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Consolo

Sexta feira, último dia da semana e aquela correria normal de sair para o trabalho e levar o Gustavo para a casa da tia. Ao entrar no elevador, me olho no espelho e reparo que estou sem brincos:
– Ih filho, a mamãe esqueceu de colocar os brincos hoje. Vou sem brincos…
– Mas você vai de orelhas, mãe.

(Gustavo, 2 anos)

Enviado pela Ligia

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Papai imaginário

– Mãe, você vai ou não me dar aquele álbum de figurinhas?
– Ainda não sei filho, preciso conversar com o seu pai sobre isso.
– Ah não, mãe! Com o papai não! Ele vai dizer “não”! É melhor você ver isso com o seu amigo imaginário!

(Egon Herman, 9 anos)

Enviado pela Monique F. Kniggendorf

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A perereca do vovô

No fim do ano, minha enteada veio passar uns dias com a família. A casa estava cheia, já que meus pais e os pais do meu esposo vieram passar o reveillon conosco também. Um dia, meu sogro foi tomar banho e esqueceu de trancar a porta. A Ana Clara sentiu falta do avô e começou a procurá-lo pelo apartamento, até que o ouviu responder de dentro do banheiro. Como a maioria das crianças, ela entrou no banheiro sem bater e acabou vendo o avô tomando banho.
Se matando de rir, ela voltou para a sala e puxou meu braço dizendo:
– Silmara, vem comigo no banheiro pra você ver a perereca doida do vovô!

(Ana Clara, 5 anos)

Enviado pela Silmara Silveira

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Aula de geografia

O Pedro estava na escola, brincando com as massinhas azul e marrom, quando eu comentei:
-Nossa, Pepe que bonito! O que você fez?
-Ah é o rio Nilo tia!

(Pedro Henrique, 4 anos)

Enviado pela Thamyres Souza

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Embalos de sábado à tarde

Perguntei para o meu filho que tema de festa ele queria no seu aniversário. Ele disse:
– Quero uma balada!
– Balada, meu filho? Você não é muito pequeno para isso?
– Não, mamãe, eu adoro bala!

(Gabriel, 3 anos)

Enviado pela Luciana Sotelo

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Uma lagartixa na cabeça

Ontem (dia 05/04), estavamos no carro indo para uma festa quando o Caique disse:
– Mãe, tem uma lagartixa na sua cabeça.
Eu passei a mão na cabeça e respondi:
– Filho, não tem nada na cabeça da mamãe.
Ai ele, com aquele sorrisinho mais lindo devolveu:
– Te peguei! Dia 11 de abril.

(Caíque, 4 anos)

Enviado pela Daiane Aniceto

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Conselheiro matrimonial

Estávamos no carro quando meu marido e eu começamos uma discussão a respeito de um assunto sobre o qual discordamos. No calor da conversa, vozes elevadas, o Pedro Henrique apareceu entre os bancos e apaziguou:
– Mãe, pai, vocês não sabem que cada um tem seu jeito?

(Pedro Henrique, 7 anos)

Enviado pela Ana Carolina Xavier

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Sono de barata

Estávamos todos reunidos na sala quando meu filho soltou a seguinte:
– Sshhhiu, silêncio gente.
– O que foi, Cristyan?
– Cala a boca porque a baratinha tá dormindo.
E ele observava a coitada morta no chão.

(Cristyan, 2 anos)

Enviado pela Tayana Vieira

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Francesinha

Outro dia fui cortar o cabelo e minha esposa e minha filha me acompanharam. Chegando lá, havia um homem fazendo as unhas e a Isabelle, que adora pintar as unhas, ficou toda interessada e intrigada (afinal ela nunca havia visto um homem fazendo as unhas). O sujeito percebeu ela rondando com cara de curiosa e olhou pra ela sorrindo. Antes que ele dissesse alguma coisa, ela mandou com carinha de sacana:
– Vai pintar de rosa chiclete, né safado?

(Isabelle, 4 anos)

Enviado pelo Ivan Ferreira

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Quer pagar quanto?

Estávamos em casa lanchando e tínhamos a opção de esquentar o lanche no microondas ou na forminha de misto quente. Minha mãe perguntou e todos escolheram a forminha. O Hermes então virou pro microondas, deu um tapinha nele e disse:
– É microondas, você tá perdendo pra concorrência.

(Hermes, 8 anos)

Enviado pela Bárbara Caretta

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Aprendiz

Estávamos passando o ano novo na casa da avó do Vinicius, quando ele entra na sala e grita, me olhando pela janela entreaberta:
– Madrrrriiiinha, vem aqui acender a árvore de Natal da minha vó!
– Mas Eu não sei, Vinicius.
– Vem que eu te “aprendo”.

