Estava frio e minha esposa disse ao Pedro que ele precisava se agasalhar para não ficar resfriado. E ele respondeu:
– O que você sabe da minha vida?!
(Pedro, 7 anos)
Estava frio e minha esposa disse ao Pedro que ele precisava se agasalhar para não ficar resfriado. E ele respondeu:
– O que você sabe da minha vida?!
(Pedro, 7 anos)
Guiomar Gentili, mãe do humorista Danilo Gentili, revela que o filho fez a primeira “piada”com 5 anos, no velório do avô paterno, quando tentou consolar o pai, que chorava perto do caixão, e disse: “Não chora, pai. Um dia você vai morrer também”.
Frase extraída da revista Contigo!
– Mamãe, faz aquele doce gostoso, com leite compensado…
O Vitor estava fazendo o dever de casa e começou a repassar a tarefa.
– A laranjeira dá…
– Laranja!
– A goiabeira dá…
– Goiaba!
– E a mangueira dá…
– Água!
Enviado pelo Jair.
Estávaos na casa de alguns amigos quando o Eduardo acenou para mim lá do banheiro. Eu levantei e fui ver o que ele queria. Ele disse baixinho:
– Mãe, olha ali… tem até ar-condicionado no banheiro!
Dei risada, ele estava se referindo ao exaustor. E então ele emendou.
– É, mas eu fiquei quietinho, não falei nada, né mãe? Eu tô sendo muito “descritivo”.
(Eduardo, 7 anos)
Enviado pela Magda.
Dia desses, eu estava na rua com meu filho, Antonio, quando um motoboy perguntou:
– E aí garotão, o que você quer ser quando crescer?
E ele, sem pestanejar:
– Presidente dos Estados Unidos.
(Antonio, 6 anos)
Enviado pela Fabiana.
O Caíque estava enrolando pra comer e eu resolvi dar uma “incentivada” nele:
– Filho, come tudo, hein! Você precisa de feijão, arroz, carninha e cenourinha pra ficar bem forte, tá bom?
– Tá bom, mamãe.
Ele obedeceu, comeu tudo e quando acabou disse:
– Mamãe, eu comi tudo! Olha como estou forte! Posso até matar uma borboleta!
(Caíque, 3 anos)
Enviado pela Daiane.
Podem nos chamar de brega, mas domingo aqui em casa nós assistimos ao programa do Silvio Santos (bem, assistíamos. Agora já não dá mais porque mudou o horário do programa).
Num domingo destes estávamos na igreja assistindo ao culto, o pastor estava dando os recados quando de repente a Stella vira para o meu marido e fala:
– Papai, aquele não é o “Filvio”!?
(Stella, 3 anos)
Enviado pela Luciana.
Deitei com a Nina para ver um desenho na tv. Ela ali, encolhida, com a cabecinha recostada no meu peito. Momento de plena satisfação paterna e eu acreditando que, afinal, é das pequenas coisas que se fazem a vida e tal e tal.
– Filha? – falei sem tirar os olhos da tv.
Ela só me olhou com o canto dos olhos, sorrindo.
– Papai ama muito você, viu?
– Tá bom!
Não satisfeito, tocado pelo momento, emendei.
– O papai gosta muito de ficar aqui brincando com você, sabia?
Ela me olhou de novo, sorriu, voltou os olhos pra tv e comentou:
– Tá, papai. Mas não chola, tá?
(Nina, 2 anos)
A Elaine se machucou e estava em casa manhosa. A mãe observou o local da dor e viu que estava inchado.
– Ih, filha, vai ter que fazer compressa.
– Não, mamãe, com pressa não, devagar!
(Elaine)
Enviado pela Moacira.
Passeava de carro com o Julio e ele quis saber a minha idade. “Quarenta anos”, respondi. E ele, preocupado, foi logo me dizendo: “Não conta pra ninguém, mamãe, porque já é muito!”
(Julio, 7 anos)
Fonte: Encarte “Papo de mãe”, da revista Claudia.
– Eu não gosto dessas fotos em que eu saio assim, abstrata.
