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BOLA MURCHA

Hyuri ganhou de sua irmã uns pacotinhos de figurinha. Ele abriu todos de imediato e quando notou ter tirado a figurinha da bola, ficou muito feliz. No mesmo dia, ele perdeu essa figurinha e ficou bem triste. Dias depois, estávamos sentados à mesa, jantando e eu perguntei:
– Hyuri, você perdeu mesmo a figurinha da bola, né?
– É, a vida nem sempre é um morango, mamãe.

(Hyuri, 7 anos)

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SIM, NÃO E… TALVEZ

Na correria da casa, meu marido estava fazendo perguntas e eu respondia apenas “sim” ou “não”. Então ele me perguntou:
– O que você tem, que está respondendo de forma tão ríspida?
– Nada, não.
E o José, escutando tudo, olhou pra mim e disse:
– Mamãe, você tem, sim!
– Tenho o quê?
– Problemas!

(José Pedro, 4 anos)

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NÃO COLA

Sou psicóloga e para explicar minha profissão para meu enteado, disse que quando alguém está triste pode conversar com um psicólogo para melhorar. Essa semana, comentei em casa que estou atendendo um garoto de 13 anos e que ele também está colecionando figurinhas da Copa. Rafael me escutou falando isso e perguntou:
– Mas, tia, ele coleciona figurinhas e não está feliz?!

(Rafael, 6 anos)

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ESPINHOSA

Yonah perguntou para a Alexa (assistente de voz):
– Alexa, quantos anos eu tenho?
– Pela sua voz, você deve estar na flor da idade.
Ela foi até a mãe e perguntou:
– Mãe, o que é flor da idade?
– Hum, boa pergunta, filha. Com quantos anos será que se chega na flor da idade?
– Não sei, mãe… mas você já passou.

(Yonah, 8 anos)

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NA BOCA DO GOL

Meu irmão está viciado no álbum de figurinhas da Copa e me perguntou:
– Irmã, sabe quais são meus jogadores preferidos?
– Não. Quais?
– Neymar e Cristiano Ronaldo. Qual é o time de Cristiano Ronaldo mesmo?
– Eita, irmão. Eu sei mais não estou lembrada. Tá na ponta da língua…
– Saliva?

(Henrique, 6 anos)

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CAMILLA DE VÊNUS

Estávamos em frente ao balcão do posto de saúde e tinha uma caixa de camisinhas. Camila viu e logo me perguntou:
– Mãe, pra quê serve esse remédio?
– É pra não ter neném, Camilla.
– Ah! Ainda bem que você não tomou. Senão eu ia estar presa na sua barriga até hoje.

(Camilla, 5 anos)

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PELO MENOS

Manuela estava assistindo TV em um volume muito baixo e perguntei:
– Manu, você está conseguindo ouvir alguma coisa neste volume?
– Sim. Eu sou nova e ainda não tenho pelos no ouvido.

(Manuela, 8 anos)

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Dr. HOUSE

O Asafe estava brincando e de repente parou sentindo uma dorzinha na barriga. Fui logo preocupada, perguntar o que ele estava sentindo e se já havia melhorado. Ele, seriamente, me respondeu:
– Mamãe, não precisa ficar assim, eu tô bem. Se preocupe com a sua saúde.

(Asafe, 4 anos)

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O FIM DA INFÂNCIA

Depois que acabava de fazer as tarefas da escola, o Eduardo descia para jogar futebol com os amigos no parque. Um dia, ao voltar, imundo, suado e com aquele cheirinho debaixo do braço, se jogou em cima da minha cama para ver TV. Então eu disse:
– Filho, vai tomar um banho. E depois do banho, passa o desodorante do papai debaixo dos braços.
E ele respondeu:
– Ah, não mãe! Lá se foi minha infância!

(Eduardo, 11 anos)

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UM OLHO NO PIX, OUTRO NO GASTO

Entrei na loja com o Enrico, ele viu um caminhão de brinquedo e ele me pediu pra comprar. Eu falei:
– Filhinho, hoje não tenho o dinheiro. Vamos orar e pedir para o Senhor Jesus nos abençoar.
Chegando em casa, ele esperou um pouquinho e falou:
– Mamãe, olha aí se Jesus já te passou o Pix.

(Enrico, 5 anos)

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AI, MEU SÃO LONGUINHO

Cecília revirando as gavetas:
– Pai, você sabe onde estão minhas moedas?
– Não sei, filha.
– Me ajuda a encontrar?
– Claro. Tô pensando aqui onde elas podem estar…
– Pai, porque em vez de ficar pensando, você não vem me ajudar a procurar?

(Cecília, 7 anos)

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EMPA-TIA

Uma amiga precisou deixar os dois filhos dela comigo para resolver assuntos numa cidade próxima. Estava um lindo dia de sol e resolvi levar os meus dois filhos e os dela para tomar banho no rio. Conversando com as crianças os combinados do nosso passeio, me dirigi aos filhos da minha amiga, falei que eu estava cuidando de todos, que os pais deles tinham confiado em mim e, por motivo de segurança, todos precisavam ficar atentos ao que eu orientasse. Foi nesse momento que o caçula falou:
– Sim tia, vou obedecer. Eu respeito você porque gosto de você.

