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Listen and repeat

Quando se vive com filho pequeno em outro país, os idiomas sempre se misturam. Dia desses, estávamos no trânsito e:
– Olha, mãe, aquele carro é blue.
– Isso mesmo filho… e como se fala blue em português?
– Blue português, ué!

(Arthur, 2 anos)

Enviado pela Luciana DeMichelli

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São Paulo off-road

Parei meu carro em frente a uma papelaria, quando passou por mim um jipe daqueles antigos e desabafei:
– Vou trocar meu carro por um desses, só um desses pra andar nessa cidade…
E meu filho de pronto retrucou:
– Ah, mãe, compra logo uma carroça então!

(Enzo, 3 anos)

Enviado pela Fátima Mazzello

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Guarda de trânsito

Estava indo com meu filho para a praia e na nossa frente, havia um caminhão pipa com uma mangueira vermelha enrolada. Ele observou, acompanhou e disse:
– Olha, mãe, o caminhão da linguiça!

(Joaquim, 2 anos)

Enviado pela Caroline Pereira

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O herói

A Izadora não foi à escola e passou um dia inteiro com o papai. No dia
seguinte, depois de tomar banho, muito cansada e já quase dormindo,
começou a chamá-lo com aquele chorinho de manha. Aí eu perguntei:
– Filha, por que você quer o papai?
E ela arrematou:
– Porque ele me ajuda a ficar feliz.

(Izadora, 4 anos)

Enviado pela Daniela Benute

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O lugar mais frio do mundo

O Petrus e dois amigos estavam discutindo onde era o lugar mais frio do mundo, quando ele disse:
– Eu sei onde é. É na Brahma!
Algum adulto próximo perguntou:
– Ahn? Brahma? Como assim?
Ele pensou e disse rápido:
– Não, não! É a Antártica… eu que confundi o nome da cerveja!

(Petrus, 6 anos)

Enviado por Daiana Duarte

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Um chiqueiro!

A Isadora foi comigo, minha filha, minha mãe e meu marido em uma loja para trocar uma roupa. Quando entrei no carro, minha mãe falou:
– Nossa filha, amei seus óculos de sol! Você ficou mto chique!
Então, minha sobrinha respondeu:
– É verdade!
– Você gostou, Isa?!
– Gostei sim, ficou um chiqueiro!

(Isadora, 4 anos)

Enviado pela Flavia Freitas

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R$ 1,99

Estava eu em pleno final de janeiro, gravidíssima da 36 semanas, pés mais inchados que um pão italiano, na casa dos meus pais na praia, quando minha sobrinha Isadora de 3 anos, resolveu me acompanhar em um dos meus 10 banhos diários (pra ver se espantava o calor). Com uma dificuldade danada tirei a roupa que insistia em ficar grudada em mim, quano ela me olhou dos pés à cabeça e soltou:
– Madrinha, você tá tão linda assim, com a Ana Beatriz morando na sua barriga!
– Obrigada querida! – eu disse, toda emocionada.
– Mas por que o seu peito tá assim, tão gordo?!
– Porque está cheio de leite para a Ana mamar quando nascer!
– Nooooossa, coitada! Depois eu compro um peito novo na lojinha de R$ 1,99 pra você tá? E ainda deixo escolher a cor, tá?!

(Isadora, 3 anos)

Enviado pela Flávia Freitas

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A dança dos dedinhos

Minha filha veio para minha cama e eu estava trabalhando no computador. Ela ficou deitada do meu lado olhando enquanto eu escrevia um e-mail enorme, digitando com 2 dedos de cada mão. Depois de alguns minutos observando, ela solta:
– Mamãe, seus dedinhos estão dançando frevo?

Alice (3 anos)

Enviado pela Carolina Longo

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Vamos fazer o seguinte

A Bia aprendeu a falar “o seguinte” e, se achando muito inteligente, disse para sua mãe:
– Mãe, vamo faze o “siguinti”: a mãe vai brincar com a Bia.
A mãe respondeu:
– Bia, vamos fazer o seguinte: a Bia vai dormir e a mamãe vai descansar também.
Mais do que rápido a Bia respondeu:
– Não, mãe, esse siguinti não, ôto siguinti.