– Não seria estrábica, filha?
– …
Como uma mãe zelosa, só deixo minhas filhas assistirem TV quando está chovendo, caso contrário, elas devem brincar no quintal, ler livros, enfim, qualquer coisa que estimule a mente.
Estávamos voltando do mercado numa bela tarde de sol, quando a Carol perguntou:
– Mamãe, tá chovendo?
– Não filhinha, está sol – respondi.
– Mas eu “quelo” que chove…
– Nossa, filha, mas é tão gostoso quando está sol. Vocês podem brincar no quintal, andar de bicicleta…
– Mas eu “quelo” ver desenho!
(Carol e Dani – 2 anos)
Enviado pela Amanda Cisoto.
“Querido Jesus, se não tivesse acontecido a extinção dos dinossauros, não ia ter lugar para nós, você fez muito bem.”
(Maurizio)
Fonte: Corriere della Sera
Era noite, todos cansados, a família toda deitada na cama de casal, as luzes apagadas e uma fresta da janela aberta mostrava o céu escuro com as poucas estrelas que a cidade grande permite ver. A Nina, como sempre, estava deitada no “meínho” (como gosta de dizer) e, contrariando o desejo dos pais, teimava em não dormir. Depois da bronca derradeira, ela silenciou por um instante e tentou o último diálogo:
– Mamãe?
– O que é, Nina?
– Tá esculo?
– Tá…
– Tá noite?
– Tá…
– O céu já tá dumindo?!
Quem resiste?
(Nina, 2 anos)
Família (parcialmente) reunida na sala. O pai vendo TV, a avó lendo o jornal, a irmã folheando uma revista e o Pedro com cara de quem está pensando na vida. E estava. Foi quando perguntou a “quem possa interessar”:
(Pedro, 8 anos)
“Querido Jesus, talvez Caim e Abel não se matassem tanto se tivessem um quarto pra cada um. Com o meu irmão funciona.”
(Lorenzo)
Fonte: Corriere della Sera
“Querido Jesus, nós estudamos na escola que Thomas Edison inventou a luz, mas na igreja dizem que foi você. Pra mim, ele roubou a sua idéia.”
(Daria)
Fonte: Corriere della Sera
A mãe recebeu o diagnóstico do médico e foi conversar com o filho:
– Então filho, você vai precisar ir pro hospital e fazer uma cirurgiazinha de fimose.
– Fimose? O que que é isso, mãe?
– Isso que dizer que o seu pipi vai ficar igual ao do papai…
– Gigante!?!
(Pedro, 4 anos)
Fomos ao mercado comprar algumas coisas e quando passamos pelos salgadinhos, eu disse:
– Caíque, qual desses você quer?
– Quéio o cagadinho velelo*.
Tecla SAP: “quero o salgadinho vermelho”
(Caíque, 3 anos)
Enviado por Daiane Cristina
“Nããão, pai! Eu não sou feminina, sou feminino!”
(Pedro, 7 anos)
“Querido Jesus, por que você não está inventando nenhum animal novo nos últimos tempos? A gente vê sempre os mesmos.”
(Laura)
Fonte: Corriere della Sera
PACIÊNCIA – É uma coisa que mamãe perde sempre.
PIADA – É uma coisa engraçada que perde a graça quando a pessoa avisa que vai ser.
POLUIÇÃO – É sujeira do progresso.
REDE – É uma porção de buracos amarrados com barbante.
REFLEXO – É quando a água do lago se veste de árvores.
RELÂMPAGO – É um barulho rabiscando o céu.
SAUDADE – É quando uma pessoa que devia estar perto está longe.
SONO – É saudade de dormir.
SORTE – É a gente acordar, se preparar pra ir pra escola e descobrir que é feriado nacional.
STRIP-TEASE – É mulher tirando a roupa toda, na frente de todo mundo, sem ser pra tomar banho.
TRISTEZA – É uma criança com gesso no pé, sem assinatura.
VEIAS – São raízes que aparecem no pescoço das meninas que gritam.
VIDA – A vida de muita gente é só gol contra.
