Meu irmão brincava com minha filha de mágica. Tirava moeda da orelha dela e ela guardava no cofrinho. Depois de algumas moedas, ela falou:
– Agora dinheiro de papel, tio.
(Gabrielly, 6 anos)
Meu irmão brincava com minha filha de mágica. Tirava moeda da orelha dela e ela guardava no cofrinho. Depois de algumas moedas, ela falou:
– Agora dinheiro de papel, tio.
(Gabrielly, 6 anos)
Um dia depois do bolinho de 5 anos do João Diogo, ele falou:
– Mamãe, eu já pensei na minha próxima festa de aniversário. Será no Mangueirão (maior estádio de futebol de nossa cidade) e a senhora vai ter que convidar bastante gente pra encher a arquibancada.
– João Diogo, tu tás pensando o quê?
– Grande!
(João Diogo, 5 anos)
– Gabriel, o que é felicidade para você?
– É cosquinha na barriga.
(Gabriel, 7 anos)
– Mamãe, por que as pessoas dizem que uma comida podre venceu? A comida venceu algum campeonato ou batalha?
(Maria, 7 anos)
– Lukas, você é católico ou evangélico?
– Católico, lógico.
– Por quê?
– Porque tem bingo!
(Lukas, 9 anos)
– Nana, você já está vivendo seu futuro?
(Isabella, 6 anos)
Depois de doze horas de voo e mais quatro horas de trem, chegamos no hotel acabados e a Cecília soltou:
– Ninguém desiste da vida, hein?!
(Cecília, 3 anos)
⁃ Sai, pernilongo!
A Nina estava espantando um pernilongo que rodeava a Cecília e deu um tapinha na perna dela para afastá-lo. Depois perguntou:
⁃ Matei o pernilongo?
⁃ Você matou a minha perna, Nina.
(Nina, 11 e Cecília, 3 anos)
– Alice, você me ama?
– Amo só um pouquinho.
– Por que só um pouquinho?
– Porque se amar demais, derrama, né?
(Alice, 2 anos)
O Lucas conseguiu tirar seu dente sozinho. Realizado, pediu para colocá-lo embaixo do travesseiro. No momento de reflexão surgiu uma dúvida e ele me perguntou:
– Mãe, a fada do dente existe mesmo?
– Sim. Se você quiser que ela exista.
Ele pensou mais um pouco e perguntou:
– Você é a fada do dente?
– E se eu for? Algum problema para você?
– Sim, mãe. Você deve estar gastando muito.
(Lucas, 8 anos)
Cecília provando escondidinho de carne:
– Eu não gosto disso. Mas é uma delícia.
(Cecília, 3 anos)
– Mãe, Quinzinho miou quando estava dormindo.
– Ele deve ter tido um pesadelo, filha.
– Tá vendo o que acontece quando não reza antes de dormir?!
(Flávia, 5 anos)
A Tata estava fazendo as unhas da Isabelly e usou um palito para limpar debaixo das unhas. Quando estava quase acabando a Tata se distraiu e forçou um pouco mais o palito no dedo da Isabelly e ela reclamou:
– Ai! Cuidado, Tata.
– Desculpa! Machucou?
– Nossa, foi tipo um parto!
(Isabelly, 6 anos)
– As crianças sabem quando os adultos precisam de um abraço.
(Laura, 4 anos)
Revoltada porque um político estava mudando a sinalização e transformando as ruas do bairro em mão única, eu disse:
– Tá louco! Agora todo lugar que você vai virar o carro, a placa diz ok mas a pintura nova na rua diz que não pode. Ele está pintando tudo, um caminho simples vira um labirinto.
E meu sobrinho completa:
– Deviam fazer ele apagar essa pintura com uma borrachinha bem pequena.
(Vitor, 7 anos)
– Poxa, mãe, quer dizer que para emagrecer eu tenho que deixar de comer um monte de coisas que eu gosto? Isso não é justo!
(Sofia, 8 anos)
Estava com meu sobrinho em frente ao túmulo do meu pai. Como o cemitério é no interior, a identificação é feita em uma cruz de madeira, no qual vem o nome, data de nascimento e falecimento. Paulo Henrique perguntou:
– Tia, a letra “N” significa o quê?
– É a data de nascimento do seu avô.
– E o “F” é de “Foi”?
(Paulo Henrique, 11 anos)
– É muito ruim andar sem dinheiro.
– Então pula.
(Kimberly, 5 anos)
– Ana, se você sabe a senha do meu celular, sinta-se importante.
– Eu não vou me sentir importante. Eu tive que descobrir sozinha.
(Ana Pietra, 8 anos)
Assistindo ao jogo do Brasil na Copa, Isabela soltou um comentário sobre o jogador número 11 da Suiça, que levou um cartão amarelo:
– Ele é bonito por fora, mas por dentro é “derrubador”.
(Isabela, 8 anos)
Eu conversando com meu filho:
– Thiago, amanhã vamos ao médico fazer exame de sangue, tá?
