– Rafa, nós vamos no chá de bebê.
– Mas eu não vou tomar chá de bebê porque não gosto de chá.
(Rafael, 4 anos)
– Rafa, nós vamos no chá de bebê.
– Mas eu não vou tomar chá de bebê porque não gosto de chá.
(Rafael, 4 anos)
– Estou indo para a academia para ficar magrinha igual a você, filha.
Quando voltei da academia, depois que minha filha me pediu para levantar a blusa, ela concluiu:
– Mamãe, acho que você não foi na academia… Você foi comprar doce.
(Laura, 5 anos)
– Olha, Pedro, achei o dinheiro que você perdeu ontem. Lavei com a sua calça.
E num tom desesperado ele concluiu:
– Ah não, meu Deus! Agora vamos presos por lavagem de dinheiro!
(Pedro, 6 anos)
Estava fazendo a lição com a Rebeca e perguntei:
– Por que essas informações são falsas?
– Ué, porque não são verdadeiras!
(Rebeca, 8 anos)
Falei para minha irmã:
– Sarah, pode juntar toda essa bagunça que você fez!
– Eu já perdi dois dentes e tu ainda acha que pode mandar em mim.
(Sarah, 5 anos)
– Quando eu estava no carro do meu pai ele deu uma freiada e eu arranhei o banco com a minha mão. Acho que estou virando o Wolverine.
(Lucas Otávio, 5 anos)
Eu estava bem triste. Então minha filha falou:
– Sabe, eu também estou triste. Vamos hidratar o cabelo?
– Mas estamos triste.
– Pelo menos vamos estar tristes com os cabelos hidratados.
(Emily, 7 anos)
– Mamãe, por que a gente não escuta o que a gente tá pensando?
(Cecília, 3 anos)
– Tia, e você, quer casar?
– Não sei…
– E ter filho?
– Não sei também. E você?
– Eu quero! Quero casar, ter filhos, mas não quero beijar na boca… Eca!
(Alice, 8 anos)
O tio deu R$ 5,00 para o Léo e disse: – Pode conprar o que você quiser, Léo.
Então eu perguntei para ele:
– Léo, o que você gostaria de comprar?
– Um vídeo game, mãe.
– Filho, com R$ 5,00 você não pode comprar um vídeo game.
– Mas meu tio disse que eu posso comprar o que eu quiser.
(Leonardo, 5 anos)
O Vitor me entregou o espelhinho que fica dentro da minha bolsa e me disse:
– Mamãe, abre que tem uma surpresa pra você aí dentro.
Olhei pro espelhinho e fiquei imaginando o que poderia ser… Afinal, o que ele poderia conseguir enfiar dentro daquele espelhinho? Seria algum bilhetinho?
Abri e de primeira não vi nada. Depois olhei atentamente e vi um beijinho no espelho.
– Agora você tem meu beijinho guardado sempre com você!
(Vitor, 5 anos)
Sofia estava no parquinho e entrou dentro do mini carro de um menino. Olhou para ele e disse:
– Vamos, Uber. Sofia tá pronta.
(Sofia, 2 anos)
A Paula estava aprendendo sobre o universo na aula de ciências. Chegou em casa super preocupada e me perguntou:
– Mamãe, você sabia que as estrelas morrem?
– Sim. Sabia, filha.
– E agora? A vovó vai morrer de novo?
(Paula, 10 anos)
Minha avó mora muito longe e estávamos conversando sobre fazer uma vaquinha para trazê-la de UBER. Minha priminha estava perto e comentou:
– Tadinha da vaquinha! A bisa mora muito longo, a vaquinha vai ficar cansada!
(Ana Lia, 5 anos)
Minha mãe estava me falando um monte e eu comentei:
– Nossa, mãe, para de reclamar.
Minha sobrinha Helena ouvindo tudo, disse:
– Não para… ela é sua mãe! Mãe não para de reclamar.
(Helena, 4 anos)
Estava conversando com minha prima e perguntei:
-Lara, o que você acha de casamentos entre homens com homens ou mulheres com mulheres?
E ela me respondeu:
– Não sei… vai ter docinho?
(Lara, 5 anos)
– Mamãe, pega meus lápis pra mim pintar, por favor?
– “Mim” não pega nada, porque “mim” não ser índio. Você por acaso é índio para falar assim?
– Não sou, mas queria ser, pra falar do jeito que eu quisesse.
