Minha afilhada passou uma noite na minha casa com a minha amiga, mãe dela. No dia seguinte, na hora de ir embora, eu perguntei:
– Mas já vai embora, Alice?
– Vou. Tem muita gente que me ama me esperando.
(Alice, 3 anos)
Minha afilhada passou uma noite na minha casa com a minha amiga, mãe dela. No dia seguinte, na hora de ir embora, eu perguntei:
– Mas já vai embora, Alice?
– Vou. Tem muita gente que me ama me esperando.
(Alice, 3 anos)
– Pai, amanhã é o dia da Família na escola. Você vai?
– Não, filho. Mas sua mãe vai.
– Ô pai, você sabia que pai também é família?
(Murilo, 4 anos)
– Mamãe, eu quero mais arroz.
– Filha, coma só o franguinho. O arroz branco vira açúcar no nosso organismo.
– Ah, então o arroz integral vira açúcar mascavo?
(Rebecca, 8 anos)
Estávamos em uma lanchonete, quando ela veio com a seguinte pergunta:
– Mãe, a gente vai viajar para onde?
– Para lugar nenhum, Nanda. Tá doida?
– Ué, então porque o meu pai falou para a moça que a batata frita era pra viagem?
(Fernanda, 8 anos)
Estava brincando com minha priminha no pula-pula, quando ela me olhou e disse:
– Eu vou ter você para sempre né, Laís?
(Yasmin, 4 anos)
Na preparação para festa junina:
– Filho, por que você não quer usar costeleta e bigode na festa?
– Ahhh não, mamãe, é muito feio e eu não gosto.
– Mas, todo mundo usa…
– É, mas eu não sou todo mundo, lembra?
(Higor, 7 anos)
– Laura, o que você vai ser quando crescer?
– Grande!
– Ah, sim. Mas, além de grande, mais alguma coisa?
– Aham, rica!
(Laura, 3 anos)
– Mamãe, o buraco no bumbum se chama tempo.
– O quê? Quem te falou isso?
– A tia da escola.
– Certeza?
– Sim.
Minha irmã, ouvindo isso, entendeu e disse:
– O nome é anus.
– Ah. É isso mesmo. Às vezes eu confundo os nomes.
(Mateus, 5 anos)
– Mãe, quando eu casar eu vou dormir na ponta, meu marido na outra ponta e você no meio.
(Giovanna, 6 anos)
Estava almoçando uma salada com a filha de uma amiga e ela, do nada, puxou o assunto:
– Tia Jessica, nós nunca vamos ter câncer de próstata!
Quase engasguei rindo mas perguntei:
– E você sabe o que é próstata, menina?
– Não! Mas eu sei que tomate previne câncer de próstata.
(Vitória, 5 anos)
A nossa tia me olhou e disse:
– A flor no cabelo da Luíza está muito grande, não acha?
Antes que eu respondesse a Luíza soltou:
– Tá, sim. E se você reclamar, titia, a mamãe planta um jardim aqui.
(Anna Luíza, 5 anos)
– Ô mãe, imagina se tivesse uma montanha-russa no Polo Norte… A gente ia ficar com frio na barriga.
(Bahuan, 5 anos)
Meu primo foi apresentar um jogral na igreja para o dia das mães. Assim que se organizaram no palco, a tia colocou o microfone em sua boca e perguntou baixinho no ouvido dele:
– Rafa, sabe falar de cabeça?
– Sim. De cabeça!
(Rafael, 3 anos)
– Vestidos não me deixam ser criança.
(Mel, 5 anos)
Yasmim gravando vídeo para o Facebook:
– Hoje eu vou ensinar pra vocês uma receita bem gostosa!
Então ela começa:
– Passo 1: “Mãe, to com fome!”.
E agora é só esperar.
(Yasmim, 5 anos)
Fui a um supermercado que vende produtos no atacado e varejo com o Daniel. Andando pelos corredores, ele parou e me perguntou:
– Quando uma pessoa gosta muito de algo, ela paga mais barato?
– Como assim, paga mais barato?
– Exemplo: se eu gosto muito, muito mesmo, de paçoca, sou doido por paçoca, eu pago mais barato?
– Não, ué?! Como assim?
– É que na etiqueta tem preço de pessoas atacadas e normais.
(Daniel, 5 anos)
Estávamos em casa e a Anna Julia não parava de comer. Eu disse:
– Filha, agora chega de comer, se não você vai ficar gorda.
Ela olhou para mim e falou:
– Igual a você, mamãe?
(Anna Julia, 5 anos)
– Tia, não dá para entender. Como chamamos isso de corredor se não podemos correr?
(Davi, 5 anos)
Estávamos no carro ensinando palavras em inglês para o Gustavo e eu perguntei:
– Gú, como é “pai” em inglês?
– Father!
– E “papai” como é?
Ele respondeu cheio de propriedade:
– Fafather!
(Gustavo, 6 anos)
– Filha, estamos na ciclovia.
Muito séria, Lara respondeu:
– Eu nunca vi esse país antes.
(Lara, 3 anos)
Deitada na cama com o Gabriel, falei:
– Filho, sabia que você é o príncipe da minha vida?
– Sim, mamãe. E o papai é o rei, né?
– Isso. E se o papai é o rei e você é o príncipe, a mamãe é o quê?
– A coroa.
(Gabriel, 3 anos)
– Em São Paulo tem museus tão bons quanto os daqui. Eu quis te levar uma vez em um deles, mas você preferiu ir numa loja de livros.