(Vinicius, 3 anos)

Enviado pela Andrea Fregnani

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Pernalonga

Na creche, um coelho de verdade foi apresentado para as crianças interagirem. Dentre os muitos diálogos e manifestações, deu para ouvir:
– Nossa! Não! O coelho tá sentando em cima da cenoura e ele vai matar ela!

(Anônimo, turma de 3 anos)

Enviado pela Mayra Fontebasso

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Fiat lux!

Vivo dizendo ao meu filho para apagar as luzes de casa, que ele vive acendendo (com o auxílio do chinelo), diga-se de passagem). Um dia, estava chovendo, tinha acabado a luz e relampejava muito. Então, o Nicholas soltou:
– Xi, mãe! Deus está acendendo as luzes tudo do céu!

(Nicholas, 2 anos)

Enviado pela Lissandra Pereira Lopes

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Suposição

Os pais voltavam do hospital, ainda muito assustados com a febre alta que o João teve de repente. Depois da consulta, foram direto para a farmácia. O pai, ainda sem se recuperar, pergunta pra esposa:
– Vivi, supositório infantil ou pra adulto?
E o João, atento, do banco de trás responde:
– Pra bunda, né pai?

(João, 6 anos)

Enviado pela Silvana Monteiro

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A lua cheia

A Gabriela, quando pequena, terminava de comer, estufava a barriguinha e batia com as duas mãozinhas dizendo:
– Tô cheia!
Prisicla, a irmã mais velha, logo a corrigiu, dizendo que aquilo não era coisa de mocinha. Mocinhas simplesmente diziam estar satisfeitas. Ela aprendeu, mesmo não dando conta de dizer sa-tis-fei-ta.
Até o belo dia em que, passeando com o pai durante a noite ela disse:
– Papai! Olha, a lua tá grande!
– É filha. A lua tá cheia!
– Cheia não, papai. É feio! A lua tá “sfastifeita”!

(Gabriela, aos 4 anos – hoje já tem 15)

Enviado pelo Paulo Mesquita

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Um mundo de queijo!

– Ísis, o mundo não é feito só de queijo! – Disse isso para ela, que insistia em só comer a cobertura da esfiha.
– O mundo é feito de batata frita, pai. – Rindo ao mudar o prato.

(Ísis, 3 anos)

Enviado pelo Bruno Loturco

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Separando bem as coisas

A professora do Daniel pediu para ele desenhar os irmãos e ele desenhou apenas o irmão do meio (somos em três). Minha mãe o questionou:
– Dani, mas você só tem um irmão??
– Sim!
– Mas e a Michele??
– Ela é minha irmã!

(Daniel, 5 anos)

Enviado pela Michele Lima

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O Pasquale que se cuide

Outro dia, em uma conversa dentro do carro, a avó fez um comentário sobre um assunto qualquer:
– Faz tempo que não ouço falar sobre isso.
Então, rapidamente a Julia corrigiu:
– Ô vó, por acaso você é cachorro pra falar “não osso”? O certo é “não ouvo”.

(Julia, 4 anos)

Enviado pela Jackeline Batista

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Don Juan

– Mãe como é esse negócio de namorar?
Com muito cuidado eu respondi, que primeiro ele iria conhecer uma menina, depois ele se tornaria muito amigo dela, aí iria gostar mais dela do que das outras meninas e então iria na casa dos pais dela e pediria para namorá-la.
Depois disso tudo eu perguntei:
– Por que você quer saber isso, Samuel?
Então ele respondeu com ar de importante:
-É pra saber como eu vou fazer quando tiver que namorar a Ana Clara!

(Samuel, 6 anos)

Enviado pela Lu Cabral

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Papai, metrossexual

Enquanto levava o Gustavo para a escola, hoje cedo, comentei que amanhã é aniversário do papai e que precisávamos comprar o presente dele, mas eu não sabia o que iria comprar. Com cara de quem está pensando, ele responde:
– Compra uma maletinha.
– Pra que filho?
– Prás coisas de tomar banho dele.

(Gustavo, 2 anos)

Enviado pela Ligia

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O negociador

Estava passeando com o Lino numa loja de departamentos e, quando viu o ovo de páscoa do Homem Aranha, ele disparou:
– Mamãe, você gosta da Hannah Montana?
Eu não assisto a série, mas sei quem é. Respondi:
– Gosto filho, por quê?
– Porque assim eu te dou um ovo da Hannah Montana… E você já compra aquele alí do Homem Aranha pra mim.

