Depois de doze horas de voo e mais quatro horas de trem, chegamos no hotel acabados e a Cecília soltou:
– Ninguém desiste da vida, hein?!
(Cecília, 3 anos)
Depois de doze horas de voo e mais quatro horas de trem, chegamos no hotel acabados e a Cecília soltou:
– Ninguém desiste da vida, hein?!
(Cecília, 3 anos)
⁃ Sai, pernilongo!
A Nina estava espantando um pernilongo que rodeava a Cecília e deu um tapinha na perna dela para afastá-lo. Depois perguntou:
⁃ Matei o pernilongo?
⁃ Você matou a minha perna, Nina.
(Nina, 11 e Cecília, 3 anos)
– Alice, você me ama?
– Amo só um pouquinho.
– Por que só um pouquinho?
– Porque se amar demais, derrama, né?
(Alice, 2 anos)
O Lucas conseguiu tirar seu dente sozinho. Realizado, pediu para colocá-lo embaixo do travesseiro. No momento de reflexão surgiu uma dúvida e ele me perguntou:
– Mãe, a fada do dente existe mesmo?
– Sim. Se você quiser que ela exista.
Ele pensou mais um pouco e perguntou:
– Você é a fada do dente?
– E se eu for? Algum problema para você?
– Sim, mãe. Você deve estar gastando muito.
(Lucas, 8 anos)
Cecília provando escondidinho de carne:
– Eu não gosto disso. Mas é uma delícia.
(Cecília, 3 anos)
– Mãe, Quinzinho miou quando estava dormindo.
– Ele deve ter tido um pesadelo, filha.
– Tá vendo o que acontece quando não reza antes de dormir?!
(Flávia, 5 anos)
A Tata estava fazendo as unhas da Isabelly e usou um palito para limpar debaixo das unhas. Quando estava quase acabando a Tata se distraiu e forçou um pouco mais o palito no dedo da Isabelly e ela reclamou:
– Ai! Cuidado, Tata.
– Desculpa! Machucou?
– Nossa, foi tipo um parto!
(Isabelly, 6 anos)
– As crianças sabem quando os adultos precisam de um abraço.
(Laura, 4 anos)
Revoltada porque um político estava mudando a sinalização e transformando as ruas do bairro em mão única, eu disse:
– Tá louco! Agora todo lugar que você vai virar o carro, a placa diz ok mas a pintura nova na rua diz que não pode. Ele está pintando tudo, um caminho simples vira um labirinto.
E meu sobrinho completa:
– Deviam fazer ele apagar essa pintura com uma borrachinha bem pequena.
(Vitor, 7 anos)
– Poxa, mãe, quer dizer que para emagrecer eu tenho que deixar de comer um monte de coisas que eu gosto? Isso não é justo!
(Sofia, 8 anos)
Estava com meu sobrinho em frente ao túmulo do meu pai. Como o cemitério é no interior, a identificação é feita em uma cruz de madeira, no qual vem o nome, data de nascimento e falecimento. Paulo Henrique perguntou:
– Tia, a letra “N” significa o quê?
– É a data de nascimento do seu avô.
– E o “F” é de “Foi”?
(Paulo Henrique, 11 anos)
– É muito ruim andar sem dinheiro.
– Então pula.
(Kimberly, 5 anos)
– Ana, se você sabe a senha do meu celular, sinta-se importante.
– Eu não vou me sentir importante. Eu tive que descobrir sozinha.
(Ana Pietra, 8 anos)
Assistindo ao jogo do Brasil na Copa, Isabela soltou um comentário sobre o jogador número 11 da Suiça, que levou um cartão amarelo:
– Ele é bonito por fora, mas por dentro é “derrubador”.
(Isabela, 8 anos)
Eu conversando com meu filho:
– Thiago, amanhã vamos ao médico fazer exame de sangue, tá?
– Mãe, você só me leva em médico que dá injeção, coisa que dói. Já ouviu falar no Instituto Médico Legal? Lá deve ser bem legal.
(Thiago, 7 anos)
Estava me despedindo da minha sobrinha, que iria viajar e ela fala:
– Tia Natália, você mora na minha cabeça e no meu coração.
