– Mãe, pega água pra mim beber?
– É para eu beber.
– Pega pra nós dois, então.
(Miguel, 7 anos)
– Mãe, pega água pra mim beber?
– É para eu beber.
– Pega pra nós dois, então.
(Miguel, 7 anos)
Estávamos brincando de médico e eu disse:
– Doutor, estou com dor de cabeça. O que eu tenho?
Ele, sabiamente, me diagnosticou:
– Dor!
(Joaquim, 2 anos)
– Meleca é de Deus?
(Ana Luísa, 5 anos)
Laura estava conversando com a sua mãe enquanto tomava banho:
– Mamãe, tudo é vida, né? Passarinho é vida, cachorro é vida, chuveiro é vida, toalha é vida…
– Não, Laura. Chuveiro e toalha não. Para ser vida tem que ter coraçãozinho.
– Nossa, mamãe, então churrasco é vida!
(Laura, 3 anos)
Com um saco de biscoito de polvilho nas mãos, minha mãe perguntou:
– Arthur, você quer biscoito de vento?
– Eu não!
– Por quê? É tão gostoso!
– Porque eu não quero pegar pneumonia.
(Arthur, 7 anos)
Estávamos assistindo televisão e na abertura do filme apareceram várias letras “pulando” para formar o nome do filme. Minha irmã começou a rir e disse:
– Nossa! Que letrinhas simpáticas.
(Maria Eduarda, 9 anos)
– Mãe, você prefere um lápis para escrever o futuro ou uma borracha para apagar o passado?
(Maria Luísa, 8 anos)
Eu estava deitada com dor nas costas e minha filha falou:
– Mamãe, vou te contar uma história para você se sentir melhor. Pode pegar um livro para mim?
– Filha, estou com dor, conta uma história da sua cabeça mesmo.
– Tá bom, mamãe: “Era uma vez uma cabeça…”
(Ana Sophia, 3 anos)
– Paulinha, eu gosto de uma menina da minha sala.
– Por quê você gosta dela?
– Porque ela coloca meu nome no coração do jogo do silêncio e me dá o giz todo dia.
(Peterson, 5 anos)
– Sarah, lava a louça para mim?
– Eu não, Laryssa.
– Eu te dou dinheiro, Sarah.
– Irmã, você não tem dinheiro.
– Dia 22 eu terei.
– Então, tá. No dia 22 eu lavo.
(Laryssa, 11 e Sarah, 7 anos)
Estamos comprando ingressos para o cinema e a Samara viu que pedi duas inteiras e uma meia entrada.
– Mãe, por que meia entrada?
– É para você, Sam.
– Mas eu quero assistir o filme inteiro, não meio.
(Samara, 8 anos)
Nicolle estava com uma garrafa de água nas mãos e perguntou:
– Quer me ver fazendo uma mágica? A água vai sumir.
Então ela foi na varanda e voltou com a garrafa vazia.
Eu falei:
– Nossa, que legal! Agora quero ver você fazer a água voltar para dentro da garrafa.
Ela voltou para a varanda enquanto eu escutava ela falar:
– Por favor, Deus. Por favor, Deus.
(Nicolle, 4 anos)
Enquanto eu olhava uma radiografia…
– Não te falei, mamãe, que mora uma caveira dentro da gente?!
(Luca, 4 anos)
Eu estava toda atarefada tentando fazer comida, colocar o bebê para dormir e ouvindo o Arthur me chamar umas 150 vezes por minuto. Então, gritei:
– Jesus do céu!!!
E o Arthur comentou:
– Que luta, né mãe?!
(Arthur, 4 anos)
Lucas estava chorando por algum motivo bobo, quando eu falei:
– Não acredito que você está chorando por isso!
Ele, segurando o choro, disse:
– Eu não estou chorando, meu olho que está pingando.
(Lucas Eduardo, 5 anos)
– Mamãe, por que eu amo a vovó?
