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A moça do tempo

Certa vez, eu e a Bibi fomos a uma festinha em plena segunda-feira. Chegamos tarde da noite e no outro dia a Bibi levantou cedo para ir à escola. Como ela estava com muito sono, fiquei apressando ela a todo instante.
– Vamos logo! Estamos bem em cima da hora. Vamos, vamos!
– Eu não estou em cima da hora, não! Por acaso a senhora está vendo algum relógio debaixo dos meus pés?

(Gabrielle, 6 anos)

Enviado pela Andrea Santos

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Anexo

O Enzo estava brincando de virar cambalhotas na sala e disse:
– Má agora você vira “bacalhota”!
– Mas Enzo, eu não posso, tem o neném, lembra?
E ele com os olhos arregalados e deitando a cabecinha em direção ao ombro:
– Então tira ele e põe aqui (apontando para o armário).

(Enzo, 2 anos)

Enviado pela Aline Doná

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Papai elástico

– Pai, minha bexiga caiu – a Ísis avisa, sentada na cadeirinha, no banco de trás do carro.
– E você não consegue pegar?
– Não, meu braço não é muito esticado igual o seu. – ela constata.

(Ísis, 3 anos)

Enviada pelo Bruno Loturco

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Eu quero uma casa no campo…

Em um belo sábado eu e a minha família estávamos voltando do sítio. O lugar é muito bonito e tem alguns cupins espalhado pelos campos. De repente, meu sobrinho dispara:
– E aí piquim? – empolgado, ele estava cumprimentando o cupim.

(Gustavo, 8 anos)

Enviado pela Debora Júlio

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Negociando

Desde pequena, a Gabi gosta de comer coisas de sabor forte (como salame, por exemplo). Um dia, fazendo um lanche à noite, depois de se deliciar com algumas fatias, a mãe dela disse:
– Pára, Gabi, já comeu demais.
– Aahh, mãe…
– Tá bom, Gabi. Mas só mais um.
– Um em cada mão?

(Gabriela)

Enviado pela Silvana Monteiro

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Churrasco japonês

– Mãe, como se diz “obrigado” em japonês?
– Arigatô.
– E “de nada”?
– Não sei.
– E “churrasco”?
– Ih, piorou…
– Ai, tô com tanta vontade de comer piorô!

(Giulia, 3 anos)

Enviado pela Sueli Pequini

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1berto

Outro dia, a Julia chegou em casa com a tarefa da escola para fazer. O pedido era para que escrevesse nomes que começam com a letra H. Cheguei à noite em casa pra ver tarefa com ela e fui ditando os nomes enquanto ela escrevia.
– Heloísa, Heitor, Hugo, Humberto…
Depois fui ver o caderno e li que ela havia escrito “1berto” no lugar de Humberto. Quando perguntei o motivo, ela respondeu:
– É porque pode ter 2bertos, 3 bertos…

(Julia, 4 anos)

Enviado pela Jackeline Intrieri

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Studio W

O Hermes veio e começou a mexer no meu cabelo. Estava tudo bem até ele começar a puxar.
Então eu pedi pra parar e ele disse:
– Espera, tô pegando uma análise.

(Hermes, 8 anos)

Enviado pela Bárbara Caretta

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Dr. House

O Asafe estava brincando e de repente parou sentindo uma dorzinha na barriga. Fui logo preocupada, perguntar o que ele estava sentindo e se já havia melhorado. Ele, seriamente, me respondeu:
– Mamãe, não precisa ficar assim, eu tô bem. Se preocupe com a sua saúde.

(Asafe, 4 anos)

Enviado pela Márcia Cristina

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Muita véia

Eu estava conversando com a vizinha, quando o filho dela:
– Minha mãe come muita veia.
– O quê? – perguntou a mãe.
– Muita veia! Tem um pacotão.
– Aveia! Eu como aveia!!

(Linquinho, 6 anos)

Enviado por Sergio e Clara

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Cama do gato

Meu filho acordou muito cedo, justo numa segunda-feira e começou a insistir em pôr os pés em minha barriga e ficava reclamando. Por fim, resolvi me levantar, já que não tinha mais sossego pra ficar deitada. Quando me sentei na cama, ele falou:
– Milagre!

