– Como é o seu nome?
– Mell.
– Mell de quê?
– De abelha.
(Mellissa, 4 anos)
– Como é o seu nome?
– Mell.
– Mell de quê?
– De abelha.
(Mellissa, 4 anos)
Estávamos comendo hambúrgueres:
– Mãe, como é o nome disso em cima do pão?
– Gergelim.
– É tipo uma semente?
– Sim.
– Então se plantar essa semente, nasce um pé de hambúrguer?
(Anni, 6 anos)

Eu estava brincando com a minha enteada e a brincadeira era que eu pensava em alguma coisa (objeto, animal, comida, etc..) e dava dicas para que ela descobrisse.
Pensei em esmalte e a dica foi:
– As mulheres vão ao salão para que possam usar e normalmente elas gostam muito.
Sem pensar, super espontânea, respondeu:
– Homem!
(Nicole, 5 anos)
Estávamos andando na rua e passamos por um vazamento de bueiro.
– Nossa, tia… Sentiu esse cheiro?
– Que cheiro, Mary?
– Cheiro de desgosto, tia.
(Maryanne, 5 anos)
Estávamos assistindo um show na tv quando comentei com minha esposa:
– Vi uma entrevista desse cara outro dia comentando que ele finalmente conseguiu se livrar das drogas.
– Ah é? Que legal.
E a Nina atravessou a conversa:
– Da sogra?!
(Nina, 11 anos)
Meu vizinho resolveu fazer brigadeiro pra vender mas começou a comer e a moça que trabalha na casa perguntou:
– Oxe, mas não é pra vender?
– É que eu não sei enrolar brigadeiro.
(Marcelo, 7 anos)
Minha filha e meu marido estavam na piscina. Quando ela saiu, tirei sua roupa molhada para trocar e ela falou:
– Ops! Acho que estou mostrando minhas partes “tímidas” pro papai.
(Melissa, 4 anos)
Ao pegar um brinquedo antigo, Melissa disse:
– Nossa, cada coisa que eu me lembro me traz uma lembrança.
(Melissa, 5 anos)
Eu e minha amiga estávamos conversando sobre nomes de cachorros, quando falei pra ela:
– Queria colocar o nome da minha cadelinha de Melanie, mas meu noivo não gostou, achou nome de quenga.
A irmãzinha dela ouviu e foi conversar com o pai dela:
– Pai, já sei qual será o nome da nossa nova cadela.
– É, filha? Qual?
– Quenga.
(Rafaela, 7 anos)
Minhas alunas brincavam no pátio externo da escola com várias folhas caídas no chão. Elas recolhiam para brincar e jogar. Isadora vendo o interesse das amigas se aproximou e disse:
– Isso é o Antônio, né, prô?! É o Antônio que chegou!
– O outono chegou, Isa.
(Isadora, 4 anos)
– Mamãe, eu queria comer.
– Quer comer o quê, filha?
– Papá… ou salmão.
(Helena, 4 anos)
– Titio, dentro do meu corpinho tem shampoo?
– Claro que não, Miguel. Por que você está me perguntando isso?
– É que quando eu faço xixi, as vezes ele tem uma espuminha.
(Miguel, 5 anos)
– Eu sou o rei e a mamãe é a rainha.
– E o papai é o que, filho?
– O papai é o dragão.
(Bernardo, 3 anos)
Estávamos o Júlio e eu esperando o trem na plataforma, quando ele viu uma daquelas placas de assento preferencial e começou a me explicar:
– Mamãe, esse é a pessoa com nenê na barriga. Essa é a pessoa com nenê no colo. Essa é a pessoa com guarda-chuva (apontando para a imagem representativa de um idoso).
Então eu respondi:
– Não, filho. Isso é uma bengala, igual a da bisavó Bebel.
E ele, observando a imagem do idoso com a mão nas costas e corcunda, constatou:
– Mas a vovó Bebel não fica coçando o bumbum.
(Júlio, 4 anos)
– Mãe, o que tem para comer no café da manhã?
– Tem pão.
– Só pão?
– Só.
– Na Bíblia fala assim: “Nem só de pão viverá o homem.”
(Henrique, 8 anos)
– Tô com a barriga cheia… de fome!
(Aurora, 3 anos)
Em sala de aula me aproximo de uma mesa que estão 3 meninos, quando escuto o Gustavo dizendo:
– Quando eu ganhar muito dinheiro, vou comprar uma mansão.
– No que você vai trabalhar?
