– Mamãe, no mundo existe mais gente ou mais bandido?
(Julia, 6 anos)
– Mamãe, no mundo existe mais gente ou mais bandido?
(Julia, 6 anos)
– Mamãe, quando lavamos as mãos, as bactérias vão para o ralo chorando.
– Por quê?
– Porque cai sabão no olho delas.
(Clarice, 3 anos)
A avó do Carlos chegou em casa, viu ele comendo e disse:
– Mastigue direitinho para poder engolir, igual a vovó. A vovó mastiga direitinho.
– Com a sua dentadura?
– Quem disse que eu uso dentadura?
Tentando contornar, ele respondeu:
– Mas toda moça bonita da sua idade usa dentadura.
(Carlos, 6 anos)
– Karla, as vezes eu tenho dó das coisas.
– Dó de quê?
– Tipo… Furar a gema do ovo.
(Carlos Eduardo, 12 anos)
– Quantos anos você tem, Elis?
– Três.
– E que dia você faz aniversário?
– No dia que minha mãe fizer a festa.
(Elis, 3 anos)
Theo bravo com a mamãe:
Você não é mais minha favorita! Agora você só é minha preferida!
(Theo, 4 anos)
Durante uma partida de futebol na escola, o Théo tentou pegar a bola mas caiu. A professora perguntou:
– Você está bem? Machucou?
– Sim, estou bem. Só meu orgulho que está ferido.
(Théo, 5 anos)
Conversando com minha sobrinha de manhã:
– Tia, onde você trabalha?
– Na Procuradoria, Lice.
Horas mais tarde minha irmã perguntou:
– Alice, onde está o carregador?
– Pergunta pra titia, mãe. Ela é procuradora profissional!
(Alice, 6 anos)
Na igreja, o Áquila perguntou:
– A Vanessa tá falando com Deus ou com Jesus?
– Com os dois…
– Aaaah, com a equipe toda?!
(Áquila, 6 anos)
Restava apenas um alfajor e o Oliver perguntou para a irmã:
– O que você menos gosta de comer?
– Pepino.
– Esse alfajor é de pepino. Você quer?
(Oliver, 6 anos e Gaia, 2)
Miguel fez uma pergunta sobre o trânsito e eu expliquei de forma bem pausada e tranquila. Então escuto:
– Nossa, mãe, por que você está com essa voz simpática? Você não fala assim.
(Miguel, 5 anos)
Minha amiga conversando com a Sofia:
– Que massinha interessante. É de comer?
– Não! É de brincar. Só uma pessoa esquisita comeria isso.
– Mas existem pessoas esquisitas, Sofia.
– E você é uma delas?
(Sofia, 6 anos)
Passamos por duas meninas gêmeas e a Yasmin perguntou:
– Mãe por que elas são iguais?
– Porque são gêmeas.
– E qual é a verdadeira?
(Yasmin, 5 anos)
Manuela vendo uma propaganda na TV disse:
– Mãe, me dá esse brinquedo?
– Manu, isso deve ser caro pra burro!
– Ainda bem que você não é burro, né mãe?
(Manuela, 5 anos)
– Mãe, eu não gosto de carnaval.
– Por que, filho?
– Porque carnaval é a festa da carne e eu prefiro frango.
(Lendon, 7 anos)
Ele chegou todo feliz e disse:
– Mamãe, eu dormi antes de acordar.
(Miguel, 3 anos)
Meu irmão estava estudando para a prova de ciências da escola, quando de repente olhou para mim e disse:
– Bu, acho que nós temos uma relação de mutualismo.
– Por que, Álvaro?
– Porque eu não vivo sem você e você não vive sem mim.
(Álvaro, 11 anos)
– Filha, hoje você vai dormir na sua cama.
– Não, mamãe.
– Por quê?
– Porque meu coração bate e eu não consigo dormir!
(Elis, 3 anos)
– Mãe, na hora de cantar o hino nacional, a diretora pegou o microfone e falou: “Atenção professores e alunos, preparem-se para o momento cínico.”
(Sophia, 8 anos)
– Mamãe, eu não imaginava que você seria a melhor mãe do mundo!
(Sofia, 6 anos)
– Mamãe, não quero ir para a escola. Por que tenho que ir?
– Filho, você precisa ir para ser alguém na vida. O que você quer ser quando crescer?
– Um dinossauro!
(Isaac, 3 anos)
A Bibi chegou da escola e me contou, apreensiva:
– Mamãe, a professora criou uma regra. Escreve a palavra “parque” na lousa e cada vez que alguém apronta ela risca uma letra. Se riscar todas, ficamos sem parquinho!
