Alice, com terçol no olho, me perguntou:
– Mamãe, esse “pôr do sol” já está indo embora, né?
– Esse o quê, Alice?
– Esse pôr do sol no meu olho. Já está sarando, né?
(Alice, 5 anos)
Alice, com terçol no olho, me perguntou:
– Mamãe, esse “pôr do sol” já está indo embora, né?
– Esse o quê, Alice?
– Esse pôr do sol no meu olho. Já está sarando, né?
(Alice, 5 anos)
– Victória, você sabe qual é a parte do seu corpo que eu mais adoro?
– Não, mamãe.
– O coração.
Ela, sorridente, retrucou:
– Mamãe, você sabe qual é a parte do seu corpo que eu mais adoro?
– Não, meu amor.
Virou para mim, com uma carinha apaixonada e disse:
– O intestino.
(Victória, 5 anos)
– Mãe, vou pegar uma colher para mim comer o sorvete.
– Não é “mim”, filha, é “eu”. Para eu comer o sorvete.
Ela olhou, pensou por dois segundos e respondeu.
– Tá bom mamãe, eu pego uma colher para você também!
(Isabella, 4 anos)
– Tia, aquela é sua televisão?
– É. Está estragada.
– E quem estragou?
– O tempo. Ele passou e ela parou de funcionar.
– E você não tentou parar o tempo?
(Arthur, 3 anos)
– Bia, leve esse remédio para o seu pai lá no quarto? Mas não vai comer, hein?! Se você comer você vai morrer!
– Mas, mãe…
– Leva logo, Bia!
Depois de uns minutinhos, ela volta, pálida, estranha. Perguntei:
– Levou o remédio ao seu pai, Bia?
– Levei sim, mãe. Mas ele não morreu. Está lá sentado.
(Beatriz, 4 anos)
A bolinha de gude caiu num lugar bem difícil de pegar e o papai falou para o Heitor:
– Por que você não usa alguma coisa pra te ajudar a pegar a bolinha?
E ele respondeu prontamente:
– Eu já sei! Que tal um adulto?
(Heitor, 4 anos)
Depois de uma conversa sobre palavrinhas mágicas, Vitor Hugo perguntou:
– Tata, amarra meu cadarço?
– Fazendo um…?
– Um nó.
(Vitor Hugo, 6 anos)
– Mãe, polícia civil é aquele policial que se olhou e se viu?
(Murilo, 5 anos)
Estávamos na cozinha e meu filho me pediu para beber água. Dei um copo e ele perguntou:
– Mãe, essa água é morta?
– Hum, por que você está perguntando isso, Gustavo?
– Porque minha professora disse que água viva mata!
(Luís Gustavo, 4 anos)
– Amanda, você quer Romeu e Julieta?
– Quem é o Romeu, mãe?
– O queijo.
– E a Julieta?
– A goiabada.
– Então eu só quero a Julieta.
(Amanda, 05 anos)
Depois de 7 anos no ar e uma velha promessa de que em breve tudo ficaria mais bonito por aqui, finalmente o “em breve” chegou. Estamos inaugurando hoje uma cara nova para o blog. Sai o visual “paint brush” e entra uma identidade que traduz o que gostaríamos que o blog comunicasse: leveza, arte, a pureza da infância e alegria (ótimo trabalho do Hewerton Matos, grande amigo e designer talentoso).
O conteúdo continua o mesmo, todos os dias uma frase nova. Vez por outra, vamos testar os posts em formatos diferentes para facilitar o compartilhamento e divulgação.
Esperamos que gostem. Mas, como sempre, contamos com os comentários e retorno de vocês para nos dizerem o que estão achando.
Comemorem com a gente!
Abraços,
Manú e Henrique
Quando uma criança vai mais à igreja do que à escola:
– Arthur, qual foi a princesa que libertou os escravos?
– Moisés?
(Arthur, 7 anos)
Estávamos conversando no carro, na volta da escola, quando o Matheus falou:
– Eu não namoro mais com a A.J.
– Por que, Matheus? Eu gosto tanto dela.
– Porque agora eu namoro outra menina da minha sala nova. Ela é muito legal.
Fez vários elogios à menina e depois completou:
– E ela tem mais sete namorados – disse, fazendo as contas com os dedos.