– De manhã eu vou ser cientista, a tarde cantor e a noite vou ser entregador de pizza!
(Gustavo, 6 anos)
– Amanhã vou para a escola sozinha.
– Cecília, nenhuma criança vai para a escola sozinha.
– O Kenzo vai.
– Com certeza o Kenzo vai para a escola com o pai dele.
– Só se o pai dele for transparente.
(Cecília, 3 anos)
Comprei um presente para minha filha dar no aniversário de uma amiguinha e quando ela chegou eu perguntei:
– E aí, Malu? Ela gostou do presente?
– Acho que gostou. Mas falei que dá próxima vez eu dava uma coisa melhor.
– Como assim, filha?! Você mesma adorou o presente.
– Ah! Eu tinha que falar alguma coisa e falei isso.
(Malu, 6 anos)
Estávamos no supermercado fazendo compras, quando a Evelyn apontou para os pacotes de camisinha e perguntou bem alto:
– O que é isso?!
Na hora da surpresa, ficamos sem saber o que fazer e acabei dizendo:
– Não sei, filha.
E ela, com a maior confiança, devolveu:
– Sabe, sim, você compra sempre.
(Evelyn, 4 anos)
– Filha, não fique perto porque a panela está espirrando.
– A panela está doente, mamãe?
(Maria Beatriz, 4 anos)
Meu filho começou a gritar de medo porque tinha uma barata perto dele. Então, tentando ensiná-lo a superar seus medos, falei:
– Olha o seu tamanho e o tamanho da barata! Quem é maior?
– Eu.
– Quem é mais forte?
Ele já se encorajando, respondeu:
– Eu!
– Então agora mata ela.
E ele foi todo confiante quando, de repente, a barata saiu voando e ele voltou gritando:
– Manhêêê… Eu sou maior e mais forte, mas ela voa.
(Rafael, 7 anos)
Meu filho estava jogando video game, então pedi para que me ajudasse e ele respondeu:
– Agora não posso, mãe.
– Como assim, não pode?! Vem aqui agora!
– Estou ajudando o Batman a pegar o bandido! Ele precisa mais de mim do que você, mãe! Por favor, entenda!
(Rafael, 8 anos)
– Mamãe, bolinho de arroz é feito de arroz e bolinho de chuva é feito de chuva, né?
(Laura, 4 anos)
– Mãe, não vai trabalhar. Fica comigo, eu tô de férias.
– Segunda é feriado, a mamãe vai ficar em casa com você.
– Feriado do quê?
– Revolução Constitucionalista.
– O que isso?
– Feriado dos soldados que morreram, Isa.
– Mas se os soldados que morreram, por que você que fica em casa?
(Isa, 4 anos)
Estávamos no parque e eu pedi para minha filha tirar um foto minha. Quando ela me devolveu o celular fui olhar a foto e disse:
– Nossa, essa foto ficou estranha.
– É você, mãe. Você é estranha!
(Esther, 08 anos)
Depois da Alice puxar e balançar a persiana, minha mãe falou:
– Alice, não faça isso! Vai estragar a persiana!
– Você colocou nome na cortina?
(Alice, 5 anos)
Estávamos na cozinha quando minha priminha perguntou ao pai dela:
– Papai, o que é virgem?
Meu tio com muita paciência e cheio de dedos, elaborou uma explicação até que bonitinha.
Ao final da explicação, minha priminha lançou sua segunda pergunta:
– Papai, e o que é o “extra virgem” nesse vidro?
(Elena, 7 anos)
Minha mãe saiu e a Manú foi logo atrás. Quando voltaram, alguém perguntou:
– Aonde você foi, Manú?
– Atrás da mãe.
– E a mãe, aonde foi?
– Na frente, né?!
(Manuelle, 6 anos)
Lis abre a porta do meu quarto, pela manhã, indignada:
– Vóóó, olha só, eu estava lá, dormindo sem fazer um barulhinho e minha mãe está lá, roncando igual a uma porca.
– Lis, o que é isso? Você não pode falar assim da sua mãe. Tem que ter respeito!
– Tá bom, vó. Desculpa. Minha mãe está roncando igual a uma Peppa Pig.
(Lis, 5 anos)
Eu estava tirando umas roupas molhadas da máquina para estender. A Malú correu para pegar um short e viu uma nota de dois reais, dentro do bolso, toda molhada. Foi para o quarto e voltou alguns minutos depois, chorando:
– Tia, a Ana disse que eu vou ser presa por lavagem de dinheiro.
