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Tableft!

As crianças na escola em que trabalho levam o tablet para brincar depois do almoço. Eu peguei um emprestado e estava bem concentrada jogando, quando falei:
– Esse jogo é tão legal! Vou pedir um tablet desse pro Papai Noel.
De repente a Maria me olha e diz:
– Profe, tens um celular quebrado que nem pagasse ainda. Como queres um tablet?

(Maria)

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Micro-reza

– Mamãe, conta uma história pra eu dormir?
– Conto, qual delas você quer?
– Antes vamos rezar, tá, mamãe?
– Vamos. Pai Nosso que estais no céu.
– Pai nosso quitá no céu.
– Santificado seja o vosso nome.
– Santitado sosso mone.
– Venha a nós o vosso reino.
– Vassueino.
– Mamãe…
– Oi, filha.
– Vamos rezar a ôta poque essa tá muito compicada?

(Luísa, 5 anos)

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O milagre da multiplicação de… açúcar

Há uma tradição religiosa de que o “Pão do Divino” – que se ganha na Festa do Divino – deve ser guardado com os mantimentos, para nunca faltar comida em casa. O Mateus, nosso vizinho, estava na cozinha com o Eduardo e viu o pão guardado no açúcar. Ele então perguntou o que era aquilo. E o Dudu respondeu:

– Isso é para nunca faltar comida aqui. Se acabar o açúcar, eles comem o pãozinho.
(Dudu)
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Natação

A mãe grávida. O Gustavo curioso:
– Mãe, o que meu irmãozinho está fazendo agora?
– Não sei, acho que ele está nadando.
– O quê? Que folgado! Eu aqui correndo para ir ao colégio e ele aí no paraiso!

(Gustavo 8 anos)

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UFC é para os fracos

Mais uma na sala de aula:
– E aí, gente, o que vocês vão querer ser quando crescer?
– Eu quero ser estilista!
– Eu vou ser bombeiro.
E as respostas seguiram até que a professora perguntou para o último:
– E você, Renan, o que vai ser quando crescer?
– Eu vou ser ninja!

(Renan, 7 anos)

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Discretamente

Aula de educação sexual para pré-adolescentes, a professora não se deu conta da presença de alguns “não tão adolescentes na classe.
– Muito bem, turma. Se algum de vocês tiver alguma dúvida sobre sexo mas ficar com vergonha de perguntar, pode escrever um bilhete e eu respondo, está bem?
Discretamente, a Melissa levanta a mão e sussurra:
– Tia, o que é que é sexo?

(Melissa, 8 anos)

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Cada festa que passa, ele fica mais velho

Meu sobrinho fez 5 anos e organizamos uma festinha para ele na escolinha, depois fizemos em casa e o pai dele fez na casa dele tambem. Quando voltou da última festinha, cansado e quieto, ele se jogou no sofá. A avó então perguntou:
– Oi lindo, como foi lá?
– Legal.
– Que bom! Aproveitou bastante?
– Sim.
– Está cansado?
– Estou. Só hoje eu fiz 3 aniversários! Já tô com 7 anos e ontem eu tinha 4.

(Juliano, 5 anos)

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Identidade secreta

O Rafa vestido de Batman, começou a refletir na sua missão:
– Daise, você já viu um vampiro?
– Já.
– E como ele não te atacou?
– Porque eu disse pra ele que eu tenho em casa um super-herói.
– E se ele me atacar?
– Eu não vou deixar. Nem tu vais deixar, pois és um super-herói.
– Mas eu tenho medo. Eu sou só uma criança com fantasia.
(Rafael, 4 anos)
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No princípio…

– Mãe, quem criou as árvores?
– Foi Deus, Pedro.
– E as casas?
– Quem criou a casa foi o homem. Mas quem deu sabedoria para o homem cria-la foi Deus também.
– Hum… e o cachorro?
– O cachorro também foi Deus quem fez. Tudo o que é da natureza foi obra do Senhor.
– Até os pernilongos? Mas por quê!?

(Pedro, 5 anos)

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Olha o passarinho!

A Nicolle estava brincando em uma casinha de piscina de bolinhas, enquanto o meu cunhado tirava várias fotografias das crianças. Então ele a chamou e disse:
– Ni, olha o para cá. Isso! Fica assim. Olha o passarinho!
Depois que disparou o flash, ela meio sem entender, perguntou:
– Cadê o passarinho?

(Nicolle, 2 anos)

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Um presente para o Papai Noel

O Papai Noel foi nos visitar na sala de aula. Papo vai, papo vem, o bom velhinho ressalta que aceita doações de mamadeiras e chupetas que as crianças, por um super engano (já que, teoricamente, deram tudo ao Coelhinho da Páscoa), ainda tenham em casa. Conclui:
– Quem tiver chupeta, pode trazer aqui para a escola que as professoras me mandam.
O Pietro me olha preocupado e diz, sussurrando:
– Tia, eu tenho, mas é que eu ainda tô chupando.

(Pietro, 3 anos)

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Espírito natalino

Era época de Natal e minha prima Maria Clara estava comigo no quarto, quando eu perguntei:
– Maria, onde está o seu espírito natalino?
Ela pensou bem e pra não dar o braço a torcer, respondeu:
– Não sei, deve estar na minha mochila.

(Maria Clara, 3 anos)

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Poliglota

– Mamãe, eu já sei falar mãe e pai em inglês.
– Puxa, minha linda, que legal! Como é?
– Mãe, é “móder” (mother) e pai é “fáder” (father).
– Caramba, que inteligente. E vovó, você sabe?
– É “vórer”.

(Giovanna, 7 anos)

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Dunga, Zangado ou Soneca?

-Mãe, vou pentear seu cabelo!
Depois de estar toda descabelada, eu disse:
-Deixa eu ver no espelho… Tô bonita? Tô parecendo com quem?
-Tá linda, tá parecendo a Branca de Neve!
-Owmm… Obrigada! E o pai, tá parecendo com quem?
-Ele tá lindo. Tá parecendo com os sete anões!

(Joaquim, 4 anos)

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A troca

O Victor estava com a mãe e a irmãzinha, quando a mãe lhe pediu um favor:
-Victor, espera um pouco que vou trocar a sua irmã.
E ele suplica:
-Troca não mãe, eu gosto muito dela.

(Victor, 5 anos)

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O primeiro pedaço

Aniversário da Nicolly, hora de cortar o bolo:
– Filha, de quem vai ser o primeiro pedaço?
– Meu.
Insisti para ela oferecer o primeiro pedaço, mas ela estava irrevogável:
– É meu.
Então expliquei que o bolo todo era dela, mas que ela tinha que dar o primeiro pedaço para alguém. E tentei uma alternativa:
– De quem é que você gosta mais?
Ela, sem exitar, respondeu:
– Do bolo!

(Nicolly, 3 anos)

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B1 e B2

A mãe tinha um filho de 5 anos e filhos gêmeos de 8 meses. Ela costumava vesti-los com cores diferentes e os deixava um de frente para o outro no berço, com brinquedinhos no meio para se entreterem. Certa vez, ela foi ao banheiro e pediu ao mais velho que olhasse os irmãos. Quando saiu, um dos gêmeos, sem muita firmeza, perdeu o equilíbrio e caiu com a cabeça entre as pernas do outro, que então começou a bater no irmão. O garoto mais velho correu em pânico para avisar a mãe:
– Mãe, vem ligeiro porque o azul tá batendo no vermelho!

Enviado pela Michelle Freire