(Bia, 2 anos)

Enviado pela Sandra

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Quem não tem irmão, caça com cão

Na academia, encontro com um casal de amigos e o filho deles, Felipe de 5 anos. Um deles me parabeniza pelo bebê.
– Oi Priscila! Parabéns pelo bebê!
– Ah, obrigada!
– Sabe que o Felipe tá doido pra ter um irmãozinho? Mas, tá meio chateado porque a cegonha ainda não veio.
Então eu disse:
– É mesmo Felipe? Você quer um irmãzinho?
– É… eu queria. Mas, agora serve um cachorro.

(Felipe, 5 anos)

Enviado pela Priscila Monteiro

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Aula de finanças pessoais

– Olha ali, filha, tem umas crianças brincando no parque.
– Depois a gente vai lá, né pai? Depois da casa da vovó.
– Vamos sim.
– Pai, mas pra ir lá brincar você tem que ficar aqui comigo sempre.
– Mas e meu trabalho?
– Não, pai, não pode ir trabalhar lá longe, tem que ficar aqui o dia todinho.
– Entendi. Mas, filha, se o papai não trabalhar, como é que a gente
faz pra comprar comida?
– Já tem comida em casa.
– Mas tem que comprar sempre. E quando acabar a comida? O papai tem que ir ganhar dinheiro.
– Pai, eu compro.
– Você?
– É, eu tenho um dinheirinho.
– Ah, tem é?
– Ahãm.
– E com seu dinheiro dá pra comprar comida e roupas?
– Dá. E balinha também.
– …
– E uns doces. Tudo, muitas coisas, pai.
– Mas, filha…
– Hum?
– E quando acabar o dinheiro?
– Ah, pai, a gente compra mais, ué!

(Nina, 3 anos)

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Um minuto para os comerciais

Ontem, estávamos na festa da nossa Igreja, o Hermes brincou muito, e se sujou na mesma proporção. Chegamos em casa e ele foi direto pro chuveiro. Depois de o convencer de que ele não precisava de detergente pra se limpar, ele tomou um banho bem caprichado. Acabando, ele se olhou no espelho e comentou:
– Babá, olha meu joelho, nunca ficou tão limpo assim. To branquinho, branquinho, igual eu vim ao mundo, só que maior um pouquinho.
Eu dou uma risada e digo:
– Eee Hermes, só você mesmo.
E ele finaliza:
– Manda pro Frases de Crianças.

(Hermes, 8 anos – nosso garoto-propaganda)

Enviado pela Bárbara Caretta

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Cata-vento

Dia desses, indo de carro para a casa dos avós, a Yasmin, enquanto observava os moinhos de vento pela janela (moramos na Holanda), perguntou:
– Pra que servem os moinhos de vento?
E o papai sugeriu:
– Fala pro papai pra que você acha que serve, depois o papai te fala se está certo ou não e te explica.
A Yasmin pensou um pouco e disse:
– Eu acho que os moinhos de vento existem pra soprar as núvens embora, e assim o sol poder aparecer de novo.

(Yasmin, 3 anos)

Enviado pela Rose Tuin

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Menino do Rio

– Vinícius, já contou pra vovó que você vai conhecer a praia?
– É, eu vou conhecer a praia…
– É, vovó, o Vinícius vai voltar moreninho.
– Nããão, mamãe, eu vou voltar de carro!

(Vinicius, 2 anos)

Enviado pela Aline

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Sábado Animado

A Nicolly gosta muito da Maisa. Um belo dia, ela virou sua motoca e ficou girando a sua rodinha. Ela saía correndo e gritando: “Computador! Computador!”.
E eu, sem entender nada, fiquei pensando por que ela estava fazendo isso, até que percebi que ela estava imitando a Maysa e perguntei:
– Você é a Maisa?
E ela respondeu:
– Um beijão! E agora assiste o desenho!!

(Nicolly)

Enviado pela Sabrina Soares

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Cotonete 8

– Mãe, como coloca no 8?
– Não tem nada no canal 8, Lucas.
– Mas meu amigo disse que a noite passa o Ben10 no Cotonete 8.
– Hã!?

Pausa, pára, pensa: ”Cartoon Network”.

(Lucas)

Enviado pela Simone Holanda

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Eram umas vezes…

– Mamãe?
– Oi, Nina.
– Você conta uma história?
– Conto.
– Mãe, como você tem dois olhos, então você precisa contar duas histórias.
– …
– Vai, mãe, conta.
– Nina, mas como eu só tenho uma boca, então eu só vou contar uma história.
– …
– Te peguei!
– Mãe?
– Oi.
– Mas como você tem vááários dentes, então vai contar vááárias histórias. Beleza?

