– Tô com a barriga cheia… de fome!
(Aurora, 3 anos)
– Tô com a barriga cheia… de fome!
(Aurora, 3 anos)
Em sala de aula me aproximo de uma mesa que estão 3 meninos, quando escuto o Gustavo dizendo:
– Quando eu ganhar muito dinheiro, vou comprar uma mansão.
– No que você vai trabalhar?
– De manhã eu vou ser cientista, a tarde cantor e a noite vou ser entregador de pizza!
(Gustavo, 6 anos)
– Amanhã vou para a escola sozinha.
– Cecília, nenhuma criança vai para a escola sozinha.
– O Kenzo vai.
– Com certeza o Kenzo vai para a escola com o pai dele.
– Só se o pai dele for transparente.
(Cecília, 3 anos)
Comprei um presente para minha filha dar no aniversário de uma amiguinha e quando ela chegou eu perguntei:
– E aí, Malu? Ela gostou do presente?
– Acho que gostou. Mas falei que dá próxima vez eu dava uma coisa melhor.
– Como assim, filha?! Você mesma adorou o presente.
– Ah! Eu tinha que falar alguma coisa e falei isso.
(Malu, 6 anos)
Estávamos no supermercado fazendo compras, quando a Evelyn apontou para os pacotes de camisinha e perguntou bem alto:
– O que é isso?!
Na hora da surpresa, ficamos sem saber o que fazer e acabei dizendo:
– Não sei, filha.
E ela, com a maior confiança, devolveu:
– Sabe, sim, você compra sempre.
(Evelyn, 4 anos)
– Filha, não fique perto porque a panela está espirrando.
– A panela está doente, mamãe?
(Maria Beatriz, 4 anos)
Meu filho começou a gritar de medo porque tinha uma barata perto dele. Então, tentando ensiná-lo a superar seus medos, falei:
– Olha o seu tamanho e o tamanho da barata! Quem é maior?
– Eu.
– Quem é mais forte?
Ele já se encorajando, respondeu:
– Eu!
– Então agora mata ela.
E ele foi todo confiante quando, de repente, a barata saiu voando e ele voltou gritando:
– Manhêêê… Eu sou maior e mais forte, mas ela voa.
(Rafael, 7 anos)
Meu filho estava jogando video game, então pedi para que me ajudasse e ele respondeu:
– Agora não posso, mãe.
– Como assim, não pode?! Vem aqui agora!
– Estou ajudando o Batman a pegar o bandido! Ele precisa mais de mim do que você, mãe! Por favor, entenda!
(Rafael, 8 anos)
– Mamãe, bolinho de arroz é feito de arroz e bolinho de chuva é feito de chuva, né?
(Laura, 4 anos)
– Mãe, não vai trabalhar. Fica comigo, eu tô de férias.
– Segunda é feriado, a mamãe vai ficar em casa com você.
– Feriado do quê?
– Revolução Constitucionalista.
– O que isso?
– Feriado dos soldados que morreram, Isa.
– Mas se os soldados que morreram, por que você que fica em casa?
(Isa, 4 anos)
Estávamos no parque e eu pedi para minha filha tirar um foto minha. Quando ela me devolveu o celular fui olhar a foto e disse:
– Nossa, essa foto ficou estranha.
– É você, mãe. Você é estranha!
(Esther, 08 anos)
Depois da Alice puxar e balançar a persiana, minha mãe falou:
– Alice, não faça isso! Vai estragar a persiana!
– Você colocou nome na cortina?
(Alice, 5 anos)
Estávamos na cozinha quando minha priminha perguntou ao pai dela:
– Papai, o que é virgem?
Meu tio com muita paciência e cheio de dedos, elaborou uma explicação até que bonitinha.
Ao final da explicação, minha priminha lançou sua segunda pergunta:
– Papai, e o que é o “extra virgem” nesse vidro?
(Elena, 7 anos)
Minha mãe saiu e a Manú foi logo atrás. Quando voltaram, alguém perguntou:
– Aonde você foi, Manú?
– Atrás da mãe.
– E a mãe, aonde foi?
– Na frente, né?!
(Manuelle, 6 anos)
Lis abre a porta do meu quarto, pela manhã, indignada:
– Vóóó, olha só, eu estava lá, dormindo sem fazer um barulhinho e minha mãe está lá, roncando igual a uma porca.