– Não sei, meu filho. Você que tem que saber.
– Eu não sei, não. Mas eu já nasci assim… com ela dentro de mim!
(Ruy, 5 anos)
Na Creche:
– Tia, você não passou maquiagem hoje?
– Não. Hoje a tia está só o pó.
– Só o pó e o rímel?
(Mavi, 4 anos)
Fui contar para minha irmã que no dia do aniversário dela eu iria fazer o ENEM. Ela me olhou e disse:
– Vai ser menino ou menina?
(Lavinia, 5 anos)
Estávamos assistindo ao clipe “Paradinha” da Anitta e a Julia falou:
– Está parecendo a filha do Silvio Santos.
– Qual filha, Julia?
– Aquela que vende Natura.
(Julia, 9 anos)
– Tio, sua barba parece pêlo de tapete.
– Você esta falando que a minha barba é feia?
– Não, é bem fofinha. Tio, quando eu estiver precisando de uma ideia, vou te procurar e passar a mão na sua barba.
– Por quê?
– Sempre que um homem está pensando e precisando de ideias, ele fica passando a mão na barba e a ideia vem.
(Henrique, 7 anos)
– Foi muita gente na aula, Isa?
– Foi todo mundo, menos o resto.
– Então não foi todo mundo.
– Minhas amigas foram. Então, foi todo mundo.
(Isabella, 4 anos)
Minha irmã chegou da escola e falou:
– Amanhã não vai ter aula porque é dia dos refinados!
(Nickelly, 7 anos)
Eu estava trocando de roupa na frente da minha filha. Ela olhou para a minha barriga (cheia de estrias) e disse:
– Nossa, mãe, sua barriga é linda. Tem vários desenhos.
(Ana Clara, 4 anos)
Estava trabalhando no computador, quando a Isabela chegou e viu o HD externo conectado à maquina. Curiosa, ela perguntou:
– Pai, para que serve isso?
– É um HD para poder salvar os arquivos, filha.
– Mas, salvar por quê? Eles estão em perigo?!
(Isabela, 7 anos)
Estávamos comendo amendoim torrado na praia e alguns vieram bem pequenos. Brincando, falei:
– Olha, esses são filhotinhos.
E antes de colocar todos na boca, ela falou:
– Vem com a mamãe.
(Lara Ágnes, 3 anos)
– Tatá, hoje na escola eu aprendi a soluçar os problemas.
(Bianca, 3 anos)
Meu noivo é médico e tinha acabado de sair quando o Gabriel perguntou:
– Titia, o tio já foi?
– Já foi, meu amor. Por quê?
– Olha, eu não queria preocupar ninguém, mas eu estou sentindo meu coração bater.
(Gabriel, 7 anos)
– Você tem razão, filha…
– Não tenho, não!
– Ué?! Mas você sabe o que significa razão?
– Sei, sim. É comida de cachorro!
(Mell, 4 anos)
Estávamos entrando em um banco e Júlia logo saiu à frente para apertar o botão e empurrar a porta. Então perguntei:
– Julia, como você sabia que tinha que apertar o botão?
– Ah, tia, foi só um apetite.
(Júlia, 4 anos)
Igor foi até a geladeira e pegou um iogurte. Com pressa para comer, não esperou eu abrir a embalagem e ao tentar abrir sozinho deixou cair fazendo uma sujeira danada na cozinha. Eu então falei com ele:
– Poxa, filho, olha a sujeira que você fez. E agora, o que faço com você?
Ele tranquilamente respondeu:
– Faz carinho, mamãe!
(Igor, 3 anos)
– Arthur, galinha começa com qual letra?
– H.
– H, Arthur?
– É, uai! H-linha
(Arthur, 5 anos)
Perguntei para meu filho o que é o amor, e ele me respondeu:
– Ah, mamãe, amor é quando a gente compra uma batata frita para alguém e não pede nenhum pedacinho.
