Sophia estava assistindo uma missa on-line e eu perguntei:
– Filha, você viu o Padre?
– Não, mamãe, só tem um homem vestido de Star Wars.
(Sophia Ísis, 6 anos)
Sophia estava assistindo uma missa on-line e eu perguntei:
– Filha, você viu o Padre?
– Não, mamãe, só tem um homem vestido de Star Wars.
(Sophia Ísis, 6 anos)
– Dinda, o que é namorar?
– É quando duas pessoas ficam juntas, são companheiras e dão uns beijinhos na boca.
– E o que eu ganho com isso?
(Larissa, 7 anos)
Estava brincando de restaurante com a minha prima. Normalmente, eu finjo que sou um cliente muito chato. Reclamei do serviço e ela disse:
– Desculpa, moço, é que a gente é novato nessa coisa de astronomia.
(Lorenna, 7 anos)
Pintando com Léo, perguntei:
– Se misturar azul com vermelho vai dar…?
– Certo!
(Léo, 3 anos)
– Você quer ser o quê? Uma professora? Uma médica?
– Não, serei uma contadora.
– Ah não! Tu vai sair contando a vida dos outros?
(Davi, 9 anos)
No posto de gasolina, a Bruna perguntou:
– Mãe, o que você está fazendo?
– Dando comidinha pro carro.
– Mãe, nosso carro vai virar um caminhão?
(Bruna, 4 anos)
– Filho, vou comprar uma blusa das meninas super poderosas. Qual das três você acha que combina mais com a mamãe?
– A brava.
(Miguel, 3 aninhos)
Estava conversando com minha sobrinha e começamos a falar sobre animais. Pedi para ela me falar sobre os leões e ela disse:
– O leão é o rei da floresta e também é um “pregador”!
(Maria Luiza, 6 anos)
Estava arrumando a Manú para sairmos enquanto conversava pelo celular com uma tia dela que tem um filho da mesma idade. Ao desligar, ela disse:
– Que sorte da tia Déia, né? Ela tem filho homem, que é bem mais fácil de arrumar…
Deu uma pausa e continuou:
– Não tem problema, eu amo ser mulher linda e empoderada.
(Emanuely, 9 anos)
– Mãe, você me busca na escola amanhã?
– Não sei, Anita. Que horas você sai?
Ela, assustada e indignada com a pergunta disse:
– Mãe, na minha escola não é assim não, viu? As crianças não saem! Os pais é que vão buscar.
(Anita, 4 anos)
Em um dia quente, Júlia brincava no quintal mas reparou que estava cheio de fuligem de queimada e falou:
– Tia Má, acho que Deus e Jesus estão fazendo um churrasco lá em cima e nem me convidaram!
(Júlia, 4 anos)
– Tia, sabia que depois de amanhã é dia das tias?
– Ah, é? E o que você vai me dar de presente?
– Um jogo de panelas.
– Ué, você acha que a tia gosta de cozinhar?
– Não, eu acho que você gosta de comer.
(Frederico, 5 anos)
– Filho, tu sabe o que é amor?
– Amor é quando o coração bate muito forte… Mais forte que o Batman.
(Leonardo 4 anos)
Arthur e o pai estavam conversando no quatro. De repente o pai o repreendeu porque fez uma bagunça. Arthur saiu do quarto muito sério e falou:
– Mãe, preciso de um distanciamento social do meu pai. Não tá dando mais.
(Arthur, 7 anos)
– Tenho 2 cachorros. A Lolla que é fêmea e o Apollo que é fêmeo. Amo os dois.
(Geovana, 5 anos)
Estávamos passeando no shopping, quando passamos em frente a uma loja de brinquedos e o meu filho disse:
– Mamãe, quero dar uma passeadinha ali dentro.
– Nossa, filho! Não te vejo mais interessado em brinquedos…
– Não estou interessado, mamãe. Só quero relembrar meu passado.
(Davi, 5 anos)
– E aí, meu amor, você já sabe o que quer ser quando crescer?
