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Diagnóstico

Minha filha brincando que era pediatra:
– Mãe, a sua filha está com uma doença chamada lactose.
Daí ela mesma fala com outra voz:
– O que é lactose, doutora?
– É uma doença que não acaba nunca… Só nas sextas-feiras, que é depois de amanhã.

(Daniela, 5 anos)

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Pressa

Estava jantando com minha filha por perto quando fui cortar um pedaço de mandioca e ele voou do meu prato. Rapidamente peguei do chão da cozinha e comi. Mais que depressa ela falou:
– Êêêê mãe, benza Deus, hein?! Por que você não deu uma sopradinha antes?

(Manuela, 5 anos)

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Objetivo

Coloquei meu filho para dormir e na oração ele falou:
– Que Deus me dê uma namorada bem linda quando eu crescer.
– Nossa, filho.
– Ué, você também não tem namorado?!
– Verdade… quando você crescer, né?!
E ele completou:
– E que seja a Helô.

(Bruno, 5 anos)

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Evolução

– Mãe, como era na sua época, quando vocês usavam telefone sem fio?
– Ah, usava normal, como se fosse um celular, só que com antena.
– E como vocês conseguiam carregar na eletricidade com o barbante e a latinha?

(Marcos, 9 anos)

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Serviço completo

Na preparação para festa junina:
– Filho, por que você não quer usar costeleta, barbicha e bigode na festa?
– Ahhh não mamãe, é muito feio e eu não gosto.
– Mas todo mundo vai usar.
– É, mas eu não sou todo mundo, lembra?

(Higor, 7 anos)

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Deu ruim

Moramos em NY há mais de 5 anos e nossa filha mais velha tem uma amiga chamada Ish. Elisa, nossa mais nova, a abordou um dia e comentou: – Ish, você sabia que seu nome em português quer dizer “oh God!”? (Elisa, 7 anos)

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Pode ser

Cheguei em casa com uma maçã do amor na mão e João perguntou:
– Mãe, o que é isso?
– Maçã do amor.
Ele ficou pensativo por um instante e soltou:
– Quem comer vai ficar apaixonado?

(João, 5 anos)

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Objetiva

– Estava pensando aqui e cheguei a conclusão que gostar de alguém é igual gostar de coxinha, né Sophya?
 – Uhum.
 – Você gosta de mim, Sophya?
 – Eu gosto de você e de coxinha.

(Sophya, 3 anos)

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P/B

Estava numa ultrassonografia do meu bebê e minha filha Giovanna estava comigo. Ela estava quietinha e de repente perguntou:
– Mamãe, meu irmãozinho vai nascer colorido né?

(Giovanna, 4 anos)

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Golpe

Enquanto convencíamos nosso sobrinho a comer uma alface, ele parou com um pedaço na boca, em pose de golpe e meu marido perguntou:
– É karate kid, Pedro?
– Não, tio. É kung fu italiano.

(Pedro, 6 anos)

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Meta

Passando pela Marquês de Sapucaí, mostrei:
– Maria, aqui que tem o carnaval, onde desfilam as escolas de samba.
– Quando eu crescer eu quero estudar aqui.
– Onde, filha?
– Na escola de samba.

(Maria, 4 anos)

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Saudade

As férias acabaram e com ela a vovó voltou para a sua cidade no interior de São Paulo. Na hora de dormir, a saudade apertou e escutamos:
– A vovó não está mais aqui, mas eu tô sentindo o cheirinho dela e é muito bom. Eu queria ela aqui para sempre, mamãe.

(Cecília, 2 anos)

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Descompressão

Eu estava no sofá com meus primos, Rafael e João. Eu e o João conversávamos, enquanto o Rafael jogava no tablet. Até que o Rafael soltou um pum. Eu e o João rimos, mas continuamos conversando. De repente, ele soltou o segundo pum. Nós olhamos para ele e falamos em coro:
– Fael!!!
Ele, sem tirar os olhos do jogo, falou na maior tranquilidade:
– Ah, foi mal, gente. Dia difícil.

(Rafael, 7 anos)

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Truco

Após o banho, estava enxugando minha filha e falei:
– Laura, agora você enxuga suas pernas.
– Ah, mãe, enxuga você.
– De quem são as pernas?
– E de quem é a mãe?

(Laura, 4 anos)

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Máquina do tempo

Estávamos viajando de São Paulo para Itapeva e ouvi a conversa dos meus filhos no banco de trás:
– Lucas, vamos dormir. Assim a viagem passa mais rápido.
– Eu não quero dormir, Luana.
– Então eu vou dormir e chegar antes de você.

(Luana, 6 e Lucas, 2 anos)

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Desfecho

Na padaria, minha irmã pediu um chocolate para a minha mãe e depois de uns minutos falou:
– Mamãe, eu não gosto desse.
– Então devolve para a mamãe.
– Mas eu já comi tudo.

(Laura, 3 anos)

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Morte morrida

Minha tia e eu estávamos conversando sobre cremação quando a Nathalie ouviu e perguntou:
– O que é ser cremada?
Minha tia respondeu que é quando a pessoa morre e tem seu corpo queimado e reduzido a cinzas. Ela fez uma cara de “não faz sentido” e perguntou:
– Aí morre mais ainda?!

(Nathalie, 9 anos)

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Gosto mais do que brigadeiro

Maria Antonia chega do nada e diz:
– Profe quero beijinho.
Respondi prontamente:
 – Então vem aqui que a profe te dá um monte.
Ela veio toda feliz e eu a enchi de beijos. Quando a soltei, notei certa decepção.
– Prof, era o beijinho do brigadeiro que eu queria.

(Maria Antonia, 5 anos)