(Maria Alice, 4 anos)
– Eu torço para qualquer time que faça gol.
(Alice, 8 anos)
– Filha quem é essa minhoca que você desenhou?
– Não é minhoca, é o Sorilóis.
– Ah, filha, esse é seu amigo imaginário?
– Não, mamãe, marido imaginário.
(Beatriz, 5 anos)
– Qual princesa você é? Cinderela, Branca de Neve ou Bela Adormecida?
– Eu sou a princesa do papai.
(Cecília, 3 anos)
Voltando da escolinha, a Lia disse:
– Mamãe, tá rolando uma festinha na Rússia, vamos?
(Lia, 4 anos)
Falei para minha filha que iria tirar a OAB. Expliquei que era uma prova bem difícil, igual as lições da escolinha dela, e ela respondeu:
– Então faz um desenho bem bonito, papai.
(Manuela, 4 anos)
– Eu não quero ir para a escola.
– Para você ser médico, tem que ir para a escola.
– Médico cuida das pessoas, não fica pintando, não.
(Arthur, 3 anos)
– Nossa, madrinha, tá muito boa sua comida. O que você colocou?
– Coloquei amor, Sophia.
– Amor é salgado, madrinha?
(Sophia, 7 anos)
Comprei uma camiseta nova para meu filho e quando chegamos em casa ele foi mostrar para o pai.
Assim que o pai olhou, me perguntou:
– Outra roupa nova para ele?
Meu filho imediatamente respondeu:
– É, mamãe, você não tem jeito!
(Rodrigo, 2 anos)
– Eu não gosto da forma que você me trata.
– E como é que eu te trato?
– Como uma criança.
– E como você quer ser tratado?
– Como um super-herói.
(Gabriel, 6 anos)
– Mamãe, o que é uma olaria?
– É o lugar onde se fazem objetos de cerâmica, filha.
– Ah, achei que era um lugar para as pessoas ficarem falando “olá, olá, olá…”
(Caroline, 7 anos)
– Nossa, mãe, tô com dó da minha amiga Anny.
– O que aconteceu com ela, filha?
– Ela está doente. Estava toda tristinha ontem. Nem é mais aquela “vida loka” de sempre.
(Melissa, 8 anos)
Estávamos deitadas na cama, prontas para dormir, quando perguntei:
– Filha, você ama a mamãe?
– Mãe, claro que eu te amo!
– Então por que você não me obedece?
– Ah, mãe… Você sabe que eu não sou dessas.
(Júlia Rosa, 5 anos)
– Mamãe, eu sou menino, né?
– Sim, filho, você é um menininho.
– Sabe porquê eu sou menino?
– Por quê?
– Porque meninas falam muito.
(Arthur, 3 anos)
– Mãe, você está saindo com o meu pai porque hoje é o dia dos namorados, né?
– Sim.
– Só a tia Carol que não tem namorado, né? Para ela tem que ser de Deus.
(Raquel, 6 anos)
– Mamãe, que cor posso pintar a Mônica?
– Pinta com a cor de pele.
Ela pega o lápis marrom, amarelo, branco e pergunta:
– Qual desses cor de pele?
(Marina, 3 anos)
Eu desloquei meu joelho e gritei muito de dor. Meu filho ficou desesperado e chorou demais. Depois, quando perguntei porque ele chorou tanto, ele me respondeu:
– É porque eu pensei que você ia partir dessa para uma pior.
(Gabriel, 5 anos)
– Ô mãe, quando o pintinho está dentro do ovo, é esse o período da ovulação?
(Nina, 11 anos)
– Aí, quando a pessoa morre, tem que enterrar e colocar uma letra assim: “pam e pam”…
– Uma cruz?
– Isso, mãe! Coloca a “letra cruz” e escreve assim: “Me deixa em paz!”.
– Não seria “Descase em paz”?
– Isso mesmo, mãe! Eu tinha esquecido.
(Miguel Sebastian, 5 anos)
– Qual o seu nome?
– Isabela.
– E como você gosta de ser chamada?
– De linda.
