– Quando Papai do Céu era criança ele se chamava só “do céu”?
(André, 5 anos)
– Quando Papai do Céu era criança ele se chamava só “do céu”?
(André, 5 anos)
– Pai, como eu nasci?
– Você saiu da barriga da sua mãe, filha.
– Como eu saí eu sei, eu quero saber como eu entrei!
(Vivian, 4 anos)
– O almoço está pronto!
– Mãe, não estou com fome. Na escola eu comi “oferenda”.
(Levi, 12 anos)
– Mamãe, sabe qual é a frase que eu mais gosto no filme Jurassic World?
– Não, filho. Qual é?
– Aquela em que o homem fala: “Versão brasileira, Álamo”.
(Brayan, 3 anos)
Mamãe, eu tenho “energia” a gatos. Eles me fazem espirrar.
(Arthur, 3 anos)
Numa época em que todos dormíamos juntos, o ar condicionado do meu quarto pifou num dia muito quente aqui em Fortaleza. Arrumei tudo para que as crianças dormissem no quartinho deles, onde o ar condicionado funcionava.
Meu filho ficou insistindo que não e eu expliquei:
– Meu filho, vai fazer calor no meu quarto. Durma no seu quarto, na sua caminha… lá será ótimo.
– Mas, mamãe… Meu quarto é você!
(Joel, 4 anos)
– Mamãe, como se escreve tassi?
– Tassi, filha?
– Sim. Vou enviar um whatsapp pra minha tia: “Queria que você tassi aqui.”
(Sara, 6 anos)
Preocupado, João Pedro perguntou:
– Mãe, pode falar catapulta?
(João Pedro, 6 anos)
– Mãe, eu posso namorar com o Lucas?
– Não, vocês são crianças e criança não namora. Mas por que você quer namorar com ele?
– Ele sentou do meu lado e sorriu pra mim.
Uns dias depois…
– Mãe, eu não sou mais namorada do Lucas
– Ah é? Por quê?
– Porque ele estava comendo bolo, eu pedi um pedaço e ele pôs tudo na boca e não dividiu comigo.
(Salua Maria, 5 anos)
– O Judas era sarado?
– Por que, filho?
– Vamos malhar Judas!!!
(Mateus, 8 anos)
– Eu conheço você como a pata da minha mão.
(Cecilia, 7 anos)
– Quando eu crescer, eu quero trabalhar na NASA!
– Nossa, que legal, Catarina, você vai ser uma astronauta?
– Não, vou ser um ET.
(Catarina, 3 anos)
– Dindinha, o que é intenso?
Expliquei da forma que achei melhor e finalizei com um exemplo:
“A dindinha te ama intensamente”.
– Mas eu não entendi. No meu trabalho tá pedindo pra escrever os números por “intenso”.
(Isabela, 6 anos)
Minha irmã estava cantando as músicas que aprendeu na creche, quando começou:
– Meu pintinho amarelinho, caga aqui na minha mão.
(Iasmin, 3 anos)
– Marina, você se considera uma pessoa de que cor?
– Uma pessoa colorida.
(Marina, 4 anos)
– Mãe, eu não quero mais ir na aula de balé.
– Por que, Letícia?
– A professora quer me ensinar a dançar.
(Letícia, 6 anos)
– Mamãe, a receita do brigadeiro é: leite em pó, leite “convencido” e chocolate em pó.
(Mariana, 3 anos)
Enquanto o Léo estava na escola eu fiz uma gelatina de morango que ele adora. Quando fui buscá-lo, entusiasmada, perguntei:
– Adivinha o que tem lá em casa? Você adora! Durante o tempo em que ele me olhava curioso, completei:
– Começa com ge…
E ele abriu os bracinhos e gritou animado:
– Jesus!
(Leonardo, 3 anos)
– Mãe, quando Deus criou a gente, Ele começou por cima ou por baixo?
(Samuel, 5 anos)
Estávamos brincando de fazer comida com massinha e inventamos uma competição do bolo mais criativo. Como a Bia estava sem ideias para o tema, sugeri:
– Que tal fazer sobre a Páscoa? Pode ser um ovo, um coelho ou algo assim.
– Ótima ideia! Vou fazer o meu da Páscoa!
E então ela fez uma cruz.
(Bia, 5 anos)
– Filha, você quer o seu ovo frito ou cozido?
– Eu quero ovo de Páscoa, mamãe!
(Melissa, 2 anos)
Estávamos em uma loja de produtos naturais comprando frutas secas e oleaginosas. Então pedi para a atendente:
– Me vê 100 gramas de cada?
E minha filha completou:
– Cem gramas e sem lactose.
(Cecília, 4 anos)
Minha irmã estava comendo Kit Kat e queria mais. Então ela pediu:
– Mana, tem mais PIRIGUETE?
(Isabella, 4 anos)
Eu e minha mãe estávamos na sala quando minha irmã veio do banheiro toda orgulhosa e disse:
– Eu fui no banheiro e descarguei!
– Você fez o quê?
– Descarguei, Rieli! Você descarga, eu descargo.
(Sophie, 5 anos)
Jonas não é fã de vegetais e hortaliças. Então, para provocar falei:
– Hum… Eu como tomate, como repolho, como cebola…
Quando, de repente, sou interrompida com a seguinte fala:
– Então pare de falar e coma.
(Jonas, 3 anos)
— Tia, sabia que a minha mãe é muito amiga do papai do Celso?
Desconfiada, perguntei:
— Quem é esse, Arthur?!
— É o moço com quem ela fica conversando a noite.
— Você quis dizer papai do céu?
— Eu não sei se ele é pai do Céu também…
(Arthur, 4 anos)
Estávamos almoçando em família. Como meu marido e eu terminamos juntos, o Gabriel comentou:
– Nossa, papai e mamãe terminaram juntos! Sempre terminam juntos.
