Estava fazendo dever com minha sobrinha e a última pergunta era:
– Indique um ponto de referência que pode ser usado para localizar a sua escola.
E ela respondeu:
– GPS, tia.
(Clara, 7 anos)
Estava fazendo dever com minha sobrinha e a última pergunta era:
– Indique um ponto de referência que pode ser usado para localizar a sua escola.
E ela respondeu:
– GPS, tia.
(Clara, 7 anos)
– Papai, não vou comer carne.
Meu marido que ama carne falou:
– Mas Helena, carne é bom.
– Mas eu gosto mais da vaca.
(Helena, 2 anos)
Eu e meu grupo da faculdade fomos fazer um trabalho de campo sobre alimentação infantil e para isso visitamos uma creche. Conversando com as crianças sobre as frutas que elas gostavam de comer, Luiza disse que costumava pegar amora com o pai. O tempo passou e eu perguntei:
– Então Luiza, é você quem gosta de pegar amora no pé?
E ela rapidamente respondeu:
– Não tia, eu pego com a mão mesmo.
(Luiza, 3 anos)
Eu estava indo dormir e disse:
– Boa noite, gente. Estou me retirando aos meus aposentos.
Surpresa me respondeu:
– Tu vai se aposentar, mãe?
(Rillary, 8 anos)
Depois do parabéns, falamos para ela fazer um pedido e ela respondeu:
– Não sei o que pedir, mãe.
– Peça algo que você queira, filha.
– Quero apagar a vela.
(Julia, 4 anos)
Matheus chegou no quarto correndo e disse:
– Dinda, olha meu coração.
– Está acelerado. O que foi?
– O coração mora o amor.
– Oh, que lindo. Eu moro nele?
– Sim.
– Por que eu moro nele?
– Porque nele mora todo mundo.
(Matheus, 3 anos)
Durante uma festa no condomínio onde minha priminha mora, fui com ela até o parquinho. Lá tinha uma lanchonete e ela queria comprar bala. Eu disse:
– Bia, agora não dá. Meu dinheiro ficou no salão.
Ela prontamente respondeu:
– Mas Marianna, quando eu vou com minha mãe eu não pago, só compro.
(Beatriz, 4 anos)
– Titia, estou apaixonado.
– Por quem?
– Pela menina nova. Ela é linda, você tem que ver.
– Como você sabe que está apaixonado?
– Ah titia, porque meu coração está batendo.
(Douglas, 5 anos)
Levamos um amigo peruano para a casa da tia da minha namorada. Chegando lá, o Pedro começou a conversar com o rapaz. Passado um tempinho, ele comentou:
– Ah, o português é igual ao espanhol. Só muda as palavras.
(Pedro, 8 anos)
– Felipe, onde está seu pai?
– No vaso solitário.
(Felipe, 2 anos)
Trabalho em uma loja de brinquedos. Certa vez, um menino agarrou algumas pelúcias e gritou:
– Pikachu! Pikachu!
A mãe o interrompeu e prometeu:
– Se você se comportar, na volta eu compro o Pikachu.
Cruzando os braços frustrado, ele respondeu:
– Ah, mas eu nunca me comporto.
(Lucas, 7 anos)
Estava passando um filme do Scooby Doo na TV e como tem monstros eu perguntei:
– Lucas, você não tem medo?
– Não!
– Caramba, você é muito corajoso.
– Tia, você deve enfrentar seus medos.
(Lucas, 5 anos)
Antes de dormir eu escuto:
– E eu nem precisei do Google para achar a mãe certa.
(Tomás, 9 anos)
– Gaby, você está linda, parecendo uma princesinha.
Minha mãe precisou viajar e deixou as crianças comigo. Quando ela foi se despedir do meu irmão mais novo, ele disse:
– Eu achei que iria passar todos os dias da minha vida com você.
(João Pedro, 5 anos)
Eu estava tentando fazer minha filha ler a coleção do Harry Potter, mas ela não estava afim. Então eu aproveitei que o filme que ela queria ver estreou e disse:
– Se você ler o primeiro livro até a página cinquenta eu levo você ao cinema.
