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PATETA

– Mãe, eu quero mamilo.
A mãe achou que por ver o irmão mais novo sendo amamentando, João escutou a palavra e associou a mamar. Então ela tirou o “mamilo” pra fora. Ele viu a cena e disse:
– Não, isso é peito! O que eu quero é “milo” (milho)! Eu quero “ma milo” (mais milho)!

(João Vicente, 2 anos)

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ALL FACES

– Filha, hoje será sua primeira aula de inglês.
– Mamãe, vou falar: hi, hello e thank you.
– Isso mesmo, filha. Fale para sua professora que você aprendeu essas palavras quando foi na casa da sua prima, Ellie, que é americana.
– Ah, mãe! Sabe quem também é americana? A alface! A alface é americana!

(Maria Fernanda, 3 anos)

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PRAY GROUND

Catarina estava contando que encontrou duas amiguinhas na missa e a avó perguntou:
– E você brincou com elas?
Ela virou para a mãe e perguntou:
– Pode brincar na missa?
– Não.
– Por quê? Jesus proíbe?
– Não, filha. É uma questão de respeito.
– Mãe, o respeito tem que durar a missa toda?

(Catarina, 4 anos)

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CATEQUESE

Estava dando aula, quando um aluninho levantou a mão e disse:
– Teacher, sabia que quando chove é porque o Papai do Céu tá lavando a casa dele com mangueira?
– Nossa, não sabia.
– Tá vendo? Você não é a única que sabe ensinar aqui.

(Rafael, 5 anos)

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ELSA NÃO!

Jasmim, percebendo que a raiz do cabelo da professora estava crescendo e mostrando a cor natural, comentou:
– O seu cabelo está ficando preto. O cabelo da minha mãe era preto antes, agora está ficando branco.
Uma amiga da sala perguntou:
– Como a Elsa?
– Mais como a avó da Elsa.

(Jasmim, 6 anos)

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DESPERTA DOR

Estava tentando acordar a Sophia mais cedo e ela reclamou:
– Mãe, eu não sou daquelas pessoas que acordam e vão seguir a vida. Eu sou aquela pessoa que acorda, vira para o outro lado e volta dormir umas 20 vezes.

(Sophia, 6 anos)

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BABY SAURO

Estávamos em uma viagem de avião e começou uma turbulência. Algumas pessoas começaram a gritar e a rezar. De repente, tudo acalmou. Nessa hora, o Felipe começou a bater palma e gritar:
– De novo! De novo!

(Felipe, 3 anos)

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DORME, CIDA

Estávamos brincando com meu sobrinho já fazia um bom tempo quando perguntei:
– Lucas, sua mamãe ainda está dormindo?
– Sim. Já faz 7 mil anos!
– Nossa, então ela é a Bela Adormecida?
– Não, titia, acho que a Bela Adormecida não dormia tanto assim.

(Lucas, 5 anos)

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CRUSH DEU CRASH

Estava conversando com meu sobrinho sobre a irmã dele e perguntei:
– E a sua irmã, Lucas, ainda está com o namoradinho?
– Não, tia, eles terminaram.
– Mas, já?
– É, tia. Você não sabe que a vida é muito curta?

(Lucas, 5 anos)

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PELO MENOS

Carol adora brincar com nossos cachorros e Kiara, uma das cadelas, adora lamber. Um dia, escutei Carol reclamando:
– Eca!
– O que foi amor? Kiara te lambeu?
– Não. Eu lambi ela. Mas o gosto é ruim!

(Carol, 2 anos)

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NADICA DE NOTHING

O Júnior foi para a primeira aula de inglês e quando ele chegou em casa, perguntei:

  • Júnior, como foi a primeira aula? Aprendeu alguma coisa?
  • Não aprendi nada, Tatá.
  • Nem uma palavrinha em inglês?
  • Nenhuma.
  • E qual o nome da professora?
  • Teacher.

(Júnior, 6 anos)

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SÓ TEM UMA

  • Gabi, se eu não fosse sua mãe e você pudesse escolher em sua nova mãe algo que eu não tenho, o que você ia querer?
    Ela pensou por alguns instantes e disse:
  • Mãe, eu ia querer que essa nova mãe me colocasse no orfanato e que depois você me adotasse.

(Gabi, 9 anos)

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FOREVER

  • Mamãe, o buraco no bumbum se chama tempo.
  • O quê? Quem te falou isso?
  • A tia da escola.
  • Certeza?
  • Sim
    Minha irmã, ouvindo isso, entendeu e disse:
  • O nome é anus.
  • Ah. É isso mesmo. Às vezes eu confundo os nomes.

(Mateus, 5 anos)

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SUBIU À CABEÇA

Uma tia nossa olhou para mim e comentou:

  • Essa flor no cabelo da Luíza está muito grande, não acha?
    Antes que eu respondesse, a Luíza soltou:
  • Tá, sim. E se você reclamar, titia, a mamãe planta um jardim aqui.

(Anna Luíza, 5 anos)

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NICKNAME

Eu tentando descobrir os apelidos do meu filho na nova escola:

  • Como a tia da escola te chama?
  • Léo.
  • Como seus amigos te chamam?
  • Leléo.
  • E como a professora te chama?
  • Léééooo, sentaaaa!

