Manu entrou correndo na cozinha:
– Mãe, mãe! A Isa não pagou o mal com o bem!
– O que ela fez, Manu?
– Eu bati nela e ela bateu de volta em mim! Não pode! Ela tem que pagar o mal com o bem.
(Manu, 4 anos)
Manu entrou correndo na cozinha:
– Mãe, mãe! A Isa não pagou o mal com o bem!
– O que ela fez, Manu?
– Eu bati nela e ela bateu de volta em mim! Não pode! Ela tem que pagar o mal com o bem.
(Manu, 4 anos)
O Victor estava com a mãe e a irmãzinha, quando a mãe lhe pediu um favor:
– Victor, espere um pouco que eu vou trocar a sua irmã.
E ele suplicou:
– Troca não, mãe. Eu gosto muito dela.
(Victor, 5 anos)
Estava brincando de médico com o Arthur (em casa chamamos ele de Tutu). Então, no meio da brincadeira, eu disse:
– Tutu, põe a mão no coração da mamãe. Olha, ele faz tutu… tutu… tutu…
E com aquela carinha linda, ele vira para mim e diz:
– E o meu coração faz mamãe… mamãe… mamãe!
(Arthur, 2 anos)
Fui ao dentista com a Luísa. Expliquei que a cárie era um bichinho e precisávamos tirar. No meio do procedimento ela pergunta para a doutora:
– Que barulho é esse?
– É desse aparelho que estou usando.
– Aah sim, pensei que era a cárie gritando.
(Luísa Rocha, 6 anos)
Conversa antes de dormir:
– Lívia, do que o vovô gosta?
– Da vovó Sueli!
– Que lindo. E do que a vovó Sueli gosta?
– De pão de queijo!
(Lívia, 2 anos)
– Mãe, no céu tem comida?
– Não, filha. Não precisa.
– Credo, mãe. Quando eu for pro céu, vou levar um cachorro-quente pra mim e pra você!
(Maria Júlia, 5 anos)
Júlia estava lendo e confundiu a palavra “solidária” com “solitária”. A frase perdeu o sentido, então ela me pediu:
– Titia, explica o significado dessas palavras?
Expliquei, ela ouviu atentamente e comentou:
– Preciso ler mais. Um errinho e a gente deixa de ser uma pessoa querida e passa a ser triste.
(Júlia, 8 anos)
– Meri, você sabe nadar?
– Não, mas eu sei aprender.
(Meri, 2 anos)
– Laura, quem é seu melhor amigo?
– O Miguel – primo dela, de três anos.
– Por quê?
– Porque quando eu caio no chão é ele quem me ajuda a levantar.
(Laura, 4 anos)
– Pietro, temos que comprar uma lembrancinha de dia dos professores para seu professor. O que será que ele gosta?
– Ah mamãe, sei lá, acho que de silêncio.
(Pietro, 10 anos)
A Maitê brincando de escolinha:
– Crianças, comam tudo! Se não comerem… eu vou comer.
(Maitê, 3 anos)
Certa noite, antes de dormir, chamei Sophia para orar. Ela perguntou
– Mamãe, Papai do Céu é esquecido, é?
– Não, filha, por quê?
– Porque todo dia a gente tem que falar com ele as mesmas coisas?
(Sophia, 5 anos)
Estávamos no trânsito e tivemos que desviar de um carro que quase bateu em nós. Assustada, eu pedi:
– Deus, livrai-nos do mal!
E a Marina completou:
– Do mal e da burrice também, né? Senão não adianta nada!
(Marina, 10 anos)
Gustavo estava brincando quando olhou para o pai dele e perguntou:
– Papai, você é meu irmão?
– Não, filho. Sou só seu pai mesmo.
– Ah… é porque eu te acho minha cara.
(Gustavo, 4 anos)
Bruno até hoje dorme com a babá eletrônica ligada. Dia desses, ele acordou super cedo e veio com essa:⠀
– Alô, papai? Tá na escuta?
(Bruno, 4 anos)
– Guilherme, o que você quer ser quando crescer?
– Quero ser piloto de avião, pai.
Gabi entrou na conversa e comentou:
– Eu quero ser igual a Ná.
– Que linda, filha. Quer ser arquiteta!
– Não, pai. Solteira!
(Gabi, 4 anos)
Eu estava passando creme no meu rosto e a Malu perguntou:
– Tia Lu, o que é isso?
– É ácido, Malu. Pra ficar mais jovem.
– Não tá funcionando…
(Malu, 2 anos)
– Mamãe, hoje eu chorei quando você foi para o trabalho.
Com a voz embargada, respondi:
– Ahh filha, eu também senti saudades e quase chorei.
– Não, mãe. Eu chorei porque a minha chupeta ficou no seu carro.