– Mãe, você só me leva em médico que dá injeção, coisa que dói. Já ouviu falar no Instituto Médico Legal? Lá deve ser bem legal.
(Thiago, 7 anos)
Estava me despedindo da minha sobrinha, que iria viajar e ela fala:
– Tia Natália, você mora na minha cabeça e no meu coração.
(Maria Alice, 4 anos)
– Eu torço para qualquer time que faça gol.
(Alice, 8 anos)
– Filha quem é essa minhoca que você desenhou?
– Não é minhoca, é o Sorilóis.
– Ah, filha, esse é seu amigo imaginário?
– Não, mamãe, marido imaginário.
(Beatriz, 5 anos)
– Qual princesa você é? Cinderela, Branca de Neve ou Bela Adormecida?
– Eu sou a princesa do papai.
(Cecília, 3 anos)
Voltando da escolinha, a Lia disse:
– Mamãe, tá rolando uma festinha na Rússia, vamos?
(Lia, 4 anos)
Falei para minha filha que iria tirar a OAB. Expliquei que era uma prova bem difícil, igual as lições da escolinha dela, e ela respondeu:
– Então faz um desenho bem bonito, papai.
(Manuela, 4 anos)
– Eu não quero ir para a escola.
– Para você ser médico, tem que ir para a escola.
– Médico cuida das pessoas, não fica pintando, não.
(Arthur, 3 anos)
– Nossa, madrinha, tá muito boa sua comida. O que você colocou?
– Coloquei amor, Sophia.
– Amor é salgado, madrinha?
(Sophia, 7 anos)
Comprei uma camiseta nova para meu filho e quando chegamos em casa ele foi mostrar para o pai.
Assim que o pai olhou, me perguntou:
– Outra roupa nova para ele?
Meu filho imediatamente respondeu:
– É, mamãe, você não tem jeito!
(Rodrigo, 2 anos)
– Eu não gosto da forma que você me trata.
– E como é que eu te trato?
– Como uma criança.
– E como você quer ser tratado?
– Como um super-herói.
(Gabriel, 6 anos)
– Mamãe, o que é uma olaria?
– É o lugar onde se fazem objetos de cerâmica, filha.
– Ah, achei que era um lugar para as pessoas ficarem falando “olá, olá, olá…”
(Caroline, 7 anos)
Francisco enterrou uma tartaruguinha de brinquedo no parquinho e a deixou lá. Na semana seguinte, ele se lembrou da tartaruga e foi cavar para procurar. Cavou, cavou, cavou tanto que praticamente tomou para si todo o espaço da areia. Foi então que se aproximou um bebezinho e começou a jogar areia no imenso buraco que ele fazia. Ele olhava para o bebê e não dizia nada. Ele cavava e o bebê jogava a areia de volta. Até que ele suspirou, olhou em volta e perguntou num tom impaciente, mas sem irritação:
– Quem é mãe desse bebê?
Uma moça, meio sem graça, disse que era ela. E ele disse:
– A senhora pode avisar seu bebê que ele está atrapalhando o trabalho da ciência?
A mãe, já rindo, perguntou que trabalho era esse. E ele:
– Uma escavação arqueológica. Estou procurando os restos fossilizados de uma tartaruga pré-histórica! E seu bebê está me atrapalhando!
(Francisco, 7 anos)
Manú e Henrique
Manter esse blog é, sem dúvida, uma das coisas mais divertidas que a gente faz. Quem acompanha desde o começo, sabe como as coisas começaram. A ideia de compartilhar as pérolas de nossas crianças sempre foi para que pudéssemos rir juntos da espontaneidade dos nossos pequenos, mas também para, de algum jeito, celebrar a inocência e a graça da infância.
Ficamos imensamente felizes em conhecer, dia após dia, mais pessoas que gostam do que o blog promove e passam a acompanhar e contribuir com novas frases. E às vezes, esses novos leitores ajudam a ampliar a nossa voz. Foi o que aconteceu recentemente, com a divulgação que o Frases — aqui em casa a gente só chama ele pelo primeiro nome 😉 — recebeu em alguns veículos de mídia.
Primeiro, o Catraca Livre publicou um artigo citando algumas das pérolas das nossas crianças e ajudando a divulgar o nosso e-mail para contribuição (frasesdecriancas@gmail.com, caso tenha falhado a memória). Algumas semanas depois, a Nathalia Ilovatte do R7 ligou e escreveu uma matéria muito gentil contando um pouco de como o blog surgiu e falando da Nina e da Luiza. E hoje, a Marcela Campos também falou sobre o blog em sua coluna na Gazeta do Povo.
A gente sabe que nesse espaço ninguém quer ouvir assunto dos adultos, mas às vezes vale a pena interromper a risada para comemorarmos um pouco. Juntos, porque o Frases só é feito com as pérolas que vocês nos mandam.
Abraços,
Henrique, Manú e Nina
– Vivi, vem escovar os dentes!