VIDA – A vida a gente não explica. Vive.
XINGAR – Quando eu xingo a minha avó, só xingo a metade que é do meu irmão.
Trecho do livro Dicionário do Humor Infantil, de Pedro Bloch, divulgado por Alexandre Inagaki.
Ontem eu cheguei do trabalho e perguntei para o meu filho:
– Caique o homem do aquário veio hoje?
Ele respondeu:
– Não mamãe, foi a homa.
– Homa!? Não entendi, filho.
E foi então que ele explicou:
– A mocha mamãe, a mocha!!
(Caíque, 3 anos)
Enviado pela Daiane.
“Querido Jesus, obrigado pelo irmãozinho. Mas na verdade eu tinha pedido um cachorro.”
(Gianluca)
Fonte: Corriere della Sera
DEUS – Um dia eu disse que Deus era muito distraído e todo mundo riu. Só não sei a graça que isso tem.
ELÉTRONS – São os micróbios da eletricidade.
ESPERANÇA – É um pedaço da gente que sabe que vai dar certo.
FÉ – É uma menininha, na praia, esvaziando o mar com um baldezinho de plástico furado.
FUTEBOL – É um jogo em que, às vezes, a trave joga melhor que o goleiro. Pega tudo.
FUTURO – É tudo que vem depois e, quando chega, já era.
INFERNO – É um lugar onde a gente morre muito mais.
MENTIRA – (ouve-se o estraçalhar de um vidro no banheiro e o menino grita) – “É mentira do barulho!”
MISTÉRIO – É uma coisa que a gente não sabe explicar direito e, quando explica, já não é.
NAMORADO – É uma pessoa que tem medo do claro.
NEVOEIRO – É poeira do frio.
Trecho do livro Dicionário do Humor Infantil, de Pedro Bloch, divulgado por Alexandre Inagaki.
A Maria Fernanda foi viajar com os pais. Toda empolgada, acordou cedo, foi até a janela do quarto, olhou o tempo e falou:
– Mamãe, hoje o céu está “dublado”.
(Maria Fernanda, 4 anos)
“Querido Jesus, a girafa você queria assim mesmo ou foi um acidente?”
“Querido Jesus, em vez de você fazer as pessoas morrerem e aí criar novas pessoas, por que você não fica com as que já tem?”
(Marcello)
Fonte: Corriere della Sera.
ADULTO – É uma pessoa que sabe tudo, mas quando não sabe diz logo: “veja na enciclopédia”.
ALEGRIA – É um palhacinho no coração da gente.
AMAR – É pensar no outro, mesmo quando a gente nem tá pensando.
BOCA – É a garagem da língua.
BONITA – “Se eu sou bonita ou inteligente? Se eu sou bonita, você vê na cara. E se eu sou inteligente, nem respondo a uma pergunta boba dessas”.
CABELO – É uma coisa que serve pra gente não ficar careca.
CALCANHAR – É o queixo do pé.
CHOCOLATE – É uma coisa que a gente nunca oferece aos amigos porque eles aceitam.
COBRA – É um bicho que só tem rabo.
CRIANÇA – Ser criança é não estragar a vida.
Trecho do livro Dicionário do Humor Infantil, de Pedro Bloch, divulgado por Alexandre Inagaki (ilustração de Mariana Massarani).
Nina jogando bola com a prima.
– Chuta a bola, Bia! Chuta!
A Bia chuta forte, a bola passa rápido, a Nina só acompanha. E exclama:
– Caiaca!
(Nina, 2 anos)
“A cor do céu depende da hora, do tempo e de quem olha. Quem diz que o céu é azul, nem desconfia que, de noite, ele pode ser preto e, quando vai anoitecendo, pode até ser rosa ou vermelho. Quem diz que o céu é azul é analfabeto de céu.”
Do livro “Criança diz cada uma” de Pedro Bloch, citado por Alexandre Inagaki.
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– Quando crescer eu quero ser um astronaudo!
