Estava tentando acordar a Sophia mais cedo e ela reclamou:
– Mãe, eu não sou daquelas pessoas que acordam e vão seguir a vida. Eu sou aquela pessoa que acorda, vira para o outro lado e volta dormir umas 20 vezes.
(Sophia, 6 anos)
Estava tentando acordar a Sophia mais cedo e ela reclamou:
– Mãe, eu não sou daquelas pessoas que acordam e vão seguir a vida. Eu sou aquela pessoa que acorda, vira para o outro lado e volta dormir umas 20 vezes.
(Sophia, 6 anos)
Meu marido me deu flores e um cartão de presente. Joaquim, agora que sabe ler, ficou curioso e pegou o cartão. Leu atentamente por alguns segundos e exclamou:
– Nossa, que letra feia!
(Joaquim, 6 anos)
Jasmim, percebendo que a raiz do cabelo da professora estava crescendo e mostrando a cor natural, comentou:
– O seu cabelo está ficando preto. O cabelo da minha mãe era preto antes, agora está ficando branco.
Uma amiga da sala perguntou:
– Como a Elsa?
– Mais como a avó da Elsa.
(Jasmim, 6 anos)
Raul, acabou de ganhar uma irmãzinha.
Com ela no colo, ele falou:
– Mamãe, eu quero outro bebê.
– Mas, filho, papai e eu não temos dinheiro.
Com os olhos arregalados, ele retrucou:
– Tem que comprar?!
(Raul, 4 anos)
Catarina estava contando que encontrou duas amiguinhas na missa e a avó perguntou:
– E você brincou com elas?
Ela virou para a mãe e perguntou:
– Pode brincar na missa?
– Não.
– Por quê? Jesus proíbe?
– Não, filha. É uma questão de respeito.
– Mãe, o respeito tem que durar a missa toda?
(Catarina, 4 anos)
Minha filha acordou cedinho e foi para o meu quarto, como de costume:
– Mãe, que dia é hoje?
– Segunda-feira.
– Eita! Era melhor não ter perguntado…
(Angélica, 4 anos)
A Lívia veio comer um bolinho no quarto e eu comentei:
– Vai comer na cozinha.
– Mas, por que?
– Pra não vir barata no quarto.
– Mas na cozinha tem barata?
(Lívia, 3 anos)
Carol adora brincar com nossos cachorros e Kiara, uma das cadelas, adora lamber. Um dia, escutei Carol reclamando:
– Eca!
– O que foi amor? Kiara te lambeu?
– Não. Eu lambi ela. Mas o gosto é ruim!
(Carol, 2 anos)
Estávamos brincando com meu sobrinho já fazia um bom tempo quando perguntei:
– Lucas, sua mamãe ainda está dormindo?
– Sim. Já faz 7 mil anos!
– Nossa, então ela é a Bela Adormecida?
– Não, titia, acho que a Bela Adormecida não dormia tanto assim.
(Lucas, 5 anos)
– Mamãe, o que é “sovia”?
– Onde você ouviu isso?
– É porque toda vez que você paga com o cartão, perguntam: quer sovia?
(João Marcelo, 6 anos)
Letícia estava distraída enquanto eu a chamava insistentemente. Depois de um tempo, reclamei:
– Filha, eu acho melhor você tirar essas orelhas. Você não escuta a mamãe.
– Mas, mãe, se tirar as orelhas, onde vamos prender a máscara?
(Letícia, 4 anos)
Eu tentando descobrir os apelidos do meu filho na nova escola:
– Como a tia da escola te chama?
– Léo.
– Como seus amigos te chamam?
– Leléo.
– E como a professora te chama?
– Léééooo, sentaaaa!
(Leonardo, 3 anos)
– Filha, como foi na escola?
– Mamãe, mudou minha professora de inglês. E você acredita que essa também se chama teacher?!
(Luana, 5 anos)
Isis ganhou uma cachorrinha recentemente. Conversando com a avó, perguntou:
– Vó, cachorro é cadastrado?
– Cadastrada onde, Isis?
– Cadastrada em algum lugar. Ela é cadastrada?