(Malú, 8 anos e Ana, 13)
– Pai, o que é velório?
– É um momento onde as pessoas se despedem de quem morreu.
– Se a pessoa já está morta como é que alguém vai se despedir?!
(Thiago, 5 anos)
– Lô, quer uma barrinha de cereal com chocolate?
– Jady, dessa eu não gosto. Tem barra de chocolate sem cereal?
(Lorena, 4 anos)
Minha filha me viu fazendo xixi. Colocou a mão na cintura e falou:
– Pai, por quê você tem rabinho?
(Bianca, 4 anos)
– Uma vez encontrei o gato enrolado no lençol, dentro da gaveta e…
A Soraia interrompeu:
– Papai, você não tem provas pra dizer que fui eu!
(Soraia, 4 anos)
Eu cuido de uma menina e estávamos brincando, só que parei um pouco para mexer no celular. Ela me olhou e disse:
– Quando eu crescer vou perder uma mão.
– Ai, que horror, guria. Não fale bobagem.
Ela seguiu repetindo a frase: “quando eu crescer vou perder uma mão!”
Até que perguntei:
– Por que você está falando isso?
– Porque eu também vou ter um celular.
(Maria Laura, 8 anos)
– Sabe como se diz comida em inglês?
Com jeito sério, respondeu:
– Rango!
(Luíza, 5 anos)
Minha priminha estava me mostrando os dois gatinhos idênticos que ganhou.
– Fatinha, qual nome você vai dar a eles?
– Fumaça.
– E o outro?
– Fumaça também.
– Mas os dois vão se chamar Fumaça?
– É que aí eu não confundo eles.
(Maria de Fátima, 3 anos)
Eu sou de São Paulo e fui conhecer a familia do meu namorado que é de Minas Gerais. Lá a Sofia me questionou:
– Por que você fala assim?
Eu já sabia que estava se referindo ao meu sotaque, mas perguntei:
– Assim como, Soso?
– Assim, desse jeito estranho… Fica falando meu, mas não é seu.
(Sophia, 4 anos)
Pegamos um ônibus às 17h para chegar até o icebode. No retorno, às 21h, coincidentemente, pegamos o mesmo ônibus com o mesmo motorista e cobrador. Meu filho ao passar a roleta, olhou para o cobrador e disse:
– Tio, o senhor tá passeando de ônibus, né? Tá sentado aí desde cedo.
(Pedro, 5 anos)
– Mamãe, a fada do dente deixou R$1,00 embaixo do travesseiro. Ela não gosta de mim, não.
– Por que, filha?
– Ela podia ter deixado R$10,00.
(Malu, 6 anos)
– João, se você não guardar esses seus brinquedos vou jogar tudo no lixo!
– E essas vasilhas que estão na pia, mãe? A senhora vai jogar no lixo também?
(João, 6 anos)
– Mãe, que hora é essa?
– Cinco e cinco.
– Então é dez?
(Adryan, 6 anos)
Trabalho em um colégio com crianças de 5 anos. Um dia, Cauê estava conversando sobre adolescentes e eu perguntei:
– Cauê você sabe o que é adolescente?
– Sei, sim. É uma criança grande cheia de espinhas na cara.
(Cauê, 5 anos)
Estávamos assistindo a Copa, era Suecia e Suíça e estava 1 x 0 para a Suécia quando a Marina disse:
– Nossa, que legal. Os Minions estão ganhando.
(Marina, 4 anos)
– Mamãe, é verdade que antes de nascer eu estava na sua barriga?
– É, sim.
– E como foi que você me engoliu?
(Helena, 3 anos)
Meu aluno me perguntou:
– Jaque, o que é crença?
– Crença está relacionado com aquilo que você acredita. Por exemplo, alguns frequentam igrejas, outros, templos de meditação…
– Ahhh entendi. Eu acredito no meu time de futebol e frequento o estádio.
(João, 7 anos)
Lorena tinha um amigo imaginário chamado Tiago e não parava de falar com ele. Meu marido perguntou pra ela:
– Lô, não conhecemos o Tiago. Afinal de contas, ele é gordo, magro, ou o quê?
– Ele é feliz, papai!
(Lorena, 2 anos)
– Miguel, você sabe escrever seu nome?
– Sei.
– E o nome da sua mãe?
– Ela sabe!
(Miguel, 6 anos)
Sophia, assistindo TV, perguntou:
– Mamãe, o que é transar?
– É TRANÇAR o cabelo, filha – gritou o pai lá do quarto.
(Sophia, 7 anos)