– Mamãe, vamos brincar de esconde-esconde?
– Vamos, filha! Eu conto e você esconde!
– Tá bom!
– 1, 2… 10. Lá vou eu! Onde está a Gabi?
– Na porta, mamãe!
– Não pode falar onde está, filha! De novo… Onde está Gabi?
– Tô aqui!
(Gabriella, 2 anos)
– Mamãe, vamos brincar de esconde-esconde?
– Vamos, filha! Eu conto e você esconde!
– Tá bom!
– 1, 2… 10. Lá vou eu! Onde está a Gabi?
– Na porta, mamãe!
– Não pode falar onde está, filha! De novo… Onde está Gabi?
– Tô aqui!
(Gabriella, 2 anos)
– Mamãe, quero mais água. Meu coração vai ficar cheio de água.
– Não, filha, não é o coração. Sua barriga que vai ficar cheia.
– É. O coração enche de amor.
(Manuella, 03 anos)
Excelente vídeo da IKEA na Espanha.
Pediram a dez crianças para que escrevessem suas cartas com os pedidos de Natal para Papai Noel (ou para os Reis Magos, que são quem realizam esses desejos em alguns países da península Ibérica). Depois, elas deveriam escrever outra carta, agora com um pedido para seus pais.
No final, eles deveriam escolher qual carta seria enviada. E os pais leram.
Bom, veja aí. Vale o play.
(post original no Update or Die)
Ao buscar meu irmão na escola, a professora disse que tinha deixado um bilhete no caderno dele para mostrar para a minha mãe.
Chegando em casa vi que o bilhete estava todo pintado de preto e questionei:
– Arthur, por que você pintou o bilhete? Nem consigo ler.
– Jessica, minha mãe disse que não queria mais ver bilhete nenhum no meu caderno.
(Arthur, 5 anos)
Fui à feira com minha filha e perguntei ao feirante:
– Moço, quanto custa a caixa de fruta do conde?
– Quinze reais.
Minha filha olhou pra ele e perguntou:
– E sem a caixa?
(Laura, 6 anos )
Clara estava assistindo TV e viu um depoimento de uma mãe logo após o parto, que dizia: “Não sabia que seria tão fácil”.
Clara retruca:
– Você não viu nada, minha filha. Deixa crescer para ver o trabalhão que dá.
(Clara, 5 anos)
Para lembrarmos que nem todas as crianças vivem na boa condição das nossas. Vamos ajudar, amigos. Sempre tem uma ONG honesta, orfanato, creche, associação de bairro, igreja ou família bem perto da gente precisando de apoio.
Chego em casa, encontro meus filhos e pergunto para o menor:
– E aí, filho, deu certo o jantar?
– Deu, mãe. Estava uma delícia.
– Que maravilha. E o troco?
– Aqui nós não trabalhamos com troco, mãe.
(Emerson Filho, 7 anos)
O Pedro estava me ensinando um jogo que tinha alguns bichinhos. De repente apareceu uma vaca e um touro e ele me explicou:
– A vaca é a mulher do touro. E o touro é uma vaca, só que macho.
(Pedro, 7 anos)
– Hoje eu vendi duas pulseiras. A maior eu cobrei R$ 0,50 e a menor R$ 1,00.
– Lara, você precisa cobrar mais na maior do que na menor.
– Eu fiz isso! Cobrei 50 que é muito mais do que 1.
(Lara, 6 anos)
O meu primo André tinha um cachorro que morreu. Seu vizinho, Lucas, apesar de gostar e brincar muito com o cachorro, acompanhou o enterro do animal sem demonstrar tristeza alguma. Tempos depois, o Lucas chegou todo empolgado:
– Olha, André, agora eu também tenho um cachorro.
– Nossa, que legal! Mas, eu não tenho mais cachorro, o meu morreu, lembra?
E o Lucas questionou:
– Mas você plantou ele naquele dia e até hoje ele não nasceu!?
(Lucas, 4 anos)
Eu estava no salão de beleza, fazendo as unhas e ao lado sentou uma menininha com uns 5 anos para pintar as unhas. Eu comecei a conversar com ela e perguntei:
– Você tem algum animal de estimação?
Ela disse:
– Não. Mas tenho um irmão.
– Isabel, me dá um pirulito?
– Ô, Thiago, mas eu só tenho um.
– Mas eu só quero um mesmo.
(Thiago, 4 anos)
Lucy puxou papo com uma menina na padaria:
– Oi! Como você chama?
– Karin.
– Nossa mãe, ela é igual o bichinho que vem na boca quando a gente não escova os dentes, né?!
(Lucy, 3 anos)
Em seu aniversário de 3 anos, após o parabéns, a mãe perguntou:
– Theo, pra quem você vai dar o primeiro pedaço de bolo?
– Não sei.
– Quem é a pessoa mais legal?
– Eu.
(Theo, 3 anos)
– Filho, o que teve na escola hoje?
