E no momento da oração:
– Papai do céu, por favor, abençoe a gente igual ao Buzz Lightyear: infinito e além!
(Maria Fernanda, 7 anos)
E no momento da oração:
– Papai do céu, por favor, abençoe a gente igual ao Buzz Lightyear: infinito e além!
(Maria Fernanda, 7 anos)
Não deixei Antonela ir fantasiada no mercado. No caminho, encontramos um passarinho. Ela se aproximou lentamente, mas ele voou.
– Tá vendo, mamãe? Se eu tivesse com a minha roupa de Branca de Neve ele teria me reconhecido e não teria se assustado.
(Antonella, 4 anos)
Na sala de espera do consultório, o médico chegou, entrou na sala dele e demorou para chamar.
A Alice começou a bater palmas e cantar bem alto:
– Médicoooo, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!
(Alice, 4 anos)
Miguel ficou um tempo mexendo no meu cabelo e eu perguntei:
– Está fazendo carinho, filho?
– Não, mamãe, estou passando cuspe.
(Miguel, 4 anos)
Na família temos três primos da mesma idade, sendo dois com o mesmo nome dos pais.
O Matheus desabafou:
– Pai, eu também queria ter o nome igual ao seu.
Emocionado, o pai perguntou:
– Meu filho, você queria se chamar Sebastião?
– Não. Eu queria que você se chamasse Matheus.
(Matheus, 10 anos)
– Nicolas, vamos orar pra Jesus?
– Vamos.
Ele juntou as mãozinhas e disse:
– Papai do Céu, quando eu for adulto e puder trabalhar, me dê muito, mas muitoooo dinheiro, porque eu quero construir uma escada bem grande pra subir até o céu e te dar um abraço!
(Nicolas, 6 anos)
E assim Isabela iniciou a oração:
– Pai nosso que estás no céu, ave-maria cheia de graça, santificado seja o ouviram do Ipiranga as margens plácidas…
(Isabela, 2 anos)
Minha filha é muito mandona, então estamos num trabalho constante para educá-la:
– Pai, quero água!
– O quê?
– Pai, quero água por favor!
Como ele demorou 3 segundos pra pegar o copo, escutou:
– Vai logo!
– Como é?
– Nada, tá indo muito bem!
(Maria Clara, 4 anos)
Sentada no colo de sua mãe, Joana deu um beijo na sua bochecha, olhou no fundo dos olhos e disse:
– Sabe, mãe, eu te amo até o céu.
– E o papai?
– Até o céu também.
– E a Lulu? – airmã mais velha.
– Até o portão.
(Joana, 4 anos)
Lara chegou pra mim e disse:
– Pai, estou precisando da sua ajuda urgente. Vamos na cama conversar?
Sentamos na cama e ela disse:
– Pai, como eu faço para transferir o dinheiro que eu tenho na minha mente para a minha conta?
(Lara, 7 anos)
Davi sentou no meu colo enquanto eu via TV e fiquei beijando a cabecinha dele. Ele virou e falou:
– Nossa, como é bom o amor.
(Davi, 5 anos)
As crianças estavam assistindo tv na sala. Cheguei e perguntei:
– Ei, crianças. O que vocês estão assistindo?
– Dora, a Macumbeira.
(Helena, 7 anos)
– Mamãe, sabia que eu escuto Deus?
– É, filha? E o que ele fala para você?
– Que não é para eu ter medo. Que ele me deu muita coragem.
(Cecília, 5 anos)
– Filha, como foi a aula hoje?
– Mamãe, não quero conversa agora. Estou com fome. Alimente a criança e depois conversamos sobre o dia.
(Laísa, 4 anos)
– “Eu vi o dois pilantra…”, canta mãe!
– Que música é essa, Benício?
– É o Hino do Brasil, ué.
(Benício, 4 anos)
– Mãe, a gente agradece a Deus né?
– Sim, filha.
– E Deus, agradece a quem? A ele mesmo? Ele diz: “obrigado a mim mesmo por ser eu. Que eu abençoe meu dia”?
(Ana Lis, 5 anos)
Gustavo, fazendo a lição de casa e respondendo algumas perguntas:
Nome: Gustavo.
Idade: 7 anos.
O que gosta de fazer: jogar videogame.
Sexo: nunca fiz.
(Gustavo, 7 anos)
– Filho, hoje você vai dormir na sua cama, ok?!
– Nunca vi uma mãe ter coragem de deixar o filho dormir sozinho.