(Isabela, 6 anos)
– Nossa, mãe, acho tão lindo esse carro. Ele é tão pequenininho que chega a ser fofo.
– É verdade, né, filha? Ele é um Ká.
– Pois é, de tão pequeno não tem nem o “rro”.
– Oi?
– É mãe, não cabe o nome todo “carro” aí ficou só “Cá”.
(Melissa, 9 anos)
– Filha, olhe sua tarefa: ”Maria juntou suas coleções de lápis. Em uma coleção tem 36 lápis e na outra tem 48, mas no seu estojo só cabem 50. Como ela pode resolver esse problema?”
– Comprando outro estojo.
(Eloá, 8 anos)
Estávamos conversando sobre a lei da perturbação do sossego, pois havia um carro, com música muito alta, próximo de casa e já era quase 23h. Então a Maria Giovanna perguntou:
– Por que, ao invés desta música, eles não colocam um toque de barulho de chuva?
(Maria Giovanna, 9 anos)
Minha mãe estava reclamando de dor nas costas, então a Ana Lívia disse:
– Deita aqui, tia. Deixa eu fazer uma massagem em você para passar a dor, já que eu vou ser veterinária mesmo.
(Ana Lívia, 5 anos)
Deitada na cama, estiquei o braço com o celular na mão, o máximo que pude e minha filha falou:
– Poxa, mãe, me coloca aí na selfie também.
– Que selfie, menina?! Tô tentando enxergar!
(Melissa, 9 anos)
Na sala com meu filho recém nascido no colo e a mais velha ao meu lado no sofá.
– Mamãe, brinca comigo no meu quarto?
– Brinco. Só vou colocar o Théo no carrinho.
– O Théo? Trivago!
(Clara, 2 anos)
Minha prima estava andando de bicicleta na fazenda e passou em cima de uma cobra. Veio correndo contar para os adultos e eles foram até o local matá-la. Quando voltaram, questionaram porque ela tinha descrito a cobra menor do que realmente era. E ela respondeu:
-Eu não vi direito. Meu olho estava enchendo de lágrima…
(Amanda, 6 anos)
– Mãe, do que o Renato Russo morreu?
– Morreu de aids, meu amor. Você sabe o que é?
– Sim, Aids Aegypti, aquele do mosquito.
(Melissa, 10 anos)
Pedro estava chorando porque não queria ir para a casa do pai. A tia viu ele chorando e falou:
– Pedro, você é um falso sabia? Quando não é dia de ir para a casa do seu pai, chora porque quer ir. Quando é dia de ir, chora porque não quer.
– Tia Marina, eu não sou falso! E sabe por quê? Porque eu nem sei o que é isso.
(Pedro, 5 anos)
– Filha, você não pode ser assim.
– Ué, mãe, você vive me falando que temos que aceitar as pessoas como elas são. Me aceite assim.
(Larissa, 7 anos)
Após escovar os dentes, meu filho me disse:
– Mamãe, agora eu quero passar o enxaguante do caos.
(Miguel, 5 anos)
– Mamãe, quero batata frita.
– Aqui não vende batata, Miguel.
– Então vamos vender aqui.
(Miguel, 4 anos)
Meus filhos estavam discutindo quando a Maria Rita falou:
– Você é um diabético!
O Gabriel, indignado, veio reclamar comigo e perguntei:
– Gabriel, você sabe o que quer dizer a palavra diabético?
– Só pode ser alguma coisa de diabo, né? Diabético!
(Gabriel, 10 anos e Maria Rita, 7)
Estava no meu quarto lendo um livro enquanto meu irmão assistia o casamento real britânico na sala. Extasiado, resolveu me chamar:
– Pamelaaaaa! Vem ver o casamento do Harry Potter, tá passando!
(Juan, 7 anos)
– Mamãe, posso comer dois chicletes?
– Não. Eu já deixei você comer um saco de salgadinho. É muita porcaria para um dia só.
– Mas, mamãe, dois é pouco.
– Não, Malu. Dois não é pouco.
– É pouco, sim. E se eu tirasse dois na prova?
(Malu, 6 anos)