Eu estava brincando com minha priminha no pula-pula, quando ela me olhou e disse:
– Eu vou ter você pra sempre né, Laís?
(Yasmin, 4 anos)
Eu estava brincando com minha priminha no pula-pula, quando ela me olhou e disse:
– Eu vou ter você pra sempre né, Laís?
(Yasmin, 4 anos)
– Mãe, vou colocar esse brinco na Nina.
– A Nina tem alergia, filha.
– Tá. Eu não deixo perto do nariz dela.
(Cecília, 5 anos)
– Tia, a senhora sabia que eu tirei 10 em matemática e 8 em português?
– Nossa, Yhasmim, parabéns. Quando crescer você vai ser a médica da família, né?
– Eu não, tia. Vou trabalhar igual aquelas pessoas que usam aquelas roupas que acendem no escuro.
– Garis?
– Isso aí, tia. Pra ajudar o planeta.
(Yhasmim, 4 anos)
– Davi, olha como a nossa cachorrinha está velhinha. Ela já tem pêlos brancos no focinho.
– Mas, é só a gente plantar ela, colocar no algodão com água e aí ela vai viver muito.
(Davi, 4 anos)
– O gato me arranhou, mamãe.
– Foi o jeito dele dizer que não queria brincar, meu amor.
– Ele podia ter dito “miau”.
(Nina, 4 anos)
Eu estava com o Lucas na rua e passou uma senhora vendendo balinhas. Prontamente, o Lucas disse que queria, então eu comprei. Depois de um tempo que ela tinha se afastado, eu perguntei:
– Ué, Lucas, não vai comer a bala?
– Não, mãe. Eu não gosto dessa balinha. Era só pra ajudar a senhorinha.
(Lucas, 8 anos)
– Sophia, você é mais introvertida ou extrovertida?
– Eu sou intrometida.
(Sophia, 7 anos)
Fomos no cabeleireiro e, enquanto esperávamos a nossa vez, o barbeiro e os outros clientes conversavam sobre futebol. Ele então se virou para a criança e perguntou:
– Você é corintiano?
E ele respondeu:
– Não! Eu sou João Pedro.
(João Pedro, 4 anos)
– Mãe, porteiro casa?
– Porteiro pode casar, sim, meu filho.
– Ah, então eu não quero ser porteiro não.
(João Vitor, 7 anos)
O Davi mexeu no armário onde estava ligada a tomada da tv e acabou desligando. O pai tentou ligar de novo e não conseguiu porque o fio estava com mau contato. Eu, para dar uma lição no piá, disse:
– Tá vendo o que você fez, Davi? Agora a tv não liga mais!
E ele respondeu:
– O papai vai arrumar, com as ferraduras dele!
(Davi, 4 anos)
Estávamos indo para o sítio e passamos por uma plantação de flores do campo bem coloridas. Comentei:
– Bonitas, né, Breno?
E ele respondeu alegremente:
– Sim, tia! Parece um cemitério!
(Breno, 8 anos)
Estávamos assistindo desenho na TV, quando começou um comercial de fraldas descartáveis e o Miguel viu alguns bebês:
– Olha, mamãe, que lindos! Eu quero um irmãozinho.
– Sério, filho? Que boa idéia!
– Sim, mamãe. Mas eu quero agora. Vamos, vamos no Zoológico buscar!
(Miguel Felipe, 3 anos)
Estava vendo um filme com o Matheus e ele perguntou:
– Mamãe, esse filme é de luta?
– É de luta, de conquistas, de vitória…
– Régia?
(Matheus, 5 anos)
– Este será o meu ano. Vou aprender a ler e escrever!
(Pedro, 6 anos)
A Sofia estava em uma ligação com a tia quando ela perguntou:
– Sosô, o que seu pai está fazendo?
– Ele tá no computador fazendo flor.
– Flor?
E lá de longe, o pai respondeu:
– Não é flor, filha, é planta. Papai tá desenhando uma casa.
(Sofia, 7 anos)
Estava no supermercado com minha filha separando a parte dos frios e comecei a ler:
– Picadinho bovino, costela, frango resfriado…
Ela, rapidamente, falou:
– Nem, mainha! Quero ficar gripada, não.