Já era noite quando o André chegou para o pai e disse que queria comer batata frita no “mc donts”. O pai calmamente explicou que já era muito tarde e que, naquela hora, o Mc já estava fechado. Ele ouve, pensa, vira para o pai e diz:
(André)
O Eduardo perguntou como se chamava a sobremesa que ele acabara de comer. A mãe então disse que se chamava Flan. O menino por várias vezes tentava pronunciar a palavra “flan” e depois de muitas tentativas frustadas, ele justifica:
Eduardo pergunta para a mãe:
– Deus é casado?
(Eduardo, 3 anos)
O André pergunta pra mãe se ela tem pipi. A mãe responde que não! Ele olha sério para ela e diz:
– Então vai comprar um prá você!
(André, 2 anos)
Família no carro, um amigo na carona, todos animados indo jantar. A gente falando sobre os planos de ter um novo bebê e a Nina estava sentada na cadeirinha, só de butuca na conversa dos adultos. E então eu resolvi incluir a pequena herdeira no nosso papo:
– Filha, conta aí pro titio… quando a Nina tiver um irmãozinho, como é que ele vai chamar?
Ela nem pensou e já respondeu:
– Mamãããe, vem me limpar!
(Nina, 2 anos)
– Mamãe, quelo íííto.
– Ahn?
– Quelo íííto.
– O quê, filha?!
– Í-í-í-to!
– Ahhh, você quer um pirulito?
– É – sorrindo satisfeita.
(Nina, 2 anos)
Paula andava na rua com a mãe quando passou por uma mulher e ficou intrigada. Ela esperou a moça se distanciar um pouco, cutucou a mãe e disse:
– Mãe, olha lá aquela moça. Ela é lésbica…
– Lésbica? Não, Paula, ela é estrábica!
(Paula, 9 anos)
– Pai, me leva na igreja? Quero tomar ‘réstia’.
(Manú, 4 anos, querendo dizer ‘hóstia’)
O Caíque tem três priminhos, o Thiago, o Igor e o Pablo. Todas as noites, antes de dormir, ele ora assim: “Papai do céu, abençoa o Thiago, o Igor, o Pablo e o Tyrone (do Backyardigans). Em nome de Jesus, amém”.
(Caíque, 3 anos)
A gente acabava de chegar de viagem e meu filho caçula estava apertado para fazer xixi. Entrou em casa correndo, bateu a porta do banheiro e, algum tempo depois, apareceu na sala explicando: “Puxa, estava com a ‘gengiva’ cheia”.
(Gustavo, 4 anos)
Fonte: Encarte “Papo de mãe”, da revista Claudia.
Convidei minha filha para passear no shopping. E ela exclamou, feliz da vida: “Oba! Vamos jogar dinheiro pela janela”.
(Laura, 7 anos)
Fonte: Encarte “Papo de mãe”, da revista Claudia.
Do tempo em que tínhamos tempo… pensávamos em ter um bebê quando assistimos esse episódio de Friends. É hilário.
Eram 6:30 e a Nina estava na cama acordando enquanto eu trocava o pijama pelo uniforme da escolinha.
– Nina, vou te contar uma coisa… você sabe qual é o nome da sua escolinha??
– Eu sei!
– Ah, sabe? Como é?
– “Iscoínha!”
(Nina, 2 anos)
Fui fazer compras e levei o Guilherme comigo. Enquanto eu escolhia, ele quis saber da vendedora qual era o nome dela. A moça respondeu: “Socorro”. O menino ficou na dúvida, franziu a testa e arriscou: “A sua mãe não gostou de ter você?”.
(Guilherme, 6 anos)
Fonte: Encarte “Papo de mãe”, da revista Claudia.
Caio estava ao meu lado enquanto eu dava banho na irmã dele, recém-nascida. Surpreso, me perguntou: “Ela não tem pinto, mãe?”. Eu respondi: “Não, filho, ela é menina…”. Antes que pudesse explicar mais alguma coisa, ele acariciou meu rosto e disse: “Fica triste não, mãe, depois cresce, né?”.
(Caio, 2 anos)
Fonte: Encarte “Papo de mãe”, da revista Claudia.