A Giulia completou:
– É que eles são almas gêmeas.
(Gabriel, 6 anos e Giulia, 9)
Estávamos em uma loja e a vendedora veio nos recepcionar. Então o Cassiano se apresentou:
– Oi, eu faço judô!
– Oi, eu faço faculdade de Direito!
– Eita, minha mãe faz faculdade errado…
(Cassiano, 5 anos)
Ana na casa da avó:
– Aninha, você trouxe a boneca para brincar mas você a colocou pra dormir. Então para quê você trouxe
– Vó, ela tá com sono. Deixa que eu eu sei cuidar… Você já teve a sua oportunidade.
(Ana, 7 anos)
Estávamos organizando uma festa surpresa para a tia da Sophia. Dois dias antes da festa, ela chamou a tia para conversar e voltou toda sorridente. Preocupada, perguntei:
– Sophia, você contou pra ela sobre a festa?
– Contei. Mas fica tranquila que eu falei é surpresa.
(Sophia, 5 anos)
Com entonação de quem está dando ordem, minha filha olha para mim e diz:
– Mamãe, dê descarga! Uuuum… Dooois…
Olho pra ela com cara de brava e então ela rapidamente muda a entonação e continua:
– Três indiozinhos. Quatro, cinco, seis indiozinhos.
(Letícia, 2 anos)
– A gente podia colocar a Maitê no escoteiro.
– É. porque eu não escuto mesmo.
(Maitê, 3 anos)
No dia do aniversário da Bia, ela perguntou para o irmão mais novo:
– Pedro, o que você vai me dar de aniversário?
– Alegria!
(Pedro, 5 anos)
– Mamãe, quando eu crescer, eu não vou querer trabalhar.
– Por que, Ana Luíza?
– Porque dá muito trabalho.
(Ana Luíza, 6 anos)
Após assistir a propaganda de uma escola de idiomas que passava na TV, minha sobrinha se manifestou em um tom bastante surpreso:
– Uma língua de inglês? Tem no mercado isso?
(Rebeca, 4 anos)
Caco e Cecília estavam chegando na escola e começaram a correr. Ela, lá na frente, avisou:
– Caco, corre! Eu vou ganhar!
E ele respondeu:
– Cici, me espere para a gente ganhar juntos.
(Caco e Cecília, 3 anos)
– Mãe, a semana muda, né?
– Muda? Como assim?
– É, mãe. A semana muda sempre, mas a vida continua igual.
(Isadora, 6 anos)
Levei minha filha para cortar o cabelo e a cabeleireira perguntou:
– Quantos dedinhos você quer que eu corte, Nayra?
– Nenhum, tia. Corte só o cabelo.
(Nayra, 4 anos)
– Victor, vamos tomar água?
– Agora não.
– Você gosta de água?
– Gosto.
– E de chocolate?
– Gosto. Eu gosto de tudo, até de nada.
(Victor Hugo, 3 anos)
– Helena, foi bom na escola hoje?
– Foi ótimo! Teve “acletismo”.
– É atletismo, filha.
– Atletismo?! Que nome estranho.
(Helena, 6 anos)
– Mãe, você sabia que as meninas são mais fortes que os meninos?
– Filha, eu acredito que a força física de meninos e meninas seja diferente, na maioria das vezes.
– Sim! As meninas são mais fortes! Porque nós temos a força e a delicadeza e os meninos só a força.
(Cléo, 6 anos)
E lá da sala eu escuto a Cici chamando:
– Papaaaiii.
E nada do pai responder, porque estava conversando na cozinha. Então, novamente:
– Papaaaiii.
E ele continuou conversando, até que escutamos:
– Eu não vou ter que chamar pela terceira vez, né?!
(Cecília, 3 anos)
– Bia, você atendeu o telefone. Quem era, filha?
– Não sei, só sei que era um adulto.
– E como você soube?
– Ah, mãe… era uma voz bem gorda.
– Como assim, Bia?
– Voz de criança é sempre bem magrinha e de adulto é uma voz gorda.
(Beatriz, 5 anos)
Quando estavam entrando no mar de mãos dadas, Aline viu o pai tocando a água com as pontas dos dedos e fazendo o sinal da cruz. Ela olhou para ele espantada e perguntou:
– Pai, isso tudo é água benta?!
(Aline, 4 anos)
– Lelê, você gosta de ovo?
– Sim.
– E como é mesmo o nome daquilo que tem dentro do ovo?
– É a gema e a Maria Clara.
(Letícia, 2 anos)
Estava vestindo uma fantasia na Helena para irmos no bloquinho de Carnaval e ela me perguntou:
– Tia, a senhora não vai de fantasia?
Eu estava usando um vestido comum, com algumas listras azuis e tiara colorida e respondi:
– Mas eu já estou fantasiada.
– De Zebra?
(Helena, 4 anos)
No almoço de família, durante o fim de semana de Carnaval, começou uma marchinha:
– Ô abre “malas” que eu quero passar…
(Guilherme, 4 anos)
Perguntei para os alunos o que era arte e o Lucas respondeu:
– Arte é uma dança emocionante que temos dentro da gente.
(Lucas, 8 anos)
Com a polêmica de ter de cantar o hino nas escolas, perguntei à minha sobrinha se ela sabia e ela começou:
“Ouviram do Ipiranga às margens plácidas. De um povo heróico e um rato de turbante.”
(Naomi, 6 anos)
Comprei uma nutella e falei para a Bruna:
– Tenho uma surpresa para você. É uma coisa que você adora e é melhor que brigadeiro!
– É amor?
(Bruna, 7 anos)