(Augusto, 4 anos)

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VIRA A LATA

Passando pelo quintal, fiquei em choque vendo a Bela bebendo a água do cachorro e logo a corrigi:
– Isabela! Você não pode beber essa água, ela está suja!
Ainda mais assustada do que eu, ela respondeu:
– Ai, mamãe, então vamos trocar porque a Tolly (nossa cadela) estava bebendo também!

(Isabela, 5 anos)

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TÁ PASSADA?

Estava fazendo penteado na minha filha e a virei de frente pra mim para ficar mais fácil. Ela comentou:
– Mãe, sua barriga parece uma uvinha.
– É, filha? Por que uma uvinha?
– É, mamãe. Uma uvinha amassada, uma uvinha passa!

(Alice, 3 anos)

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PORCOS TRISTES

Luna passou o domingo na piscina e estava com muita preguiça de tomar banho e fazer a tarefa da escola.
– Quer ajuda, Luna? Sobre o que é o trabalho?
– Bom, o que você sabe sobre o Zumbi do Palmeiras?

(Luna, 10 anos)

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GRACINHAS

Lara chegou em casa cantando:
– “Maria, cheia de graça e com sono! Venha caminhar…”
– Filha, o certo é “Maria cheia de graça e consolo”…
– Ah, mamãe, pensei que a Maria estava rindo porque estava com muito sono.

(Lara, 5 anos)

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JUROS POR DEUS

Estava conversando com meu pai sobre mercado financeiro, quando a Julia perguntou:
– O que é mercado financeiro?
– As pessoas que trabalhavam com dinheiro, como eu, trabalhavam no mercado financeiro.
Ela pensou um pouco, lembrou dos mercados que já conheceu e falou:
– Você é caixa do supermercado?

(Julia, 4 anos)

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CHÁ PRA LÁ

O Lorenzo está na fase de alfabetização e já está começando a ler. Na hora do almoço, tinha uma garrafa de chá gelado na mesa. Ele começou a ler a embalagem e em tom de espanto, comentou:
– Que horror, esse chá diz: mate o leão!

(Lorenzo, 7 anos)

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ESTAMOS DE OLHO

Dia desses, minha mãe disse para minha sobrinha que ela era o elo da nossa família. Hoje, enquanto brincávamos, eu a chamei de “pintinha” e ela respondeu:
– Não, eu sou um remelo!
– De onde você tirou isso?
– Foi a vovó. Ela falou que eu era o remelo da família.

(Alice, 6 anos)

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CAMA DE GATO

Cecília chegou da escola com os pés sujos de terra e queria subir na minha cama:
– Filha, não pode subir na cama, vai sujar os lençóis. Você precisa tomar banho primeiro.
Repeti por quatro vezes e continuava ela subindo, até que cheguei mais perto e falei:
– Quantas vezes eu tenho que falar que não pode subir com os pés sujos até tu entender?
– Quatro.

(Cecília, 2 anos)

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SALDO LIMITADO

Fomos ao mercado e no meio do caminho lembrei que tinha esquecido o dinheiro:
– Ana, vamos ter que voltar!
– Nossa, porque Deus não fez a gente como aquelas pessoas de cabeça boa que nunca perdem e não esquecem de nada…

(Ana Vitória, 5 anos)

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NEM TE CONTO

Estávamos deitados para dormir, quando escutei:
– Mamãe, você é psicóloga né?
– Sou, filho!
– E seu trabalho é acolher as pessoas?
– Sim, filho!
– E como é que você ganha dinheiro com isso?

(Tom, 6 anos)

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LINGUAGENS

Meu filho Gael é autista não verbal, mas entende tudo. Certo dia, ele queria colo a todo momento e sempre que podia, eu o pegava. Mas houve um momento em que fui fazer comida e não consegui pegá-lo quando pediu. Ele então veio até mim e tentou me pegar no colo. Não falou, mas me deu um ótimo recado.

(Gael, 4 anos)

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TESOURO

– Preciso comprar umas roupas pra mim, urgente.
– Então compra, mamãe.
– Não dá, filho. Agora a mamãe não tem dinheiro.
– Então eu vou pegar umas frutinhas, vou fazer picolé, pegar minha bicicleta, vou vender tudo e daí eu vou te dar o dinheiro, tá mãe?

(Lucas Guilherme, 3 anos)

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ESPALHANDO AMOR

Dei um beijo no meu filho e em seguida vi que ele estava com a mãozinha no lugar e movendo em direção ao queixo. Perguntei:
– Fernando, você está limpando o beijo que eu te dei?
– Não, mamãe, eu estou mudando o beijo de lugar!

(Fernando, 3 anos)

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SQN

Semana do Natal, no estacionamento de um shopping, perguntei:
– Breno, o shopping está lotado… Está vendo alguma vaga?
– Muitas, mamãe, mas estão todas ocupadas.

(Breno, 5 anos)

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DESATANDO NÓS

Enquanto Lavínia rabiscava seus desejos na cartinha de Natal, ela começou a pedir em voz alta os presentes para seus primos e amiguinhos. Eu escutei e comentei:
– Lavínia, peça também para as crianças que moram no orfanato. Elas não tem papai e mamãe.
Ela silenciou e continuou a “escrever”. Quando terminou, me entregou a carta e disse:
– Mamãe, eu pedi presentes. E também pedi uma família para eles.

(Lavínia, 4 anos)