(Henzo Felipe, 2 anos)

Enviado pela Débora Julio

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Destra

A Yasmin estava brincando e escrevendo com a mãozinha direita. Então ela me pediu:
– Lena, olha aqui, veja se eu não sou CARIOCA*

*Canhota

(Yasmin, 7 anos)

Enviado pela Thais Priscila de Araujo

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Du iú spique portuguise?

Recebi uma amiga americana em casa e, enquanto estava ajudando na cozinha, as duas ficaram sozinhas na sala. Fiquei imaginando o que daria, pois a Yasmim nunca tinha tido contato com ninguém de fora do país.
Ela estava deslumbrada com a nova amiga e quando cheguei na sala, a Lauren me diz que aprendeu algumas palavras em português com a Yasmim. E foi apontando:
– Chão, mesa, flor… TELELISÃO.

(Yasmin, 5 anos)

Enviado pela Thaís Priscila de Araújo

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Sistema digestivo em ação

O Guilherme e a Antonia estavam se preparando para tomar banho, quando a Antonia me pediu para fazer cocô. Sentei-a na privada e ela mesma disse ao irmão:
– Guigui, vou fazer um cocô rosa – ela disse rosa porque é menina e menina usa rosa.
– Nããooooo, cocô rosa não! Só sai marrom!

(Guilherme, 4 anos e Antonia, 2 anos)

Enviado pela Paola Regino Rebelo

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Agora falando sério

Tá certo, esse blog é para ser engraçado. Desde o começo, a intenção sempre foi (e continua sendo) de reunir pais e mães interessados em falar sobre o lado divertido e descontraído da melhor parte de nossas vidas – sim, estou falando dos filhos 🙂

Mas às vezes é bom a gente parar e refletir um pouco. Não, o FdC não vai virar um espaço para falar de educação, saúde, como fazer seu filho dormir e essas coisas que outros sites já fazem muito bem (tá aí o Bebê.com.br, padrinho-parceiro-comparsa, que não nos deixa mentir).

Por isso, quando for adequado e oportuno, colocaremos aqui algumas mensagens que nos façam pensar em como nossas atitudes – e o reflexo que tem na sociedade – afetam o futuro dos nossos pequenos.

Resumindo: vamos com calma, gente.

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Consolo

Sexta feira, último dia da semana e aquela correria normal de sair para o trabalho e levar o Gustavo para a casa da tia. Ao entrar no elevador, me olho no espelho e reparo que estou sem brincos:
– Ih filho, a mamãe esqueceu de colocar os brincos hoje. Vou sem brincos…
– Mas você vai de orelhas, mãe.

(Gustavo, 2 anos)

Enviado pela Ligia

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Papai imaginário

– Mãe, você vai ou não me dar aquele álbum de figurinhas?
– Ainda não sei filho, preciso conversar com o seu pai sobre isso.
– Ah não, mãe! Com o papai não! Ele vai dizer “não”! É melhor você ver isso com o seu amigo imaginário!

(Egon Herman, 9 anos)

Enviado pela Monique F. Kniggendorf

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A perereca do vovô

No fim do ano, minha enteada veio passar uns dias com a família. A casa estava cheia, já que meus pais e os pais do meu esposo vieram passar o reveillon conosco também. Um dia, meu sogro foi tomar banho e esqueceu de trancar a porta. A Ana Clara sentiu falta do avô e começou a procurá-lo pelo apartamento, até que o ouviu responder de dentro do banheiro. Como a maioria das crianças, ela entrou no banheiro sem bater e acabou vendo o avô tomando banho.
Se matando de rir, ela voltou para a sala e puxou meu braço dizendo:
– Silmara, vem comigo no banheiro pra você ver a perereca doida do vovô!

(Ana Clara, 5 anos)

Enviado pela Silmara Silveira

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Aula de geografia

O Pedro estava na escola, brincando com as massinhas azul e marrom, quando eu comentei:
-Nossa, Pepe que bonito! O que você fez?
-Ah é o rio Nilo tia!

(Pedro Henrique, 4 anos)

Enviado pela Thamyres Souza

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Embalos de sábado à tarde

Perguntei para o meu filho que tema de festa ele queria no seu aniversário. Ele disse:
– Quero uma balada!
– Balada, meu filho? Você não é muito pequeno para isso?
– Não, mamãe, eu adoro bala!

(Gabriel, 3 anos)

Enviado pela Luciana Sotelo

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Uma lagartixa na cabeça

Ontem (dia 05/04), estavamos no carro indo para uma festa quando o Caique disse:
– Mãe, tem uma lagartixa na sua cabeça.
Eu passei a mão na cabeça e respondi:
– Filho, não tem nada na cabeça da mamãe.
Ai ele, com aquele sorrisinho mais lindo devolveu:
– Te peguei! Dia 11 de abril.