(Lara, 5 anos)
Minha irmãzinha reparou que eu não estava muito bem, me perguntou o que eu tinha e eu respondi:
– Nada, não. Eu vou ficar bem.
– O engraçado dos adultos é que eles choram por dentro e não por fora, né?!
(Jhennifer, 9 anos)
– Se é vírus, tem que virar.
(Alice, 6 anos)
Minha irmã e minha avó estavam brincando de mercadinho.
– Quanto está custando esse abacaxi, moça?
– Três reais.
– Mas isso é muito caro! Não tenho todo esse dinheiro.
– Não tem problema. Pode pagar com um abraço também!
(Eloá, 8 anos)
Vicenzo e Melissa estavam brincando no iPad em pleno domingo de sol. O avô percebeu e comentou:
– Dou cinco reais para quem for brincar lá no quintal.
E o Vicenzo respondeu:
– Vô, eu não aceito suborno!
(Vincenzo, 6 anos)
– Mãe, de todas as minhas mães, você é a minha favorita.
Faz um ano que a adotamos.
(Catiane, 8 anos)
Eu estava carregando uma caixa de um móvel novo. Minha filha encostou o rosto e quase beijou a caixa suja. Não aguentei e falei:
– Não encoste na caixa suja que você não sabe nem de onde veio.
– Estava no caminhão, mamãe.
– E antes de estar no caminhão, você sabe onde estava?
– Na China, mamãe!
(Elisa, 7 anos)
Em uma conversa com meu priminho, perguntei:
– O que você quer ser quando crescer?
– Médico.
– Que lindo! Você quer salvar a vida das pessoas?
– Médico… e não super-herói!
(João Paulo, 6 anos)
– O que é isso aqui?
– Estria.
– E o que é estria?
– Isso.
– Nossa, parece com o mar.
(Kevin, 7 anos)
– Isa, quer batata doce?
– Não, mamãe.
– Mas batata doce é saudável. Deveria comer. A mamãe comeu muito quando estava grávida de você.
– Mas eu não estou grávida, mamãe!
(Isadora, 7 anos)
– Gui, o que você aprendeu hoje na escola?
– Partes do corpo humano.
– Que partes você aprendeu?
– Olhos, boca, cabeça, pernas e “tênis”.
(Guilherme, 6 anos)
– Cris, você acredita em bicho papão?
– Não.
– Sério? Por quê?
– Porque eu tenho medo.
(Cristina, 4 anos)
Quando a Manu chegou em casa viu uma rosa vermelha dentro do copo e falou:
– Que linda, mãe. Quem te deu?
– Foi o tio Marcelo, filha.
– Quer dizer que ele te ama, né mãe?
Uma semana depois a Manu chegou em casa e viu um buque cheio de rosas vermelhas.
– Que linda, mãe. Quem te deu?
– Foi o tio Marcelo, filha.
– Quer dizer que ele quer casar, né mãe?
(Manuela, 4 anos)
Todo dia, quando faz a lição de casa, é a mesma coisa: Lorenzo precisa escrever o nome completo nomtopo da página. Certo dia, cansado de escrever a mesma coisa, ele me perguntou:
– Mãe, posso trocar o meu nome por Buzz Lightyear?
(Lorenzo, 5 anos)
A Cecília estava ensinando minha filha a falar:
– Sofia, fale lagartixa.
Eu ouvindo e respondi:
– Lagartixa é muito grande. Ela não consegue falar.
E a Cecília continuou:
– Sofia, então fale lagartixinha.
(Cecília, 6 e Sofia, 1 ano)
Estávamos em casa jantando, Vitória olhou para mim e disse:
– Mãe, um dia você vai morrer e eu vou ficar sozinha?
– Não, Vitória! Se um dia eu morrer, você vai ficar com seu pai.
– Como diz a senhora “Deus me drible!”, porque meu pai não sabe fazer leite.
(Vitória Eduarda, 4 anos)
Na tentativa de fazer a Clarinha parar de usar chupeta, perguntei:
– Clarinha, vamos brincar de jogar a chupeta pro gato?
– Vamos! Eu sou o gato!
(Ana Clara, 3 anos)
Cecília cantou uma música espontânea.
Elogiamos e perguntei:
– Nossa, que música linda, filha. Foi você que inventou?
– Não, foi o Papai do Céu que cantou essa música no meu coração.
