Dudu estava no banho e me chamou:
– Mãe, preciso de outro shampoo!
– Por quê? Usa esse mesmo.
– Não dá! Aqui tá falando que esse é pra cabelos secos e eu já molhei o meu.
(Eduardo, 10 anos)
Dudu estava no banho e me chamou:
– Mãe, preciso de outro shampoo!
– Por quê? Usa esse mesmo.
– Não dá! Aqui tá falando que esse é pra cabelos secos e eu já molhei o meu.
(Eduardo, 10 anos)
Estávamos em um retiro espiritual onde a comida era vegetariana. Avisei a Laís:
– Vá até lá, pegue sua comida e não reclame.
Ela devolveu:
– Então eu pego lá e reclamo aqui?
(Laís, 6 anos)
Depois de cantar os parabéns, enquanto a Celine cortava o primeiro pedaço de bolo, perguntamos:
– E o primeiro pedaço vai para…?
E ela toda empolgada:
– Para o prato!
(Celine, 2 anos)
– Samuel, por que Deus não queria que Adão e Eva comessem a maçã?
– Porque ainda estava verde!
(Samuel, 3 anos)
A avó estava ajudando o Fernando com a tarefa sobre tempos verbais.
– Fê, a vovó vai dizer uma frase é você diz qual o tempo verbal dela, se é presente, passado ou futuro, ok?
– Beleza, vó!
– “A vovó canta super bem!”. Em que tempo verbal está a frase?
– Presente da Mentira!
(Fernando, 8 anos)
Annalu perdeu um dentinho e eu esqueci de colocar a moedinha da Fada do Dente para ela, que acordou chorando:
– A fadinha do dente esqueceu de mim papai…
– Vai ver ela tava muito ocupada, meu amor.
– Papai, faz assim então: pede para ela fazer um Pix. Assim ela não esquece.
(Annalu, 7 anos)
Chegando em casa, falei para a Helena que tinha uma surpresa para ela em cima da minha cama. Ela correu até quarto para ver o presente e quando chegou, a primeira coisa que comentou foi:
– Caraca, mãe, você nem arrumou sua cama hoje, hein!
(Helena, 4 anos)
– Mãe, por que nos casamentos o padre fala para o noivo beijar a noiva e não fala para a noiva beijar o noivo?
(Kayla, 8 anos)
Em uma atividade na escola, a professora perguntou:
– Noah, qual é o seu nome, idade e o que você quer ser quando crescer?
– Sou o Noah, tenho 5 anos e quando crescer quero ser um dragão!
(Noah, 5 anos)
O pai estava arrumando a torneira da cozinha e usava uma fita branca de veda-rosca. Vinícius estava ajudando, quando perguntou:
– Papai, porque chamam esta fita de ‘Fita Véia da Rosca’?
(Vinícius, 9 anos)
Estávamos a caminho da escola:
– Pai, cadê a vovó e o vovô?
– Eles estão em casa, meu amor. Eles são velhinhos.
– Papai, quando você for velhinho, eu vou cuidar de você. Vou botar a meia, dar banho e vestir o vestido da Barbie em você.
(Luísa, 2 anos)
– Mamãe, você já viu um elefante de verdade?
– Já.
– Mas, nesse mundo?
(Beatriz, 3 anos)
Estávamos em um rodízio de pizza e o garçom passou oferecendo pizza “alho e óleo”. Vinícius ficou animadíssimo e pediu dois pedaços de uma vez. O garçom serviu e ele ficou decepcionado:
– Mas, isso aqui não parece nada com pizza de Oreo!
(Vinicius, 7 anos)
Estávamos dançando juntos eu perguntei:
– Ester, que música vamos dançar?
– Tatú na batata, papai.
– Que música é essa filha?
– Aquela do Rei Leão!
(Maria Ester, 5 anos)
Eu e meu marido estávamos preparando o almoço, quando minha filha chegou faminta:
– Quero melancia! Quero melancia! Quero melancia!
– Minha filha, tenha paciência!
– Não quero paciência, mamãe. Eu quero melancia.
(Yasmin, 1 ano)
Tomei um remédio para alergia e depois me deitei na cama esperando a crise passar. Ronaldo entrou no quarto e me viu deitada olhando para o teto:
– O que você está fazendo aí?
– Tô esperando a alergia passar.
Ele deitou do meu lado e ficou olhando fixamente para o teto. Depois de alguns minutos, virou pro meu lado e sussurrou:
– Cadê?
– Cadê o quê?
– A alergia passando…
(Ronald, 3 anos)
A avó da Bia tem um cachorrinho chamado Scott. Um dia, ela resolveu perguntar:
– Mamãe, o Scott nasceu da barriga da vovó?
