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Silvio Santos vem aí…

Podem nos chamar de brega, mas domingo aqui em casa nós assistimos ao programa do Silvio Santos (bem, assistíamos. Agora já não dá mais porque mudou o horário do programa).

Num domingo destes estávamos na igreja assistindo ao culto, o pastor estava dando os recados quando de repente a Stella vira para o meu marido e fala:

– Papai, aquele não é o “Filvio”!?

(Stella, 3 anos)

Enviado pela Luciana.

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Sensibilidade paterna

Deitei com a Nina para ver um desenho na tv. Ela ali, encolhida, com a cabecinha recostada no meu peito. Momento de plena satisfação paterna e eu acreditando que, afinal, é das pequenas coisas que se fazem a vida e tal e tal.

– Filha? – falei sem tirar os olhos da tv.

Ela só me olhou com o canto dos olhos, sorrindo.

– Papai ama muito você, viu?

– Tá bom!

Não satisfeito, tocado pelo momento, emendei.

– O papai gosta muito de ficar aqui brincando com você, sabia?

Ela me olhou de novo, sorriu, voltou os olhos pra tv e comentou:

– Tá, papai. Mas não chola, tá?

(Nina, 2 anos)

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É demais!

Passeava de carro com o Julio e ele quis saber a minha idade. “Quarenta anos”, respondi. E ele, preocupado, foi logo me dizendo: “Não conta pra ninguém, mamãe, porque já é muito!”

(Julio, 7 anos)

Fonte: Encarte “Papo de mãe”, da revista Claudia.

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Nos dias quentes de verão…

Como uma mãe zelosa, só deixo minhas filhas assistirem TV quando está chovendo, caso contrário, elas devem brincar no quintal, ler livros, enfim, qualquer coisa que estimule a mente.

Estávamos voltando do mercado numa bela tarde de sol, quando a Carol perguntou:

– Mamãe, tá chovendo?
– Não filhinha, está sol – respondi.
– Mas eu “quelo” que chove…
– Nossa, filha, mas é tão gostoso quando está sol. Vocês podem brincar no quintal, andar de bicicleta…
– Mas eu “quelo” ver desenho!

(Carol e Dani – 2 anos)

Enviado pela Amanda Cisoto.

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Hora de nanar

Era noite, todos cansados, a família toda deitada na cama de casal, as luzes apagadas e uma fresta da janela aberta mostrava o céu escuro com as poucas estrelas que a cidade grande permite ver. A Nina, como sempre, estava deitada no “meínho” (como gosta de dizer) e, contrariando o desejo dos pais, teimava em não dormir. Depois da bronca derradeira, ela silenciou por um instante e tentou o último diálogo:

– Mamãe?
– O que é, Nina?
– Tá esculo?
– Tá…
– Tá noite?
– Tá…
– O céu já tá dumindo?!

Quem resiste?

(Nina, 2 anos)

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Crise da meia-idade

Família (parcialmente) reunida na sala. O pai vendo TV, a avó lendo o jornal, a irmã folheando uma revista e o Pedro com cara de quem está pensando na vida. E estava. Foi quando perguntou a “quem possa interessar”:

– O que é crise da meia-idade?
Silêncio. Todo mundo ouviu, se desconcentrou do que fazia, mas ninguém se mexeu. Até que a avó baixou um pouco o jornal e respondeu, por cima das folhas e dos óculos:
– Crise da meia-idade, Pedro, é quando um homem chega numa certa altura da vida e começa a pensar se ele fez tudo certo, se tomou boas decisões, se as coisas vão bem…
O Pedro ouviu, refletiu quieto e soltou:
– Meu pai nunca vai ter isso.
– Por quê? – Agora foi o pai quem perguntou, curioso.
– Porque ele sempre faz tudo certinho – disse sorrindo.

(Pedro, 8 anos)

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Fimose

A mãe recebeu o diagnóstico do médico e foi conversar com o filho:

– Então filho, você vai precisar ir pro hospital e fazer uma cirurgiazinha de fimose.
– Fimose? O que que é isso, mãe?
– Isso que dizer que o seu pipi vai ficar igual ao do papai…
– Gigante!?!

(Pedro, 4 anos)

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Como é o feminino de homem?