Falei que ia fazer o mesmo com a TV em casa. Imediatamente ela retrucou: – Escreva pelo menos o nome verdadeiro “televisão”!
(Giulia Bianca, 6 anos)
Estávamos brincando com um jogo que trabalha os sentimentos. Caiu em uma pergunta: “Se você quebrasse um vaso da sua mãe, como você se sentiria?” Aí complementei:
– Lembra, filho, que você quebrou o vaso da mamãe uma vez? Como você se sentiu?
– Quebrei, não! Isso é fake news!
(Leonardo, 5 anos)
E no meio da aula a professora falou:
– Pessoal, agora a Evelyn vai fazer a mímica de uma coisa que só os adultos podem fazer…
O Glauco concluiu:
– Já sei, besteira!
(Glauco, 5 anos)
– Mamãe, hoje eu chorei quando você foi para o trabalho.
Com a voz embargada, respondi:
– Ahh filha, eu também senti saudades e quase chorei.
– Não, mãe. Eu chorei porque a minha chupeta ficou no seu carro.
(Ana, 3 anos)
Eu, preocupada com a audição do meu filho, perguntei:
– Pedro, por que tudo que a mamãe fala você diz: “Ah?”
– Porque eu não entendi. Quando eu entendo eu digo: “Aham”.
(Pedro, 3 anos)
– Mãe, existe remédio para preguiça?
(João Lucas, 8 anos)
Hoje, no parquinho, um menino da idade da Tete perguntou sem pudor:
– Você é menina ou menino?
Ela respondeu:
– Menina.
Então, o irmão mais velho, preocupado, repreendeu o caçula dizendo que ela poderia ficar triste com a pergunta. Ela olhou bem para ele e perguntou:
– Por que eu ficaria triste? É ruim ser menino?
(Teresa, 4 anos)
– Pai, eu não tenho medo de altura… Só de cair.
(Valentina, 4 anos)
Estava conversando com o Greg e ensinando a ele o nome dos avós:
– Mas, mamãe, Reginaldo é o nome do papai, e não do vovô!
– Sim, filho. Mas eles têm nomes iguais. O papai é Reginaldo Filho…
– Não! O papai é Reginaldo adulto!
(Gregório, 3 anos)
Maria Valentina lendo uma revistinha educativa sobre meio ambiente:
– Des-ma-ta-men-to… Desma-ta-mento… Mamãe, desmatamento é tipo desmatar? Assim, se eu desmato a pessoa desmorre?
(Maria Valentina, 6 anos)
Cantando o hino nacional:
“Do que a terra, mais vivida, seus risonhos lindos planos tem mais flores”
(Emily, 7 anos)
– Mamãe, I love you.
– I love you too.
Ela me olhou com um olhar expressivo e um meio sorriso e respondeu:
– I love you ten.
(Rosa, 6 anos)
Enquanto olhava um mapa da Europa…
– Pai, as pessoas suínas, elas são legais?
– Suíças, filha.
(Nina, 12 anos)
Tenho muitas tatuagens e a Giulia comentou:
– Eu fui na praia e fiz uma tatuagem, mas eu tomei banho e saiu. Você não toma banho, tia?
– Tomo, sim. Mas minha tatuagem é de verdade, fiz com agulha.
Então o João entrou na conversa:
– Com agulha, tia? Doeu e você não chorou?
– Chorei não, João.
A Giulia completou:
– Adulto só chora quando sente saudade, João.
(Giulia e João Gabriel, 4 anos)
Estávamos brincando de sorveteria, quando o Artur me convidou para ser sua cliente e me ofereceu um sorvete imaginário que custava mil reais.
- E você vende fiado, Artur?
- Titia Paula, não vendo fiado, eu vendo sorvete!
(Artur, 5 anos)

Hoje, o Frases de Crianças faz dez anos. Começamos com um blog caseiro lá em 2009. A Nina tinha dois anos e soltava suas primeiras pérolas que, somadas a uma coleção de outras da nossa priminha Luiza, deram caldo para os posts inaugurais. Agora, aos doze, a Nina quase nos faz precisar criar um novo blog para um outro tipo de momento, de questionamentos e experiências nos ocupam quando começamos a deixar a infância para trás. Há quatro anos, nasceu a Cecília, que continua nos dando repertório para que os momentos da nossa família ainda estejam representados nesses posts.
