Explicando o uso do plural:
– Quando você falar sobre uma casa, você não usa o “s” no final. É só “casa”. E quando é mais de uma, como você fala?
– Duas.
(Maria Eduarda, 6 anos)
Explicando o uso do plural:
– Quando você falar sobre uma casa, você não usa o “s” no final. É só “casa”. E quando é mais de uma, como você fala?
– Duas.
(Maria Eduarda, 6 anos)
– Yuri, você gosta da titia?
– Eu gosto.
– Gosta quanto?
– Eu gosto de você bem gigante. Do tamanho do pescoço da girafa.
(Yuri, 3 anos)
– Théo, onde vamos almoçar hoje?
– Na mesa.
(Théo, 3 anos)
– Mãe, isso é uma abelha.
– Não é, filha.
– Certeza?
– Absoluta.
– “Bissoluta” voa?
(Morgana, 6 anos)
Estava rezando com a Luna antes de dormir e falei:
– Papai do céu, obrigada pelo dia de hoje. Ilumina os pesquisadores e cientistas para encontrarem uma vacina para o coronavírus…
Rapidamente, a Luna me interrompeu e disse:
– Papai do céu, eu tenho medo de vacina. Se puder ser um suquinho, seria melhor. Amém.
(Luna, 6 anos)
– Mãe, eu gosto muito de brincar. Vou brincar mesmo quando for adulto.
– Tudo bem, mas quando você for adulto terá que trabalhar e estudar.
– Falta muito para eu aposentar?
(Augusto Henrique, 5 anos)
– Dimi, vamos falar o alfabeto?
– Vamos.
– Eu começo. A…
– Fabeto!
(Dimitri, 5 anos)
Durante a consulta médica:
– Ela tem diabetes?
– Não.
– Tenho sim, mãe. O nome da minha professora do colégio é “Tia Beth”.
(Mariana, 4 anos)
Sou educadora em uma ONG e no meio da oficina enquanto ouvíamos música a Ana Maria me pediu para colocar Rock.
Enquanto procurava a música, perguntei:
– Ana, você gosta de rock pesado?
– Não, tia. Eu prefiro os magrinhos.
(Ana Maria, 8 anos)
A Maria Fernanda foi viajar para o exterior com os pais. Toda empolgada, acordou cedo, foi até a janela do quarto, olhou o tempo e falou:
– Mamãe, hoje o céu está “dublado”.
(Maria Fernanda, 4 anos)
Estávamos fazendo uma atividade da escola em que você pinta um desenho com cores pré-determinadas.
– Filha, onde tem número 1 é cor azul. Onde tem número 2 é verde e assim por diante. Tem que tomar cuidado pra não pintar errado. É bem difícil essa atividade.
– Deve ser bem difícil para um adulto. Eu achei bem fácil.
(Nina, 4 anos)
A avó, com muito cuidado, estava tentando explicar que uma vizinha, já idosa, havia falecido:
– Então… O que aconteceu é que Deus chamou aquela sua amiga mais velhinha.
– E a boba foi?
(João Pedro, 7 anos)
Estava com a minha sobrinha e vi que ela tinha feito uma tatuagem de henna:
– Que legal sua tatuagem, Mi! É de henna?
– Eu falo alce. Mas rena ou alce, tanto faz.
(Mirella, 8 anos)
Meu sobrinho estava vestido em uma blusa com desenhos de vários controles de videogame. Então, ele disse:
– Eu tenho que fazer vários deveres de casa todos os dias e quase não jogo videogame.
E a minha irmã respondeu:
– Aham, essa blusa diz tudo.
– Ela não é “de estudo”, não. É de videogame.
(Luiz Felipe, 9 anos)
Malu me chamou porque estava com medo de uma formiga. Expliquei que a formiga não faz nenhum mal, mas ela continuou assustada. Então acrescentei:
– A formiga não vai te fazer nada. Olha o tamanho dela. Quem é maior, você ou ela?
E ela me olhou e respondeu:
– Você, mamãe.
Virou as costas e me deixou ali com a formiga.
(Malu, 3 anos)
Meu filho estava dormindo comigo e acordou no meio da noite. De repente, a barriga dele roncou e eu perguntei:
– Filho, acho que você está com fome. Vamos comer alguma coisa?
– Não estou, não, mamãe. A minha barriga só está agradecendo o jantar que eu comi.
(Benjamin, 5 anos)
– Papai, a vovó vive em perigo?
– Por que, Bento?
– Porque o nome dela é Socorro.
(Bento, 5 anos)
– Bella, qual é o seu prato preferido?⠀
Ela, imediatamente, respondeu:⠀
– De vidro!
(Izabella, 3 anos)⠀
No dia do meu aniversário, meu sobrinho Miguel veio correndo com o meu presente e gritando:⠀
– Tia, vem ver!⠀
Enquanto eu estava abrindo o presente, empolgado, ele falou:
– Uau! Você ganhou dois sapatos. Um pra cada pé.