– Não, cachorro não cadastra. Ela só tem aquele cartão de vacina que você viu.
– Ah, então ela pode ter filhotinho?
(Isis, 6 anos)
– Mamãe, o buraco no bumbum se chama tempo.
– O quê? Quem te falou isso?
– A tia da escola.
– Certeza?
– Sim.
Minha irmã, ouvindo isso, entendeu e disse:
– O nome é anus.
– Ah. É isso mesmo. Às vezes eu confundo os nomes.
(Mateus, 5 anos)
Miguel tinha espalhado todos os brinquedos pela sala e a mãe alertou:
– Meu filho, arruma isso senão seu pai vai comer meu fígado!
Ao que ele respondeu:
– Mas você me dá um pedacinho?
(Miguel, 3 anos)
Nós viajávamos para outro estado e, na divisa, o guarda nos parou, desejou bom dia, olhou para dentro do carro e, olhando pras crianças, falou:
– Tá amarrado? – referindo-se ao cinto de segurança.
E a Mel respondeu:
– Em nome de Jesus!
(Mel, 5 anos)
Uma tia nossa olhou para mim e comentou:
– Essa flor no cabelo da Luíza está muito grande, não acha?
Antes que eu respondesse, a Luíza soltou:
– Tá, sim. E se você reclamar, titia, a mamãe planta um jardim aqui.
(Anna Luíza, 5 anos)
– Mamãe, nós precisamos cuidar do papai.
– Por quê?
– Ele parece criança.
(Helena, 4 anos)
– Mãe, Deus é tão bom.
– Por que, Helena?
– Porque ele fez as mães tão quentinhas!
(Helena, 3 anos)
– Davi, o que você vai me dar de presente no Dia das Mães?
Todo orgulhoso, respondeu:
– Uma bola de chiclete!
(Davi Lucca, 2 anos)
– Mãe, posso te dar um beijo de amor?
– Lógico, mas o que é o amor, Rafa?
– É você mamãe
(Rafael, 3 anos)
Deitei com Cecília para fazê-la dormir. Ela estava de olhos fechados e fazendo carinho em meu rosto. De repente, abriu os olhinhos e disse:
– Mamãe, sabia que meu super poder é te amar?
(Cecília, 3 anos)
– Mãe, você vai viver até que a morte nos separe?
– Com certeza, filha. Com certeza…
(Nina, 9 anos)
Davi sentou no meu colo enquanto eu via TV e fiquei beijando a cabecinha dele. Ele se virou e comentou:
– Nossa, como é bom o amor!
(Davi, 5 anos)
Depois de nossa conversa noturna e o beijo de boa noite, Tom comentou:
– Mamãe, eu te amo tanto que é um número que ainda nem aprendi na escola.
(Tom, 5 anos)
Depois de dar banho e arrumar a Alice para dormir, carinhosamente abracei e dei um beijinho na testa dela dizendo:
– Te amo, filha. Você é muito especial!
– Te amo mamãe. Você é muito açúcar!
(Alice, 2 anos)
Era hora de dormir e eu disse:
– Filho, eu te amo daqui até a lua.
– Mamãe, eu te amo daqui até o ventilador.
– Como assim?
– A lua tá muito longe. Eu gosto de te amar de pertinho.
(Isaac, 5 anos)
Na véspera da apresentação do Dia das Mães na escolinha, eu estava colocando Pedro para dormir e ele começou a conta, em voz baixa:
– Mamãe, tenho um segredinho pra te contar!
– Sim, filho, pode falar!
– Amanhã tem apresentação na escola e vai ter uma surpresa para as mamães. Vai ser lindo!
– Que bom, meu amor!
– Sim, demais! Só que não conta pra nenhuma mamãe porque é segredo.
(Pedro, 5 anos)
– O que você aprendeu no judô hoje?
– Aprendi a dar cambalhota.
– Legal.
É difícil?
– Não, só precisa tomar cuidado para não morrer.
(Davi, 4 anos)
– Estou me sentindo feia, filha.
Ela fez um carinho no meu rosto e respondeu:
– Mamãe, não se preocupe. O papai do céu ama as pessoas feias também.
