– Mamãe, por que temos dente de leite? Foi a vaca que me deu?
(Sofia, 5 anos)
– Mamãe, por que temos dente de leite? Foi a vaca que me deu?
(Sofia, 5 anos)
Victoria estava no carro olhando para a lua crescente e comentou:
– Olha, mamãe! A lua está sorrindo para mim!
(Victoria, 2 anos)
Helena mudou de cidade e foi morar longe da avó. Certo dia, fiz uma brincadeira com ela em que falava uma palavra e ela tinha que dizer a primeira coisa que lhe vinha à mente:
– Uma alegria…
– Oi, vovó!
– Uma tristeza…
– Tchau, vovó.
(Helena, 5 anos)
Estávamos num restaurante e o Gabriel pediu um suco. O garçom perguntou:
– Que suco você quer?
– Suco de macurujá.
– De copo ou de jarra?
– Da fruta.
(Gabriel, 3 anos)
Valentina escutou no jornal uma notícia que dizia “ele morreu de causas naturais!”. Ela pensou um pouco e comentou:
– De certo ele comeu muita fruta!
(Valentina, 6 anos)
– Ângelo, por que você está chorando?
– Eu não sei…
– Então vem comigo. Vamos perguntar para o Google!
(Ângelo, 5 anos e Gael, 7)
Na praia, olhando para o mar e mirando o horizonte…
– Mamãe, o que tem atrás daquele muro azul?
(Cora, 3 anos)
Bruna não gosta de junk food, mas aceitou ir conosco em uma lanchonete badalada da cidade para satisfazer meu desejo de grávida. Depois, ao ser questionada pela prima se tinha gostado do lanche, ela respondeu:
– Nunca mais volto naquele lugar. O cachorro-quente tinha gosto de dor e sofrimento.
(Bruna, 7 anos)
Sofia tentando calçar um par de meias:
– Mamãe, eu não consigo arrumar a meia! Ela está toda torta!
– Filha, é só ir puxando e endireitar!
– Não é endireitar, é esquerdar! – porque a meia estava no pé esquerdo.
(Sofia, 3 anos)
Deitei com Cecília para fazê-la dormir. Ela estava de olhos fechados e fazendo carinho no meu rosto. De repente, ela abriu os olhinhos e disse:
– Mamãe, sabia que meu super poder é te amar?
(Cecília, 3 anos)
Estavamos na igreja orando pelas pessoas que estavam doentes. Uma das crianças começou a orar e ficamos prestando atenção. De repente, ela soltou:
– Papai do Céu, que o dedo do meu avô caia e nasça outro no lugar. Amém.
(Yasmin, 5 anos)
– Mamãe, agora me dá minha sobremesa?
– Ué, o iogurte já era sobremesa…
– Mas eu queria o chocolate branco.
– Tá bom. Só hoje eu vou te dar essa colher de chá, hein?! Toma aqui o chocolate, filha.
– Tá, agora me dá a colher de chá.
(Giovanna, 4 anos)
Rezando com meu filho antes de dormir, perguntei se queria dizer algo para o Papai do Céu.
– Papai do Céu, que meus papais virem avós logo pra tomarem a vacina do corona!
(Matheus, 4 anos)
Na hora do lanche, a professora percebeu duas crianças discutindo e foi ver o que era.
– Por que vocês estão brigando?
Então a criança, lendo o rótulo do salgadinho, perguntou:
– Tia, não é que glúten é bunda?
(Letícia, 6 anos)
Eu e minha filha estávamos a caminho do meu trabalho. Quando passamos em frente ao ponto de ônibus, ela ficou observando e em seguida me perguntou:
– Mamãe, por que as pessoas dão oi pro ônibus?
(Isadora, 9 anos)
Lucas soltou um pum muito alto. Na sequência, ele deu risada e falou:
– Ah, eu fico muito feliz quando eu faço isso!
(Lucas, 5 anos)
Eu estava fazendo exercícios para o braço e a Isabela estava me acompanhando. Depois de um tempo, ela mostrou seus bíceps e falou que eram fortes. Fui mostrar os meus e ela comentou:
– Tia, eu sou forte em cima do braço… e você é forte embaixo.
(Isabela, 5 anos)
– Mamãe, corre! Eu sou uma Tiranossauro Sexy!
