Thaís colocando a blusa para sair e minha mãe diz:
– Thaís, vem aqui para eu arrumar a gola.
E ela corrige
– Não é a gola, mamãe. É agora!
(Thaís, 3 anos)
Thaís colocando a blusa para sair e minha mãe diz:
– Thaís, vem aqui para eu arrumar a gola.
E ela corrige
– Não é a gola, mamãe. É agora!
(Thaís, 3 anos)
Levei minha filha comigo na faculdade. Meses depois, estava conversando com ela e falei que quando ela crescesse iria estudar na faculdade também. A resposta dela foi imediata:
– Eu não vou estudar na faculdade, mamãe. Lá nem tem parquinho.
(Louise, 5 anos)
– Mamãe, você sabe como se faz bebê?
Eu suspirei, contei até três e antes que eu falasse qualquer coisa, ela me interrompeu:
– Assim, mamãe: primeiro você coloca a letra “B”, depois a vogal “E”; a letra “B” outra vez e a letra “E” no final. Tem um acentinho mas eu ainda estou aprendendo… pronto! Assim você escreve Bebê. Viu como é fácil, mamãe?
(Rafaela, 6 anos)
Minha sobrinha estava brincando com a galinha pintadinha e o galo carijó (imaginários):
-Toma, vovô. Segure para mim.
Meu padrasto, no meio da conversa com outra pessoa, botou na boca e disse:
– Nossa, que delícia.
Ela fez uma cara de chocada, os olhinhos arregalados quase chorando e falou:
– Ele comeu o galo Carijó!
(Bianca 2 anos)
Machuquei meu pé faltando três dias para o Rock in Rio e meu afilhado ficou muito preocupado porque fiquei bem chateada. Quando contei que estava triste ele falou:
– Dinda, liga para eles e pede para mudarem o dia. Aí você fica boa e vai no show.
(Daniel, 6 anos)
– Pedro, o que você quer ser quando crescer?
– Vou fazer faculdade de artes cênicas. Se não der certo, vou fazer design de games. E por último, se nada der certo, vou ser experimentador de sorvetes mesmo.
(Pedro, 10 anos)
Depois de voltar de um aniversário infantil, Maria Laura fiou um tempão pensativa, olhando pra mim, até que eu perguntei:
– O que foi, filha?
– Sabe o que é, mamãe… eu queria tanto que você namorasse o Homem Aranha!
(Maria Laura, 5 anos)
Eu tentando descobrir os apelidos do meu filho na nova escola:
– Como a tia da escola te chama?
– Léo.
– Como seus amigos te chamam?
– Leléo.
– E como a professora te chama?
– Léééooo, sentaaaa!
(Leonardo, 3 anos)
(Isadora, 4 anos)
– Mamãe, eu adoro suas bochechas.
– Por que, meu bem?
– Porque elas são fofinhas. As vezes, quando estou na escola, queria que suas bochechas estivessem lá para eu apertar.
(Vinicius, 5 anos)
– Danilo, quando alguém perguntar seu nome você diz: eu sou o Danilo.
– Sim, mamãe!
– Então, responda. Qual é o seu nome?
– Qual é o seu nome, mamãe?
– Nãããoo, Danilo. Eu que pergunto, qual é o seu nome?
– Qual é o seu nome?
– Nãããoooo. Você responde: meu nome é Danilo.
– O meu também, mamãe!
(Danilo Augusto, 2 anos)
Na hora de dormir…
– Filha, você já vai fazer seis anos. Precisa dormir na sua cama.
– Mamãe, você já tem trinta e ainda dorme com o papai.
(Rafaela, 6 anos)
Sophia é uma vizinha da nossa rua. Ela estava passando pela porta da minha casa e meu pai perguntou:
– Oi, Sophia. Tudo bem? Você não veio mais nos visitar, nunca mais apareceu por aqui.
– É a correria.
(Sophia, 6 anos)
Eu e meu pai trabalhamos com salgados. Eu estava cortando cebolas quando a Lívia entrou:
– Tia, por que você está chorando?
– É por causa da cebola, amor.