– Eu já escovei!
– Escovou nada!
– Escovei sim…
– Ah é? Quando você escovou?
– Eu escovei dia 8…
(Victória, 2 anos)
Entrei em um ônibus e sentei ao lado de um garotinho de, no máximo, quatro anos. A certa altura, ele perguntou:
– Moça, por que sua barriga é grande assim?
– Por que tem um bebezinho aqui dentro.
– Uau! Um bebê de verdade!?
– Sim. Um bebê de verdade.
Depois de alguns segundos pensando, ele fala para a barriga:
-Viiiu porque eu me comporto?
Ao risos, expliquei que os bebês tem que ficar na barriga da mãe e blá blá blá. Ele pensou um pouco e devolveu:
-Aaah entendi! Você é uma mamãe canguru!
– Rafa, por que é que eu amo tanto o teu pai?
– Porque você é linda.
– E por que é que eu te amo tanto?
– Porque eu sou lindo.
(Rafael, 4 anos)
– Mamãe, vou comer biscoito de maionese…
– Maizena, filha.
(Camila)
Certa vez estava cuidando da minha priminha, Valentina. Como ela estava muito agitada resolvi achar uma brincadeira em que, ao menos, ela ficasse sentada. Chamei ela e disse:
– Vem cá, vou te contar um segredo.
Com a mão em concha me aproximei do ouvido e disse:
– Te amo.
Valentina riu muito e pediu para que contasse outro segredo. Repeti a frase:
– Te amo – e ela riu.
Assim foram algumas vezes. Ela pedindo para eu falar segredos e eu repetindo a frase. Num determinado momento, disse que era a vez dela me contar um. Ela se aproximou de minha orelha com a mãozinha em concha, e num sussurro disse:
– “Seguedo”
(Valentina, 2 anos)
Enviado pela Joyce Noronha
Estávamos brincando no quarto quando eu resolvi ir pra sala. Quando o Rafael percebeu que a farra iria acabar, levantou correndo e se colocou na frente da porta ameaçando:
– Você só sai daqui por cima do meu cardápio.
(Rafael, 5 anos)
Enviado pela Priscila Pinto
Antes de dormir, o Gustavo estava conversando com Papai do Céu:
– Papai do Céu, obrigado pela minha família, pela minha irmã e pelo meteoro… Senão ia ter dinossauro pra comer a gente.
(Gustavo, 5 anos)
Enviado pela Luciana Muller
– O que você quer de Natal?
– Presentes! (…)
– Você quer uma barraca das Princesas?
– Quero.
– Ou um pianinho?
– Quero.
– Denise, é pra escolher um só.
– Também quero.
(Denise, 2 anos)
Enviado pela Paolla Alberton
– Mãe como se escreve rinoceronte? É com M de Maria, ou com N de barco?
(Rayssa, 6 anos)
Enviado pela Tatiana Mendes
O Papai Noel apareceu durante as festas de fim de ano para a Malú. Depois, curiosa, a avó perguntou:
– Então, o Papai Noel foi lá na sua festinha, né?
– Mas não era o de verdade não, vovó… Aquele era da China!
(Malú, 4 anos)
Enviado pela Rafaela Celles
– Mãe, que horas são?
– Faltam dez minutos para daqui a pouco…
– Ufa! Pensei que já fosse 8 horas!
(Konrado, 6 anos)
Enviado pela Katia França
A Mariana estava aprendendo sobre o cantinho do castigo. A mãe, muito paciente, explicou:
– Filhota, você não pode riscar o sofá, não pode fazer malcriação e não pode gritar… Não desobedeça a mamãe, se não eu vou ter que colocar no cantinho pra você refletir e pedir desculpa pelo que fez. Passados 10 minutos, a Mariana pegou uma caneta e riscou o sofá. Prontamente, me chamou e disse:
– Posso ir pro cantinho refletir?
(Mariana, 2 anos)
Enviado pela Marília Margotto
– Lucia, você vai comer esse cereal ou tá só enrolando?
– Tô só enrolando.
(Lúcia, 4 anos)
Enviado pela Silvia
O telefone estava tocando em casa e eu disse pra Isadora:
– Se for aquela tia que fala muito, diga que eu não estou.
Ela atendeu e na outra linha era a própria:
– Alô? Isa, sua mãe ta aí?
– Oi tia, ela saiu.
– E que horas ela volta?
E a Isa, bem alto:
– Mãeeeee, que horas você vai voltar?
(Isadora)
Enviado pela Débora Ruiz
Minha filha mais velha estava ensinando a mais nova sobre o masculino e o feminino das palavras. A Maíra dava o masculino e a Mariana respondia o feminino:
– Pato?
– Pata!
– Senhor?
– Senhora!
– Médico?
– Médica.
De repente, a mais velha perguntou:
– Português?
E sem pestanejar a Mariana respondeu:
– Matemática!
(Maíra, 8 anos e Mariana, 5 anos)
Enviada pelo Mauro Costa