Decepcionada, respondeu:
– Deixa pra lá, mamãe.
– Por quê?
– Eu prefiro deixar de fazer uma coisa que eu gosto, do que fazer uma coisa que eu não quero.
(Tyffane, 10 anos)
– Mamãe, o Pluto, nosso cãozinho, já é adulto?
– Já sim, meu filho.
– Então arruma uma namorada para ele.
E o Henrique interrompeu:
– Mas ele nem tem emprego ainda.
(Heitor, 7 anos e Henrique, 9)
Procurávamos um restaurante para almoçar, quando sugeri:
Chegamos a 100 mil seguidores no Facebook :o)
Pais e mães, tios e tias, irmãos e irmãs, padrinhos e madrinhas, professores, avôs e avós. Agora somos 100 mil corujas, de todos os gêneros e espécies, curtindo e compartilhando a graça, a inocência e a beleza da infância.
Cem mil amigos diários, sempre contribuindo e curtindo juntos, sem palavras para agradecer.
Beijos,
Manú e Henrique
– Mãe, por que “reunião de pais” se só vão as mães?
Guilherme estava explicando as roupas dos super-herois, quando chegou a hora do Flash:
– O Flash tem uma roupa toda vermelha. E aqui na orelha e no peito ele tem um choque igual o Nescau.
(Guilherme, 6 anos)
Estávamos nos preparando para ir à praia e o João Arthur queria uma roupa de banho que não cabia mais nele. Extremamente irritado, falou:
– Mamãe, a culpa é sua, que me dá almoço todo dia.
(João Arthur, 5 anos)
Estava fazendo o dever de casa com minha filha, o exercício pedia: “Complete a frase: Papai deu rosas para a mamãe e ela colocou no ___________”
A resposta certa seria: vaso.
A resposta dela foi: Facebook.
(Clara, 6 anos)
Depois do banho eu estava escolhendo uma roupa para sair, quando minha irmã parou ao meu lado, ficou me olhando e perguntou:
– Você já apertou o seu peito?
Sem entender nada, perguntei:
– Por quê?
– Você tem que massagear o seu peito para ver se não tem nenhum nódulo, pois pode virar até câncer! E enquanto ela me falava isso, estava “apertando” o peito dela para me ensinar como fazer.
(Valentina, 5 anos)
Fizemos umas festinha surpresa para a nossa priminha. Na hora do parabéns a mãe dela perguntou:
– Filha, quando as pessoas fazem algo que a gente gosta muito, o que se diz? Obri…
– …gação?!
(Márcia, 7 anos)
A afilhada da minha mãe chegou até meu pai, passou a mão na cabeça dele e, bem séria, perguntou:
– Tio, seu cabelo voou?
(Dayany, 2 anos)
Hoje é dia dos professores e aí rolou o seguinte diálogo:
– Mãe, não esquece de comprar os presentes dos professores.
– Sim, sim. Fala o nome de todos para eu não esquecer?
– Lu, Cati, Felipe e Rita. Não esquece da Rita.
– Tá bom, Isabel.
– Mãe, tem a Natália também. Ela fica comigo na hora do sono. E tem a Aline, não esquece da Aline. E os professores da natação.
– Nossa, Isabel. Mas aí é muito presente.
– Eu sei. Mas eu gosto de todos. E agora tem a professora de inglês.
– E como chama a professora de inglês, Bel?
– Não lembro… Ah, já sei! É “Titcha”.
(Isabel, 4 anos)
Meu filho chegou da escola cheio de novidades:
– Mãe, hoje tivemos uma aula diferente.
– Ah é, filho?! Como foi?
– A tia levou um esqueleto para a sala.
– Jura?
– Mas não se preocupe, mãe. Ele estava morto.
(Murilo, 6 anos)
– Mãe, no dia das crianças eu não preciso de presente, tá?!
– Por que, filha?
– Porque eu já tenho vocês.