(Cecília, 3 anos)
Gabriel estudando para a prova de religião:
– Qual o sacramento que une homem e mulher que se amam e querem constituir uma família?
– Penitência ou Matrimônio.
(Gabriel, 7 anos)
– Vó Malu, mostrar o dedo do meio é feio?
– Sim, Vítor, bem feio. É como se você estivesse brigando com a pessoa.
– Então como eu vou mostrar para as pessoas que eu tenho 5 anos se não posso mostrar o dedo do meio?
(Vítor, 5 anos)
Thiago e o irmão, que é um ano e meio mais velho, estavam chegando na escola quando uma professora falou:
– Nossa, vocês são muito parecidos! São gêmeos?
– Não! Ele é de gêmeos, eu sou de escorpião.
(Thiago, 5 anos)
Minha prima e eu estávamos na sala assistindo ao Jornal Nacional, quando começou a passar o quadro “O Brasil que eu quero”. Prestando muita atenção aos depoimentos, ela comentou:
– O Brasil que eu quero é com muitas Baby Alives.
(Valentina, 4 anos)
– Mamãe, embaixo dos cavalos de brinquedo tem uma coisinha que não tem nas éguas.
– Eu acho que é o pintinho dele, Juju.
– Ai, mãe, mas cavalo não bota ovo!
(Júlia Maria, 5 anos)
– Pai, eu tenho perda de memória recente.
– É mesmo, filha? E o que é isso?
– Não sei, pai, eu esqueci. Por isso que eu tenho perda de memória recente!
(Mallu, 6 anos)
Fui arrumar a casa e deixei a Maitê desenhando. Quando voltei meu sofá estava riscado.
– Maitêêê, o que você aprontou?
– Calma, mãe.
– Calma, nada! Reza pra sair isso do sofá, menina!
Rapidamente ela juntou as mãos, fechou bem os olhos e começou:
– Papai do céu, abençoe minha tarde, abençoe o sofá e abençoe meu bumbum… Amém!
(Maitê, 2 anos)
– Como é o seu nome?
– Mell.
– Mell de quê?
– De abelha.
(Mellissa, 4 anos)
Estávamos comendo hambúrgueres:
– Mãe, como é o nome disso em cima do pão?
– Gergelim.
– É tipo uma semente?
– Sim.
– Então se plantar essa semente, nasce um pé de hambúrguer?
(Anni, 6 anos)

Eu estava brincando com a minha enteada e a brincadeira era que eu pensava em alguma coisa (objeto, animal, comida, etc..) e dava dicas para que ela descobrisse.
Pensei em esmalte e a dica foi:
– As mulheres vão ao salão para que possam usar e normalmente elas gostam muito.
Sem pensar, super espontânea, respondeu:
– Homem!
(Nicole, 5 anos)
Estávamos andando na rua e passamos por um vazamento de bueiro.
– Nossa, tia… Sentiu esse cheiro?
– Que cheiro, Mary?
– Cheiro de desgosto, tia.
(Maryanne, 5 anos)
Estávamos assistindo um show na tv quando comentei com minha esposa:
– Vi uma entrevista desse cara outro dia comentando que ele finalmente conseguiu se livrar das drogas.
– Ah é? Que legal.
E a Nina atravessou a conversa:
– Da sogra?!
(Nina, 11 anos)
Meu vizinho resolveu fazer brigadeiro pra vender mas começou a comer e a moça que trabalha na casa perguntou:
– Oxe, mas não é pra vender?
– É que eu não sei enrolar brigadeiro.
(Marcelo, 7 anos)
Minha filha e meu marido estavam na piscina. Quando ela saiu, tirei sua roupa molhada para trocar e ela falou:
– Ops! Acho que estou mostrando minhas partes “tímidas” pro papai.
(Melissa, 4 anos)
Ao pegar um brinquedo antigo, Melissa disse:
– Nossa, cada coisa que eu me lembro me traz uma lembrança.
(Melissa, 5 anos)
Eu e minha amiga estávamos conversando sobre nomes de cachorros, quando falei pra ela:
– Queria colocar o nome da minha cadelinha de Melanie, mas meu noivo não gostou, achou nome de quenga.
A irmãzinha dela ouviu e foi conversar com o pai dela:
– Pai, já sei qual será o nome da nossa nova cadela.
– É, filha? Qual?
– Quenga.
(Rafaela, 7 anos)