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A morte lhe cai bem

Guiomar Gentili, mãe do humorista Danilo Gentili, revela que o filho fez a primeira “piada”com 5 anos, no velório do avô paterno, quando tentou consolar o pai, que chorava perto do caixão, e disse: “Não chora, pai. Um dia você vai morrer também”.

Frase extraída da revista Contigo!

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Ar-condicionado no banheiro

Estávaos na casa de alguns amigos quando o Eduardo acenou para mim lá do banheiro. Eu levantei e fui ver o que ele queria. Ele disse baixinho:

– Mãe, olha ali… tem até ar-condicionado no banheiro!

Dei risada, ele estava se referindo ao exaustor. E então ele emendou.

– É, mas eu fiquei quietinho, não falei nada, né mãe? Eu tô sendo muito “descritivo”.

(Eduardo, 7 anos)

Enviado pela Magda.

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Super-homem

O Caíque estava enrolando pra comer e eu resolvi dar uma “incentivada” nele:

– Filho, come tudo, hein! Você precisa de feijão, arroz, carninha e cenourinha pra ficar bem forte, tá bom?
– Tá bom, mamãe.

Ele obedeceu, comeu tudo e quando acabou disse:

– Mamãe, eu comi tudo! Olha como estou forte! Posso até matar uma borboleta!

(Caíque, 3 anos)

Enviado pela Daiane.

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Silvio Santos vem aí…

Podem nos chamar de brega, mas domingo aqui em casa nós assistimos ao programa do Silvio Santos (bem, assistíamos. Agora já não dá mais porque mudou o horário do programa).

Num domingo destes estávamos na igreja assistindo ao culto, o pastor estava dando os recados quando de repente a Stella vira para o meu marido e fala:

– Papai, aquele não é o “Filvio”!?

(Stella, 3 anos)

Enviado pela Luciana.

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Sensibilidade paterna

Deitei com a Nina para ver um desenho na tv. Ela ali, encolhida, com a cabecinha recostada no meu peito. Momento de plena satisfação paterna e eu acreditando que, afinal, é das pequenas coisas que se fazem a vida e tal e tal.

– Filha? – falei sem tirar os olhos da tv.

Ela só me olhou com o canto dos olhos, sorrindo.

– Papai ama muito você, viu?

– Tá bom!

Não satisfeito, tocado pelo momento, emendei.

– O papai gosta muito de ficar aqui brincando com você, sabia?

Ela me olhou de novo, sorriu, voltou os olhos pra tv e comentou:

– Tá, papai. Mas não chola, tá?

(Nina, 2 anos)

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É demais!

Passeava de carro com o Julio e ele quis saber a minha idade. “Quarenta anos”, respondi. E ele, preocupado, foi logo me dizendo: “Não conta pra ninguém, mamãe, porque já é muito!”

(Julio, 7 anos)

Fonte: Encarte “Papo de mãe”, da revista Claudia.

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Nos dias quentes de verão…

Como uma mãe zelosa, só deixo minhas filhas assistirem TV quando está chovendo, caso contrário, elas devem brincar no quintal, ler livros, enfim, qualquer coisa que estimule a mente.

Estávamos voltando do mercado numa bela tarde de sol, quando a Carol perguntou:

– Mamãe, tá chovendo?
– Não filhinha, está sol – respondi.
– Mas eu “quelo” que chove…
– Nossa, filha, mas é tão gostoso quando está sol. Vocês podem brincar no quintal, andar de bicicleta…
– Mas eu “quelo” ver desenho!

(Carol e Dani – 2 anos)

Enviado pela Amanda Cisoto.

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Hora de nanar

Era noite, todos cansados, a família toda deitada na cama de casal, as luzes apagadas e uma fresta da janela aberta mostrava o céu escuro com as poucas estrelas que a cidade grande permite ver. A Nina, como sempre, estava deitada no “meínho” (como gosta de dizer) e, contrariando o desejo dos pais, teimava em não dormir. Depois da bronca derradeira, ela silenciou por um instante e tentou o último diálogo:

– Mamãe?
– O que é, Nina?
– Tá esculo?
– Tá…
– Tá noite?
– Tá…
– O céu já tá dumindo?!