(Nina, 9 anos)
Somos nordestinos e minha filha é fã de cuscuz. Se fosse por ela, só comeria isso todos os dias. Hoje, o irmão perguntou:
– Tetê, tu não cansa de comer cuscuz?
– Não, eu como sentada.
(Miguel, 9 anos e Estela, 3)
Estou grávida de 7 meses e depois de ser observada por uns segundos, o Kaique me perguntou:
– Quem colocou o bebê aí dentro?
– Foi seu tio.
– Mas com osso e tudo?
(Kaique, 4 anos)
– Mãe, por que a gente tem que dormir?
Meio sem querer prolongar o assunto, respondi:
– Para crescer.
Ele começou a chorar e disse:
– Eu não quero crescer, eu gosto de ser criança.
(Gustavo, 5 anos)
Fui passar o fim de semana na casa da minha tia e, na hora de deitar, minha priminha foi dormir comigo. Quando acordou, ela viu meu sutiã ao lado da cama e perguntou:
– Prima, você tira o sutiã para dormir?
– Tiro, Duda.
Espantada, ela questionou:
– Mas onde você guarda seus peitos enquanto isso?
(Maria Eduarda, 5 anos)
– Quero gelatina, vovó!
Minha mãe abre o armário, encontra o último pacote de gelatina e diz:
– Teve sorte, Helena!
Chorando ela responde:
– Eu não quero sorte, quero gelatina.
(Helena, 2 anos)
Gabriel e suas dúvidas:
– Mãe, “filho da mãe” é palavrão?
– Não é palavrão. Mas, dependendo da sua intenção, você está xingando a pessoa.
E ele com cara de espanto, falou devagar:
– Mãe, mais o filho não é da mãe?!
(Gabriel, 7 anos)
– Qual o nome daquela água que fica na boca?
– Saliva?!
– Isso. Acho que a minha está vencida.
– Por quê?
– Porque está com gosto ruim.
(Monize, 8 anos)
Aurora adora os animais. Tanto insistiu que conseguiu que eu arrumasse uma cachorrinha para ela. Percebi que tudo que comia ela oferecia à Leona, nossa cachorra. Chamei ela no canto e comecei a explicar que a alimentação e vida dos animais era diferente da nossa. Nem tudo que nós comemos os animais poderiam comer e nem tomar banho todos os dias. Ela com ar sério questionou:
– Mamãe, quem é a minha mãe?
– Eu.
– Então, não é a senhora que diz como eu devo fazer tudinho? Deixa a Leona comigo. Sou responsável com meus filhos também, igual você.
(Aurora, 4 anos)
A minha irmã vira para o meu sobrinho e fala:
– Vitor, não pode roer a unha. Está cheio de bicho morto debaixo dela e eles vão comer toda sua barriga!
Ele com um olhar de desdém e com uma voz serena questiona:
– Mãe, como eles vão comer minha barriga se estão todos mortos?
(Vitor, 4 anos)
Estava quente, compramos um balde de açaí e perguntei:
– Julia, quer açaí?
Ela imediatamente respondeu:
– Sair pra onde?
(Julia, 5 anos)
Ontem à noite eu estava ensinando o Lucas a rezar.
Ele juntou as mãozinhas, fechou os olhos e repetiu tudo o que eu disse. Ao terminar, ele abriu os olhos, virou para o pai e disse:
– Papai, não é que eu mandei uma mensagem de voz para o Papai do Céu?!
(Lucas, 4 anos)
– Vó, se você se comportar, deixo você ser a Batgirl.
(Arthur, 3 anos)
Enquanto estava arrumando minha filha, olhei para ela e disse:
– Filha, você se parece tanto comigo.
E ela me respondeu:
– Ô, mãe, mas a gente nem é irmã.
(Maria Liz, 4 anos)
Minha filha estava no quarto cantando uma das músicas do filme Frozen, quando de repente falou: “Posso te falar uma coisa louca? Quer casar comigo?”
Nisso, o pai dela gritou lá da sala:
– O que você disse, Clara?!
E ela disfarçou:
– Ops! “Let it goooo…”.
(Clara, 4 anos)