(Gabriel, 4 anos)
Estava arrumando Theo para ir à escola e percebi que suas unhas das mãos estavam grandes:
– Nossa, Theo, com essas unhas compridas sua professora vai achar que você não tem mãe.
À tarde, na hora do banho, ele falou todo triste:
– Mamãe, a minha professora não tem mãe, sabia?
– Nossa, filho, que triste. Como você sabe?
– Você precisa ver o tamanho das unhas dela!
(Theo, 5 anos)
Estávamos saindo da missa e caiam alguns pingos de chuva. Peguei minha filha no colo para levar até o carro e expliquei que era para ela se molhar menos. Quando estávamos chegando no carro, ela disse:
– Mas eu gosto de chuva. Só não gosto de calor, porque eu derreto muito!
(Nathalia, 5 anos)
Certo dia, quando acordei, vi que o Kallel já estava sentado ao meu lado. E o abracei apertado, ele me olhou e perguntou:
– Tá com saudades de mim, mãe?
– Tô sim…
– Eu também tô com saudades… do meu pai — que estava lá na cozinha.
(Kallel, 4 anos)
Estava ajudando minha irmã mais nova a fazer a lição de casa e fui revisar uma atividade de texto que tinha acabado de explicar, mas notei que ela ainda não tinha adicionado:
– Lívia, o que está faltando?
– Está faltando a paciência.
(Lívia, 9 anos)
Bia estava quietinha escrevendo, quando terminou deu um salto e toda animada me contou:
– Mamãe, eu anotei 15 coisas que já sei fazer sozinha. Isso significa que já sou independente?
(Beatriz, 8 anos)
– Mãe, tenho três notícias boas. Qual você quer primeiro?
(Daniela, 7 anos)
Coloquei minha filha, ainda bebê, no colo da minha afilhada e ela deu um espirro. Eu falei:
– Saúde!
E minha afilhada devolveu:
– Dinda, ela me sujou toda de saúde!
(Maria Teresa, 3 anos)
Era verão, um dia de muito calor e o Nico estava empolgando:
– Hoje nós vamos na praia! A mami vai no carro, eu vou na minha bicicleta e o papi… vai com Deus.
(Nicolas, 3 anos)
Raul contou que tem uma amiga na escola de quem gosta muito e ela se chama Cora. Eu comentei:
– Cora Coralina foi uma grande poetisa. Será que a mãe dela gosta de poesia?
– O que é poesia, mãe?
– Poesia é uma forma de falar sobre coisas lindas.
– Hum, então eu sou uma poesia.
(Raul, 6 anos)
Meu marido e eu estávamos conversando sobre saúde e eu comentei que ele era sedentário. Leonardo, estava atendo à conversa e, a certa altura, interrompeu:
– Mãe, eu sou de Touro, o padrasto é de “Sedentário” e você?
(Leonardo, 6 anos)
Estava assistindo o vídeo da Festa Junina da escola e comentei:
– Nossa, é a Xuxa que está cantando?
– Não, mãe, é aquela caixa preta ali.
(Rafael, 4 anos)
Caê estava tentando guardar um objeto no bolso da bermuda. Perguntei:
– Você não conseguiu?
– Não cabeu – ele disse.
– Não é “não cabeu”, é não coube.
– Mãe, não é coube, é couve!
(Caê, 3 anos)
Na sala de aula, falávamos sobre o tema família, quando fui interrompida pela Rafa:
– Professora, por que minha mãe chama a minha vó de mãe se o nome dela é vó?
(Rafaela, 5 anos)
A professora na aula online ensinando sobre a metamorfose da borboleta:
– Os ovos viram lagarta e a lagarta vira…
E o Heitor, empolgado:
– Vulva!
Eu escutei e corri para corrigir:
– Não, Heitor! É pupa.
– Ah, eu me confundi…
(Heitor, 4 anos)
Kauê estava concentrado no vídeo-game. Eu me aproximei e dei vários beijos nele e o abracei. Ele falou:
– Tia Flávia, olha o que você fez! Me perturbou e eu perdi o jogo.
– Ô, Kauê, eu te perturbei? Me desculpe.
– Perturbou… Mas com carinho.
(Kauê, 4 anos)
Rafael estava triste e comentou:
– Ninguém quer brincar comigo!
Mateus respondeu:
– Brinca com o seu amigo invisível!
– Mas eu não tenho amigo invisível…
– Então brinca com o meu!