– Mas o que ela fez pra você?
(Lívia, 4 anos)
Cecília pediu a chupeta, insistiu. A contragosto, a avó deu. Depois perguntou:
– Rafael, você sabe o que é o dia da Independência?
– É o dia em que ninguém precisa de ninguém para nada.
(Michelle, 7 anos e Rafael, 10)
Estávamos no carro, indo para uma festa e a Cecília, sentada na cadeirinha, dava palpites para o pai enquanto ele dirigia:
– Cuidado com o carro, papai.
– Pode deixar, filha.
– Papai, olhe para frente. Cuidado com os carros.
– Combinado, filha.
– Combinado, não, “obrigado”.
(Cecília, 2 anos)
Estava brincando com minha vizinha e o irmão dela de esconde-esconde. Eu pedi para ela ficar em silêncio para nós escutarmos a respiração do irmão dela, quando ela grita:
Minha prima e eu estávamos discutindo de brincadeira até que eu falei:
– Sua peruazinha.
– Eu não sou perua. Eu sou van.
(Sofia, 11 anos)
A Júlia viajava pela primeira vez de avião. Ao levantar o voo, ela começou a chorar.
Preocupada perguntei o que estava havendo e ela respondeu:
– Tô emocionada, tia. Realizei meu sonho. Agora só falta o outro.
– Qual?
– Conhecer Jesus.
– Acho melhor deixar para outro dia.
(Julia, 8 anos)
Minha prima acabou de aprender o Hino Nacional na escola e quando chegou em casa começou a cantar:
– Se o penhor dessa maldade…
(Sâmyla, 4 anos)
Meus dois alunos conversando na hora da tarefa:
Eu estava lavando louça, quando o cachorro começou a se agitar. Minha irmãzinha Gabrielle ouviu aquilo e logo foi ver o motivo da agitação. Eram dois gatinhos. Ela entrou correndo e gritou:
– Lê, eu acho que eles vão ter filhotinhos!
Surpresa, perguntei:
– Como assim, Gabi?
E ela, na maior inocência do mundo, respondeu:
– É que eles estão passando o narizinho um no outro.
(Gabrielle, 10 anos)
– Quem te deu esse colar, Josi?
– Foi minha mãe.
– Ah, é?! E como ela se chama?
– Margarida.
– Margarida??
– Isso, nome de flor. E a sua mãe, como chama?
– Zil, nome de gente mesmo.
(Lara, 4 anos)
– Gabi, desça a rampa devagar para você não cair.
– Não dá, mamãe! Perna de criança corre na descida.
(Gabriela, 4 anos)
Era o último dia do ano. David, Raquel e João estavam na casa da avó no interior e ela disse:
– Vão dormir, crianças. Já vai dar meia-noite.
Curioso, David perguntou:
– O que é meia-noite?
O João respondeu:
– Meia-noite é quando hoje já é amanhã.
E Raquel complementou:
-E meia-noite de ano novo, é quando hoje já é ano que vem.
(João, 8, Raquel, 6 e David, 4 anos)
Meu marido comprou um Crocs para meu enteado, mas comprou um número errado. Meu irmão chegou e falou:
– Nossa, Rafa, está de Crocs novo?
– É, tio. Mas ficou faltando o dois para servir.
– O “dois”? Como assim?
– É, tio. Esse aqui é o 30 e eu uso 32. Faltou o 2 para servir.
(Rafael, 6 anos)
Pedi para o Theodoro orar porque a mamãe estava com dor de dente. A oração foi a seguinte:
– Papai do céu, obrigado por esse dia. Abençoe a dor de dente da mamãe e nunca deixe faltar. Em nome de Jesus, amém!
(Theodoro, 2 anos)
A Cecília estava em frente à TV e eu queria assistir um programa, então falei:
– Cecília, saia da frente da TV, por favor.
Achei que ela não tinha escutado e falei novamente:
– Cecília, saia da frente da TV, por favor.
E ela respondeu:
– Você quis dizer “dá licença”, vovó?