(Davi, 5 anos)
Guilherme estava cantarolando garota de Ipanema:
– Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça… O Senhor é convosco…
(Guilherme, 7 anos)
– Tia Cris, eu não quero comer arroz branco. Eu quero integral.
– Mas hoje só temos o branco.
– Não quero o branco porque ele engorda.
– Não engorda, não.
Então ela me olhou dos pés à cabeça e falou:
– Tem certeza?
(Valentina, 6 anos)
Perto do aniversário do meu sobrinho, perguntei se ele estava feliz e ele me respondeu:
– Mais ou menos. É muito ruim fazer aniversário em outubro. Tenho que esperar um ano todo para fazer de novo.
(Gustavo, 9 anos)
Como domingo será aniversário da minha mãe, chamei o meu irmão para perguntar o que daríamos para ela:
– Má, o que você acha que a mamãe gostaria de ganhar de presente de aniversário?
– Já sei!
– O quê?
– Ela sempre fala que queria ganhar na Mega-Sena.
(Matheus, 6 anos)
Jenifer e sua tia em um rodízio de pizza:
– Ai, tia, não quero mais comer, não. Estou com dor de cabeça e enjoada.
Passados dez minutos, começaram a oferecer as pizzas doces e ela comeu vários pedaços. Daí a tia perguntou:
– Ué, Jenifer, mas você não estava passando mal?
– Ah, tia, mas é chocolate, né? Chocolate cura.
(Jenifer, 10 anos)
– Evyllin, quando eu crescer eu quero ser idiota.
– Quer ser o quê?
– Idiota. Aquelas que emprestam dinheiro para as pessoas.
(Kathleen, 9 anos)
Uma escapadinha para beijar o marido no banheiro, nossa filha bate na porta e grita:
– Por que vocês estão no modo silencioso?!
(Isabella, 7 anos)
Estávamos brincando de “adivinha qual é a música?” e era a vez da Soffia dizer uma palavra:
– Paulo.
– Paulo? Que música tem Paulo, Sof?
– Atirei o Paulo gato…
(Soffia, 5 anos)
– O que você aprendeu no judô hoje?
– Aprendi a dar cambalhota.
– Legal. É difícil?
– Não, só precisa tomar cuidado para não morrer.
(Davi, 4 anos)
Acabamos de parar num posto de gasolina. Na saída, a Clarice viu um estátua de Aparecida e falou:
– Olha, uma estátua!
– É a estátua de Aparecida.
– Parecida com quê?
(Clarice, 5 anos)
No final da oração:
– Ah, e traga minha avó de volta…
Então pensou um pouco e continuou:
– Mas só se ela voltar normal. Se for como zumbi, pode deixar ela aí.
(Manoel, 4 anos)
Decidi passar um vídeo para meus alunos na escola:
– Fiquem aqui quietinhos que a tia vai buscar o benjamim para ligar o datashow na tomada e já volta.
– Tia, benjamim é seu namorado?
(Sofia, 7 anos)
Meu primo estava assistindo ao filme Meu Malvado Favorito. Me olhou reflexivo e disse:
– Eu queria ser um Minion, mas não sei… eles são muitos iguais e eu gosto de ser diferente.
(Guilherme, 5 anos)
– Bia, meu estômago fica no ouvido?
– Não, Helena. Por quê?
– Porque eu escuto ele roncar.
(Helena, 3 anos)
Igor caiu escada abaixo:
– Nossa, Igor, você se machucou?
– Tá tudo bem. Pelo menos eu cheguei aqui embaixo mais rápido.
(Igor, 8 anos)
– Então, Sophie, qual é o seu sonho?
– Morar num castelo do lado de um mercado.
– Por que do lado de um mercado?
– Porque eu sou faminta.
(Sophie, 8 anos)
Maria chegou pulando e batendo palmas, então perguntei:
– Maria, por que você está pulando dessa maneira?
– Ué, tia, eu nasci para a diversão.
(Maria, 7 anos)