Ouvi minha filha falando:
– De vez em quando minha mãe passa batom escuro em mim. Só que ela coloca papel na minha boca pra tirar o “sucesso”.
– Excesso, filha. Para tirar o excesso.
(Duda, 5 anos)
Ouvi minha filha falando:
– De vez em quando minha mãe passa batom escuro em mim. Só que ela coloca papel na minha boca pra tirar o “sucesso”.
– Excesso, filha. Para tirar o excesso.
(Duda, 5 anos)
– Mamãe, tem sinusite na sua perna.
– Celulite, Isa.
– Celulite? Que doença é essa?
(Isabella, 5 anos)
Brincando com a minha prima, dei um beijo em sua testa e ela fez como quem estivesse limpando o beijo, então perguntei:
– Júlia, você está limpando meu beijo?
– Não, Lelê. Eu estou espalhando.
(Júlia, 8 anos)
Na igreja:
– Natália, o que você tem que fazer para Deus perdoar seus pecados?
– Pecar.
(Natália, 7anos)
Uma aluna minha vai ter um irmãozinho, então eu fui falar com ela:
– Parabéns, Clarinha, pelo seu irmãozinho.
– Eu não tenho um irmão. Ele não é meu irmão.
– Ah, claro que é! Por que não?
– Não é! Eu quero teste de MMA!
(Clara, 7 anos)
A professora da Amanda mencionou que a letra “Q” era casada com a letra “U”.
Em um restaurante, enquanto esperávamos pela refeição, alertei a Nina:
– Clara eu vou tomar o seu xarope, estou tossindo muito.
– Tome, mãe. E sinta o gosto da maldade.
(Clara, 7 anos)
Minha tia queria ter um segundo filho, mas o marido dela não. Então ela falou para a filha dela:
– Laura, quando chegarmos em casa, peça para o papai te dar um irmãozinho.
– Ah, mamãe, mas eu queria pedir pizza.
(Laura, 4 anos)
– Bernardo, isso não é seu.
– Relaxado não é roubado.
(Bernardo, 5 anos)
– Mamãe, a bicicleta está trancada na casinha.
– Está, filha. Desça da bicicleta e dê uma rezinha nela que destranca.
– Tá bom, mamãe.
Nisso ela desce da bicicleta, junta as mãozinhas e começa a rezar.
(Betina, 3 anos)
– Mamãe, deixa eu baixar um jogo no seu celular?
– Não dá, Alice. Não tem espaço.
– Como não, mamãe? Só estamos nós duas aqui no quarto.
(Alice, 3 anos)
Já postamos isso antes por aqui. Mas postaremos todo ano, porque hoje é domingo e essa é a mensagem mais importante, para crianças de todas as idades 🙂
– Vini, será que o coelhinho da páscoa vai trazer um ovo pra você este ano?
– Um, não, mãe. Três!
– Ué, por quê?
– Porque ele canta assim: “coelhinho da páscoa o que trazes pra mim? Um ovo, dois ovos, três ovos assim”
(Vinícius, 5 anos)
– Mãe, hoje eu aprendi a escrever ovo. É O-V-O.
– Isso mesmo! E se forem ovos?
– Aí é O-V-O-V-O-V-O-V-O-V-O, depende de quantos tu quer.
(Isabelle, 7 anos)
Minha prima estava com um ovo da páscoa na mão e eu perguntei:
– Tia, a bisavó é maior chata, né?
– Por que a bisa é chata, Matheus?
– Por que eu pedi benção para ela.
– E o que ela respondeu?
– Deus te abençoe.
– Bernardo, vamos tomar banho.
– Mãe, eu já tomei muito banho nessa vida.
(Bernardo, 4 anos)
– Alice, eu não acredito mais na fada dos dentes.
– Por que você não acredita mais?
– Porque ela está devendo cinco reais para a Júlia.
(Isabella, 7 anos)
Iago não via os avós há uma semana, então pediu pra dormir na casa deles.
Logo que chegou, o avô falou:
– Iago, vá comer alguma coisa.
– Não quero, vô.
– Você veio pra cá para passar fome, é?
– Não, vô. Eu vim para passar a saudade.
(Iago, 6 anos)
Sou professora e na sala de aula perguntei:
– Jaqueline, como se diz estrela em inglês?
– Fácil, é star.
– Ótimo! Agora forme uma frase.
– Eu queria “star” dormindo.
(Jaqueline, 7 anos)
Ian sempre ouviu Elis Regina e um dia me perguntou:
– Mãe, como é uma pessoa mal passada?
– Como, Ian? Não entendi.
– É, mãe, fala na música: “Mas é você que é mal passado e que não vê, que o novo sempre vem…”
(Ian, 3 anos)
– Mãe, do que é feita a cédula de dinheiro?
– De papel, Pedro.
– Depois tu diz que dinheiro não dá em árvore, né?!
(Pedro, 6 anos)
– Tia Carla, eu vou ganhar um irmãozinho. O nome dele vai ser Miguel.
– Jura?!
– Não, Miguel.
(Julia Beatriz, 4 anos)
Conversando com meu sobrinho, falei:
– João, você está com cabelo branco.
– Então eu vou morrer criança, tia?
(João, 5 anos)
Eu e minha sobrinha brincávamos de mamãe e filhinha. Ela, a mamãe, se propôs a fazer um mingau:
– A mamãe vai fazer um mingau para você.