– Ah, Dinda, não sei. São muitas coisas, né?
– Mas você gosta mais do quê? De contas, português, história,…?
– Eu gosto mais de comer!
(Francesco, 8 anos)
– Sô, a titia está querendo arrumar um namorado, como faz?
– Ah, tia, primeiro você tem que parar de querer todo mundo, né?
(Sofia, 6 anos)
Bia viu alguns produtos da Coreia no meu quarto e perguntou:
– Tia, você foi pra Coreia?
– Não, Bia, a Thalita que trouxe pra mim de São Paulo.
– Ah, eles ficam misturando os mundos.
(Beatriz, 5 anos)
Sou professora e hoje uma criança da turma fez um vídeo a respeito de higiene bucal:
– Tem que escovar aqui, aqui, aqui e aqui. E aí, quando termina, passa o fio dental e chacoalha a boca assim com a água. E então, depois que termina, você vai lá e… come de novo.
(Mellize, 4 anos)
– A Chloe quer chocolate, tia Pri.
– Chloe, você tem que almoçar primeiro. Depois a tia Pri te dá o chocolate.
– Mas a Chloe quer…
– A tia Pri também quer um monte de coisa na vida.
– Mas a Chloe não quer uma monte coisa na vida. A Chloe só quer chocolate.
(Chloe, 2 anos)
– Enrico, olha que programa legal que tá passando!
– Ah, legal mesmo tia Neide. Eu conheço essa música!
– Conhece?
– Sim, é a “sanfoninha de Beethoven”!
(Enrico, 5 anos)
Levaram meu primo pra ver um cachorrinho. Ele brincou, pegou no colo e soltou:
– É de pilha?
(João, 3 anos)
É SÓ UM LOBINHO, TÁ OK!?
Eu estava deitada esperando a Bella tirar seu soninho da tarde quando o cachorro uivou no quintal. Na mesma hora, perguntei:
– Nossa, Bella, que barulho foi esse? Estou com medo.
– Tudo bem, mamãe, não fica preocupada. Foi só um lobo por aí.
(Bella, 2 anos)
Eu estava brincando de procurar os objetos escondidos pelo Arthur, quando ele disse:
– Mamãe, agora você está num berço sem saída!
(Arthur, 5 anos)
Eu estava triste e calada, um amigo querido havia falecido. Miguel veio saber o que eu tinha…
– Eu tô triste filho, às vezes não sei lidar com a tristeza.
– Eu sei lidar com a minha tristeza mamãe!
– Ah, é? Como você faz?
– Eu fico com ela até ela ir embora. Ela sempre vai.
(Miguel, 6 anos)
– Mamãe, quando eu fizer cinco anos eu vou mudar minha aparência? Porque se for mudar, não quero fazer cinco anos, quero só ganhar os presentes.
(Bernardo, 4 anos)
– Tô louco pra começar a trabalhar! Pra ter o meu dinheiro e comprar um monte de açaí.
(Brayan, 13 anos)
Depois de muitos meses sem receber ninguém em casa, uma amiga finalmente estava para chegar:
– Quando a titia chegar eu vou sentir ciúmes.
– Mesmo, meu filho? E você sabe o que é ciúme?
– É quando a gente gosta de uma pessoa, alguém chega perto e a gente acha que a pessoa não vai gostar mais de nós.
(Benício, 5 anos)
– “Eu vi o dois pilantra…”, canta mãe!
– Que música é essa, Benício?
– É o Hino do Brasil, ué.
(Benício, 4 anos)
Miguel ficou um tempo mexendo no meu cabelo e eu perguntei:
– Está fazendo carinho, filho?
– Não, mamãe, estou passando cuspe.
(Miguel, 4 anos)
– Mamãe, por que o mar não derrama?
(Malu, 6 anos)
Depois da oração para dormir:
– Em nome do pai, do filho de Silvio Santos, Amém.
(Ana Júlia, 6 anos)
– Papai, eu tenho 4 anos. A Luiza tem quantos?
– A Luiza tem 9.
– Depois eu vou fazer 9, né?