(Letícia, 3 anos)
– Mamãe, por que eu amo a vovó?
– Não sei, meu filho. Você que tem que saber.
– Eu não sei, não. Mas eu já nasci assim… com ela dentro de mim!
(Ruy, 5 anos)
Estava ensinando Eduardo sobre o som da letra B na sílaba BU. Perguntei:
– Eduardo, quando eu falo a sílaba BU, quais são os sons que você escuta?
– O som de susto!
(José Eduardo, 5 anos)
Eu estava saindo para trabalhar, quando meu filho me chamou e disse:
– Mamãe, passe no mercado e veja o preço do kiwi.
– Meu amor, kiwi custa muito caro.
– É só você levar todo meu dinheiro – ele tinha R$ 1,50 – e dizer para o moço que isso é tudo o que você tem. Aí fica tudo bem!
(João Pedro, 5 anos)
Eu estava colocando meus filhos pra dormir:
– Boa noite, meus amores.
– Boa noite, minha ‘quelida’.
– Que fofo, Rafa! A mamãe ama você de montão.
– E eu te amo de pouquinho.
(Rafael, 3 anos)
Na aula de inglês, a teacher pediu para eles desenharem o que quisessem. Enrico desenhou uma pizza e foi mostrar para ela, que respondeu:
– Olha, uma pizza! Delicious!
Furioso, ele respondeu:
– Não, tia, minha pizza não é “de lixo”.
(Enrico, 5 anos)
Estava com a minha sobrinha e vi que ela tinha feito uma tatuagem de henna:
– Que legal sua tatuagem, Mi! É de henna?
– Eu falo alce. Mas rena ou alce, tanto faz.
(Mirella, 8 anos)
Estava no carro com meus três filhos e avisei que eu e meu marido iríamos sair a noite sozinhos para passear e que eles iriam ficar com os tios. Então a Isabela protestou:
– Nossa, mãe! A senhora não tem consideração pela gente?
(Isabela, 5 anos)
Entrei na sala de aula e meu aluno disse:
– Eu estou com sou urso.
– Com o quê, Enzo?
– Sou (irc!) urso.
– Ah, soluço!
(Enzo, 3 anos)
Era hora de dormir e eu disse:
– Filho, eu te amo daqui até a lua.
– Mamãe, eu te amo daqui até o ventilador.
– Como assim?
– A lua tá muito longe. Eu gosto de te amar de pertinho.
(Isaac, 5 anos)
Caco e Cecília estavam chegando na escola e começaram a correr. Ela, lá na frente, avisou:
– Caco, corre! Eu vou ganhar!
E ele respondeu:
– Cici, me espere para a gente ganhar juntos.
(Caco e Cecília, 3 anos)
Alice estava mexendo em uma gaveta em que não podia. Por três vezes, o pai orientou:
– Alice, não mexe aí!
Ela continuou mexendo, então ele perguntou:
– Alice, você está me escutando?
– Não.
(Alice, 1 ano)
Em uma conversa entre o Miguel e a vovó, ela diz:
– Miguel, segunda vou te levar para uma caminhada. Você está muito gordinho!
– Podemos levar lanche?
(Miguel, 4 anos)
Estava com o bebê da vizinha no colo e ela comentou admirada:
– Nossa, o que será que se passa na cabeça desses bebês, né?
A Juliane estava brincando pertinho e respondeu na hora:
– Ah, shampoo.
(Juliane, 4 anos)
Ceceu, na casa dos avós, atendeu o telefone.
– Alô, quem tá falando?
Do outro lado da linha:
– É o Jesus. Posso falar com o Sr. Angelo?
Ele tirou o telefone da orelha e gritou:
– Vovô! Papai do Céu quer falar contigo!
(Ceceu, 4 anos)
Isabella pegou um sapo de brinquedo, colocou no colo e disse:
– Ah meu filho, você era um girininho dentro da minha barriga!
(Isabella, 4 anos)
Minha filha se chama Julia. Nós sempre a chamamos de Jú ou Juju. Um dia, estávamos brincando e em dado momento eu a chamei de Xuxu. Em um outro dia, seguindo a vida, eu a chamei de Jú e ela me respondeu:
– Mamãe, não me chame de Jú não.