(Mariáh, 4 anos)
Estava abraçadinha com meu filho quando perguntei:
– Filho, você me ama?
E ele:
– Sim e não. É uma mistura.
(Henrique, 4 anos)
– Vovô, por que você matou a barata?
– Porque a barata é suja, Malu. Vem do esgoto, suja nossa casa e nossa comida com suas patinhas.
– Vovô, você não tem que matar a barata. Tem que mandar ela tomar banho.
(Maria Luísa, 3 anos)
Em casa, estavamos pintando a parede do escritório e o Enzo estava ajudando com um pincel. Então ele disse:
– Nossa, eu sou um pintudo!
(Enzo, 4 anos)
Sou enfermeira em uma unidade de saúde e ao atender uma criança, perguntei:
– Me conte, André, quando você completa 5 anos?
– No meu próximo aniversário, tia.
(André, 4 anos)
– Arthur, você gosta de Galinha Pintadinha?
– Ui, eu não! Galinha Pintadinha é coisa de criança. Eu gosto é de Patati Patatá!
(Arthur, 4 anos)
Somos alagoanos e minha filha é muito fã de cuscuz. Se dependesse dela, comeria apenas isso todos os dias. Outro dia, numa conversa entre ela e o irmão, eu escutei:
– Tetê, tu não cansa de comer cuscuz?
– Não, né! Eu como sentada.
(Miguel, 9 anos e Estela, 3)
Eu tive um aluno, o Pedro, que era muito bagunceiro. Um dia, eu coloquei a cadeira dele do meu lado para ele prestar atenção na aula. No dia seguinte, ele chegou com a cadeira…
– Pedro, por que você trouxe essa cadeira?
– Porque hoje eu estou impossível e preciso ficar do seu lado, teacher.
(Pedro, 3 anos)
– Vovô, qual é o nome dessas árvores?
– Eucalipto.
João ficou mudo e o vovô falou:
– Vamos lá, repita a palavra para você aprender: eu-ca-lip-to.
E o João:
– Vo-cê-ca-lip-to.
(João, 3 anos)
No dia anterior ao feriado, a professora mandou um recado dizendo:
– Amanhã é feriado de Tiradentes, então não teremos aula.
A Helena ficou desesperada e respondeu:
– Mamãe, não é melhor deixar cair sozinho, não?
(Helena, 6 anos)
Meu sobrinho faz cara feia ao ver o avõ molhando o pão com manteiga no café com leite antes de comer.
– Eca, vovô!
– Faz igual pra tu ver como é bom.
Resistente, mas curioso, ele molhou o pão no leite com chocolate, comeu e com cara de surpresa respondeu:
– Vovô! Isso é tão bom que parece que o mundo está se partindo!
(Miguel, 4 anos)
Eu estava borrifando um produto numa plantinha para matar o fungo que estava atacando as folhas, quando Thais se aproximou:
– O que a senhora tá fazendo, titia?
– Estou tentando matar os fungos e salvar a plantinha.
– Mas, pra planta viver, por que o fungo tem que morrer?
(Thais, 4 anos)
Estávamos tomando café com a TV ligada quando a repórter anunciou que um político foi preso com R$ 30 mil na cueca. A Letícia começou a rir:
– Hahaha na cueca?! Por que? Ele não tinha bolso?
(Letícia, 5 anos)
– Mãe, se um dia alguém pudesse ir tão alto, mas tão alto que pudesse tocar num arco-íris, ia conseguir pegá-lo ou seria tipo um holograma?
(Manuela, 6 anos)
Estávamos almoçando e a Ana Clara começou a falar dos amigos da sala de aula:
– Ah, a minha amiga gosta tanto de mim que ela fica copiando a minha prova.
(Ana Clara, 5 anos)
À noite, antes de dormir, Luara falou o pai:
– Eu te amo, pai.
– Que lindo, Luara! Mas o que é o amor pra você?
– Ah, pai. É aquilo que eu sinto quando você lava a louça pra mamãe.
(Luara, 6 anos)
Estava no supermercado escolhendo chocolates com meu sobrinho e disse:
– Acho que vou levar esse Alpino meio amargo, Davi.
Ele rapidamente pegou um chocolate branco e disse:
– E eu vou levar esse albino.