(Leonardo, 3 anos)

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AMÉM

Nós viajávamos para outro estado e, na divisa, o guarda nos parou, desejou bom dia, olhou para dentro do carro e, olhando pras crianças, falou:

  • Tá amarrado? – referindo-se ao cinto de segurança.
    E a Mel respondeu:
  • Em nome de Jesus!

(Mel, 5 anos)

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PÉ DO OUVIDO

Letícia estava distraída enquanto eu a chamava insistentemente. Depois de um tempo, reclamei:
– Filha, eu acho melhor você tirar essas orelhas. Você não escuta a mamãe.
– Mas, mãe, se tirar as orelhas, onde vamos prender a máscara?

(Letícia, 4 anos)

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BOLA FORA

Pedi para Martina não correr na calçada em direção à rua e ela me ignorou:
– Filha, estou chateada porque pedi pra você não correr e não ir sozinha em direção à rua. Mas você nem me deu bola…
– Mas, eu não tenho uma bola!

(Martina, 3 anos)

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ORA, BOLAS

Acabamos de fazer a oração de sempre antes de dormir e minha filha questionou:
– Mamãe, você diz que a oração é uma conversa com Deus, né?
– Sim.
– Mas Deus não se cansa de escutar a mesma conversa todo dia?

(Manuela, 5 anos)

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CAPAZ!

Miguel recebeu um amigo novo na escola que veio do Rio Grande do Sul e eles falam com um sotaque diferente do nosso:
– Mamãe, tem um menino novo na minha sala.
– Nossa, filho, amigo novo! Já conversou com ele?
– Sim, mamãe. Mas não entendi muito bem, ele fala outro idioma.

(Miguel, 7 anos)

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LUCAS SILVA E SILVA

Estava colocando a Sarah para dormir. Ela já estava quietinha, quando escutei um riso dela.
– Sarah, o que foi?
– É que eu estava aqui pensando: e se eu quiser fazer mais de uma coisa quando crescer? Aí, se eu for médica e astronauta e uma paciente me ligar para marcar consulta e eu não puder atender porque eu estou na lua?

(Sarah, 6 anos)

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PANELAÇO

Durante o jantar, a Júlia pediu para a mãe passar o cuscuz.
– Obrigada, mamãe.
– Ao seu dispor, madame!
Depois, já tirando a louça da mesa, a mãe pediu para Julia pegar um dos pratos. Ela ajudou e a mãe comentou:
– Obrigada!
E a Julia:
– Ao seu esporro madame.

(Júlia, 8 anos)

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ZUMBIDOS

Meu marido colocou uma música que a Helena ama ouvir e comentou:

  • Filha, essa música é ao vivo! Olha que diferente. Dá até pra escutar o violão!
    Ela escutou e quando terminou de tocar:
  • Papai, eu gosto mais dessa música ao morto! Coloca ao morto pra mim, por favor?

(Helena, 4 anos)

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POLARIZAÇÃO

Cecília passou um tempo desenhando e escrevendo coisas num papel. De tempos em tempos, ela intercalava o lápis em uma mão diferente. Quando veio mostrar o desenho, comentou intrigada:

  • Na mão esquerda eu tenho força mas não tenho direção. Mas na mão direita eu tenho direção, mas não tenho força.

(Cecília, 7 anos)

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FORTUNA

Eu estava saindo para trabalhar, quando meu filho me chamou e disse:

  • Mamãe, passe no mercado e veja o preço do kiwi.
  • Meu amor, kiwi custa muito caro.
  • É só você levar todo meu dinheiro – ele tinha R$ 1,50 – e dizer para o moço que isso é tudo o que você tem. Aí fica tudo bem!

(João Pedro, 5 anos)

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VIVENDO E APRENDENDO

Minha filha é muito mandona, então estamos num trabalho constante para educá-la:

  • Pai, quero água!
  • O quê?
  • Pai, quero água por favor!
    Como ele demorou 3 segundos pra pegar o copo, escutou:
  • Vai logo!
  • Como é?
  • Nada, tá indo muito bem!

(Maria Clara, 4 anos)

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JÚNIOR

Na família temos três primos da mesma idade, sendo dois com o mesmo nome dos pais.
O Matheus desabafou:

  • Pai, eu também queria ter o nome igual ao seu.
    Emocionado, o pai perguntou:
  • Meu filho, você queria se chamar Sebastião?
  • Não. Eu queria que você se chamasse Matheus.

(Matheus, 10 anos)

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PERSONNALITÉ

Minha filha se chama Julia. Nós sempre a chamamos de Jú ou Juju. Um dia, estávamos brincando e em dado momento eu a chamei de Xuxu. Em um outro dia, seguindo a vida, eu a chamei de Jú e ela me respondeu:
– Mamãe, não me chame de Jú não. – Ué, filha, você não gosta? É uma forma carinhosa.
– Eu prefiro que chame de Xuxu, porque assim é só você que me chama. E eu me sinto só sua!

(Julia, 5 anos)