– Mãe, e se a gente encontrar o tempo perdido?
Levei minha irmã ao parquinho, como minha mãe havia mandado. Ela brincou um pouco, então perguntei enquanto ela se balançava:
-Elloa, você vai chegar até o céu?
Ela me olhou e disse:
– Sim, algum dia!
(Elloa, 7 anos)
Em um shopping, havia diversos instrumentos musicais disponíveis para tocar: guitarra, baixo, piano, bateria, pandeiro… depois de uma hora tocando todos, perguntei:
– Maya, qual instrumento você mais gostou?
Ela pensou um pouco e me respondeu:
– Eu gostei mais de tocar com você, papai.
(Maya, 4 anos)
– Mãe, como coloca água dentro do côco?
– Meu filho, para tudo isso há uma explicação.
– Me explique, por favor, porque isso só pode ter sido coisa de Deus.
(Nilton Gabriel, 6 anos)
A Helena estava descalça, então eu disse:
– Helena, tire esse pé do chão.
E ela, simplesmente, me respondeu:
– Não dá. Eu não sou voadora.
– Matheus, gostou do vídeo-game que você ganhou do Papai Noel?
– Mamãe, o vídeo-game é mais do que ótimo. É otimista!
(Matheus, 6 anos)
– Levei minha filha na quermesse e ela ganhou no jogo da pescaria uma coroa de princesa e uma varinha de condão.
– Mãe, como a senhora sabe que alguém está apaixonado por você mas sem que ela fale?
– Ué, filho, pelas atitudes da pessoa. Se ela me tratar com carinho, se fizer as coisas que eu gosto… Mas porque você está me perguntando isso?
– Porque quando eu crescer, quero saber quando alguém estiver apaixonada por mim, mesmo sem falar.
(Vinícius, 4 anos)
– Mãe, passei um mico no aniversário da minha amiga. Eu estava me segurando para não soltar um pum, mas aí deu vontade de espirrar. Quando eu espirrei, soltei o pum junto.
– E alguém ouviu?
– Só a aniversariante. Olha que sorte!
(Nina, 9 anos)
Estávamos na fila para pagar a conta da farmácia, apareceu minha irmã com uma embalagem de escova de dentes e perguntou:
– Eu sou Vasco. E você?
– Eu sou Larissa.
(Larissa, 2 anos)
Temos um primo que faleceu há dois meses. Então hoje o Arthur me perguntou:
– Tata, se eu mandar uma mensagem para o Rapha ele vai responder lá do céu?
– Não, Arthur. Mas ele vai ver.
– Então se eu mandar vai aparecer visualizado?
(Arthur, 10 anos)
A Aylla saiu da sala e eu perguntei:
– Você vai me deixar sozinha?
Ela me olhou e respondeu:
– Não, mamãe. Fica com Deus.
(Aylla, 3 anos)
Abrimos o cofre do Miguel e diante de tantas moedas indaguei:
– Filho, quanto dinheiro! Você já sabe aonde vamos gastar?
– Já sei, mamãe. Na zona.
Assustada, perguntei:
– Miguel, você sabe o que é uma zona?
– Sim, mamãe. É aquilo que fazemos na sala de brinquedo.
(Miguel, 6 anos)
– Alexandre, qual o nome da sua professora nova?
– Batman, tia.
Olhei o caderno estava escrito: Professora Fátima.
(Alexandre, 5 anos)
Meu sobrinho contou que iria na festa junina e eu perguntei:
– Você vai dançar quadrilha?
Ele me olhou com um olhar de censura e respondeu:
– Não, tia. Vou dançar com a Júlia.
(Bruno, 7 anos)
– Pai, qual é o nome dessa ferramenta?
– É um esquadro, filho.
– Tu não gosta mais dele?
– Por que, filho?
– Porque tudo que começa com “ex” a gente não gosta mais. Tipo: ex marido, ex namorado.
(Artur, 6 anos)
Há exatamente um ano, fizemos um post por aqui comemorando 50 mil corujas acompanhando o blog no Facebook.
Hoje pela manhã, paramos um pouquinho a correria do dia-a-dia para notar (e comemorar) o fato de que agora, doze meses depois, já somos 500 mil. Isso aí, meio milhão!
Por que isso é legal? Para nós, porque mais gente nos envia suas pérolas e continuamos com conteúdo para postar aqui todos os dias. Mas, tem também outro significado, mais profundo e importante: o de que mesmo em um momento de crise tão duro pelo qual passa nossa sociedade, ainda podemos parar alguns segundos no nosso dia para celebrar a pureza e a graça da infância. E sorrir 🙂 No meio do caos, a gente sorri com a inocência dos nossos pequenos. E talvez isso nos leve a notar, por um instante que seja, o que importa de verdade na vida.
Obrigado pela companhia diária. E seja feliz.
Abraços,
Manú e Henrique
– Lara, o que é o amor?
– Amor é quando alguém te dá coxinha.
(Lara, 7 anos)
– Mãe, eu gosto de um menino da minha sala.
– E ele é bonito, Malu?
– Não… Mas ele conta um monte de piadas. Eu gosto dele pela diversão.
(Malu, 6 anos)
– Lú, cadê meu ovo?
– Está circulando no meu sistema digestório.
(Luani, 10 anos)
A vovó estava conversando com a Alice e disse:
– Você é o bebê do seu papai e o seu papai é o bebê da vovó.
– Onde você pegou o seu… não tinha pequenininho?
(Alice, 2 anos)