(Mateus, 6 anos e Rafael, 4)
Estávamos indo para escola quando Enzo começou a me contar de uma coleguinha. De repente, ele disse:
– Mãe, ela é muito doce, tipo chicletes de melancia, que fica grudado na boca.
– Qual o problema, filho? Ela só é carinhosa.
– O problema, mãe, é que eu gosto de chicletes de hortelã.
(Enzo, 7 anos)
Fiz ovo mexido para o Rafa e ele queria omelete:
– Filho, eu fiz com muito carinho. Você come assim mesmo?
Ele concordou, colocou uma colherada na boca e comentou:
– Papai, eu não gostei. Você precisa fazer com muito, muito, muito mais carinho pra ficar gostoso!
(Rafael, 3 anos)
Quando vem na minha casa, minha priminha sempre me chama para brincar com ela. Ultimamente, como estou estudando para os vestibulares, não tenho conseguido dar tanta atenção para ela. Hoje, quando veio aqui, ela disse:
– Por que você estuda tanto se já aprendeu a escrever com a letra juntinha?
(Liz, 4 anos)
Mateus fazendo sua oração antes de dormir:
– Obrigado, Papai do Céu, porque hoje foi um dia muito legal. E faça com que meu cérebro sonhe com Cheetos. Amém!
(Mateus, 6 anos)
Estava preparando o café e escutando o diálogo do Arthur com a vovó:
– Arthur, você sabia que o nome de verdade do suvaco é axila?
– Ah é? E do peito?
– Tórax.
– E da barriga?
– Abdomem.
– E da mulher?
– Mulher é igual, Arthur.
– É não! Acho que é abdamulher!
(Arthur, 6 anos)
Meu filho estava brincando perto de mim e soltou um pum, fez um barulho muito alto:
– Lucca, que barulho foi esse? Foi um pum?
– Sim, ué – e deu uma risadinha.
– Filho, como você consegue soltar um pum tão alto assim?
– Ah, prática, né?
(Lucca, 5 anos)
– Mamãe, quando eu estava na sua barriga tinha brinquedos?
– Não. Por que, filha?
– O que eu ficava fazendo lá dentro, então?
(Alice, 3 anos)
Estava distraída, quando escutei:
– Mamãe, você fica tão fofa com a carinha assim!
Então eu sorri, claro. E ela emendou:
– Assim não fica.
(Valquiria, 4 anos)
Meu filho me disse que queria estudar em Harvard. Fiquei toda orgulhosa e perguntei:
– Mas, por que você quer estudar lá?
– É que quando eu crescer quero arrumar um emprego na lanchonete Subway.
(Raul, 5 anos)
Estávamos no carro e ele perguntou:
– Mãe, quem trabalha na padaria e padeiro, né?
– Sim, filho.
– E na marcenaria é marceneiro?
– Sim.
– E quem entrega iFood?
– Entregador de lanche.
– Não, mãe! É ifoodeiro!
(João Paulo, 9 anos)
– Pai, será que eu posso dormir dois dias na casa do Pedro?
– Acho que sim, filha. Vamos ver com a tia.
– Eu queria ir hoje porque é sexta-feira.
– Tá. Então vamos falar com a mamãe porque ela é que tem o telefone.
– Mas, é que pai… sabe, a mamãe não é muito boa em deixar eu fazer essas coisas.
(Cecília, 7 anos)
Meu irmão ama imitar as propagandas da TV. Outro dia, depois de assistir ao comercial de uma clínica para homens, ele soltou:
– Tem problemas de eleição ou pra controlar a tosse?*
(*problemas de ereção ou ejaculação precoce?)
(Arthur, 4 anos)
Hoje abracei Joaquim e disse:
– Queria ficar agarrada com você pra sempre!
– Pra sempre não dá, mãe. A gente nasce, cresce, fica velho, tem verruga e morre!
(Joaquim, 5 anos)
– Filho, quando eu era da sua idade, não existia muita coisa que tem hoje. Não tinha celular e nem telefone na casa de mamãe…
– Sua casa era no Egito?
(Vinicius, 5 anos)
– Mãe, quero ganhar um celular da maçã mordida.
(João Pedro, 6 anos)
Íris estava no sofá e eu a abracei e beijei muito. Ela ria bastante. Quando acabei, ela suspirou e me disse sorrindo:
– Ai, ai, mamãe… o amor faz cócegas.
(Íris, 4 anos)