(Ana, 3 anos)
Meu marido e eu estávamos brincando e ele me chamou de palhaça. Rapidamente, meu filho retrucou:⠀
– Papai, minha mãe não é palhaça!
– Não, filho, a mamãe é linda.
– Ela não é linda… ela é feia, mas é a minha mãe.
(Viccenzo, 3 anos)
Quantos anos você tem, Elis?
– Três.
– E que dia você faz aniversário?
– No dia que minha mãe fizer a festa.
(Elis, 3 anos)
– Filho, você seria um psicólogo quando crescer?
– Não!
– Mas, por quê?
– Eu sou muito fofoqueiro.
(Enzo, 9 anos)
Antes de ir para a escola, Maria estava um pouco chorosa e eu perguntei:
– Você está triste, filha? O que houve?
– A raiva… Ela tá chegando e vai me pegar.
– Ah, então como é que a gente faz para a raiva não chegar?
Maria Alice inspirou e expirou profundamente e disse:
– Pronto, agora ela foi embora.
(Maria Alice, 2 anos)
Estava brincando com o filho da minha amiga, quando peguei a foto de um cachorro e perguntei:
– O que é isso? É um ‘au au’?
– Não é au au, é cachorro!
(Daniel, 2 anos)
Estávamos em um retiro espiritual onde a comida era vegetariana. Avisei a Laís:
– Vá até lá, pegue sua comida e não reclame.
Ela devolveu:
– Então eu pego lá e reclamo aqui?
(Laís, 6 anos)
– Mãe, por que nos casamentos o padre fala para o noivo beijar a noiva e não fala para a noiva beijar o noivo?
(Kayla, 8 anos)
Tomei um remédio para alergia e depois me deitei na cama esperando a crise passar. Ronaldo entrou no quarto e me viu deitada olhando para o teto:
– O que você está fazendo aí?
– Tô esperando a alergia passar.
Ele deitou do meu lado e ficou olhando fixamente para o teto. Depois de alguns minutos, virou pro meu lado e sussurrou:
– Cadê?
– Cadê o quê?
– A alergia passando…
(Ronald, 3 anos)
Caio estuda numa escola católica. Pensando nas canções religiosas, pedi para ele me cantar sua música favorita. Empolgado, ele começou:
– Ô sol, vê se não me esquece e me ilumina… amém!
(Caio, 3 anos)
Estávamos comendo frutas. Quando terminei de comer a minha, Pedro disse:
– Mamãe, você é uma boa garota, comeu toda a fruta!
A vovó perguntou na sequência:
– E a vovó, é uma boa garota?
– Não, vovó, a senhora é uma ótima velha!
(Pedro, 4 anos)
Minha irmã e eu estávamos conversando sobre nossos maiores sonhos. Eduardo, ouvindo a conversa, falou com lágrimas nos olhos:
– Gente, vocês sabem qual é o meu maior sonho? Meu sonho é ter um galinheiro!
(Eduardo, 5 anos)
Julia me entregou dois brinquedos velhos e disse:
– Papai, dá para doação.
A avó, professora, corrigiu:
– “Dar para doação” é pleonasmo.
Eis que Julia a reparou:
– Não, vovó, é bondade!
(Julia, 6 anos)
– Por que o nome desse bairro é Itaim Bibi?
– Não faço ideia, filha.
– Deve ser porque tem muito carro, mãe.
(Teresa, 8 anos)
– Filha, você sabia que Deus dá dons para cada um de nós? Você sabe qual é o seu dom?
– Eu ainda não sei, mãe. Mas eu sei o seu!
– Ah é? E qual é o meu dom?
– O seu dom é ser mãe!
(Pyetra, 8 anos)
A pediatra receitou um remédio contra vermes para a Lívia tomar. Antes de medicá-la, avisei:
– Esse é um remédio para vermes que a médica pediu para eu te dar.
Fui levando a colher até a boca dela, que perguntou:
– Mas, é para quê?
– Para matar.
Desesperada, ela afastou a cabeça:
– Me matar?!
(Lívia, 6 anos)
Estava brincando com minhas filhas que elas eram as arquitetas e eu uma cliente. Enquanto eu contava tudo o que gostaria que a casa tivesse (incluindo silêncio, ambiente aconchegante, paz…), a Cecília me interrompeu:
– Controle-se! Não cabe tudo isso numa casa. Nós somos arquitetas, não terapeutas.
– Mas, como assim não cabe tudo o que eu quero no projeto? Vocês não são arquitetas?
– Você contratou a gente. Estamos fazendo o nosso trabalho, não critique.
Ela anotou algumas coisas e perguntou:
– Cliente, você gostaria de ter uma árvore bem grande para escalar?
– Sim, por favor. Tenho uma filha que ama escalar árvores. Parece uma macaquinho ruiva.