(Nina, 3 anos)

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Benjamin Button

– Titiê, hoje na sala o Valdemir…
– Valdemir?
– É.
– Valdemir, Caio?
– É titiê, meu amigo.
– Você tem um amiguinho chamado Valdemir?
– Tenho titiê.
– Coitado… já tem nome de adulto.
– É… mas ele vai ficar adulto.

(Caio, 6 anos)

Enviado pelo Sérgio Dantas

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Mãe judia

Minha mãe está lendo um livro sobre mães judias (O Complexo de Portnoy). Ela comentou comigo, observando meu relacionamento com minha filha:
– Alexandra, tu é a própria mãe judia.
– Não sou não.
Minha filha interrompe e fala:
– É sim. Tu às vezes judia de mim.

(Catarina, 7 anos)

Enviado pela Alexandra, do Destemperadinhos

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Barriga cheia

O Emanuel estava vendo as fotos da mamãe grávida e alguém perguntou:
– Quem é que estava ai dentro da barriga da mamãe?
E a resposta certeira:
– Um monte de arroz, macarrão e feijão.

(Emanuel, 2 anos)

Enviado pela Flávia Riepenhoff

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Comprando um pedacinho do céu

Devido ao ar seco que tem feito em São Paulo, os avós da Ísis compraram um umidificador de ar. Ao ver o aparelho em funcionamento, ela imediatamente o batizou de “máquina de fazer nuvem” e começou a abanar os braços no ar e cantarolar:
– O céu é meeeu!!! O céu é meeuu!!!”

(Ísis, 3 anos)

Enviada pelo Bruno Loturco

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Pé de moleca

O pai tentava usar sua “autoridade” para fazer a filha permanecer calçada.
– Isabelle, não tire o sapato!
A menina então olhou para o pai, tirou o sapato e disse, acariciando o pé:
– Mas, pai, olha que pezinho mais bonito!

(Isabelle, 2 anos)

Enviada pelo Rui Luis

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Sem embromation

A madrinha de Ana Beatriz, professora, comprou alguns gibis em inglês para passar a seus alunos. A Bia, como adora um gibi, viu e já foi logo pegando para ler quando, de repente, resmunga em voz baixa:
– Eu juro que sabia ler, eu sabia ler (alterando a voz)! Minha dindinha, pode perguntar para a professora, eu sabia ler direitinho.

(Ana Beatriz, 6 anos)

Enviado pela Ana Paula

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Item de fábrica

A Larissa ganhou uma irmãzinha. No dia de conhecer o bebê, a mãe a colocou em seu colo e ela, curiosa, não parava de olhar intrigada para as carinhas que a irmãzinha fazia. De repente, assustada, ela vira para a mãe:
– Mamãe! Ela já vem com língua!

(Larissa, 4 anos)

Enviado pela Miriam Barreto

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Higiene é tudo

Antes de entrar na casa da vovó, a mãe alertou:
– Gabriel, limpe os pés no tapete antes de entrar na casa da vovó.
O filho, ligeiramente, tirou os sapatos, limpou os pés, colocou os sapatos novamente e entrou.

(Gabriel, 5 anos)

Enviado pela Miriam Barreto

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Longe é um lugar que não existe

A Ana Beatriz estava com conjuntivite e, por isso, a madrinha dela alertou:
– Bia, não fica perto da tia Marília porque ela está gravida e não pode ficar dodói.
Então, a Bia respodeu:
– Mas você não está vendo que eu estou a mais de 1 litro de distância dela?

(Ana Beatriz, 6 anos)

Enviado pela Ana Paula

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Justificando o injustificável

Minha tia repreendeu minha prima por ter sobrado comida no prato:
– Filha, tem tanta criança passando fome, revirando lixo pra poder comer, e você fica disperdiçando comida desse jeito!
Depois de refletir por um minuto, ela rebateu:
– Mas mãe, se não sobrar comida o que é que as criancinhas pobres que reviram o lixo vão comer!?

(Gabriela, 4 anos)

Enviado pela Maura Ferreira Fischer

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Ser mãe depois dos 30

Minha mãe foi convidada para dar uma entrevista para um jornalzinho da universidade onde estudo, falando sobre mães que tiveram filhos depois dos 30 anos. Ela toda vaidosa, pensava alto sobre o tema:
– Ser mãe depois dos 30… O que aconteceu de diferente?
Antes que ela pudesse continuar, o Hermes concluiu:
– Fica doida!

(Hermes, 8 anos)

Enviado pela Bárbara Caretta