(Cecília, 2 anos)
Minha irmã estava me contando que meu sobrinho ficou emocionado com o episódio de Acapulco do Chaves. E ele comentou:
– Do nada começou a sair lágrimas dos meus olhos. E a musiquinha também é muito triste. Foi mais pela musiquinha mesmo, eu acho.
(Raphael, 7 anos)
Em um trabalho relacionado à família na escola, perguntaram ao meu irmãozinho:
– Como é a sua família, Uriel?
– É um monte de gente que briga, mas que se beija.
(Uriel, 5 anos)
– Acho que minha mãe sente saudade de ser criança.
– Por quê?
– Ah, porque ela brinca comigo de vez em quando.
(Estella, 6 anos)
– O que foi, Duda? Cadê suas amigas?
– Estão de castigo.
– O que aconteceu? Por que elas estão de castigo?
Depois de um silêncio, respondeu:
– Se eu te contar mãe… você vai me colocar de castigo também.
(Maria Eduarda, 5 anos)
Estávamos conversando sobre o verdadeiro valor das coisas e falei para a Cecília:
Eu e meu namorado estamos fazendo intercâmbio na Irlanda. Conversamos sempre com a Júlia, filha dele, por videoconferência e há um fuso horário de 4 horas. Em uma dessas ligações, surgiu esse diálogo:
– Ei, Júlia, tudo bem? Já tomou banho para ir para a escola?
– Não, papai. Está cedo ainda.
– Que horas são aí?
– Agora são 11h. E aí, que horas são?
– Aqui são 15h, Júlia.
– Nooossa! Como a hora passa rápido aí, né?!
(Júlia, 7 anos)
– Isabela, vamos pingar um sorinho no nariz para melhorar sua respiração. Se eu fosse você, pingava.
Sofia entrou na sala e pediu:
– Pai, não imite a mamãe, tá?
– Tá bom, Sofia.
– Então posso chupar gelinho?
– Não.
– Eu falei que não era para imitar a mamãe!
(Sofia, 4 anos)
– Meu pai é o mais legal de todos os pais. Ele é forte, duro, me leva no fundão do mar e não me deixa afogar.
– E a mamãe?
– A mamãe é macia.
(Pedro, 4 anos)
Sou enfermeira em uma unidade de saúde e ao atender uma criança, perguntei:
– Me conte, André, quando você completa cinco anos?
– No meu próximo aniversário, tia.
(André, 4 anos)
– Qual parte do corpo a gente usa para pensar, Júlia?
– O bumbum.
– Como assim?
– Ué, a gente senta o bumbum na cadeira e pensa.
(Júlia, 5 anos)
– Mãe, não consigo dormir, estou com medo do escuro.
– Como, filha, se deixei a luz do banheiro acesa?
– Mas quando fecho o olho, apaga!
(Marina, 6 anos)
– Filho, o que você vai ser quando crescer?
– Lindo da mamãe e do papai.
– Não, filho. A mamãe está perguntando de trabalho, de um emprego…
– Aah, sim… o Thor ou o Capitão América.
(Rafae, 2 anos)
Moramos em Genebra, na Suiça. Meu filho entende português, mas quando responde mistura português e francês:
Em uma roda de conversa familiar, Alejandro falou:
– Vó, você está tão bonita, mas tão bonita, que os idosos vão chamá-la para dançar Despacito.
(Alejandro, 8 anos)
– Mãe, eu sou de virgem, né?
– Sim.
– Quando eu perder a virgindade, que signo eu vou ser?
(Ana, 9 anos)
– Vamos parar o carro para tomar suco e comer pastel?
Giovanna sussurrou:
– Pode parar de reclamar, barriga. Você queria refrigerante mas minha mãe disse que será suco.
(Giovanna, 4 anos)
– Mãe, o que eu fiz de errado?
– Como assim, filha?
– Na oração falam assim: “perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a Keila que nos tem ofendido”.
(Keila, 6 anos)
Fomos abastecer o carro, meu tio abaixou o vidro e falou:
– Me vê cinquenta reais de gasolina.
Minha prima atrás, no embalo:
– E para mim também.
(Bianca, 5 anos)