– Ué, filha, você não gosta? É uma forma carinhosa.
– Eu prefiro que chame de Xuxu, porque assim é só você que me chama. E eu me sinto só sua!
(Julia, 5 anos)
A Geovanna me perguntou que vestido eu escolheria se fosse me casar.
Eu respondi:
– Um vestido branco com uma faixa preta no meio.
– Mãe, um vestido branco com uma faixa preta no meio?! Você vai casar ou lutar karatê?
(Geovanna, 9 anos)
Meu irmão falando com o amigo ao telefone:
– Vou desligar, tá?
Tem dia que você tá mais legal e hoje não é esse dia.
(Luiz, 7 anos)
– Mamãe, eu queria ter duas bocas.
– Por que, Rafa?
– Para poder comer e dar risada junto!
(Rafael, 4 anos)
Hoje eu estava conversando com a minha irmã e perguntei:
– Isa, você sabe o que é um político?
– Sim, é uma pessoa que polui as coisas.
(Isabela, 5 anos)
Tenho dois irmãos que são gêmeos. Eu estava assistindo futebol na TV, quando o time pelo qual torço sofreu um gol e gritei um palavrão:
– PQP! – infelizmente não usei as siglas na hora.
Quando percebi que tinha feito besteira, olhei para os dois e disse:
– Essas são palavras muito feias. Não repitam!
Um deles perguntou:
– E por que você falou?
– Porque eu sou grande. Eu posso.
Ao que o outro olhou pra mim e disse:
– Quer dizer que a gente tem que esperar ser grande pra ser mal educado?
(Lorenzo e Dante, 5 anos)
Eu estava me arrumando para sair com meu marido e a Maria Luísa apareceu:
– Que bonita, mamãe. Onde você vai?
– Vou sair filha, mas é um passeio de adulto.
Então ela vira para o pai e diz:
– Papai, a mamãe vai sair num passeio de adulto. E a gente vai aonde?
(Maria Luísa, 2 anos)
Estudando com meu filho para a sua prova de ciências, perguntei:
– João, todos os seres vivos precisam do que para sobreviver?
– De amor, mamãe, amor!
(João Vitor, 7 anos)
Toda terça e quinta a avó vai buscar o Bento na escola. Certo dia, ela teve de viajar e apenas o avô foi buscá-lo. Indignado com a ausência da avó, Bento pediu para que o avô ligasse para ela. Feliz com a ligação do neto, a avó explicou calmamente o porquê da sua ausência.
Com a voz firme e pouco amigável, Bento questionou:
– Vó, onde você está?
– Meu querido, a vovó teve de viajar a trabalho, mas nos veremos no final de semana.
– Você não foi me buscar na escola hoje… é isso que você quer da sua vida?
(Bento, 4 anos)
A tia grávida, sentada no sofá e a Luiza ao lado observando a barriga. A tia pergunta:
– Lú, como você acha que deve chamar o nenezinho da tia?
– Júnior.
– Ahh, que linda, por causa do seu tio, né?
Ela fica quieta.
– E se for menina, Lú, como deve chamar?
– Sandy.
(Luiza, 5 anos)
– Filho, você é lindo.
– Você também é linda, mãe.
– Meu xuxu.
– Meu frango frito.
– Nossa, filho, mas por quê?
– Eu gosto muito de frango frito, mãe.
(Miguel, 6 anos)
Eu estava triste e calada, um amigo querido havia falecido. Miguel veio saber o que eu tinha…
– Eu tô triste filho, às vezes não sei lidar com a tristeza.
– Eu sei lidar com a minha tristeza mamãe!
– Ah, é? Como você faz?
– Eu fico com ela até ela ir embora. Ela sempre vai.
(Miguel, 6 anos)
Eu estava dando uma bronca na Cecília e acabei fazendo um discurso. A certa altura, ela tentou falar algo e eu insisti:
– Eu estou falando, filha. Agora você espera.
E ela devolveu:
– Tá bom, pai. Mas você disse que queria conversar comigo, então eu achei que isso era um “diagolo”.
(Cecília, 7 anos)