– Mingau de quê?
– De aveia.
E, baixando o tom de voz, falou:
– Mas aveia de mentirinha, tá?
Baixando o tom, do mesmo modo, perguntei:
– Por quê?
– Ué, porque aveia de verdade a gente não come.
– Ué, por que não?
E ela, mostrando o pulso:
– “Aveia” de verdade não é de comer, tem sangue.
(Vallentina, 4 anos)
Estávamos almoçando e eu não como nenhum tipo de carne. A Duda me observando, perguntou:
-Tia, você é vegetariana?
-Sim amor, eu sou.
-Ah que legal, eu sou sagitariana.
– Mãe, minha barriga está falando.
– Sei… Falando o quê, Giovanna?
– Ela está dizendo assim: “Giovanna, me dá um chocolatinho”.
(Giovanna, 4 anos)
– Lucas, eu sei o que você fez. Eu preciso que me fale a verdade.
– A verdade.
(Lucas, 5 anos)
– Mamãe, já pensou se eu caio de bicicleta? Eu teria uma fritura exposta.
(Lara, 6 anos)
– Isa, o que você vai ser quando crescer?
– Dentista. E depois, sereia.
(Isabelle, 4 anos)
– Carol, e esse restinho de água no copo, você não vai beber?
– Eu não tomo o restinho.
– De onde você tirou isso?
– Do filtro, mamãe.
(Carolina, 3 anos)
O dia não estava muito frio e Lorena vestiu uma blusa de frio bem grossa.
– Lô, está com frio?
– Não.
– Por que está com essa blusa, então?
– Porque se eu tirar eu fico com frio.
(Lorena, 7 anos)
Fui babá por 10 anos, cuidando de três crianças maravilhosas e tínhamos uma regra de que quando começássemos um jogo ninguém poderia sair até que o jogo acabasse.
Certo dia, jogando Ludo, o Victor apelou por estar perdendo e quis sair da brincadeira. Eu disse:
-Victor, volta para o jogo. Você tem que aprender a perder.
E ele bravo e chorando me disse:
– Eu sei perder, sim. Eu perco toda hora. Eu não sei é ganhar.
(Vitor, 6, Bernardo, 5 e Mariana 3 anos)
– Titia, tem que treinar muito. Porque a prática leva à refeição.
(Maria Cecília, 5 anos)
– Pai…
Na maior animação, respondi:
– Oi filha!
– “Dilija” com as duas mãos.
(Isabella, 2 anos)
Estávamos todos reunidos, jogando “Perfil Junior”.
Myllena deu todas as dicas da carta e ninguém acertou, então perguntamos para ela quem era na carta e ela respondeu rapidamente:
– Cris Trovão Colombo.
(Myllena, 8 anos)
Minha filha estava no banco de trás com a prima mais velha que ela adora. Entre mil perguntas, elogios e frases eufóricas eu interrompi:
– Filha, dá uma trégua para a Natalia.
Um silêncio pairou e na mesma energia ela disse:
– Mamãe, na sua bolsa não está. Onde eu acho? Você sabe onde está, Ná? Você gosta de trégua? Podemos brincar de trégua juntas?
(Riemi, 5 anos)
– Tia, eu já pedi para Deus que quero ganhar um irmãozinho ou irmãzinha.
– Kaio, mas seu pai só quer ter você de filho.
– É. Mas eu não pedi para ele, eu pedi para Deus.
(Kaio, 6 anos)
Após a refeição minha filha falou que estava se sentindo uma bola, como aquele gatinho gordo, o Garfield. Então meu filho Isaac falou :
– Que isso, Mi?! Ele não é tão gordo assim.
(Milena, 17 e Isaac, 5 anos)
– O que você quer ser quando crescer?
– Ainda quero ser fã de coxinha.
(Sophia, 4 anos)
– Tata, hoje eu contei para todo mundo na escola que você era piriguete.
– Piriguete? Eu nunca te disse isso, Sarah.
– Disse, sim. Quando você usava muitos brincos.
– Rebelde, Sarah. Rebelde.
– Ixi, então contei errado.
(Sarah, 6 anos)
– Papai do céu, abençoe todos os meus coleguinhas da escola e abençoe a professora Heliana, a Rô, a Dani, as professoras do 1º ano, do 2º, do 3º, do 4º, do 5º, do 6º e do sábado.
(Mariana, 5 anos)
– Vinicius, temos visita. Vem dar “oi” para minha amiga Mercedes.
– Oi, seu nome é Mercedes? Quando eu tiver um filho vai se chamar Parati.
(Vinicius, 5 anos)
Chegou em casa correndo, tropeçou e caiu. Levantou dizendo:
– Pênalti!
(Aurora, 2 anos)
Brincando de casinha:
– Já que mulher pode ser o que quiser, dessa vez eu vou ser o pai, tá bom?
(Maria Alice, 3 anos)
– Mamãe, eu levo muito a sério as coisas que são sérias. Só não consigo levar a sério as coisas que fazem cócegas.
(Sophie, 4 anos)
Minha sobrinha brincando com as bonecas:
– Vamos para o baile, príncipe?
– Agora não dá, princesa.
– Tudo bem. Vou de Uber.
(Marina, 6 anos)