(Davi, 7 anos)
– Vó, eu quero bolo de cenoura com cobertura de chocolate!
– Mas você não pode comer doce.
– Cenoura é legume, vó!
(Lívia, 5 anos)
Estávamos na piscina pela manhã e o sol começou a ficar muito forte. Comentei com a Loren:
– Vamos sair em 5 minutinhos, ok? O sol está forte e nós somos duas branquelas!
Ao que ela respondeu:
– Não somos branquelas, mamãe! Somos maravilhosas!
(Loren, 2 anos)
Maria e a tia dela estavam brigando por causa de uma bolacha. Então comentei:
– Maria, Deus nos mandou dividir as coisas.
– Mamãe, Deus mandou dividir o pão e não a bolacha.
(Maria Clara, 5 anos)
– Filha, mais um dia com você acordando ao meio-dia!
– Mamãe, é que eu não vi que já era dia.
(Amabilli, 5 anos)
Pedi uma declaração de amor para o Enzo:
– Você é meu dólar!
(Enzo, 8 anos)
– Mamãe, posso fazer chocolate quente? Aqui na lata tá dizendo para adicionar duas colheres de sopa, mas sopa não é salgada?
(Sofia, 8 anos)
No rádio do carro estava tocando Ivete Sangalo: “Às vezes a distância ajuda. E essa tempestade um dia vai acabar…”
E o Bernardo, no banco de trás:
– É mesmo, mamãe! Na pandemia, a distância ajuda.
(Bernardo, 5 anos)
– Filho, você é meu tesouro.
– Mamãe, você é minha tesoura.
(Miguel, 3 anos)
Estávamos no aniversário do avô da Sophia, cantamos parabéns e depois ficamos conversando. Até que a Sophia comentou:
– Ai, ai… Tô ficando ansiosa!
– Sophia, e tu lá sabe o que é ficar ansiosa?
– Sei, sim. É querer comer bolo de chocolate e os adultos ficarem conversando.
(Sophia, 5 anos)
Olívia e eu estávamos deitadas no quintal olhando um avião no céu e ela me perguntou:
– Tia, por que avião deixa esse rastro no céu?
– Eu não sei, Lili. O que você acha que pode ser?
– Eu acho que ele faz isso pra não esquecer o caminho de casa.
(Olivia, 5 anos)
Durante a aula online de Educação Física, o professor pediu para os alunos levantarem da cadeira e fazerem dez polichinelos. Tiago, desconfortável, respondeu:
– Sem querer ofender professor, mas quem manda no nosso corpo é a gente.
(Tiago, 8 anos)
Coloquei uma camisolinha sexy e me sentindo o máximo fui até a sala e perguntei para Manu e meu marido o que eles tinham achado. Ela respondeu:
– A camisola é bonita, mas não te serviu.
– Não está pequena. É meu número.
– Talvez seu numero tenha mudado, mãe.
– Meu número não mudou, Manu. O modelo é assim mesmo. Mas, diga, eu fiquei feia?
– Ah, se for só pro pai, tá de bom tamanho.
(Manu, 6 anos)
Fiz um bolo de cenoura com cobertura de chocolate, Mariana virou pra mim e falou:
– Tia, por que você não faz um bolo de chocolate com cobertura de cenoura?
(Mariana, 4 anos)
Estávamos reunidos em família comentando nossas preferências alimentares e minha filha comentou:
– Hum, meu prato preferido começa com a letra X.
Como ela é pequena, começamos a dizer nomes de pratos que iniciam com CH:
– Chocolate? Churrasco?
– Não! É “xalgadinho”.
(Valentina, 5 anos)
– Valentina, não abra esse ovo porque é de chocolate amargo.
Passado um tempo, ela voltou:
– Mãe, esse ovo não é de chocolate amargo!
– Como você sabe?
– Eu abri e lambi. Mas eu não comi! Eu não sou desobediente.
(Valentina, 3 anos)
Estávamos contemplando o céu e o Yan comentou:
– Olha, mãe, tá noite.
– Sim, está! Você gosta mais da noite ou do dia?
– Da noite!
– Mas o dia é tão lindo, alegre…
E ele, como sempre, me matou e disparou:
– Mas à noite você não trabalha!
(Yan, 3 anos)