– Lis, o que é isso? Você não pode falar assim da sua mãe. Tem que ter respeito!
– Tá bom, vó. Desculpa. Minha mãe está roncando igual a uma Peppa Pig.
(Lis, 5 anos)
Eu estava tirando umas roupas molhadas da máquina para estender. A Malú correu para pegar um short e viu uma nota de dois reais, dentro do bolso, toda molhada. Foi para o quarto e voltou alguns minutos depois, chorando:
– Tia, a Ana disse que eu vou ser presa por lavagem de dinheiro.
(Malú, 8 anos e Ana, 13)
– Pai, o que é velório?
– É um momento onde as pessoas se despedem de quem morreu.
– Se a pessoa já está morta como é que alguém vai se despedir?!
(Thiago, 5 anos)
– Lô, quer uma barrinha de cereal com chocolate?
– Jady, dessa eu não gosto. Tem barra de chocolate sem cereal?
(Lorena, 4 anos)
Minha filha me viu fazendo xixi. Colocou a mão na cintura e falou:
– Pai, por quê você tem rabinho?
(Bianca, 4 anos)
– Uma vez encontrei o gato enrolado no lençol, dentro da gaveta e…
A Soraia interrompeu:
– Papai, você não tem provas pra dizer que fui eu!
(Soraia, 4 anos)
Eu cuido de uma menina e estávamos brincando, só que parei um pouco para mexer no celular. Ela me olhou e disse:
– Quando eu crescer vou perder uma mão.
– Ai, que horror, guria. Não fale bobagem.
Ela seguiu repetindo a frase: “quando eu crescer vou perder uma mão!”
Até que perguntei:
– Por que você está falando isso?
– Porque eu também vou ter um celular.
(Maria Laura, 8 anos)
– Sabe como se diz comida em inglês?
Com jeito sério, respondeu:
– Rango!
(Luíza, 5 anos)
Minha priminha estava me mostrando os dois gatinhos idênticos que ganhou.
– Fatinha, qual nome você vai dar a eles?
– Fumaça.
– E o outro?
– Fumaça também.
– Mas os dois vão se chamar Fumaça?
– É que aí eu não confundo eles.
(Maria de Fátima, 3 anos)
Eu sou de São Paulo e fui conhecer a familia do meu namorado que é de Minas Gerais. Lá a Sofia me questionou:
– Por que você fala assim?
Eu já sabia que estava se referindo ao meu sotaque, mas perguntei:
– Assim como, Soso?
– Assim, desse jeito estranho… Fica falando meu, mas não é seu.
(Sophia, 4 anos)
Pegamos um ônibus às 17h para chegar até o icebode. No retorno, às 21h, coincidentemente, pegamos o mesmo ônibus com o mesmo motorista e cobrador. Meu filho ao passar a roleta, olhou para o cobrador e disse:
– Tio, o senhor tá passeando de ônibus, né? Tá sentado aí desde cedo.
(Pedro, 5 anos)
– Mamãe, a fada do dente deixou R$1,00 embaixo do travesseiro. Ela não gosta de mim, não.
– Por que, filha?
– Ela podia ter deixado R$10,00.
(Malu, 6 anos)
– João, se você não guardar esses seus brinquedos vou jogar tudo no lixo!
– E essas vasilhas que estão na pia, mãe? A senhora vai jogar no lixo também?
(João, 6 anos)
– Mãe, que hora é essa?
– Cinco e cinco.
– Então é dez?
(Adryan, 6 anos)
Trabalho em um colégio com crianças de 5 anos. Um dia, Cauê estava conversando sobre adolescentes e eu perguntei:
– Cauê você sabe o que é adolescente?
– Sei, sim. É uma criança grande cheia de espinhas na cara.
(Cauê, 5 anos)
Estávamos assistindo a Copa, era Suecia e Suíça e estava 1 x 0 para a Suécia quando a Marina disse:
– Nossa, que legal. Os Minions estão ganhando.
(Marina, 4 anos)
– Mamãe, é verdade que antes de nascer eu estava na sua barriga?
– É, sim.
– E como foi que você me engoliu?
(Helena, 3 anos)
Meu aluno me perguntou:
– Jaque, o que é crença?
– Crença está relacionado com aquilo que você acredita. Por exemplo, alguns frequentam igrejas, outros, templos de meditação…
– Ahhh entendi. Eu acredito no meu time de futebol e frequento o estádio.