– Mas, Matheus, isso não é legal. É bem melhor namorar só uma pessoa, aí você se dedica mais.
– Eu sei, mãe. Eu também acho. Mas ela é que tem um monte de namorados. Eu só tenho ela.
(Matheus, 6 anos)
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Minha afilhada foi dormir em casa e meu pai perguntou para ela:
– Posso dormir com você, Laura?
– Não, eu tô acordada.
(Laura, 2 anos)
O André disse:
– Mãe, se um dia a gente tiver um restaurante eu quero ser o garçom.
E você, Rebeca, quer ser o quê?
– Quero ser a cliente.
(André, 10 anos e Rebeca, 6)
– Enrico, hoje você vai dormir na sua cama.
Eu e meus dois sobrinhos estávamos caminhando pela rua, quando o Moisés, segurando as minhas mãos, olhou para mim todo galanteador e disse:
– Tia, eu e você, fimose.
Eu, sem entender, perguntei:
– O quê, Moisés?
– Eu e você, fimose. Não sabe o que é fimose, tia?
Assustada, perguntei:
– O que é fimose?
– É “para sempre” em inglês, tia.
Então o Gustavo, indignado, corrigiu:
– É forever, moleque. Fo-re-ver!
(Moisés, 7 anos e Gustavo, 11)
Minha mãe é professora de uma escola e com a chegada da primavera eles arrumaram a sala para deixar mais colorido. Um aluno reclamou:
– Tia, nem conheço essa sua prima Vera. Não tenho obrigação de arrumar a sala pra ela vir aqui.
(Victor, 6 anos)
– Mãe, já pensou se ao invés dos números serem romanos, eles fossem românticos?
Seria lindo, né?!
( Guilherme, 6 anos)
Sou professora e na minha gravidez eu não sabia o sexo do bebê. Uma aluna me questionou:
– Prô, você ainda não sabe se é menino ou menina?
– Ainda não. Só no mês que vêm.
– Você fez o exame do xixi?
– Fiz.
– Tinha um tracinho ou dois?
– Tinham dois tracinhos.
– Aaahhh, então é menina. Minha mãe disse que quando tem dois tracinhos, sem dúvida, é menina.
(Gabriela, 7 anos)
Estava na sala, com crianças de 4 anos, e comecei apontar os lápis de cor.
Algumas se aproximaram e logo estavam questionando como apareceria a ponta no lápis apontado. Depois de algumas suposições, uma menininha que até o momento ficou só olhando, falou:
– Ah, vocês não estão vendo? A tia coloca o lápis dentro do apontador e espera. Aí a ponta nasce.
Minha filha estava no banheiro quando gritou:
– Mãããeee! Uma barata!
– Grande ou pequena, filha?!
– Adolescente.
(Ana Clara, 4 anos)
– João, a tia está velha?
Ele me olhou, pensou e respondeu:
– Ahhhhh tia, só a cara.
(João, 5 anos)
– Papai, não quero que minha mãe doe minhas roupas.
– Mas filha, as roupas não cabem mais. Você tem que dividir com uma amiguinha que não tem roupas.
– E porque ela não tem roupas?
– Porque o papai dela não teve dinheiro para comprar.
– Então você divide o seu cartão como ele.
(Júlia, 3 anos)
Minha mãe é professora do ensino fundamental numa escola da zona rural, no interior de Pernambuco e estava explicando sobre as olimpíadas no Brasil. Depois de mostrar todos os países do mundo no mapa mundi, ela disse:
– Pessoas do mundo inteiro virão ao Rio de Janeiro para assistir aos Jogos.
Então o Lucas perguntou:
– E eles vão caber aqui, professora?
(Lucas, 6 anos)
Um dia, meu sobrinho conversava com seus pais tentando entender o porquê de alguém que não precisa mais estudar, optar por continuar estudando. Seu pai explicou que a faculdade servia para que as pessoas pudessem aprender a fazer algo legal para depois trabalhar com isso e ganhar dinheiro. Ele refletiu um pouco e disse:
Minha afilhada veio aqui em casa. Eu estava conversando com sua mãe, quando ela contou:
– A Manuela aprontou!
– É, eu fiz M – disse Manu.
– M de quê, Manuela? – perguntei, curiosa.
– M de besteira!