(Beatriz, 3 anos)
Vítor perguntou uma coisa para o pai, mas desconfiando de que ele estava zoando ao responder, comentou:
– Eu vou confirmar essa história com a mamãe. Ela é mais madura que você!
(Vitor, 9 anos)
Caio estuda numa escola católica. Pensando nas canções religiosas, pedi para ele me cantar sua música favorita. Empolgado, ele começou:
– Ô sol, vê se não me esquece e me ilumina… amém!
(Caio, 3 anos)
Meu filho perdeu o avô no começo de 2019, eles eram muito apegados e ele ainda sofre muito com a ausência. Hoje, durante uma atividade da escola em que estudava sobre um grupo que transcreve e envia cartas para pessoas, havia uma pergunta assim: “Você aceitaria ditar uma carta para que fosse entregue a qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo?”. Ele leu e me perguntou, já chorando:
– Mãe, eles conseguem entregar no céu?
(Luiz Gabriel, 11 anos)
– Mamãe, eu nunca quero virar adulta.
– Mas porquê, filha?
– Por que ser adulto deve ser muito chato. Você e o papai não tem nenhum brinquedo nessa casa.
(Duda, 5 anos)
– Mamãe, vou te contar uma história muito louca! Eu sei que ainda tô começando a minha vida, mas eu tenho muita história pra contar!
(Vitor, 9 anos)
Antes de ir para a escola, Maria estava um pouco chorosa e eu perguntei:
– Você está triste, filha? O que houve?
– A raiva… Ela tá chegando e vai me pegar.
– Ah, então como é que a gente faz para a raiva não chegar?
Maria Alice inspirou e expirou profundamente e disse:
– Pronto, agora ela foi embora.
(Maria Alice, 2 anos)
Outro dia, Ana chegou da escola contando que a amiguinha estava namorando um coleguinha. Esse assunto aqui em casa sempre morre no começo (afinal de contas criança não namora), mas resolvi perguntar:
– Filha, e o que é namorar?
– Ai, mãe! Namorar é sentar pertinho!
(Ana Frida, 6 anos)
Voltando do supermercado, comentei:
– Nossa, fomos para comprar uns chocolatinhos e acabamos fazendo uma compra de 200 reais!
– Isso é o mercado, mamãe! Te faz comprar mais do que precisa. Você vai comprar um pão e eles colocam uma mortadela perto, depois uma maionese e você pensa: vou fazer um sanduíche!
(Vitor, 9 anos)
Meu filho começou a fazer aulas de inglês. Certo dia, pela manhã, ao acordá-lo, ele falou:
– I love you!
– I love you too.
E ele replicou:
– I love you three!
(Ary, 4 anos)
– Filho, como foi a prova de História hoje?
– Foi tudo bem, mamãe.
– Você revisou antes de enviar as respostas?
– Mamãe, fica tranquila que eu segui minha “instituição”. Vai dar tudo certo.
(Victor, 9 anos)
A pediatra receitou um remédio contra vermes para a Lívia tomar. Antes de medica-la, avisei:
– Esse é um remédio para vermes que a médica pediu para eu te dar.
Fui levando a colher até a boca dela, que perguntou:
– Mas, é para quê?
– Para matar.
Desesperada, ela afastou a cabeça:
– Me matar?!
(Lívia, 6 anos)
O Miguel escutou minha conversa ao telefone com uma amiga sobre a CPI da Covid. Assim que desliguei, ele perguntou:
– Mãe, é possível peidar Covid?
– Oi? Não entendi.
– Eu ouvi você falando “cê peida covid”. É possível?
(Miguel, 11 anos)
Meu marido e eu evitamos comer doces na frente das crianças. Certa noite, comemos chocolate e esquecemos a embalagem na cabeceira da cama. Na manhã seguinte, Helena veio até o quarto e quando viu a embalagem, comentou:
– Nossa, a vida é generosa por aqui, hein?
(Helena, 8 anos)
– Mamãe, para ser feliz é só ir pro balanço e balançar bem alto e bem forte.
(Benício, 3 anos)
Malu veio até mim e perguntou:
– Bel, você é GBLT?
– Você quer dizer LGBT? Sou, sim.
Ela me ofereceu um abraço e perguntou:
– E qual letra você é?
(Maria Luiza, 8 anos)
– Filho, quando você estiver nervoso, respire profundamente que você se acalma. Inspira… Expira…
– Não dá, mamãe. Meu nariz está cheio de catarro.
(Bernardo, 3 anos)
Na aula de ciências, a professora estava ensinando sobre as marés:
– E aí, alguém sabe o que é ressaca?