(João, 7 anos)
Lorena tinha um amigo imaginário chamado Tiago e não parava de falar com ele. Meu marido perguntou pra ela:
– Lô, não conhecemos o Tiago. Afinal de contas, ele é gordo, magro, ou o quê?
– Ele é feliz, papai!
(Lorena, 2 anos)
– Miguel, você sabe escrever seu nome?
– Sei.
– E o nome da sua mãe?
– Ela sabe!
(Miguel, 6 anos)
Sophia, assistindo TV, perguntou:
– Mamãe, o que é transar?
– É TRANÇAR o cabelo, filha – gritou o pai lá do quarto.
(Sophia, 7 anos)
– Mamãe, o que é esse remédio que você tomou?
– Anticoncepcional. Remédio para não ter mais filho.
– Mamãe, eu não quero morrer!
(Matheus, 6 anos)
Após organizar a casa, fui dar banho na Luiza e ela me disse:
– Eu queria ter duas mamães.
– Como assim, minha filha? Quem seria a outra mamãe?
– Seria “gêmeas” de ti.
– E o que a outra mamãe faria?
– Tu me dava banho e ela lavava a louça.
(Luiza Vitória, 4 anos)
Depois de ouvir minha filha falar por mais de meia hora direto, eu falei:
– Filha, você não para de falar, não? Shut up! Sabe o que é isso?
– Sei, sim. Remédio pra tosse.
(Lara, 6 anos)
– Joana, se você não guardar esses brinquedos eu vou jogar tudo fora.
– Mãe, eu só brinco com eles, você que comprou. Então, se quiser, pode jogar fora. Eu não mando em nada, só mando na minha vida…
Depois de ter disfarçado para rir, eu respondi:
– Nem na sua vida você manda. Sou eu que mando.
– Você comprou a minha vida também?
(Joana, 5 anos)
Tinha um cartaz na escolinha escrito “Temos bife de fígado. Faça seu pedido.”
Ruth pegou um bife e fez um pedido, como quem faz um pedido para a estrela cadente:
– Quero entrar na escolinha de futebol.
(Ruth, 7 anos)
Estávamos na sala vendo TV, quando minha mãe falou algo sobre alguém morrer e uma das minhas filhas começou a chorar. Então perguntei:
– Por quê você está chorando?
– Eu não quero morrer. Se eu morrer, não como mais comida e eu quero comer muita comida antes de morrer, mamãe. Eu amo comer!
(Ananda, 6 anos)
– Jú, o que é isso aí que você está comendo?
– Espetinho de gato. Você quer?
– Eu quero.
Então levei meu irmão para comprar o espetinho e o rapaz da barraquinha mostrou as opções:
– Tenho de kafta, linguiça, frango, carne…
Jorginho respondeu:
– Nããão! Quero um espetinho de gato mesmo. Igual o da minha irmã.
(Jorge, 5 anos)
Depois de ter deixado meu filho pela primeira vez com a vovó e o vovô por um final de semana, perguntei:
– Vini, quantos chocolates a vovó te deu?
Ele pensou e disse:
– Mais ou menos bastante, mãe.
(Vinícius, 4 anos)
Yasmin vendo a gente aflito, assistindo a Copa, falou:
– Eu tô achando que o problema é a bola.
(Yasmin, 4 anos)
Meu irmão brincava com minha filha de mágica. Tirava moeda da orelha dela e ela guardava no cofrinho. Depois de algumas moedas, ela falou:
– Agora dinheiro de papel, tio.
(Gabrielly, 6 anos)
Um dia depois do bolinho de 5 anos do João Diogo, ele falou:
– Mamãe, eu já pensei na minha próxima festa de aniversário. Será no Mangueirão (maior estádio de futebol de nossa cidade) e a senhora vai ter que convidar bastante gente pra encher a arquibancada.
– João Diogo, tu tás pensando o quê?
– Grande!
(João Diogo, 5 anos)
– Gabriel, o que é felicidade para você?
– É cosquinha na barriga.
(Gabriel, 7 anos)
– Mamãe, por que as pessoas dizem que uma comida podre venceu? A comida venceu algum campeonato ou batalha?
(Maria, 7 anos)
– Lukas, você é católico ou evangélico?
– Católico, lógico.
– Por quê?
– Porque tem bingo!
(Lukas, 9 anos)
– Nana, você já está vivendo seu futuro?
(Isabella, 6 anos)