Ontem eu cheguei do trabalho e perguntei para o meu filho:
– Caique o homem do aquário veio hoje?

Ele respondeu:
– Não mamãe, foi a homa.
– Homa!? Não entendi, filho.

E foi então que ele explicou:
– A mocha mamãe, a mocha!!

(Caíque, 3 anos)

Enviado pela Daiane.

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Tecla SAP

A Maria Fernanda foi viajar com os pais. Toda empolgada, acordou cedo, foi até a janela do quarto, olhou o tempo e falou:

– Mamãe, hoje o céu está “dublado”.

(Maria Fernanda, 4 anos)

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Me dá batata!

Já era noite quando o André chegou para o pai e disse que queria comer batata frita no “mc donts”. O pai calmamente explicou que já era muito tarde e que, naquela hora, o Mc já estava fechado. Ele ouve, pensa, vira para o pai e diz:

– Busca a chave e abre!

(André)

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Outro idioma

O Eduardo perguntou como se chamava a sobremesa que ele acabara de comer. A mãe então disse que se chamava Flan. O menino por várias vezes tentava pronunciar a palavra “flan” e depois de muitas tentativas frustadas, ele justifica:

– Eu não sei falá ingueis.
(Eduardo, 3 anos)
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Como o bebê vai chamar?

Família no carro, um amigo na carona, todos animados indo jantar. A gente falando sobre os planos de ter um novo bebê e a Nina estava sentada na cadeirinha, só de butuca na conversa dos adultos. E então eu resolvi incluir a pequena herdeira no nosso papo:

– Filha, conta aí pro titio… quando a Nina tiver um irmãozinho, como é que ele vai chamar?

Ela nem pensou e já respondeu:

– Mamãããe, vem me limpar!

(Nina, 2 anos)

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Um olho no peixe e outro no gato

Paula andava na rua com a mãe quando passou por uma mulher e ficou intrigada. Ela esperou a moça se distanciar um pouco, cutucou a mãe e disse:

– Mãe, olha lá aquela moça. Ela é lésbica…
– Lésbica? Não, Paula, ela é estrábica!

(Paula, 9 anos)

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Velocidade máxima

A gente acabava de chegar de viagem e meu filho caçula estava apertado para fazer xixi. Entrou em casa correndo, bateu a porta do banheiro e, algum tempo depois, apareceu na sala explicando: “Puxa, estava com a ‘gengiva’ cheia”.

(Gustavo, 4 anos)

Fonte: Encarte “Papo de mãe”, da revista Claudia.

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Questão de nome

Fui fazer compras e levei o Guilherme comigo. Enquanto eu escolhia, ele quis saber da vendedora qual era o nome dela. A moça respondeu: “Socorro”. O menino ficou na dúvida, franziu a testa e arriscou: “A sua mãe não gostou de ter você?”.

(Guilherme, 6 anos)

Fonte: Encarte “Papo de mãe”, da revista Claudia.

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Fica triste não…

Caio estava ao meu lado enquanto eu dava banho na irmã dele, recém-nascida. Surpreso, me perguntou: “Ela não tem pinto, mãe?”. Eu respondi: “Não, filho, ela é menina…”. Antes que pudesse explicar mais alguma coisa, ele acariciou meu rosto e disse: “Fica triste não, mãe, depois cresce, né?”.

(Caio, 2 anos)

Fonte: Encarte “Papo de mãe”, da revista Claudia.

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Salto alto

Luiza vê a prima, já adulta, trocando de roupa para ir a um casamento. Ela pega o telefone e liga para a mãe:

– Mãe, cê trás aquela minha sandalinha de salto?
A mãe fica muda.
– Aquela que tem um saltinho…
A mãe ainda não fala nada.
– Aquela que tem um saltinho bem pequenininho.
Do outro lado da linha, nada.
– Tá bom, mãe. Aquela que praticamente nem tem salto.
(Luiza, 3 anos)

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O que a mamãe tem e o papai não?