– Eu sei professora. Ressaca é quando minha prima Bruna bebe demais e fica pedindo para eu pegar água pra ela.
(Gabriela, 7 anos)
Alice perguntou para vovó:
– Vovó, como era o nome do vovô mesmo?
– Orozimbo.
– Vovó, é o nome dele, não da doença que ele morreu.
(Alice, 6 anos)
Estava no quarto estudando sozinha, quando meu irmão entrou e ficou sentado na cama, bem quietinho. Perguntei:
– Ué, Dudu, o que você tá fazendo aqui?
– Companhia!
(Eduardo, 8 anos)
– A comida está tão boa que até a colher tá gostosa!
(Isadora, 7 anos)
– Mamãe, conta uma história?
– Tá. Espere aí que vou pegar o livro…
– Não, mãe, conta da sua cabeça!
– Ai, filho, da minha cabeça? Mamãe não tá sabendo.
– Ué, mas você não é professora de histórias?!
Eu sou professora de História.
(Benício, 3 anos)
Helena costuma fazer o sinal da cruz na hora do almoço. A avó, orgulhosa de ver sempre o gesto, perguntou:
– Helena, o que você pensou neste momento?
E ela respondeu:
– Vai, Corinthians!
(Helena, 10 anos)
Estávamos conversando sobre os pratos do jantar:
– Mamãe, arroz é igual à letra H.
– Como assim, Maria?
– Sozinho, ele não funciona. Tem que ter algo pra acompanhar!
(Maria Clarice, 8 anos)
– Hoje a louça é sua, tá! O pai já lavou duas vezes ontem e eu fiz a unha, não quero que estrague.
– Ah, mãe! Acho que vou fazer a unha também.
(Gustavo, 11 anos)
Ana Clara estava tomando banho, quando a avó a viu bebendo água da banheira:
– Se você beber água da banheira, vai ficar com a barriga grande e cheia de bichinhos.
Ela olhou para a barriga da avó e respondeu:
– Você bebeu muita água de banheira, né vovó?
(Ana Clara, 3 anos)
Na noite de Natal:
– Mamãe, o que você pediu de Natal?
– Um relógio. Porque eu perdi o meu.
Ela me deu um abraço apertado e disse:
– Vai ganhar um abraço então. Porque Papai Noel só traz boneca.
(Maria Eduarda, 3 anos)
Estava brincando com meu sobrinho e expliquei que no meu celular existia uma moça chamada Siri que responderia qualquer pergunta que ele fizesse.
– Qualquer pergunta, titia?
– Sim, Joaquim. Qualquer pergunta!
– Ô, Siri – ele chamou – onde é que tá meu pirulito?
(Joaquim, 4 anos)
Samuel estava olhando umas fotos antigas, quando viu as fotos da minha gravidez.
– Nossa, mamãe, olha o tamanho da sua barriga!
– Ué, filho, você morava aqui dentro.
Ele parou, pensou e disse:
– É mesmo, eu me lembro. Eu me mudei por que estava muito apertado.
(Samuel, 6 anos)
Estava com meu marido e nossa sobrinha em casa, quando ele me perguntou o que eu gostaria de ganhar de presente de aniversário.
– Eu quero saúde – respondi.
Ao que a Malu emendou:
– Ah, então não precisa. Ela já tem convênio!
(Malu, 10 anos)
Estava me penteando no espelho, quando ela me perguntou:
– Tia, você me acha bonita?
– Claro! Você puxou a tia Du. É linda e carismática.
– É, no carismática te puxei mesmo.
(Ana Clara, 6 anos)
Fui explicar para meus alunos que não poderia participar da festinha deles no final do ano porque iria a um casamento:
– Mas, profe, você é a noiva do casamento?
– Não…
– Então não precisa ir, não. As pessoas só olham para a noiva!
(Isadora, 5 anos)
Gustavo perdeu a bisavó e estávamos rezando por ela:
– Mamãe, eu amo muito a bisa e estou com saudades. Amanhã podemos ligar pra ela?
– Não dá, filho. A bisa está no céu.
– Mas e o celular? Ela não levou?
(Gustavo, 4 anos)
Estávamos no quarto e o Davi viu uma lagartixa na parede.
– Mãe, qual o nome daquele bichinho?
– Lagartixa!
– La-gar-tixa… Quantos anos ela tem?
Pra ele entender que ela ra menor do que o tamanho normal, eu disse:
– Ah, essa deve ter sua idade. uns 3 anos.
Ele colocou a mão no rosto e disse:
– Vixe! Vai bagunçar a casa toda!
(Davi Lucas, 3 anos)