente?
– Acho que gostou. Mas falei que dá próxima vez eu dava uma coisa melhor.
– Como assim, filha?! Você mesma adorou o presente.
– Ah! Eu tinha que falar alguma coisa e falei isso.

(Malu, 6 anos)

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Sabe ou não sabe?

Estávamos no supermercado fazendo compras, quando a Evelyn apontou para os pacotes de camisinha e perguntou bem alto:
– O que é isso?!
Na hora da surpresa, ficamos sem saber o que fazer e acabei dizendo:
– Não sei, filha.
E ela, com a maior confiança, devolveu:
– Sabe, sim, você compra sempre.

(Evelyn, 4 anos)

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Super poderes

Meu filho começou a gritar de medo porque tinha uma barata perto dele. Então, tentando ensiná-lo a superar seus medos, falei:
– Olha o seu tamanho e o tamanho da barata! Quem é maior?
– Eu.
– Quem é mais forte?
Ele já se encorajando, respondeu:
– Eu!
– Então agora mata ela.
E ele foi todo confiante quando, de repente, a barata saiu voando e ele voltou gritando:
– Manhêêê… Eu sou maior e mais forte, mas ela voa.

(Rafael, 7 anos)

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Prioridade

Meu filho estava jogando video game, então pedi para que me ajudasse e ele respondeu:
– Agora não posso, mãe.
– Como assim, não pode?! Vem aqui agora!
– Estou ajudando o Batman a pegar o bandido! Ele precisa mais de mim do que você, mãe! Por favor, entenda!

(Rafael, 8 anos)

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Folga

– Mãe, não vai trabalhar. Fica comigo, eu tô de férias.
– Segunda é feriado, a mamãe vai ficar em casa com você.
– Feriado do quê?
– Revolução Constitucionalista.
– O que isso?
– Feriado dos soldados que morreram, Isa.
– Mas se os soldados que morreram, por que você que fica em casa?

(Isa, 4 anos)

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Antecipando os fatos

Estávamos na cozinha quando minha priminha perguntou ao pai dela:
– Papai, o que é virgem?
Meu tio com muita paciência e cheio de dedos, elaborou uma explicação até que bonitinha.
Ao final da explicação, minha priminha lançou sua segunda pergunta:
– Papai, e o que é o “extra virgem” nesse vidro?

(Elena, 7 anos)

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Respeito

Lis abre a porta do meu quarto, pela manhã, indignada:
– Vóóó, olha só, eu estava lá, dormindo sem fazer um barulhinho e minha mãe está lá, roncando igual a uma porca.
– Lis, o que é isso? Você não pode falar assim da sua mãe. Tem que ter respeito!
– Tá bom, vó. Desculpa. Minha mãe está roncando igual a uma Peppa Pig.

(Lis, 5 anos)

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Crime?

Eu estava tirando umas roupas molhadas da máquina para estender. A Malú correu para pegar um short e viu uma nota de dois reais, dentro do bolso, toda molhada. Foi para o quarto e voltou alguns minutos depois, chorando:
– Tia, a Ana disse que eu vou ser presa por lavagem de dinheiro.

(Malú, 8 anos e Ana, 13)

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Visão

Eu cuido de uma menina e estávamos brincando, só que parei um pouco para mexer no celular. Ela me olhou e disse:
– Quando eu crescer vou perder uma mão.
– Ai, que horror, guria. Não fale bobagem.
Ela seguiu repetindo a frase: “quando eu crescer vou perder uma mão!”
Até que perguntei:
– Por que você está falando isso?
– Porque eu também vou ter um celular.

(Maria Laura, 8 anos)

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Facilitando

Minha priminha estava me mostrando os dois gatinhos idênticos que ganhou.
– Fatinha, qual nome você vai dar a eles?
– Fumaça.
– E o outro?
– Fumaça também.
– Mas os dois vão se chamar Fumaça?
– É que aí eu não confundo eles.

(Maria de Fátima, 3 anos)

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Tomando posse

Eu sou de São Paulo e fui conhecer a familia do meu namorado que é de Minas Gerais. Lá a Sofia me questionou:
– Por que você fala assim?
Eu já sabia que estava se referindo ao meu sotaque, mas perguntei:
– Assim como, Soso?
– Assim, desse jeito estranho… Fica falando meu, mas não é seu.

(Sophia, 4 anos)

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Trabalho ou passeio

Pegamos um ônibus às 17h para chegar até o icebode. No retorno, às 21h, coincidentemente, pegamos o mesmo ônibus com o mesmo motorista e cobrador. Meu filho ao passar a roleta, olhou para o cobrador e disse:
– Tio, o senhor tá passeando de ônibus, né? Tá sentado aí desde cedo.

(Pedro, 5 anos)

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Fases

Trabalho em um colégio com crianças de 5 anos. Um dia, Cauê estava conversando sobre adolescentes e eu perguntei:
– Cauê você sabe o que é adolescente?
– Sei, sim. É uma criança grande cheia de espinhas na cara.

(Cauê, 5 anos)

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Religião

Meu aluno me perguntou:
– Jaque, o que é crença?
– Crença está relacionado com aquilo que você acredita. Por exemplo, alguns frequentam igrejas, outros, templos de meditação…
– Ahhh entendi. Eu acredito no meu time de futebol e frequento o estádio.

(João, 7 anos)