– Sim. Mas, quando você fizer 9, a Luiza já estará com 14.
Decepcionada, ela perguntou:
– Papai, por que ela sempre ganha?
(Lys, 4 anos)
Vendo o Bernardo fazer prova on-line, percebi que ele tinha errado uma questão:
– Bê, preste atenção. Está faltando algo.
– Eita, é mesmo.
– A mamãe nem podia te dizer isso.
– Mãe, todo mundo erra nessa vida!
(Bernardo, 7 anos)
Ela encostou a cabeça na minha barriga e disse:
– Mamãe, você é uma casa, sabia?
(Maria Flor, 2 anos)
Voltei da fisioterapia com algumas marcas nas costas por causa da sessão com ventosas. Ao ver, meu filho perguntou:
– Mãe, quem te machucou?
Respondi rápido:
– Foi o fisioterapeuta.
– Onde ele mora?
(Vitor, 3 anos)
– Tia, os animais que comem carne são carnívoros, né?
– Sim, Miguel.
– O Scooby come ração… então ele racional, né?
(Miguel, 6 anos)
– Vovó, é difícil ser mãe?
– É, João.
– E pai, é difícil ser pai?
– É, também é difícil ser pai.
– Ai… É por isso que eu nasci criança.
(João Lucas, 5 anos)
– O infinito é muito longe, fica quase perto da titia!
(Dante, 5 anos)
Kauane estava na piscina e a mãe dizia o tempo todo para a filha segurar na borda. Em certo momento, ela foi para o meio da piscina e sua mãe gritou:
– Kauane, segura!
– Eu tô segurando na água, mãe.
(Kauane, 3 anos)
Eu estava levando minhas duas irmãzinhas para passear no ônibus, quando a mais nova perguntou:
– Por que o ônibus abre a porta enquanto ainda está andando?
E a mais velha respondeu:
– “Deerr”, é pra quem quiser descer correndo.
(Rayanne, 6 anos e Raphaela, 8)
Meu pai, estava assistindo um desenho que ele via na infância, em francês, e chamou a Fê pra ver com ele.
– Olha, Fê, o vovô via esse desenho na sua idade.
– O que ele está falando vovô? Não entendo nada.
– É porque está em francês.
Depois de um tempo, o menino do desenho solta uma gargalhada e a Fernanda diz:
– Olha, vovô! A risada está em português. Eu consegui entender!
(Fernanda, 4 anos)
No avião, a Giulia pegou o cardápio de bordo e estava em dúvida sobre o que comer:
– O que posso comer, mamãe?
Como a viagem era longa, eu quis compensar um pouco e disse:
– Qualquer coisa, filha.
– Não pode ser, mãe! Proíba alguma coisa!
(Giulia, 9 anos)
A mãe estava lavando roupa quando o filho se aproximou, apontou para a própria barriga e perguntou como se chamava aquela parte do corpo:
– É o abdômen.
– Mãe, seu “abmulher” tá molhado.
(Helamã, 3 anos)
– O coronavírus não tem mãe, não? Pra mandar ele pra casa…
(Maria Flor, 5 anos)
– Mamãe, papai, eu já sei o que é medo! É a nossa cabeça inventando invenções.
(Gabriel , 6 anos)
Brincando com minha afilhada no pátio de casa em uma daquelas casinhas de madeira para crianças, ela disse:
– Dinda, entra! Vem brincar de cozinhar comigo.
– Depois, Dudinha, agora está muito quente dentro da casinha.
– Pode entrar, dinda. Eu to brincando que tem ar condicionado.
(Maria Eduarda, 3 anos)
Estávamos no Uber e o carro balançava muito por causa dos buracos na pista. Incomodada, a Bella reclamou:
– Moço, calma! Seu carro não é um pula pula.
(Bella, 2 anos)
Ao espirrar, a Miah posicionou o braço, espirrou, olhou pra mim e perguntou:
– Mamãe, tem que espirrar no braço pro vírus morrer com o cheiro do sovaco?
(Miah, 4 anos)