– Aula de ciências, mãe. A gente aprendeu sobre as partes íntimas do homem e da mulher.
– E aí?
– Minha infância acabou!
(Lucas, 11 anos)
Alice é muito parecida com o pai. Achamos uma foto dele criança e ela olhou para foto e ficou apavorada:
– Mãe, eu já fui menino!
Eu disse:
-Não, esse é o papai quando era criança.
Ela pôs a mão na boca:
– Meu Deus, ele já foi menina!
(Alice 4 anos)
Elisa não queria comer cenoura, então a Fefê disse:
– Elisa, sabia que a carrot faz você pretty?
E a Elisa respondeu:
– Ela não é magic!
(Fefê, 9 anos e Elisa, 4 – brasileirinhas sendo alfabetizadas nos EUA)
Estava falando sobre meu dia com minha esposa e num certo momento disse:
– O cara é f*#@!
Passado alguns momentos minha filha que estava por perto veio até nós, jogou um brinquedo no chão e disse:
– É f*#@, pai!
Minha esposa para contornar a situação perguntou:
– É fralda, filha?
– É, f*#@ pampers!
(Pietra, 3 anos)
– Mãe, lobo existe mas ‘”zomem” não, né?
(Clara, 5 anos)
– Filho, na sua escola servem tomate cereja?
– Não, lá só tem tomate adulto.
(Lucas, 5 anos)
Lis entrou no banheiro para escovar os dentes justo na hora em que o irmão mais velho estava tomando banho e saiu dizendo:
– Vi Kael pelado, mas não vi suas partes rítmicas.
(Lis, 7 anos)
No último sábado o Pedro voltou da catequese e falou:
– Mãe, você sabe quais são os dez mandamentos?
Eu me fiz de boba e falei:
– Não lembro, quais são?
– Não roubar. Não matar. Não “pecar contra a castidade”…
Então perguntei:
– 0 que é não pecar contra a castidade?
– Acho que é pra gente não sair do castigo enquanto a mãe da gente não mandar.
(Pedro, 08 anos)
Comecei a ensinar as meninas sobre os frutos do Espírito Santo e hoje perguntei:
– Quais são os frutos do Espírito que aprendemos ontem?
A Elisa respondeu:
– Mandioca.
(Elisa, 3 anos)
– Mamãe, vamos combinar uma coisa?
– O que, filhote?
– As segundas e sextas-feiras, não vamos acessar a internet para ficarmos mais juntos um do outro? Precisamos fazer mais isso…
(Marco Antônio, 9 anos)
Meu filho com as dificuldades da língua portuguesa, me perguntou:
– Mamãe, meu amigo disse “cabeu” e eu falei que isso não existe, que é “coube”.
Eu, toda orgulhosa, nem tive tempo de elogiar e ele continuou:
– E sabe o que ele dizeu?
(Luiz, 3 anos)
Minha sobrinha estava assistindo televisão e eu perguntei:
– Malu, vamos tirar uma foto no celular?
– Tia, isso se chama selfie.
(Malu, 4 anos)
Enrico chega da escola super animado e diz:
– Mamãe, hoje eu aprendi verbos. E você sabe que existem três tempos de verbos? Presente, presépio e futuro.
(Enrico, 8 anos)
– Eu sei o que é preconceito. É quando um moço bota uma água suja no coração dos meninos.
(Davi, 3 anos)
– Mãe, você gosta de bolacha recheada. Por que você não come?
– Porque já está acabando e só vamos ao mercado no meio da semana. Deixei pra vocês comerem.
– Puxa, mãe… isso que é prova de amor. Obrigado!
(Pedro, 7 anos)
Chego em casa e escuto:
– Vó, não mostra o bilhete que a professora mandou para minha mãe. Lembre-se que eu te amo, Vó. Eu pergunto:
– Que bilhete?
Chorando, responde:
– A professora entendeu tudo errado. Porque a professora é adulto e adulto não entende nada.
– O que houve?
– A professora mandou bilhete, porque eu estava conversando com meus amigos e disse que eu estava bagunçando.
– E você estava bagunçando? Porque não deixa para conversar durante o horário do lanche, filha?!
– Mãe, tem coisas que não dá pra deixar pra depois. Tem que ser naquela hora. Entende?
– Filha, mas ficar conversando na hora da aula pode te prejudicar e você não entender o que a professora está explicando.
– Mamãe, eu entendo o que a professora explica. Eu só fui combinar com minha amiga o que a gente iria brincar. Amizade é mais importante, mamãe. E deve ser coisa do sangue, né?! Porque a vovó Maria fala demais. Meu vovô Marcelino, também. E eu nasci assim.
(Gabriela, 6 anos)
– Pai, o herói é o vilão do vilão, né?
(Dante, 5 anos)
Isabelli começou a gaguejar e a psicóloga da escolinha nos disse que ela só gaguejava quando ficava nervosa e ansiosa para falar. Orientou que quando gaguejasse deveríamos pedir que se acalmasse e começasse a falar de novo.