(Lino, 03 anos)

Enviado pela Thaís

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Da próxima vez

O Felipe gritou na sala de aula porque não gostou do Pedro ter abraçado ele tão forte.
Eu disse:
– Lipe, na próxima vez, você não precisa gritar, é só dizer pro seu amigo que não gosta de abraço muito forte.
Virei as costas e ouvi a Olivia aconselhando, no mesmo tom em que eu disse:
– Lipe, na próxima vez, você não precisa gritar, é só bater nele.

(Lipe, Olivia e Pedro – 3 anos)

Enviado pela Isabella Ianelli

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Matusalém

A Nina fez aniversário na semana passada. Passeando na casa da avó, ela quis contar a novidade.
– Vovó, antes eu tinha assim ó (fazendo 2 com os dedinhos) e agora eu tenho assim ó (erguendo, com dificuldade, o terceiro dedo).
– Que linda, Nina! Parabéns!
– E você, vovó, quantos anos você tem?
– Eu? Humm, eu tenho assim ó (a avó começou a abrir e fechar a mão várias vezes para somar a idade).
– Nossa, vovó, você já até perdeu a conta!

(Nina, 3 anos)

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Baby Einstein

Fomos passear numa fazenda e ao ver uma vaquinha mastigando, a Gabriela perguntou:
– Mamãe, o que a vaca come?
– Feno, minha filha.
Comecei toda uma explicação sobre a digestão dos ruminantes:
– Você sabia, Gabriela, que quando a vaquinha come, a comida primeiro vai para o estômago, depois ela volta e…
Ao que Gabriela retrucou:
– Eu já sei, mamãe, eu vi num livro: é pança, barrete, folhoso e coagulador.
– …

(Gabriela, 5 anos)

Enviado pela Clarissa Machado

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Feijoada completa

Estávamos no metrô, indo para a casa da minha mãe e o vagão estava um pouco cheio. E a Izadora mandou:
– Mamãe, todo mundo vai para a casa da vovó!? Não vai caber todo mundo lá…

(Izadora, 2 anos)

Enviado pela Daniela Correia

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Sua majestade

Estava lendo para o Vinicius e assim que acabei o livro do Rei Leão ele perguntou:
– Madrinha, eu posso ser rei?
– Depende, Vinicius, seu pai é rei?
– É…

(Vinicius, 4 anos)

Enviado pela Andrea Fregnani

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Deus no telefone

Ceceu, na casa dos avós, atende o telefone.
– Alô, quem tá falando?
Do outro lado da linha:
– É o Jesus. Posso falar com o Seu Ângelo?
Ceceu tira o telefone da orelha e grita:
– Vovô! Papai do Céu quer falar contigo!

(Ceceu, 4 anos)

Enviado pela Carolina Ferreira

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DVD furado

Comprei o DVD do Charlie & Lola para meus filhos e eles a-do-ra-ram. Dia desses pela manhã escutei os passinhos do Chico bem cedo e, quando olhei para o lado, ele estava ao lado da minha cama.
– Que foi Chico?
– Mãe quero continuar vendo o Charlie e a Lola.
– A não Chico, toda hora, você já viu bastante. Vamos mudar um pouco.
– Ahhh mãe, mas eu quero!
– Mas Chico desse jeito o DVD vai furar!
– Não vai não, mãe, ele já tem um furo!

(Chico, 4 anos)

Enviado pela Melissa Sabo

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Cara lavada

A Catarina estava pensativa, calada e com uma expressão um pouco preocupada.
– Catarina, por que você está com essa cara?
– Ué mãe, porque todas as outras caras “tão” pra lavar…

(Catarina, 3 anos)

Enviado pela Mariane Tichauer

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No varejo

Passamos um final de semana com um casal de amigos muito especial e que gosta de brincar com as crianças.
Na segunda-feira, minha filha me diz:
– Mamãe, a Fina é muito legal, né? Por que a gente não compra ela?

(Izadora, 4 anos)

Enviado pela Daniela Correia

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Inconfundível

O Samuel, depois de brincar na rua com os coleguinhas, (temos ainda esse privilégio) veio todo eufórico:
– Mãe, eu conheci um amiguinho novo!
– Que legal, filho! E qual é o nome dele?
– Hiiiii, mãe! Nem me pergunta! Ele tem um nome muito confundível!

(Samuel, 6 anos)

Enviado pela Lú Cabral