Quem resiste?

(Nina, 2 anos)

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Crise da meia-idade

Família (parcialmente) reunida na sala. O pai vendo TV, a avó lendo o jornal, a irmã folheando uma revista e o Pedro com cara de quem está pensando na vida. E estava. Foi quando perguntou a “quem possa interessar”:

– O que é crise da meia-idade?
Silêncio. Todo mundo ouviu, se desconcentrou do que fazia, mas ninguém se mexeu. Até que a avó baixou um pouco o jornal e respondeu, por cima das folhas e dos óculos:
– Crise da meia-idade, Pedro, é quando um homem chega numa certa altura da vida e começa a pensar se ele fez tudo certo, se tomou boas decisões, se as coisas vão bem…
O Pedro ouviu, refletiu quieto e soltou:
– Meu pai nunca vai ter isso.
– Por quê? – Agora foi o pai quem perguntou, curioso.
– Porque ele sempre faz tudo certinho – disse sorrindo.

(Pedro, 8 anos)

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Fimose

A mãe recebeu o diagnóstico do médico e foi conversar com o filho:

– Então filho, você vai precisar ir pro hospital e fazer uma cirurgiazinha de fimose.
– Fimose? O que que é isso, mãe?
– Isso que dizer que o seu pipi vai ficar igual ao do papai…
– Gigante!?!

(Pedro, 4 anos)

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Dicionário do Humor Infantil (P a X)

PACIÊNCIA – É uma coisa que mamãe perde sempre.
PIADA – É uma coisa engraçada que perde a graça quando a pessoa avisa que vai ser.
POLUIÇÃO – É sujeira do progresso.
REDE – É uma porção de buracos amarrados com barbante.
REFLEXO – É quando a água do lago se veste de árvores.
RELÂMPAGO – É um barulho rabiscando o céu.
SAUDADE – É quando uma pessoa que devia estar perto está longe.
SONO – É saudade de dormir.
SORTE – É a gente acordar, se preparar pra ir pra escola e descobrir que é feriado nacional.
STRIP-TEASE – É mulher tirando a roupa toda, na frente de todo mundo, sem ser pra tomar banho.
TRISTEZA – É uma criança com gesso no pé, sem assinatura.
VEIAS – São raízes que aparecem no pescoço das meninas que gritam.
VIDA – A vida de muita gente é só gol contra.
VIDA – A vida a gente não explica. Vive.
XINGAR – Quando eu xingo a minha avó, só xingo a metade que é do meu irmão.

Trecho do livro Dicionário do Humor Infantil, de Pedro Bloch, divulgado por Alexandre Inagaki.

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Como é o feminino de homem?

Ontem eu cheguei do trabalho e perguntei para o meu filho:
– Caique o homem do aquário veio hoje?

Ele respondeu:
– Não mamãe, foi a homa.
– Homa!? Não entendi, filho.

E foi então que ele explicou:
– A mocha mamãe, a mocha!!

(Caíque, 3 anos)

Enviado pela Daiane.

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Dicionário do Humor Infantil (D a N)

DEUS – Um dia eu disse que Deus era muito distraído e todo mundo riu. Só não sei a graça que isso tem.
ELÉTRONS – São os micróbios da eletricidade.
ESPERANÇA – É um pedaço da gente que sabe que vai dar certo.
FÉ – É uma menininha, na praia, esvaziando o mar com um baldezinho de plástico furado.
FUTEBOL – É um jogo em que, às vezes, a trave joga melhor que o goleiro. Pega tudo.
FUTURO – É tudo que vem depois e, quando chega, já era.
INFERNO – É um lugar onde a gente morre muito mais.
MENTIRA – (ouve-se o estraçalhar de um vidro no banheiro e o menino grita) – “É mentira do barulho!”
MISTÉRIO – É uma coisa que a gente não sabe explicar direito e, quando explica, já não é.
NAMORADO – É uma pessoa que tem medo do claro.
NEVOEIRO – É poeira do frio.

Trecho do livro Dicionário do Humor Infantil, de Pedro Bloch, divulgado por Alexandre Inagaki.