Mas, desde o primeiro ou segundo mês, o blog se tornou bem mais do que o repositório das experiências de nossas crianças e de filhos de gente querida convivendo ao redor. Foi porque abrimos espaço para que vocês também enviassem frases de seus filhos, afilhados, alunos, sobrinhos… Só não tínhamos ideia da quantidade de mensagens com pérolas tão engraçadas que receberíamos com o passar do tempo. Hoje, são mais de duzentos e-mails novos todos os dias, fora as mensagens diretas no Facebook, Twitter e Instagram.
A comunidade de corujas cresce em larga escala. No Facebook, somos 1.100.000 e no Instagram ultrapassamos os 450 mil, o que só nos serve como sinal de que tem gente que gosta e se diverte com isso aqui tanto quanto nós. E a ideia de celebrar a pureza, a inocência e a graça da infância tem eco nos corações de outras pessoas — e ultimamente esse trabalho é acompanhado por uma convicção cada vez maior de que a gente pode ajudar a colorir com um pouco de alegria o ambiente tóxico e chato que nossas timelines se tornaram.
Em dez anos, o blog nunca deixou de ser isso aqui: o passatempo de um casal que, no meio da bagunça da rotina, pára para pinçar uma frase recebida de um leitor ou leitora para compartilhar com os outros leitores e leitoras. A gente organiza a comunidade, mas o conteúdo vem de vocês. Sem compromisso, quando dá, como se estivéssemos todos aqui na sala de casa contando uns para os outros a última pérola de nossos pequenos.
Por isso, contamos com os alertas, avisos e ajuda de todos para que esse espaço seja sempre saudável, coletivo e, sobretudo, de todos nós.
Obrigado por esses 10 anos!
Beijos,
Manú e Henrique
PS: Ao longo da última semana e também nos próximos dias, estamos contando algumas novidades por aqui. Um canal experimental no YouTube, grupos de conversas no Facebook, uma playlist pública no Spotify com músicas infantis e outras coisas legais que ainda virão. Veja lá e depois conte pra gente o que achou.
– Mamãe, que animal é esse?
– É um Porquinho da Índia.
– E como ele veio parar em Brasília?!
(Melissa, 4 anos)
– Mãe, me dá banho?
– Por quê?
– Porque eu gosto.
– Ah, não… você já está grandinha.
– Eu disse que gosto, não que eu preciso.
(Yasmim, 7 anos)
– Mamãe, por que a senhora me chama de filho?
– Porque você é meu filho… Você quer que a mamãe te chame do quê?
– De tesouro.
(Augusto, 3 anos)
– Ah, mãe, o que realmente importa nessa vida é a saúde, o amor… e a reciclagem, né?
(Luiza, 6 anos)
– Mamãe, vou ficar trinta dias de férias. Quais são os seus planos?
(Helena, 6 anos)
Estávamos eu, meu marido e meu filho conversando:
– Mamãe, quantas pessoas existem no mundo?
– Sete bilhões, filho.
– Contando nós três?
(Santiago, 5 anos)
– Filha, quem vai ser seu par na festa junina?
– Mamãe, já troquei tanto de par que acho até que vou ser ímpar.
(Maria Fernanda, 6 anos)
– Vó, tô penteando o cabelo de vovô para ele ir bem bonito na padaria.
Aí a moça da padaria vai falar assim: “Oi, Lis, hoje seu avô tá um gato!”
– O que, Lis?! O que a moça da padaria vai falar do seu avô?
– Ahhh… ela vai falar: “Oi, Lis, hoje seu avô tá menos feio!”
(Lis, 5 anos)
– Mãe, que dia é amanhã?
– É depois que você dormir, filha.
No outro dia, assim que ela acordou, correu no meu quarto e perguntou:
– Mãe, hoje é amanhã?
– Não, filha. Hoje é hoje.
– Mãe, você está me enganando.
(Priscila, 5 anos)
– Mãe, meu amigo Davi tem signo de unicórnio, igual você.
– Unicórnio?
– Sim! Quem faz aniversário em janeiro tem esse signo.
(Lis, 7 anos)
– Profe, semana que vem é dia de Corpos Tristes, né?!
(Ana Beatriz, 8 anos)
Na cantina da escola:
– Tia, quero um salgado e um suco. Alice, com as mãos fechadas, estica os braços para pagar. Mas quando abre as mãos não tem nada.
A tia da cantina perguntou:
– Cadê o dinheiro, Alice?
– Tá aí! Você não aceita dinheiro imaginário?
(Alice, 3 anos)
– Quando Papai do Céu era criança ele se chamava só “do céu”?
(André, 5 anos)