(Caíque, 4 anos)

Enviado pela Daiane Aniceto

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Conselheiro matrimonial

Estávamos no carro quando meu marido e eu começamos uma discussão a respeito de um assunto sobre o qual discordamos. No calor da conversa, vozes elevadas, o Pedro Henrique apareceu entre os bancos e apaziguou:
– Mãe, pai, vocês não sabem que cada um tem seu jeito?

(Pedro Henrique, 7 anos)

Enviado pela Ana Carolina Xavier

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Sono de barata

Estávamos todos reunidos na sala quando meu filho soltou a seguinte:
– Sshhhiu, silêncio gente.
– O que foi, Cristyan?
– Cala a boca porque a baratinha tá dormindo.
E ele observava a coitada morta no chão.

(Cristyan, 2 anos)

Enviado pela Tayana Vieira

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Francesinha

Outro dia fui cortar o cabelo e minha esposa e minha filha me acompanharam. Chegando lá, havia um homem fazendo as unhas e a Isabelle, que adora pintar as unhas, ficou toda interessada e intrigada (afinal ela nunca havia visto um homem fazendo as unhas). O sujeito percebeu ela rondando com cara de curiosa e olhou pra ela sorrindo. Antes que ele dissesse alguma coisa, ela mandou com carinha de sacana:
– Vai pintar de rosa chiclete, né safado?

(Isabelle, 4 anos)

Enviado pelo Ivan Ferreira

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Quer pagar quanto?

Estávamos em casa lanchando e tínhamos a opção de esquentar o lanche no microondas ou na forminha de misto quente. Minha mãe perguntou e todos escolheram a forminha. O Hermes então virou pro microondas, deu um tapinha nele e disse:
– É microondas, você tá perdendo pra concorrência.

(Hermes, 8 anos)

Enviado pela Bárbara Caretta

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Aprendiz

Estávamos passando o ano novo na casa da avó do Vinicius, quando ele entra na sala e grita, me olhando pela janela entreaberta:
– Madrrrriiiinha, vem aqui acender a árvore de Natal da minha vó!
– Mas Eu não sei, Vinicius.
– Vem que eu te “aprendo”.

(Vinicius, 3 anos)

Enviado pela Andrea Fregnani

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Pernalonga

Na creche, um coelho de verdade foi apresentado para as crianças interagirem. Dentre os muitos diálogos e manifestações, deu para ouvir:
– Nossa! Não! O coelho tá sentando em cima da cenoura e ele vai matar ela!

(Anônimo, turma de 3 anos)

Enviado pela Mayra Fontebasso

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Fiat lux!

Vivo dizendo ao meu filho para apagar as luzes de casa, que ele vive acendendo (com o auxílio do chinelo), diga-se de passagem). Um dia, estava chovendo, tinha acabado a luz e relampejava muito. Então, o Nicholas soltou:
– Xi, mãe! Deus está acendendo as luzes tudo do céu!

(Nicholas, 2 anos)

Enviado pela Lissandra Pereira Lopes

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Suposição

Os pais voltavam do hospital, ainda muito assustados com a febre alta que o João teve de repente. Depois da consulta, foram direto para a farmácia. O pai, ainda sem se recuperar, pergunta pra esposa:
– Vivi, supositório infantil ou pra adulto?
E o João, atento, do banco de trás responde:
– Pra bunda, né pai?

(João, 6 anos)

Enviado pela Silvana Monteiro

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A lua cheia

A Gabriela, quando pequena, terminava de comer, estufava a barriguinha e batia com as duas mãozinhas dizendo:
– Tô cheia!
Prisicla, a irmã mais velha, logo a corrigiu, dizendo que aquilo não era coisa de mocinha. Mocinhas simplesmente diziam estar satisfeitas. Ela aprendeu, mesmo não dando conta de dizer sa-tis-fei-ta.
Até o belo dia em que, passeando com o pai durante a noite ela disse:
– Papai! Olha, a lua tá grande!
– É filha. A lua tá cheia!
– Cheia não, papai. É feio! A lua tá “sfastifeita”!

(Gabriela, aos 4 anos – hoje já tem 15)

Enviado pelo Paulo Mesquita