Ela me olhou sorrindo e mandou:
– Seria um mico-leão-dourado?
(Cecília, 9 anos)
Minha sobrinha e sua amiga estavam assistindo a um desenho e o protagonista era uma macaco. De repente, ela perguntou:
– Ana Júlia, qual é esse macaco mesmo? Morangotango?
(Helena, 7 anos)
– Mãe, onde fica o livro “Filé Mignon” na Bíblia?
– Filemon, filha?
(Clara, 10 anos)
Hoje a Mafê falou assim:
– Sabia que hoje eu ouvi essa música: “vaca amada, Brasil”?
(Maria Fernanda, 4 anos)
Laura tinha riscado todas as paredes da casa e nossa diarista conseguiu limpar. Eu comentei com o Lucas:
– Meu filho, a Ana fez um milagre na parede!
Minutos depois, ele entrou correndo no quarto e falando:
– Mamãe, a Laura está fazendo um des-milagre!
Estava tudo riscado de novo.
(Laura, 3 anos e Lucas, 7)
Estávamos no carro com o Benjamin e comentei:
– Vou ao mercado mais tarde.
– Mamãe, eu vou “comigo”.
– Não é comigo meu filho, é “com você”.
– Isso mesmo, mamãe, é comigo.
(Benjamin, 4 anos)
Levei minhas sobrinhas para assistir Moana no cinema. Em certa hora do filme, eu disse:
– Vai, Moana, você vai conseguir!
E a Elis me alertou:
– Calma, tia. É filme infantil. Sempre dá certo no final.
(Elis, 9 anos)
– Rafa, o que você quer de presente de aniversário?
– Quero um hipopótamo!
– Hum, um hipopótamo? Vai ser meio difícil… Não cabe no nosso quintal.
– Não tem problema. Pode ser um filhotinho.
(Rafael, 4)
Estávamos no shopping e o Arthur viu um boneco do Homem-Aranha em tamanho real pendurado em uma loja. Quando estavam se aproximando, ele pediu pra ficar longe. Pensamos que ele tinha ficado com medo e fomos embora. Dias depois, no carro, estávamos conversando:
– Mamãe, mamãe! Eu vi o Homem Aranha em cima daquele prédio, bem lá no alto!
– Era igual ao da loja, filho?
– Hum, mas eu quis ficar longe daquele da loja porque se a gente chegasse perto, logo viria uma moça perguntando se a gente quer comprar roupa!
(Arthur, 3 anos)
Comprei um shampoo para queda de cabelo, caríssimo. Certo dia, cheguei no banheiro e a Maria Cecília estava tomando banho com sua boneca. Olhei meu shampoo e estava vazio.
– Maria Cecília, você acabou com meu shampoo!
Ela mostrou a boneca e disse:
– Mas, mãe, o cabelo dela ficou lindo!
(Maria Cecilia, 4 anos)
Tomé estava experimentando um suspensório e gravata borboleta pela primeira vez para usar na sua formatura, quando me perguntou:
– Mamãe, eu vou ter que casar com alguém, é isso?
(Tomé, 6 anos)
Isabela acordou com uma picada vermelha na coxa, então comentei:
– Olha, o que será que te picou aqui?
– A boca, mamãe!
(Isabela, 2 anos)
Estou fazendo intercâmbio na Irlanda e meus sobrinhos já estão com saudades. Numa ligação, o Lorenzzo perguntou:
– Quando você vai voltar?
Ao que a Maria Luiza respondeu:
– Ela ainda vai ficar por mais uns seis meses…
– Então eu não ligo mais! A vida é dela. Eu cansei de sofrer!
(Lorenzzo, 8 anos)
– Boa noite, mamãe. Te amo!
– Boa noite, meu amor. Também te amo!
– Eu amo pessoas que nem tu…
– Como assim?
– Com sardinhas no rosto e esse cheiro maravilhoso!
(Victória, 5 anos)
Estávamos a caminho da escola:
– Pai, cadê a vovó e o vovô?
– Eles estão em casa, meu amor. Eles são velhinhos.
– Papai, quando você for velhinho, eu vou cuidar de você. Vou botar a meia, dar banho e vestir o vestido da Barbie em você.
(Luísa, 2 anos)
Estávamos dançando juntos eu perguntei:
– Ester, que música vamos dançar?
– Tatú na batata, papai.
– Que música é essa filha?
– Aquela do Rei Leão!
(Maria Ester, 5 anos)
Estava com o Davi (que tem seis meses) no colo e o Antonio disse:
– Hum, tá fedido. Será que ele não fez cocô?
Conferi a fralda e estava tudo limpo. O pai do Davi brincou dizendo:
– Tô achando que você soltou pum e tá colocando a culpa nele…
– Eu não! Meu pai é que faz isso às vezes.
(Antônio, 5 anos)