(Ádlla, 9 anos)
Vinícius ao ver duas pessoas se despedindo:
– Vá com Deus.
– Fique com ele.
Vinícius, confuso, perguntou:
– Ele vai ou fica?
(Vinícius, 4 anos)
– Davi, não pode comer muita batata palha porque colocam muito sódio na fábrica.
– Mas onde fica essa fábrica de ódio? Eu quero ir lá hoje pra falar com eles!
(Davi, 4 anos)
Minha filha leu em uma revista a expressão “pessoa deficiente” e veio me perguntar o que significava. Para exemplificar, falei de uma amiga da classe dela que tem paralisia cerebral:
– Filha, sabe a Marcela? Então, ela é diferente de você…
Maria pensou um pouco e me respondeu antes que eu pudesse concluir o raciocínio:
– Claro que ela é diferente, o cabelo dela é tão lindo.
(Maria, 7 anos)
Estávamos na mesa falando sobre profissões e perguntei para minha filha:
– O que você quer ser quando crescer?
– Veterinária de pessoas.
(Heloísa, 4 anos)
– Vovó, você sabia que existe o capeta? E ele vai comer o coronavírus e mastigar muito, igual chiclete. Aí os dois vão morrer. Porque o capeta vai comer o coronavírus e morrer de vírus e o coronavírus vai morrer na barriga do capeta.
(João Henrique, 3 anos)
Recentemente, a minha sobrinha fez 6 anos e a avó a presenteou com R$ 60 em dinheiro. Logo em seguida, eu a levei para dar uma volta de carro. No caminho, ela me disse:
– Tia, no meu aniversário de 5 anos eu também ganhei dinheiro.
– Que legal, Luiza! E o que você fez com ele?
– Guardei no cofrinho porque não serve pra nada.
(Luiza, 6 anos)
Tínhamos acabado de acordar e o Arthur desejou bom dia pra Antônia. Muito rápida, ela respondeu:
– Não quero bom dia. Quero bolo!
(Antônia, 2 anos)
Estava contando uma história para a minha filha. No meio da história, tinha um cavalinho que vivia no estábulo. De repente, ela disse:
– Mamãe, viu só? O cavalinho mora nos “estábulos unidos”.
(Manu, 4 anos)
Numa roda de crianças, a professora perguntou:
– O que vocês vão ser quando crescerem?
Entre respostas variadas, o Mateus respondeu:
– Eu vou ser polícial!
Alice, sua irmã, respondeu indignada:
– Mas eu que quero ser polícial!
– E eu já falei que eu vou ser polícial!
– Então… eu vou ser ladrão!
(Mateus, 5 anos e Alice, 3)
No final da oração:
– Ah, e traga mina avó de volta…
Então pensou um pouco e continuou:
– Mas só se ela voltar normal. Se for como zumbi, pode deixar ela aí.
(Manoel, 4 anos)
Moramos em NY. Nossa filha mais velha tem uma amiga chamada Ish. Certa vez, Elisa, nossa mais nova, a abordou e comentou:
– Ish, você sabia que seu nome em portugês quer dizer “oh God!”?
(Elisa, 7 anos)
A professora mandou a história “Alibaba e os 40 ladrões” para uma leitura em conjunto com os pais. Felipe deveria ler e listar todos os personagens.
– Lipe, vamos começar a leitura? É fácil, dá pra fazer rapidinho. A história é longa e tem muitos personagens.
Com um rostinho assustado, ele perguntou:
– É pra colocar os nomes dos quarenta ladrões?
(Filipe, 7 anos)
Trabalho em uma escola de educação infantil e, após a leitura de um livro, perguntei para as crianças se alguma delas saberia me dizer o que seria uma gráfica. Rapidamente, a Isabela responde:
– É quando tem um bebê na barriga.
(Isabela, 3 anos)
– Enoá, você tem que comer tudo pra ficar grande.
– Mas eu gosto de ser criança!
(Enoá, 4 anos)
Estava bricando de desenhar para o Daniel e ele tentava adivinhar o que era. Depois de fazer alguns desenhos e ele acertar todos, elogiei:
– Adivinhou todos, Dan! Você é muito esperto!