(Miguel, 4 anos)⠀
Conversando com a minha sobrinha Cecília, eu falei:⠀
– Nossa, Cecília, seu cabelo está bonito, está crescendo.⠀
– É que eu como vegetais.⠀
– Sério? E qual é o seu vegetal favorito?⠀
– Bolo de chocolate!⠀
(Cecília, 3 anos)
Arthur estava chorando porque o videogame não estava respondendo corretamente aos seus comandos. Pedi para ele se acalmar, mas depois vi que estava triste de novo. Então, eu o trouxe para perto e disse: ⠀
– Vem aqui para a mamãe te dar um abraço.
E ele respondeu: ⠀
– Isso pode ajudar.⠀
⠀
(Arthur, 7 anos)⠀
A Louisa tinha rabiscado a parede de casa. Chamei a atenção dela e falei que só podia rabiscar no papel.⠀
Depois um tempo, ela estava me olhando e encarando uma das minhas tatuagens quando, apontando para elas, falou:⠀
– Não pode, mamãe. Só pode no papel.
(Louisa, 3 anos)⠀
A mãe estava amamentando o Pedro, o irmão recém nascido da Luiza e o pai dela pergunta:⠀
– Lú, olha bem pra mamãe… O que a mamãe tem que o papai não tem?⠀
Ela olha para o pai, olha para a mãe, e responde:⠀
– Cabelo.⠀
(Luiza, 2 anos)⠀
Mariana estava ansiosa para fazer 7 anos. Na véspera de seu aniversário, comentei:
– Uma moça de 7 anos já pode se servir, lavar o prato quando terminar e arrumar a cama todo dia…
Mariana, logo respondeu:
– Mamãe, posso fazer 7 anos só no ano que vem?
(Mariana, 6 anos)
O Henrique ama cachorro-quente e antes de dar a primeira mordida no lanche, ele comentou:⠀
– Mãe, faltou a batata pálida.⠀
⠀
(Henrique, 5 anos)⠀
– Eu fui numa festa amanhã. ⠀
– Não, Breno. O certo é: eu vou numa festa amanhã. ⠀
– Ah, você também vai? ⠀
⠀
(Breno, 4 anos)⠀
- Mamãe, por que o coronavirus só pega pessoas? Ele poderia pegar o celular, né? Assim as pessoas iriam ter medo e ficariam um pouco longe dele.
(Luísa, 7 anos)⠀ ⠀ ⠀
Bernardo se diverte ajudando a colocar e retirar a louça da lava-louças. Hoje cedo, com muita segurança, perguntou:
– Papai, já posso abrir (o compartimento do sabão)?
– Claro, filho.
– E já está na hora de colocar a farinha?
(Bernardo, 3 anos)
– Mamãe, estou com medo de ficar na sala sozinho.
– Filho, só tem Deus na nossa casa!
– Mas eu não estou vendo ele.
– Deus vive dentro de nós.
– Então eu engoli Deus?!
(Gustavo, 4 anos)
Eu estava brincando com a minha filha e ela queria colocar tatuagens de princesas em mim:
– Filha, coloca essa da Elsa e da Anna para eu lembrar de você e da sua irmãzinha?
– Por quê, mamãe? Você não está lembrando?
(Olivia, 3 anos)
Estávamos em uma conversa matinal sobre criar cachorro ou gato. O Dudu quer um gato, mas a mãe prefere um cachorro. A Lelê, para encerrar a discussão disse:
– Acho melhor um unicórnio. Porque ele não faz bagunça… E brilha.
(Maria Letícia, 3 anos)
Thiago estava jogando videogame com a sua mãe e, vendo ela perder, aconselhou.
– Tem que ter maturidade, viu?
(Thiago, 7 anos)
– Mamãe, por que a Nina (cachorrinha) não deixa eu pegar ela no colo?
– Porque ela fica com medo de cair, filho.
– E se eu falar que não vou deixar ela cair?
– Ela não consegue entender assim, filho.
– Mas ela entende com o coração, né?!
(Luiz Felipe, 5 anos)
Estávamos jogando um jogo de perguntas e respostas com o Matheus e saiu para ele a questão: “Qual o astro que influencia as marés?”. E ele respondeu:
– Eu não sei. Mas acho que é o Gabriel Medina!
(Matheus, 9 anos)
Minha irmã levou meu sobrinho na aula de futebol. Chegando lá, ele comentou:
– Mamãe, aquela grama é simpática.
– Como assim filho?!
– Aquela grama ali, é de verdade. Essa aqui, é simpática.
(Frederico, 5 anos)
– Mamãe, vou falar pro coronavírus me ajudar a cozinhar.
– Por que, filha?
– Porque você disse que ele te ensinou a cozinhar na quarentena. Então, eu também quero aprender.
(Melissa, 5 anos)
Lucas estava caminhando pelo mato com a sua avó Suzana e pediu:
– Vovó, me alcança aqueles dois gravetos de árvore? É para eu tocar bateria.
– Por que você quer isso, Lucas?
– É que eu preciso fazer uma live agora.
(Lucas, 2 anos)
Com essa quarentena, minha filha me pergunta todos os dias de quem estou com saudade. Para não alimentar a falta que ela está sentindo das pessoas, digo que não estou com saudade de ninguém.