– Alice, quando começar a propaganda vamos tomar banho, ok?
– Mãe, eu também quero ter uma filha.
– Mesmo?
– Sim. Também quero ter alguém para mandar.
(Alice, 4 anos)
– Meu talento é brincar.
(Lorenzo, 3 anos)
– Mãe, tenho mais um dente mole.
– Ah não, Bruno. Será que você pode me fazer um favor de parar de crescer?
– Desculpe, mãe, mas seu bebê já era.
(Bruno, 5 anos)
Elisa estava brincando de grávida com o primo e carregava uma boneca embaixo da blusa. Depois de um tempo, Gustavo foi para outro cômodo da casa. Então, a Elisa chamou:
– Mamãe, todas as princesas moram no castelo da Cinderela, aqui na Disney.
Estava na casa da minha sogra com o meu sobrinho. Certa hora, meu namorado foi ao banheiro. Ele começou a demorar e eu comentei:
– Nossa, que demora!
Aí meu sobrinho disse:
– Ô, tia Fran, a mãe dele não vai subir pra limpar ele, não? Acho que ele ta é esperando.
(João Victor, 5 anos)
Meu sobrinho estava com soluço. Veio correndo e disse:
– Tia Fraaaaan, pega no meu coração?
– O que tem o seu coração?
– Ele tá tossindo.
(João Victor, 5 anos)
Estava fazendo uma pesquisa com estudantes de altas habilidades para entender sobre suas personalidades. Em uma entrevista, perguntei para um menino:
– Quais são suas atividades além de estudar?
– Eu gosto de ler.
– Que tipo de livro?
– Tipo análises sociais e filosofia.
Impressionado pedi um exemplo:
– Ah professor, tipo Diário de um Banana.
(11 anos)
Estava muito frio e meu chuveiro havia queimado. Por isso, tive que dar banho no meu filho usando um balde e uma canequinha, com água aquecida no fogão. Ele não parava de brincar e conversar, adorando a novidade. Então falei:
– Anda, Ryan, banho de caneca precisa ser rápido, tem que lavar só o básico!
– O quê?!
– Banho de caneca tem que ser rápido e lavar só o básico.
Ao que ele respondeu prontamente:
– Mas eu não tenho básico.
(Ryan, 4 anos)
Meu filho estava sentado ao meu lado no sofá e perguntou:
– Mamãe, você está com saudades de mim?
– Não, filho. Você está aqui ao meu lado. A gente só sente saudades de quem está longe.
Ele imediatamente corre para a outra ponta do sofá, vira pra mim e diz:
– E agora, mamãe? Você está com saudades de mim?
(Heitor, 3 anos)
Nina, num momento de reflexão:
– Mãe, você vai viver até que a morte nos separe?
– Com certeza, filha.
(Nina, 9 anos)
(Olivia, 1 ano)
Estava discutindo com meu irmão mais novo, quando ele falou:
– Eu vou brincar, sim.
– Vai uma ova!
– “Ova”, não. O-vo.
(Richard, 5 anos)
– Parece até que vamos para o Polo Morte!
(Catu, 3 anos)
A Isabela ficou encantada com o Google Tradutor:
– Mãe, eu vou escrever aqui: “minha mãe é chata”. Mas não precisa ficar triste porque vou ver em chinês e não em português, tá?!
(Isabela, 5 anos)
Como não tenho nenhum parentesco direto com o João, falei para ele, já tem algum tempo, que seria sua tia “emprestada” até quando ele quisesse. Hoje, tivemos o seguinte diálogo:
– Hoje você é minha tia.
Perguntei:
– Até quando?
– Até o fim dos números.
(João, 5 anos)
Meu filho me perguntou como se fala “porta” em inglês e eu respondi:
– Se fala “door”, filho.
Ele me olhou e disse:
– Ahhh, por isso que quando prendemos o dedo na porta, falamos “que door!”.
(Cairê, 7 anos)
– Mãe, “ouva” isso…
– Não é “ouva”, Isabela. É ouça.
– Tá bom. Está “oucino” agora?
(Isabela, 5 anos)
Diálogo entre a professora e os alunos:
– Minha voz está ruim hoje.
– Eu tenho várias “voz”. A vó Neuza, a vó Terezinha…
(Mariah, 2 anos)