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Últimos desejos

Estávamos na sala vendo TV, quando minha mãe falou algo sobre alguém morrer e uma das minhas filhas começou a chorar. Então perguntei:
– Por quê você está chorando?
– Eu não quero morrer. Se eu morrer, não como mais comida e eu quero comer muita comida antes de morrer, mamãe. Eu amo comer!

(Ananda, 6 anos)

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Peça pelo número

– Jú, o que é isso aí que você está comendo?
– Espetinho de gato. Você quer?
– Eu quero.
Então levei meu irmão para comprar o espetinho e o rapaz da barraquinha mostrou as opções:
– Tenho de kafta, linguiça, frango, carne…
Jorginho respondeu:
– Nããão! Quero um espetinho de gato mesmo. Igual o da minha irmã.

(Jorge, 5 anos)

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Na medida

Depois de ter deixado meu filho pela primeira vez com a vovó e o vovô por um final de semana, perguntei:
– Vini, quantos chocolates a vovó te deu?
Ele pensou e disse:
– Mais ou menos bastante, mãe.

(Vinícius, 4 anos)

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Se construir, eles virão

Um dia depois do bolinho de 5 anos do João Diogo, ele falou:
– Mamãe, eu já pensei na minha próxima festa de aniversário. Será no Mangueirão (maior estádio de futebol de nossa cidade) e a senhora vai ter que convidar bastante gente pra encher a arquibancada.
– João Diogo, tu tás pensando o quê?
– Grande!

(João Diogo, 5 anos)

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Cuidado

⁃ Sai, pernilongo!
A Nina estava espantando um pernilongo que rodeava a Cecília e deu um tapinha na perna dela para afastá-lo. Depois perguntou:
⁃ Matei o pernilongo?
⁃ Você matou a minha perna, Nina.

(Nina, 11 e Cecília, 3 anos)

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Futuro economista

O Lucas conseguiu tirar seu dente sozinho. Realizado, pediu para colocá-lo embaixo do travesseiro. No momento de reflexão surgiu uma dúvida e ele me perguntou:
– Mãe, a fada do dente existe mesmo?
– Sim. Se você quiser que ela exista.
Ele pensou mais um pouco e perguntou:
– Você é a fada do dente?
– E se eu for? Algum problema para você?
– Sim, mãe. Você deve estar gastando muito.

(Lucas, 8 anos)

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Comparações

A Tata estava fazendo as unhas da Isabelly e usou um palito para limpar debaixo das unhas. Quando estava quase acabando a Tata se distraiu e forçou um pouco mais o palito no dedo da Isabelly e ela reclamou:
– Ai! Cuidado, Tata.
– Desculpa! Machucou?
– Nossa, foi tipo um parto!

(Isabelly, 6 anos)

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Castigo

Revoltada porque um político estava mudando a sinalização e transformando as ruas do bairro em mão única, eu disse:
– Tá louco! Agora todo lugar que você vai virar o carro, a placa diz ok mas a pintura nova na rua diz que não pode. Ele está pintando tudo, um caminho simples vira um labirinto.
E meu sobrinho completa:
– Deviam fazer ele apagar essa pintura com uma borrachinha bem pequena.

(Vitor, 7 anos)

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Deduções

Estava com meu sobrinho em frente ao túmulo do meu pai. Como o cemitério é no interior, a identificação é feita em uma cruz de madeira, no qual vem o nome, data de nascimento e falecimento. Paulo Henrique perguntou:
– Tia, a letra “N” significa o quê?
– É a data de nascimento do seu avô.
– E o “F” é de “Foi”?

(Paulo Henrique, 11 anos)

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IML

Eu conversando com meu filho:
– Thiago, amanhã vamos ao médico fazer exame de sangue, tá?
– Mãe, você só me leva em médico que dá injeção, coisa que dói. Já ouviu falar no Instituto Médico Legal? Lá deve ser bem legal.

(Thiago, 7 anos)

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Incorrigível

Comprei uma camiseta nova para meu filho e quando chegamos em casa ele foi mostrar para o pai.
Assim que o pai olhou, me perguntou:
– Outra roupa nova para ele?
Meu filho imediatamente respondeu:
– É, mamãe, você não tem jeito!

(Rodrigo, 2 anos)

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A amiga

– Nossa, mãe, tô com dó da minha amiga Anny.
– O que aconteceu com ela, filha?
– Ela está doente. Estava toda tristinha ontem. Nem é mais aquela “vida loka” de sempre.

(Melissa, 8 anos)

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Perfil

Estávamos deitadas na cama, prontas para dormir, quando perguntei:
– Filha, você ama a mamãe?
– Mãe, claro que eu te amo!
– Então por que você não me obedece?
– Ah, mãe… Você sabe que eu não sou dessas.

(Júlia Rosa, 5 anos)

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Deslocado

Eu desloquei meu joelho e gritei muito de dor. Meu filho ficou desesperado e chorou demais. Depois, quando perguntei porque ele chorou tanto, ele me respondeu:
– É porque eu pensei que você ia partir dessa para uma pior.

(Gabriel, 5 anos)

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Quase

– Aí, quando a pessoa morre, tem que enterrar e colocar uma letra assim: “pam e pam”…
– Uma cruz?
– Isso, mãe! Coloca a “letra cruz” e escreve assim: “Me deixa em paz!”.
– Não seria “Descase em paz”?
– Isso mesmo, mãe! Eu tinha esquecido.

(Miguel Sebastian, 5 anos)

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– Nossa, mãe, acho tão lindo esse carro. Ele é tão pequenininho que chega a ser fofo.
– É verdade, né, filha? Ele é um Ká.
– Pois é, de tão pequeno não tem nem o “rro”.
– Oi?
– É mãe, não cabe o nome todo “carro” aí ficou só “Cá”.

(Melissa, 9 anos)

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Lógica

– Filha, olhe sua tarefa: ”Maria juntou suas coleções de lápis. Em uma coleção tem 36 lápis e na outra tem 48, mas no seu estojo só cabem 50. Como ela pode resolver esse problema?”
– Comprando outro estojo.

(Eloá, 8 anos)

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Bem comum

Estávamos conversando sobre a lei da perturbação do sossego, pois havia um carro, com música muito alta, próximo de casa e já era quase 23h. Então a Maria Giovanna perguntou:
– Por que, ao invés desta música, eles não colocam um toque de barulho de chuva?

(Maria Giovanna, 9 anos)

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Estágio

Minha mãe estava reclamando de dor nas costas, então a Ana Lívia disse:
– Deita aqui, tia. Deixa eu fazer uma massagem em você para passar a dor, já que eu vou ser veterinária mesmo.

(Ana Lívia, 5 anos)

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Se enxerga

Deitada na cama, estiquei o braço com o celular na mão, o máximo que pude e minha filha falou:
– Poxa, mãe, me coloca aí na selfie também.
– Que selfie, menina?! Tô tentando enxergar!

(Melissa, 9 anos)