Então, uma noite, ela disse:
– Mãe, você está com saudade de quem?
– De ninguém, filha.
– Nossa mãe, você é podre, né?!
(Sophia, 5 anos)
Minha filha estava orando:
– Papai do céu, abençoe que o vírus vá embora logo pra gente ir na casa “duzoto”. Amém.
(Helena, 2 anos)
Lucas, durante mais uma aula on-line, falou:
– Mãe, não quero mais assistir aula. Isso é muito chato.
– Filho, eu sei que as vezes é chato. Eu também já tive 6 anos e passei por isso, mas é importante continuar assistindo.
– E por acaso teve coronavírus quando você tinha 6 anos? Então, você não sabe.
(Lucas, 6 anos)
Um dia desses, Vittorio me perguntou o que é cativeiro e respondi que é um tipo de prisão.
– Alguns segundos depois ele soltou:
– A gente tá “cativado” há muitos dias, né mãe?
(Vittorio, 5 anos)
A Geovanna me perguntou que vestido eu escolheria se fosse me casar.
Eu respondi:
– Um vestido branco com uma faixa preta no meio.
– Mãe, um vestido branco com uma faixa preta no meio?! Você vai casar ou lutar karatê?
(Geovanna, 9 anos)
Em uma conversa entre o Miguel e a vovó, ela diz:
– Miguel, segunda vou te levar para uma caminhada. Você está muito gordinho!
– Podemos levar lanche?
(Miguel, 4 anos)
Ao ensinar a Letícia a pedir algo com educação, eu sempre devolvia o pedido para ela completar. Um dia, ela falou:
– Tia, pega isso para mim?
– Fazendo…
– …chocolate para a madrinha!
(Letícia, 3 anos)
– Fê, pare de comer doce antes do jantar.
– Mamãe, eu não estou comendo doce antes do jantar… Estou comendo a sobremesa do almoço.
(Fernanda, 8 anos)
Em parceria com #TangEmFamília 🙂
*Sobre anúncios no Frases de Crianças: o blog não tem fins lucrativos. O lucro obtido com a veiculação de publicidade e parcerias na página é revertido para iniciativas sociais que atuam na proteção da infância e apoio à educação. As marcas que patrocinam e apoiam nosso trabalho também apoiam, por consequência, esses projetos. O valor arrecadado com essa campanha será doado para o Hospital das Clínicas de São Paulo, que tem precisado recursos para medidas de combate a epidemia de Coronavírus no país.
Na aula da escola, por videoconferência, a professora perguntou:
– Se nós temos uma pizza e duas pessoas para comer, o que fazemos?
– A gente briga.
(Bernardo, 7 anos)
O Lucas e eu estávamos vendo um filme e, como eu não tinha visto, não sabia que tinha uma cena meio assustadora.
Pedi pro Lucas para assistirmos outra coisa, e ele disse:
– Ufa! Ainda bem mãe, porque a minha coragem estava quase ficando com medo.
(Lucas, 5 anos)
– Filha, como foi a aula hoje?
– Mamãe, não quero conversa agora. Estou com fome. Alimente a criança e depois conversamos sobre o dia.
(Laísa, 4 anos)
Depois da escola, o Gabriel perguntou:
– Mãe, o Papai Noel existe mesmo?
– Meus amigos da escola disseram que são os pais que compram os presentes.
– Ele existe, sim, filho.
– Eu disse pra eles… Vocês nem tem dinheiro pra comprar.
(Gabriel, 5 anos)
Jogando videogame, Arthur perguntou:
– Mamãe, quantas vidas nós temos na vida real?
– Só uma, filho.
– Então, se a gente morrer já era?
(Arthur, 5 anos)
A Luísa estava olhando para as minhas tatuagens:
– Não saíram até hoje as suas tatuagens?
– Essas não saem, ficam aí pra sempre.
– Mas as tatuagens que eu faço de chicletes saem… Você comeu um cicletão grandão para isso?
(Luísa, 5 anos)
Eu estava muito brava e falei:
– Um dia, junto minhas coisas e sumo no mundo. Você vai ver.
– Mãe, não vai ser esse mês, né?
– Vai sim, por quê?
– Porque não tem esse gasto na planilha, você não tem dinheiro.
(Emanuelle, 10 anos)
Lara chega pra mim e disse:
– Pai, estou precisando da sua ajuda urgente. Vamos na cama conversar?
Sentamos na cama e ela disse:
– Pai, como eu faço para transferir o dinheiro que eu tenho na minha mente para a minha conta?
(Lara, 7 anos)
No sofá com a minha sobrinha:
– Tio, vou colocar o pé pra você cheirar e você vai morre com o cheiro.
Achei estranho, mas obedeci.
Do nada fui surpreendido com um beijo no rosto e abri os olhos:
– Foi pra você acordar com um beijo de amor verdadeiro.
(Maitê, 4 anos)
– Eu não sei por que alguns filmes tem classificação de 18 anos e outros de 21. Qual a diferença?
Sofia entrou na conversa e respondeu:
– Três anos, ué?!
(Sofia, 8 anos)