A mãe estava amamentando o Pedro, recém nascido, e a Luiza e o pai estavam no sofá ao lado. O pai então diz, apontando para o peito da mãe:

– Lú, olha bem pra mamãe… O que a mamãe tem (aponta o peito) e o papai não?
Ela olha para o pai, olha para a mãe, olha para o pai de novo e responde:
– Cabelo.
(Luiza, 2 anos)
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Aniversário

– Nina, fala pra mamãe: quantos aninhos a Nina vai fazer?!?
– Deeeeeezzzz!
– Não, filha, são dois… assim ó, com dois dedinhos. Conta junto com a mamãe. Depois do número um vem o…
– Dooooooiissss
– Isso, bebê!!! Que linda! Agora fale… quantos aninhos a Nina vai fazer?!?
– Deeeeeezzzzz!!

(Nina, 1 ano)
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Herbalife

Centro de São Paulo, rua lotada, multidões de pessoas se empilhando por todo lado e ambulantes vociferando suas ofertas de produtos piratas.

Nesse embaraço, o pai a carrega no colo já há quase uma hora. O braço cansado, a coluna pendente, as pernas fracas, o suor em bicas. Ela já tem dois anos. Ela já tem quase 15 quilos. Ela sorri. Está tudo bem.

Ela para de olhar a rua por um segundo, sonda o rosto do pai, o fixa nos olhos, passa os dedos pela barba e com os dedinhos juntos aperta-lhe as bochechas enquanto exclama sorridente:

– Gordinho!

(Nina, 2 anos)
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O nome do bebê

A tia grávida, sentada no sofá e a Luiza ao lado observando a barriga. A tia pergunta:

– Lú, como você acha que deve chamar o nenezinho da tia?
– Júnior.
– Ahh, que linda, por causa do tio Dal, né?
Ela fica quieta.
– E se for menina, Lú, como deve chamar?
– Sandy.
(Luiza, 5 anos)
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Mestre-cuca

No parquinho, ela brincava na casinha de plástico. Abre daqui, fecha dali e, de repente, uma revoada de crianças barulhentas (acho que isso é redundância, não sei não) passa correndo pelo lugar. Ela observa pela janela da barraca, atenta, séria, entretida aos movimentos da molecada. E quando a turma ameaça correr em direção à saída, ela pára na porta e grita:

– Ei, venham papá, quianças!

(Nina, 2 anos)
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Co-piloto

Já era tarde. Quase dez. Hora de criança estar na cama, já diriam várias pessoas. Mas nós ainda estávamos na rua, no carro, a família toda voltando do shopping. Adultos na frente, em silêncio, acreditando no sobrenatural poder sonífero que os automóveis exercem sobre as crianças e desejando que a nossa já estivesse dormindo para ainda tentar ver um filme qualquer no DVD (é incrível como nosso critério de filme bom muda depois da paternidade – até o Van Damme vira um clássico, raridade mesmo).

Finalmente, já na garagem do prédio, duas ou três curvas feitas suavemente e estacionamos o carro. Música desligada, freio de mão puxado, cintos soltos correndo de volta para o buraco-negro dos cintos de segurança e lá de trás uma voz desponta no silêncio:

– Ahh, cheguei!

(Nina, 2 anos)
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Sesta

Depois do almoço, a Nina estava descaradamente com sono.

– Papai, quero o DVD da Lola…
– A Lola e o Charlie foram dormir um pouco, filha.
– Quero o Barney.
– O Barney também está cochilando.
– Ahnf! – contrariada, esfregando os olhos.
– Nina, você sabe o que tooodas as criancinhas fazem, quietinhas, deitadas, logo depois do almoço?
– Arrãm.
– Ah, sabe? O que elas fazem?

Ela pensou um pouco.

– Bagunça!
(Nina, 2 anos)
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Dando a luz (inaugurando um blog)

Olá,
Estamos abrindo as portas de um novo blog. Faz tempo que ensaiamos isso, mas só hoje tomamos vergonha na cara para começar isso aqui de verdade. É claro, tivemos que aproveitar o fato de a Nina ter ido dormir um pouco mais cedo.
A ideia é postar frases e cenas de crianças, coisas engraçadas e os diálogos impagáveis de nossos pequenos.
Esperamos que gostem, que voltem e que, principalmente, colaborem. Esse é um espaço aberto. Se você tiver frases também (filhos, sobrinhos, afiliados, netos, vale tudo), envie para cá. O email para contato é frasesdecriancas@gmail.com.
Abraços e sejam sempre bem-vindos!
Manú e Luiz Henrique (pais da Nina)