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Tecla SAP

A Maria Fernanda foi viajar com os pais. Toda empolgada, acordou cedo, foi até a janela do quarto, olhou o tempo e falou:

– Mamãe, hoje o céu está “dublado”.

(Maria Fernanda, 4 anos)

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Dicionário do Humor Infantil (A a C)

ADULTO – É uma pessoa que sabe tudo, mas quando não sabe diz logo: “veja na enciclopédia”.
ALEGRIA – É um palhacinho no coração da gente.
AMAR – É pensar no outro, mesmo quando a gente nem tá pensando.
BOCA – É a garagem da língua.
BONITA – “Se eu sou bonita ou inteligente? Se eu sou bonita, você vê na cara. E se eu sou inteligente, nem respondo a uma pergunta boba dessas”.
CABELO – É uma coisa que serve pra gente não ficar careca.
CALCANHAR – É o queixo do pé.
CHOCOLATE – É uma coisa que a gente nunca oferece aos amigos porque eles aceitam.
COBRA – É um bicho que só tem rabo.
CRIANÇA – Ser criança é não estragar a vida.

Trecho do livro Dicionário do Humor Infantil, de Pedro Bloch, divulgado por Alexandre Inagaki (ilustração de Mariana Massarani).

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Me dá batata!

Já era noite quando o André chegou para o pai e disse que queria comer batata frita no “mc donts”. O pai calmamente explicou que já era muito tarde e que, naquela hora, o Mc já estava fechado. Ele ouve, pensa, vira para o pai e diz:

– Busca a chave e abre!

(André)

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Outro idioma

O Eduardo perguntou como se chamava a sobremesa que ele acabara de comer. A mãe então disse que se chamava Flan. O menino por várias vezes tentava pronunciar a palavra “flan” e depois de muitas tentativas frustadas, ele justifica:

– Eu não sei falá ingueis.
(Eduardo, 3 anos)
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Como o bebê vai chamar?

Família no carro, um amigo na carona, todos animados indo jantar. A gente falando sobre os planos de ter um novo bebê e a Nina estava sentada na cadeirinha, só de butuca na conversa dos adultos. E então eu resolvi incluir a pequena herdeira no nosso papo:

– Filha, conta aí pro titio… quando a Nina tiver um irmãozinho, como é que ele vai chamar?

Ela nem pensou e já respondeu:

– Mamãããe, vem me limpar!

(Nina, 2 anos)

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Um olho no peixe e outro no gato

Paula andava na rua com a mãe quando passou por uma mulher e ficou intrigada. Ela esperou a moça se distanciar um pouco, cutucou a mãe e disse:

– Mãe, olha lá aquela moça. Ela é lésbica…
– Lésbica? Não, Paula, ela é estrábica!

(Paula, 9 anos)

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Velocidade máxima

A gente acabava de chegar de viagem e meu filho caçula estava apertado para fazer xixi. Entrou em casa correndo, bateu a porta do banheiro e, algum tempo depois, apareceu na sala explicando: “Puxa, estava com a ‘gengiva’ cheia”.

(Gustavo, 4 anos)

Fonte: Encarte “Papo de mãe”, da revista Claudia.

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Questão de nome

Fui fazer compras e levei o Guilherme comigo. Enquanto eu escolhia, ele quis saber da vendedora qual era o nome dela. A moça respondeu: “Socorro”. O menino ficou na dúvida, franziu a testa e arriscou: “A sua mãe não gostou de ter você?”.

(Guilherme, 6 anos)

Fonte: Encarte “Papo de mãe”, da revista Claudia.

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Fica triste não…

Caio estava ao meu lado enquanto eu dava banho na irmã dele, recém-nascida. Surpreso, me perguntou: “Ela não tem pinto, mãe?”. Eu respondi: “Não, filho, ela é menina…”. Antes que pudesse explicar mais alguma coisa, ele acariciou meu rosto e disse: “Fica triste não, mãe, depois cresce, né?”.

(Caio, 2 anos)

Fonte: Encarte “Papo de mãe”, da revista Claudia.