– É porque eu já vi de tudo nessa vida, mamãe.
(Daniel, 4 anos)
Eu estava conversando com minha irmã e ela disse:
– Sabe o que eu quero ser quando crescer?
– O que?
– Quero ser mandona!
(Ester, 4 anos)
– Mãe, que horas vai chegar o meu presente?
– Espera, filho, primeiro tenho que pagar o TED e depois eles entregam.
– Ted é o nome do motoboy?!
(Matheus, 5 anos)
– Mãe, tem uma menina na minha sala que só me irrita, corta minha conversa e briga comigo. Tô vendo que vou ter que virar amiga dela para ela parar de fazer isso comigo.
(Maria Eduarda, 7 anos)
A Elisa foi contar pro pai dela que a prima tinha machucado o braço. Então ela me perguntou:
– Mamãe, a Juju machucou o braço direito ou o errado?
(Elisa, 3 anos)
– Tia, quero danone.
– Tá, você vai comer com a colher ou com o dedo?
– Vou comer com a boca.
(Ana Clara , 3 anos)
– Bê, o que você quer ser quando crescer?
Depois de pensar bem, respirando fundo, ele disse:
– Ai, mãe, acho melhor eu não ser nada. Dá muito trabalho.
(Bernardo, 4 anos)
Fui ao dentista com a Luísa. Expliquei que a cárie era um bichinho e precisávamos tirar. No meio do procedimento ela pergunta para a doutora:
– Que barulho é esse?
– É desse aparelho que estou usando
– Aah sim, pensei que era a cárie gritando.
(Luísa Rocha, 6 anos)
– Mãe, eu gosto de um menino da minha sala.
– E ele é bonito, Malu?
– Não… Mas ele conta um monte de piadas. Eu gosto dele pela diversão.
(Malu, 6 anos)
Chegando da escola, a Lara repassou um pedido dos professores sobre um projeto solidário:
– Mãe, a gente precisa comprar fralda geriátrica para os velhinhos do “abismo”.
(Lara, 6 anos)
– Mãe, posso brincar na rua?
– Espera o seu pai chegar.
– Ele já chegou no meu coração.
(Léo, 6 anos)
Fui fazer o exame do COVID com meu filho e, ao entrar na sala, ele disse:
– Não é pra judiar do papai.
Depois, na hora do exame, ele falou:
– Papai, fica tranquilo! Vou contar uma historinha pra você e aí não vai doer nada.
(Pedro, 3 anos)
Brincando de levar a boneca no médico, minha sobrinha disse:
– Meu ouvidinho também está doendo, titia.
– Tá doendo de verdade ou de mentirinha?
– Tá doendo, ué. Pode até ser grávido!
(Ana Lívia, 3 anos)
– Arthur, o que você quer ser quando crescer?
– Piloto de avião!
– Pra ser piloto de avião precisa estudar muito.
– Ah, tia, acho que vou ser só passageiro mesmo.
(Arthur, 5 anos)
Benjamin havia se machucado brincando e me chamou para ver. Perguntei se estava doendo e ele respondeu:
– Sim, titia. Mas, tudo bem. Se machucar faz parte da vida.
(Benjamin, 6 anos)
No meio da oração, eu escuto:
– Rogai por nós Vingadores…
(Bruno, 4 anos)
O Pedro estava fingindo que encontrou uma caixa de tesouro e eu perguntei:
– Nossa, o que tem aí dentro, ouro ou diamantes?
– Chocolate!
(Pedro, 2 anos)
Estávamos brincando de Detetive & Ladrão. A Sara era detetive e, quando foi desvendar o ladrão, falou:
– Presa em nome do além!
(Sara, 5 anos)
Meu esposo trabalha em uma oficina e sempre vem com as mãos sujas do serviço. Um dia, perguntei para o Calebe:
– Filho, onde está o papai?
– Na oficina.
– E o que ele foi fazer na oficina?
– Pintar os dedos.
(Calebe, 1 ano)
– Daniel, o que você quer de sobremesa?
– Uma coisa que começa com A.
– Abacate? Abacaxi?
– Não, vovó. A-bre a caixa de BIS!
(Daniel 4 anos)