No outro dia ela gaguejou, e eu disse:
– Belli, calma. Fale devagar.
– Mas eu não tô cacarejando.
(Isabelli, 4 anos)
Fernanda estava brincando com o espelhinho que abre e fecha, quando o irmão perguntou:
– Fê, empresta esse espelho?
– Não é um espelho, é um celular.
– Então me empresta seu celular?
– Desculpe, está sem crédito.
(Fernanda, 3 anos)
– Henry, vem tomar banho.
– Tá bom, mamãe. Mas não precisa acender a luz pra não gastar energia.
– O que adianta não acender a luz e você demorar meia hora no banho?!
– Nooooossa o que tem a ver?
– Ué, pra água ficar quentinha precisa de energia elétrica.
– Então acende a luz, que eu não gosto de banho gelado.
(Henry 7 anos)
– Jujú, você é católica?
– Não, Nina. Mas minha irmã é.
– Por que você não é católica?
– Porque eu escrevo com a mão direita.
(Jujú e Nina, 7 anos)
– Mel, vamos comer milho verde?
– Não, tia. Minha, mãe não deixa.
– Por que não?
– Porque ela só deixa eu comer milho maduro.
(Mel, 5 anos)
– Mãe, eu quero ter um irmãozinho do meu tamanho.
– Mas ele vai nascer pequenininho, vai fazer cocô, xixi na fralda. E a escola a mamãe não vai conseguir pagar para os dois. Vocês terão que estudar em outra escola, que a mamãe não precisa pagar.
– Não, mãe! Eu fico na minha escola, que você consegue pagar e você coloca ele na outra, que não precisa pagar. Assim dá.
– Não filho, quando a gente tem dois filhos, tem fazer tudo igual para os dois. Se a mamãe não tiver dinheiro para comprar dois brinquedos, não compra nenhum. E os seus brinquedos você também teria que dividir com seu irmãozinho, para os dois brincarem juntos.
Ele parou, pensou e disse:
– É… eu acho melhor primo mesmo.
(Léo, 5 anos)
– Pai, já estão surgindo os meus primeiros raios de mulher?
E antes de ouvir a resposta, acrescentou:
– É que em você já surgiram os primeiros raios de idoso.
(Lis, 7 anos)
Ao cortar as unhas das mãos da Juju, expliquei que era importante manter as unhas sempre cortadas para não acumular germes, bactérias e vírus.
Aí ela começou a cantar:
– O vírus do Ipiranga as margens plácidas…
(Julia Eduarda, 3 anos)
Minha filha tinha acabado de almoçar e perguntei qual fruta ela queria de sobremesa e ela respondeu:
– Morango com açúcar, mãe.
– Não tem morango, filha.
– Então quero só açúcar.
– Açúcar não é fruta.
– Então quero morango com chocolate.
– Não tem morango, amor.
– Então só chocolate.
– Chocolate não é fruta.
– Tem maçã?
– Tem.
– Então quero banana.
(Eduarda, 4 anos)
A Vitória estava discutindo com a mãe porque queria brincar por mais tempo. A mãe se exaltou e disse:
– Vitória, não! Você sabe por que eu brigo com você, filha?
A menina calmamente respondeu:
– Sei, mãe. Porque você é… como fala? Problemática.
(Vitória, 5 anos)
Perguntei para minha filha:
– Júllia, você sabe para que serve o papai?
– Sei. Para dar trabalho.
(Júllia, 8 anos)
– Pai, quer que eu te conte uma coisa?
– Quero.
– Mas vai arruinar a sua vida. Você quer que eu conte, mesmo assim?
– Quero.
– Papai Noel não existe!
(Bruno, 5 anos)
– Vó, o que é esse pretinho na comida?
– Tempero querida, chama-se orégano.
– Vó, o orégano do meu prato mexeu as asas.
(Isabela, 4 anos)
Estávamos vendo fotos antigas da família:
– Mãe, quem era aquela garota abraçada com o meu pai?!
– Eu, Juan.
– Não, mãe, eu estou falando da magra!
(Juan, 6 anos)
O Gustavo chegou triste da escola e nem quis almoçar. Perguntei o que havia acontecido e ele não quis falar.
O João, irmão mais velho, respondeu por ele:
– É que a Vitória não quis brincar com ele hoje, mãe. E o Gustavo não tira a Vitória da cabeça.
Ouvindo o João falar, o Gustavo replicou:
– Não, João! A Vitória não está na minha cabeça. Ela está no meu coração.
(Gustavo, 5 anos e João, 7)
– Yasmin e Giovanni, quando vocês acabarem de brincar com papel e tesoura, vão juntar esta bagunça e organizar tudo, ok?
Yasmin replica:
– Mamãe, eu estou cortando um elefante. Isto é uma tarefa extremamente difícil. Por isto eu não posso me estressar agora, ok?
(Yasmin, 5 anos)